ONU declara 2012 como Ano Internacional das Cooperativas

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ONU declara 2012 como Ano Internacional das Cooperativas

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o modelo de negócio cooperativo como um fator importante no desenvolvimento econômico e social dos países.

No dia 18 de dezembro, durante a 64ª. Assembléia Geral das Nações Unidas foi aprovada a resolução sobre " As Cooperativas e o Desenvolvimento Social", que declara 2012 como Ano Internacional das Cooperativas (IYC sigla em Inglês).

Esta é a primeira vez na história que um ano será dedicado ao setor cooperativista. A notícia foi recebida por dirigentes do mundo inteiro com grande aceitação. A nova presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Pauline Green, disse que “o ano internacional das cooperativas é um evento muito oportuno para uma mais profunda compreensão do movimento cooperativo como um todo"

Para Ian Macdonald, diretor-geral da Aliança Cooperativa Internacional, "é o momento de lembrar ao mundo que existe mais do que uma forma de fazer negócios e que, em uma economia globalizada, todos nós devemos trabalhar juntos."

A ACI-Américas, agradeceu aos 55 Estados-membros das Nações Unidas e, especialmente, nas Américas, bem como as instituições internacionais, as cooperativas e outras partes interessadas no desenvolvimento e crescimento das cooperativas em todo o mundo, ao apoio dado a Resolução das Nações Unidas.

Para ter acesso a um texto preliminar da resolução basta visitar o site da NCBA (National Co-operative Business Association).

Fonte: OCB

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ACI tem nova diretoria

domingo, 27 de dezembro de 2009

Dame Pauline Green do Reino Unido, foi eleita por unanimidade pela Assembléia Geral da Aliança Cooperativa Internacional como nova presidente. Ela torna-se a a primeira mulher a presidir a ACI. Após a eleição, Dame Pauline deixou o cargo de co-presidente das Cooperativas da Europa e de vice-presidente da ACI para a Europa.

Vice-Presidentes:
Os três vice-candidatos presidenciais foram eleitos por unanimidade pela Assembléia Geral:

  • Stanley Muchiri do Banco Cooperativo do Quênia foi eleito como vice-presidente da ACI para a África.
  • Ramon Imperial Zuniga da Caja Popular do México, foi eleito como vice-presidente da ACI para as Américas.
  • Li Chungsheng da "All China Federation of Supply and Marketing Co-operatives" foi eleito como vice-presidente da ACI para a Ásia-Pacífico.

O Vice-Presidente para a Europa será eleito pela Assembléia das Cooperativas da Europa em Moscou em Abril de 2010.

De acordo com Dame Pauline, uma de suas prioridades como presidente da ACI vai ser levantar o perfil das cooperativas como um movimento popular com um enorme potencial para capacitar as pessoas e comunidades. "Juntas, as 300 maiores cooperativas do mundo são responsáveis por um volume de negócios de US $ 1,1 trilhões, que é quase o mesmo tamanho que a economia espanhola. Eles realmente são uma força global ", disse ela.

Fonte: http://www.coopseurope.coop

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Márcio Lopes de Freitas é reeleito à Vice-Presidência da ACI

domingo, 22 de novembro de 2009

Dirigentes brasileiros são reeleitos para órgãos da ACI

Freitas, Utumi e Eudes Aquino representaram o cooperativismo internacional na ACI

O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, foi reeleito à vice-presidência da Internatinal Co-operative Agricultural Organization. Ele participa, junto com dirigentes brasileiros, desde segunda-feira (16/11),em Genebra, Suíça, de uma programação que inclui seminários, debates, workshops e uma série de encontros das comissões setoriais. O evento culminará, hoje (20/11), com a Assembleia Geral da Aliança Cooperativa Internacional (ACI ou ICA), sigla em inglês.

A comitiva também conta com a participação de Américo Utumi, assessor especial da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), que foi reeleito para o Conselho de Administração da ACI, e Eudes Aquino, da Unimed Brasil, eleito vice-presidente para o próximo mandato de quatro anos da International Health Cooperative Organization.

