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DGRV - Confederação Nacional das Cooperativas de Crédito da Alemanha
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A DGRV “Deutscher Genossenschafts und Raiffeisenverband e. V.”, Confederação Nacional das Cooperativas da Alemanha, com sede em Berlim atua em nível nacional com fins basicamente de representação e defesa perante as autoridades estatais. Ao mesmo tempo, assume funções de auditoría para algumas cooperativas de alcance nacional.

Além da DGRV existem três Federações nacionais especializadas segundo a atividade de seus membros, entre elas a
A característica comum da DGRV e de todas as Federações é que não se dedicam à intermediação financeira, diferentemente de muitas Federações de cooperativas na América Latina. Funções centrais de intermediação, tal como é a administração da liquidez no setor, é privilégio dos bancos cooperativos centrais.
 
Identidade visual: todos os Bancos Populares e Bancos Raiffeisen locais apresentam os mesmos logotipos e cores para demonstrar ao público a afiliação ao grupo cooperativo.

Finalidade dos Bancos Cooperativos Alemães: Os bancos cooperativos na Alemanha têm fins de lucro no sentido que devem “incentivar a economia de seus associados”, como é formulado pela Lei de Cooperativas da Alemanha. A Lei não define se este incentivo se realiza através de preços de serviços atrativos ou através de geração de excedentes. Em todo caso, a fórmula da Lei não permite implicitamente a geração de perdas para poder cumprir com as responsabilidades sociais da cooperativa. De fato, os bancos coope-rativos na Alemanha distribuem entre os sócios, excedentes na ordem de 5% ou 6% anuais sobre o capital social pago pelo associado – um valor aproximadamente três vezes maior que os dividendos do banco privado.

Veja a
lista de 1.230 bancos cooperativos alemães com ativos, depósitos, empréstimos e associados.
O setor cooperativo contribui de uma maneira decisiva há mais de 150 anos para o desenvolvimento econômico alemão, incluindo as cooperativas com atividade financeira, as quais são “full banks” na Alemanha, no sentido que têm todos os direitos e obrigações como qualquer outro banco (operações permitidas, supervisão etc.). Este setor financeiro cooperativo na Alemanha é um dos mais poderosos e sólidos do mundo, graças a uma minuciosa auditoria, controles internos e a plena supervisão por parte da Superintendência Federal de Serviços Financeiros.

Associados x População: Os Bancos Cooperativos contam com mais de 15 milhões de sócios e 30 milhões de clientes na Alemanha, a cifra mais elevada da Europa, visto que o país possui uma população total de 82 milhões de pessoas.

Os bancos cooperativos são do ponto de vista operacional bancos universais com uma ampla gama de operações permitidas, e do ponto de vista legal são cooperativas em sua natureza jurídica. Os quase 1.230 bancos cooperativos estão plenamente integrados ao sistema de pagamentos e à supervisão bancária na Alemanha: A Lei se caracteriza em princípio, pelos mesmos direitos e obrigações para todos os tipos de intermediários financeiros perante o Banco Central e a Superintendência Federal de Serviços Financeiros, independente de sua forma jurídica.

A Alemanha tem no total 2.200 bancos (bancos privados + caixas de poupança + bancos cooperativos), dos quais 1.230 são bancos cooperativos.

Os 1.230 bancos cooperativos (BCs) da Alemanha são, legalmente independentes com próprias pessoas jurídicas, políticas gerenciais e responsabilidades. Enquanto um dos dois bancos cooperativos centrais tem a forma jurídica de “Sociedade Anônima” (com o capital em mãos de cooperativas), nos 1.230 bancos cooperativos de base, rege o princípio de “um homem - um voto”. Só uma pequena minoria dos bancos exige um “vínculo comum” para a afiliação de sócios.

O setor se caracteriza por uma forte redução do número de bancos cooperativos há várias décadas: Há quase 50 anos, existiam aproximadamente 12.000 bancos cooperativos, quase todos sem filiais. Mediante um constante e intenso processo de fusões e incorporações, reduziu-se esta cifra em um oitavo, enquanto a quantidade de filiais foi elevada no mesmo período de apenas 2.300 a mais de 13.000.

Estruturação do Sistema Cooperativo: O sistema bancário cooperativo é formado por 1.230 bancos cooperativos locais, um banco cooperativo central (BCC) a nível regional (
WGZ Bank) com o qual operam 253 bancos cooperativos locais e um BCC a nível nacional (“DZ Bank”) constituído como S. A. (com o capital, no entanto, nas mãos das cooperativas) com o qual operam 1.139 bancos cooperativos. O BVR também é um Banco Cooperativo Central mas é de pequeno porte e atua apenas com um sub-grupo de bancos cooperativos (os 13 “Sparda-Banken”).

RELATÓRIO DA DGRV PARA A AMÉRICA LATINA

A DGRV, Confederação Nacional das Cooperativas da Alemanha, efetua também trabalhos e estudos na América Latina e Caribe.

No
link consta um interessante relatório datado de outubro/2008 (base dez/07) com dados dos mercados financeiros latino americanos e também com informações das Cooperativas de Crédito.

Total de Cooperativas de Crédito por país:

  • Segundo este relatório, a Venezuela é o país com maior quantidade de Cooperativas de Crédito da América Latina, com 1.755 delas. Na seqüência, vem o Brasil com 1.460 cooperativas e após o Equador com 1.300. Em 4º lugar está o Paraguai com 779 cooperativas de crédito.

Participação no mercado financeiro do país:

  • O Paraguai desponta no ranking de participação de mercado com 22,9% do total do país. Na seqüência temos o Equador com 10,3%, a Bolívia com 8,4% e Costa Rica com 8,1%.

Maiores Cooperativas de Crédito da América Latina:

  • Segundo o relatório, a maior CC da América Latina é a mexicana Caja Popular Mexicana que administrava em dez/07 US$ 1,66 bilhões em suas 360 filiais e 1,3 milhão de associados;
  • Em 2º lugar consta a chilena Coopeuch com ativos de US$ 1,28 bilhões, onde 1 a cada 40 chilenos é associado a ela, contando com 400.000 associados e 78 filiais.
  • Em 3º lugar está a brasileira Credicitrus com ativos de US$ 692 milhões e quase 30.000 associados em suas 38 filiais. 


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