BANCO CENTRAL DO BRASIL - BACEN
O Banco Central do Brasil (BC ou BACEN) é autarquia federal
integrante do Sistema Financeiro Nacional, sendo vinculado ao Ministério da Fazenda do Brasil. Assim como os outros bancos centrais do mundo, o brasileiro é a autoridade monetária principal do país, tendo recebido esta competência de três instituições diferentes: a Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC), o Banco do Brasil (BB) e o Tesouro Nacional.
Órgão criado pela lei 4595 de 31/12/64, ocupante das funções da antiga SUMOC (superintendência da moeda e do crédito). Seus principais objetivos são o controle monetário (inflação), equilíbrio do Balanço de Pagamentos e estimulo da economia nacional. O presidente do Banco Central é escolhido pelo presidente do Brasil, e deve ser sabatinado pelo senado federal, para que possa ocupar o cargo.
Suas principais funções são: Controle Monetário; Serviço do meio circulante; Autorizar o funcionamento das instituições financeiras; Fixar normas para o funcionamento das instituições financeiras; Fiscalização; Depositário das reservas internacionais no Brasil; Controle sobre o capital estrangeiro no Brasil; Política Cambial é fixa e recolhe os depósitos compulsórios.
Site: www.bcb.gov.br
O que é e como funciona o Copom ?
O Copom foi criado em junho de 1996. A decisão do Banco Central sobre os juros é soberana e não precisa de aprovação do governo.
Saiba como funciona o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central:
O que é - O Comitê de Política Monetária (Copom) é formado pelo presidente e os diretores do Banco Central, que se reúnem a cada 45 dias para fixar a taxa básica de juros, a Selic.
Objetivo do Copom - O objetivo das mudanças nos juros é manter a inflação sob controle, ou seja, cumprir a meta de inflação para o ano. A decisão do BC sobre os juros é soberana e não precisa de aprovação do presidente da República nem do ministro da Fazenda. Já a meta de inflação é fixada pelo governo.
Quando foi criado - O Copom foi criado há mais de dez anos, em 20 de junho de 1996. A idéia foi inspirada na experiência do banco central dos EUA, o Federal Reserve (Fed). Antes, o BC aumentava ou reduzia a taxa de juros sem comunicar diretamente o mercado. Com a mudança, segundo o BC, o processo se tornou mais transparente, o que melhorou a comunicação com o mercado financeiro. Atualmente, vários países seguem esse modelo.
Periodicidade - As reuniões do Copom dividem-se em dois dias. A primeira sessão numa terça-feira; a segunda, no dia seguinte. Mensais desde 2000, as reuniões diminuíram para oito desde 2006.
As reuniões passo-a-passo:
- No primeiro dia, os chefes de departamento do BC fazem uma análise da economia brasileira e internacional.
- No segundo dia, o mais importante, os diretores de Política Monetária e de Política Econômica, após análise das projeções atualizadas para a inflação, apresentam suas proposta para mudar ou não a taxa Selic.
- Em seguida, os demais membros do Copom fazem suas ponderações e apresentam eventuais propostas alternativas.
- Ao final, acontece a votação das propostas, buscando-se, sempre que possível, o consenso. A decisão final é imediatamente divulgada à imprensa.
- As atas das reuniões são divulgadas às 8h30 da quinta-feira da semana seguinte a cada reunião.
Quem faz parte do Copom - Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil (o presidente do BC mais oito diretores). Também participam, apenas no primeiro dia da reunião, os chefes de alguns departamentos do Banco Central e alguns assessores, mas que não têm direito a voto.
Mudanças no Copom - Desde 1996, o Regulamento do Copom sofreu uma série de mudanças no que se refere ao seu objetivo, à periodicidade das reuniões, à composição, e às atribuições e competências de seus integrantes. As metas de inflação, por exemplo, só foram adotadas em 1999.
Fonte: G1