Neste ano, os debates da Assembleia giram em torno das oportunidades para o setor em meio ao esforço global para superar a crise econômica. No evento, também será feita uma homenagem a Ivano Braberini, ex-presidente da ICA, que faleceu este ano. Haverá ainda a eleição do novo conselho diretor, presidente, vice-presidente, diretores de comissões temáticas

Integram o grupo de dirigentes o secretário-executivo da OCB, Renato Nobile, os integrantes do Conselho Diretor da intituição, Orlando Colavope, Onofre Filho, Estherio Colnago, Salatiel Souza, Roberto Coelho, Silvio Carvalho, e a assessora Internacional Joana Nogueira.

Fonte: OCB

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Dia Internacional do Cooperativismo

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mensagem da Aliança Cooperativa Internacional

4 de Julho de 2009 - "As cooperativas são mais resistentes às crises do que outros modelos de empresa, de acordo com um recente estudo feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) a pedido da ACI. As cooperativas de crédito têm se mantido sólidas, financeiramente; as cooperativas agrícolas, em muitas partes do mundo, estão obtendo resultados positivos, as cooperativas de consumo estão incrementando seu volume de negócios e as cooperativas de trabalho associado continuam crescendo. Cada vez mais, as pessoas estão escolhendo o modelo de empresa cooperativa para enfrentar as novas realidades econômicas.

Por que as cooperativas são capazes de sobreviver e, de fato, prosperar em situações de crise e ir mais além?

É o modelo. A empresa cooperativa é um modelo de empresa alternativa, que em lugar de enfocar o lucro focaliza as pessoas, aumentando o poder dessas pessoas no mercado, enquanto baliza suas operações nos princípios e valores cooperativos.

Em muitos países e em muitos setores do mundo, a empresa cooperativa está crescendo em associados, capital e volume de negócios. As cooperativas estão contribuindo de maneira significativa para a manutenção e a geração de novos empregos e, portanto, garantindo a renda das famílias. Elas estão assegurando que os preços se mantenham em níveis razoáveis e que os bens de consumo no varejo, alimentos e serviços continuem seguros, confiáveis e de boa qualidade. As instituições financeiras cooperativas têm registrado um aumento de capital devido ao reconhecimento dos consumidores da segurança e da confiabilidade das cooperativas de crédito, bancos cooperativos e cooperativas de seguros, que, em muitos casos, também, continuaram a fornecer crédito a pessoas físicas e pequenas empresas. Ao fazer isso, estão demonstrando que o negócio cooperativo é sustentável e que as empresas embasadas em valores éticos podem ter êxito e contribuir para uma recuperação econômica sustentável.

Os economistas, o mundo acadêmico e a comunidade internacional estão desesperados buscando respostas sobre a forma de estimular a recuperação mundial e, ao fazer isso, estão começando a questionar o atual modelo econômico que perdeu a confiança dos responsáveis políticos, assim como da maioria das pessoas. Eles estão aguardando a regulação dos mercados e das instituições financeiras, em particular, para assegurar operações mais éticas e transparentes. Nesta busca, todavia, também estão redescobrindo e reconhecendo o potencial das cooperativas em contribuir, de maneira significativa, para um novo sistema econômico.

Muitos governos estão considerando a opção cooperativa neste novo contexto econômico, seja para estimular a produtividade agrícola, seja para reorganizar os sistemas nacionais de proteção social, tal qual se pode observar no recente debate da reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos e a proposta de criar cooperativas de saúde. A contribuição das cooperativas na recuperação dos países está sendo reconhecida por eles, que estão, cada vez mais, estimulando os cidadãos a escolher as empresas cooperativas para atender as suas finanças, a fim de aumentar a produtividade e o bem estar geral.

O movimento cooperativo terá que trabalhar os responsáveis políticos para assegurar o reconhecimento da natureza específica das cooperativas. Elas não podem estar excessivamente reguladas e a sua natureza, essencialmente anti-risco, deve ser compreendida. Uma resposta política consistente e bem articulada é crucial para garantir que elas não sejam prejudicadas nas mudanças do contexto regulatório. Somente com políticas apropriadas, as cooperativas continuarão a ser capazes de impulsionar a recuperação mundial.

