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Cooperativismo de Crédito, qual o modelo a adotar ?Tal ganho diz respeito a um dos objetivos do cooperativismo que é agregar valor ao produto objeto do associado. No caso das cooperativas de crédito este produto é o dinheiro, as economias e também as obrigações financeiras dos associados.

Mundialmente as cooperativas de crédito possuem diferentes tratamentos em relação à legislação que as regulamenta. Nos paises em que o cooperativismo está mais desenvolvido as cooperativas possuem legislação equivalente às instituições financeiras. Em muitos outros países as cooperativas tem como principal característica a responsabilidade social, constituídas em forma de pequenas cooperativas locais.

Em muitos países, como em Quênia na África as Cooperativas tem participação de 35% do mercado permitindo a inclusão social de pessoas que normalmente não teriam condições de ter conta em algum banco. O financiamento de vivendas (casas) para famílias de classe baixa e pobre é um otimo exemplo desta inclusão social.

Na Índia, as Cooperativas de Crédito tem uma participação de mercado de apenas 3%, mas seu posicionamento é de inclusão social para as classes mais necessitadas. Em um país onde 85% da população é pobre o Cooperativismo mostra-se como uma importante ferramenta de melhoria da qualidade de vida da população.

Já em países desenvolvidos como a Holanda, Canadá, França e Alemanha as Cooperativas tem uma importante participação no mercado financeiro local, apresentando-se como alternativa ao sistema financeiro convencional.

Não existe modelo certo ou errado, existe sim um objetivo pelo qual a cooperativa de crédito foi criada, objetivo este manifestado por seus associados fundadores.

 


 

JORNAL NACIONAL FALA DAS COOPERATIVAS DE CRÉDITO 

"Em plena crise financeira, o caminho menos complicado para tomar dinheiro emprestado tem passado, quase obrigatoriamente, por cooperativas de crédito. Existem 1.460 delas no país."

"Um dos motivos para motivos para as taxas de juros serem menores do que nos bancos é que o dinheiro emprestado vem dos próprios associados, a um custo baixo... Os juros das Cooperativas variam de 1,5 a 2,5% ao mês, taxas próximas ao crédito mais barato encontrado hoje no mercado, o crédito consignado (2,19%am)".

"Para fazer o empréstimo é preciso ser associado, isto significa depositar a cada mês uma contribuição (capital social) e na hora do aperto é possível fazer um financiamento com base no saldo destes depósitos e na renda de cada um".

"O Banco Central fiscaliza as Cooperativas de Crédito, mas o associado também deve participar das Assembléias para evitar surpresas". Segundo Luiz Eduardo Paiva, Presidente da Associação Nacional de Cooperativas de Crédito "é chato, é, mas é igual reunião de sindicato ou condomínio, se não participar não pode reclamar depois".

 
Veja a reportagem exibida no Jornal Nacional no dia 03/12/2008.

 

 

O Cooperativismo de Crédito comumente traz para o conjunto de associados benefícios maiores do que se atuassem de forma individual.

 

Apesar desta simples explicação, as cooperativas no mundo apresentam diferenças expressivas em sua forma de atuação. Tal diferença diz respeito ao enfoque da cooperativa em atuar como instrumento de inclusão social (bancarização, micro-crédito) ou como alternativa financeira em relação às demais instituições financeiras.  

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