Embora alguns analistas digam que, para a economia mundial o pior já passou e que é provável que a recuperação comece no final deste ano, a recessão e o impacto afetarão todas as empresas. Muitas cooperativas tentarão sobreviver a qualquer preço, inclusive renunciando a sua natureza cooperativa, mas existem muitas evidencias demonstrando que colocar os princípios e valores cooperativos em prática pode ser o fator decisivo para uma sustentabilidade a longo prazo. Agora é hora de ressaltarmos o valor da natureza cooperativa.

O movimento cooperativo se depara com uma oportunidade única. Deve superar o desafio de demonstrar que o modelo cooperativo de empresa é o melhor modelo alternativo de negócios para o futuro. As cooperativas estão demonstrando que são o motor, não somente para impulsionar o desenvolvimento econômico, mas também, a democracia econômica e política, bem como a responsabilidade social. As cooperativas oferecem uma forma mais justa de fazer negócios, onde os valores sociais e ambientais contam, não somente como algo a fazer, se você puder fazer, mas que são, simplesmente, parte da maneira de fazer negócios.

Neste Dia Internacional das Cooperativas, a ACI faz um chamamento aos cooperativistas de todo o mundo para reforçar seus compromissos com os valores e princípios cooperativos, celebrar os êxitos nestes tempos difíceis e trabalhar em parceria para assegurar que continuem a impulsionar a recuperação global em todo o mundo."

Fonte: Informe OCB

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Cooperativismo mundial perde presidente da ACI Ivano Barberini

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Cooperativismo mundial perde presidente da ACI Ivano Barberini

Corpo do líder cooperativista será sepultado no próximo dia 8, às 15h30, em Bolonha, na Itália

Morreu nesta quarta-feira (6/5) o italiano Ivano Barberini em sua casa, em Módena, na Itália. O presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) desde 1997, completaria 70 anos no próximo dia 18. O velório será realizado nesta sexta-feira (8/5), de 10h às 14h, na avenida Aldo Moro, 16, em Bolonha. O sepultamento está previsto para as 15h30.

Barberini receberá homenagem oficial na praça Emilia Romagna, em frente à liga das cooperativas da Itália, a Legacoop, entidade presidida por ele de 1996 a 2002 . O ex- presidente da ACI esteve no Brasil pela última vez, em 2005, quando participou da Feira Internacional das Cooperativas, Fornecedores e Serviços (Fenacoop), realizada em São Paulo (SP).

Para o cooperativismo mundial “a perda é irreparável”, disse o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, ao ressaltar o compromisso de Barberini com o movimento cooperativista mundial e, em especial, com o Brasil, com o qual se identificava, embora fosse europeu. Segundo Freitas, a morte de Barberini deixa uma lacuna na liderança mundial do setor, tendo em vista toda a sua dedicação à expansão e ao fortalecimento do cooperativismo em todo o mundo. “Ele via o cooperativismo como um todo, era um profundo conhecedor das experiências, necessidades e potencial das cooperativas na esfera global”, assinalou.

Formado em Economia, Barberini dedicou toda sua vida profissional ao cooperativismo a partir de uma cooperativa de consumo, em Módena, nos anos 60. Participou do processo que unificou 3,3 mil cooperativas e fechou 7 mil negócios. Foi presidente da cooperativa central, da Aliança Cooperativa de Módena e da Coop Itália (1978 a 1996), quando foi eleito presidente da Liga Nacional das Cooperativas (Legacoop). Em 2001, substituiu Roberto Rodrigues na presidência da Aliança Cooperativa Internacional. Retornando da Colômbia, nesse ano, visitou cooperativas de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Barberini acreditava que o Brasil era uma grande oportunidade para o cooperativismo. Em entrevista à revista Paraná Cooperativo, do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), em 2001, ele destacou a democracia, a boa administração, união, cooperação entre as cooperativas, responsabilidade social e a atenção à comunidade como os princípios fundamentais, pois atendiam o respeito aos direitos do homem. “Se existem princípios que defendem os direitos fundamentais do homem, é preciso protegê-los, colocá-los em prática, agir”.

O diretor da ACI e assessor especial da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), Américo Utumi, vai representar o cooperativismo brasileiro nos funerais e homenagens póstumas ao líder mundial das cooperativas.

Fonte: OCB

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Morre Ivano Barberini, Presidente da ACI

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Modena/Itália 06/05/09 - Morreu esta manhã após uma longa doença, Ivano Barberini, Presidente desde 2001 do International Co-operative (ACI), e, desde 2003, o Instituto Internacional de Investigação do Desarmamento Arquivo.

Biografia di Ivano Barberini Biografia de Ivano Barberini
Ivano Barberini, que nasceu em Modena, em 1939, tinha quarenta anos de experiência no movimento cooperativo, italiano e europeu, desempenhando diversas funções no domínio da investigação econômica e social e gestão empresarial. Foi, entre outras coisas, gerente da Coop Modena, presidente da Coop Italia, com sede em Bolonha, e presidente da Coop Emilia Veneto. De 1978 a 1996 foi presidente da Coop - Associação Nacional dos Consumidores "Cooperativa, de 1990 a 1996 Presidente da Eurocoop. De 1996 a 2002, a Barberini tinha o cargo de Presidente da Liga Nacional das Cooperativas e Mutue. Desde 2001 ele foi presidente da Aliança Cooperativa Internacional, organização constituída em 1895 que congrega, representa e serve cooperativas com circulação mundial.

Desde 2003 foi também presidente do Instituto Internacional de Pesquisa do Arquivo Disarmo centro de pesquisa fundado em 1982, que estuda os problemas do desarmamento, da paz e da segurança, tanto a nível nacional e internacional.

A presidência do Conselho Nacional Legacoop recorda com satisfação e gratidão a figura de um dos mais prestigiados líderes do movimento cooperativo italiano e internacional, em vários cargos de responsabilidade na posse, passou a vida com paixão, inteligência e de poupança de energia, um consolidar e desenvolver a experiência cooperativa, para divulgar os princípios e os valores de solidariedade e participação, contribuindo significativamente para a construção do sucesso e do reconhecimento crescente pelas instituições e da sociedade.
O Presidente da República Giorgio Napolitano, a notícia da morte de Ivano Barberini enviou uma mensagem que expressa emoções e pesar pela morte de um "líder expoente da Cooperação Italiana e presidente da Cooperativa Internacional. Com ele desaparece um apaixonado lutador para o progresso social e cívica e da paz, como foi evidenciado, em especial os seus esforços de desarmamento e à promoção da Colombe D'oro Prêmio de Paz. vir à sua família, seus colegas e de toda a circulação cooperativo as nossas sinceras condolências. "

Fonte: Modena 2000

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ACI Américas lança publicação que orienta sobre a legislação de cooperativas

sábado, 18 de abril de 2009

ACI Americas lança publicação que orienta sobre a legislação de cooperativas

Versão lançada no formato digital é em espanhol. São 102 artigos estruturados em 12 capítulos. Em breve a ACI Américas fará a versão impressa traduzida para o inglês e também para o português

"Ley Marco para las Cooperativas de América" é o título da publicação em espanhol que a Aliança Cooperativa Internacional para as Américas (ACI-Américas) lança em versão digital. O livro orienta sobre os fundamentos da legislação cooperativista.

São 102 artigos estruturados em 12 capítulos. Em breve a ACI Américas fará a versão impressa traduzida para o inglês e também para o português.

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Os Pioneiros de Rochdale - Manchester/Inglaterra

sábado, 17 de janeiro de 2009

A primeira cooperativa do mundo - Rochdale na Inglaterra

Criada em 1844 por 28 operários - 27 homens e 1 mulher , em sua maioria tecelões, no bairro de Rochdale-Manchester, na Inglaterra, e reconhecida como a primeira cooperativa moderna, a "Sociedade dos Probos de Rochdale" (Rochdale Quitable Pioneers Society Limited) forneceu ao mundo os princípios morais e de conduta que são considerados, até hoje, a base do cooperativismo autêntico.

Esses operários enxergaram o associativismo como forma de contornar, por meio da compra e venda comum de mercadorias, os efeitos perversos do capitalismo sobre a condição econômica dos trabalhadores assalariados - tendo alugado, com o capital inicial de 1 (uma) libra, um armazém para estocar produtos que, adquiridos em grande quantidade, poderiam ser consumidos a preços mais baratos.

Tal iniciativa foi motivo de deboche por parte dos comerciantes, mas, logo no primeiro ano de funcionamento, o capital da sociedade aumentou para 180 libras e, cerca de dez mais tarde, o "Armazém de Rochdale" já contava com 1.400 cooperantes. O sucesso da iniciativa passou a ser exemplo para outros grupos.

O cooperativismo evoluiu e conquistou espaço próprio, definido por uma nova forma de pensar o homem, o trabalho e o desenvolvimento social. Por sua forma igualitária e social o cooperativismo é aceito por todos os governos e reconhecido como fórmula democrática para a solução de problemas socioeconômicos.

O grande feito de Rochdale foi ter redigido um estatuto social que estabelecia objetivos mais amplos para o empreendimento e definia normas igualitárias e democráticas para a constituição, manutenção e expansão de uma cooperativa de trabalhadores. As normas estabelecidas pela organização pioneira de Rochdale para orientar sua estrutura e funcionamento foram analisadas e debatidas em dois congressos internacionais promovidos pela ACI (Associação Cooperativa Internacional), em 1937 e 1966, e foram adotadas universalmente como "princípios cooperativistas".

Em 1995, na conferência Centenária dessa mesma ACI, realizada em Manchester - Inglaterra, observando as variadas ramificações do cooperativismo surgidas e visando contemplar o maior número possível de tipos de cooperativas, foram aprovados os novos "Princípios básicos do cooperativismo", que, mantendo-se fiéis aos valores democráticos e igualitários defendidos pelos pioneiros de Rochdale, norteiam o movimento em todos os países.


Visite o site do Museu dos Pioneiros de Rochdale.

Leia mais sobre os Pioneiros de Rochdale.

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A Expressão do Cooperativismo no mundo

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A ACI (Aliança Cooperativa Internacional) divulgou no no ICA Expo em Portugal (ocorrido em out/08) alguns dados interessantes do Cooperativismo no mundo.
  • Na Argentina, existem mais de 17.941 sociedades cooperativas com 9.1 milhões de associados.
  • Na Bélgica, haviam 29.933 sociedades cooperativas em 2001.
  • No Canadá, quatro em cada dez canadenses são membros de pelo menos uma cooperativa. Em Quebec, aproximadamente 70% da população são co-op membros, em Saskatchewan, enquanto 56% são membros.
  • Na Colômbia mais de 3,3 milhões de pessoas são membros de cooperativas ou 8.01% da população.
  • Costa Rica conta com mais de 10% da sua população, como membros de cooperativas.
  • Finlândia, S-Grupo tem uma composição de 1.468.572 indivíduos que representa 62% das famílias finlandês.
  • Na Alemanha, existem 20 milhões de membros de cooperativas, 1 em cada 4 pessoas.
  • Na Indonésia, 27,5% famílias representando cerca de 80 milhões de indivíduos são membros de cooperativas.
  • No Japão, 1 em cada 3 famílias é um membro de uma cooperativa.
  • No Quênia, 1 em cada 5 é um membro de uma cooperativa, ou 5,9 milhões e 20 milhões de quenianos e directa ou indirectamente derivar suas vidas a partir do Movimento Cooperativo.
  • Na Índia, mais de 239 milhões de pessoas são membros de uma cooperativa.
  • Na Malásia, 5,9 milhões de pessoas, ou 24% do total da população são membros de cooperativas.
  • Na Nova Zelândia, 40% da população adulta são membros de cooperativas e mútuas.
  • Em Cingapura, 50% da população (1,6 milhões de pessoas) são membros de uma cooperativa.
  • Nos Estados Unidos, 4 em cada 10 indivíduos são membros de uma cooperativa (25%).

Fonte: ICA Expo 2008

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ACI - Carta Aberta aos governos do G8

domingo, 16 de novembro de 2008

Carta Aberta aos governos do G8

Correspondência enviada pela ACI (Aliança Cooperativa Internacional)

"Os habitantes do mundo observaram com surpresa e incredulidade como algumas estruturas financeiras mundiais se viram afetadas pelo pânico e como, em conseqüência, alguns bastiões no campo dos investimentos e da rede bancária entraram em colapso e desapareceram. Também se assombraram com o fato de que líderes políticos mundiais se viram forçados a comprometer grandes quantidades de dinheiro dos contribuintes, num esforço para fortalecer e estabilizar os bancos e os mercados de valores, os quais foram sacudidos até as suas raízes pela avidez corporativa e a má gestão gerencial com fins lucrativos. Agora sentem temor pelos efeitos de tudo isto na economia real.

Ao mesmo tempo estes mesmos cidadãos e cidadãs sabem que há um modelo empresarial alternativo e seguro, estável e de propriedade e controle sustentável por parte de 800 milhões de pessoas ao redor do mundo. É um modelo fiel aos seus valores e princípios globais de auto-ajuda, sustentabilidade, propriedade e controle da comunidade, participação democrática, justiça e transparência. É um modelo empresarial que não está à mercê dos mercados de valores porque em seu campo de atuação depende dos fundos aportados por seus membros e não está sujeito à manipulação e avidez dos executivos, já que é controlado por e para as pessoas em âmbito local. É uma empresa onde os excedentes não são simplesmente distribuídos a seus sócios proprietários, mas, sim, devolvidos a aqueles que realizam transações com a empresa; portanto, mantém as riquezas geradas pelos negócios locais, nas comunidades locais, para o bem das famílias, da comunidade e o meio ambiente.

Este é o setor cooperativo da economia mundial, que emprega 100 milhões de pessoas ao redor do mundo. Não é casualidade que as economias com mais êxito e estáveis geralmente tenham, também, as economias com maior participação cooperativa no mundo. Tampouco é coincidência que aquelas empresas cooperativas que permaneceram fiéis aos valores e princípios cooperativos, sejam as mesmas empresas que nestas recentes semanas tenham se beneficiado da migração de depósitos e contas bancárias das empresas de inversão e de bancos que entraram em colapso ou que fracassaram. Sem dúvida alguma, trata-se de um reconhecimento da contínua confiança com que o público em geral brinda as empresas cooperativas. Sabemos que a cooperativa é um tipo diferente de empresa, norteada por valores e com uma ética diferente. Quando os líderes políticos mundiais planejam sua reunião para examinar se as instituições que governam o sistema financeiro e bancário estão capacitadas para este propósito, nós, os privilegiados por representar a economia cooperativa mundial, fazemos um chamado a nossos líderes políticos para:

  • 1. Utilizar a combinação de suas forças políticas e financeiras para colocar a mesma energia e motivação na proteção dos habitantes do mundo contra os piores efeitos da recessão mundial. Recessão que agora enfrentamos como resultado da má administração corporativa do modelo de empresa manejado pelos interesses dos investidores;
  • 2. Assegurar que na luta contra a recessão e em qualquer reforma das estruturas financeiras mundiais, tal como um novo sistema regulador, se dedique especial atenção à estabilidade e segurança da economia cooperativa mundial e de seu valor para os milhões de indivíduos e famílias que são apoiados e todos os rincões do mundo, bem como outorgar a este modelo empresarial o reconhecimento e o apoio político que sua contribuição para a economia mundial exige;
  • 3. Assegurar a igualdade de condições entre os países e os modelos bancários e levar em conta a diversidade dos sistemas bancários nas futuras regulamentações.

A Aliança Cooperativa Internacional está disposta a contribuir com sua específica idoneidade a serviço do G8 para resolver estes temas".

Ivano Barberini - Presidente

Stanley Muchiri Li Chunsheng - Vice-presidente de África Vice-presidente de Asia-Pacífico

Carlos Palacino Dame Pauline Green - Vice-presidente de las Américas Vice-presidente de Europa

Sobre a ACI - A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) une as cooperativas em todo o mundo. É a custódia dos valores e princípios cooperativos e defende seu peculiar modelo empresarial baseado em valores que também proporciona aos indivíduos e às comunidades um instrumento de auto-ajuda e influência sobre o seu próprio desenvolvimento. A ACI advoga pelos interesses e pelo êxito das cooperativas, difunde as melhores práticas e o conhecimento, fortalece seu desenvolvimento organizacional e supervisiona seu desempenho e seu progresso no tempo.

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Global 300 Cooperative - Maiores Cooperativas de Crédito do Mundo

sábado, 4 de outubro de 2008

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) divulga anualmente a relação das 300 maiores Cooperativas de todos os ramos no mundo.

Na edição de 2007 (base 2005) figuraram na lista as seguintes Cooperativas de Crédito entre as melhores posições:

Fonte: Relatório Global 300 de 2007

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ACI Américas promove XVI conferência na Costa Rica

segunda-feira, 30 de junho de 2008

A Aliança Cooperativa Internacional para as Américas (ACI-Américas), vai realizar a XVI Conferência Regional 22 a 25 de julho em San José, Costa Rica.

O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freiras, vai presidir os debates que terão como tema central “Responsabilidade Social Cooperativa e Vida Democrática”, com enfoque na melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A ACI Américas é órgão que defende o interesse das cooperativas na América, promovendo o desenvolvimento e integração. São esperados 700 participantes, entre eles, representantes do cooperativismo da América, expositores e estudiosos e pesquisadores do setor.

Fonte: OCB

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Banco Mundial quer atuar junto às Cooperativas

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O presidente do Sistema OCB, Marcio Lopes de Freitas, ao lado dos diretores do conselho diretor mundial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), participou na última quinta-feira (3/8) de uma reunião com o assessor de política e estratégia do departamento de desenvolvimento rural do Banco Mundial, Christopher Delgado, na sede da organização, em Washington (EUA).

Em pauta, a participação das cooperativas no combate à pobreza, a partir de diagnóstico recente elaborado do banco. “Tendo em vista que 70% dos pobres do mundo estão nas zonas rurais, o Banco Mundial pretende apoiar cooperativas em iniciativas de desenvolvimento com agricultores. De acordo com o assessor do banco, as cooperativas poderão ser um importante instrumento de combate à pobreza”, salienta Américo Utumi, assessor especial da Ocesp e membro do conselho diretor da ACI. O presidente da OCB foi convidado a participar da reunião devido à importância brasileira no cenário agrícola mundial. A especialista em desenvolvimento institucional do Banco Mundial Julie Viloria-Willians, também participou da reunião, que teve ainda a participação do presidente da Organização das Cooperativas dos Estados Unidos, Paul Hazen.

Reestruturação da ACI – Antes da reunião no Banco Mundial, no dia 2/4, o conselho diretor da ACI concluiu mudanças que vem sendo desenvolvidas há dois anos na organização interna do órgão mundial do cooperativismo. As principais novidades são uma reestruturação na região européia e alterações nas formas de contribuição financeira das cooperativas filiadas. As cooperativas da Europa criaram a "Cooperativas da Europa", que terá sede em Bruxelas. "O principal interesse dos cooperativistas europeus é constituir uma pessoa jurídica com autonomia para captar recursos e desenvolver projetos em parceria com a União Européia. Em relação à contribuição financeira, objetivo é tornar mais fácil a participação das cooperativas na ACI, principalmente as de menor porte", explica Utumi. As mudanças definidas no conselho diretor serão apreciadas pela Assembléia Geral da ACI, que acontece em Roma, nos dias 1º e 2 de junho. (Fonte: Ocesp)

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Símbolos do Cooperativismo

quinta-feira, 1 de outubro de 1970


Pinheiros – Antigamente o pinheiro era tido como um símbolo da imortalidade e da fecundidade, pela sua sobrevivência em terras menos férteis e pela facilidade na sua multiplicação. Os pinheiros unidos são mais resistentes e ressaltam a força e a capacidade de expansão.
Círculo – representa a eternidade, pois não tem horizonte final, nem começo, nem fim.
Verde - Lembra as árvores – princípio vital da natureza e a necessidade de se manter o equilíbrio com o meio-ambiente.
Amarelo – simboliza o sol, fonte permanente de energia e calor.
Dia Internacional do Cooperativismo – instituído em 1923 no Congresso da ACI é comemorado no primeiro sábado de julho de cada ano, a confraternização de todos os povos ligados pelo cooperativismo. Assim nasceu o símbolo mundialmente conhecido do cooperativismo: um círculo abraçando dois pinheiros para indicar a união do movimento, a imortalidade de seus princípios, a fecundidade de seus ideais e a vitalidade de seus adeptos. Tudo isso marcado pela trajetória ascendente dos pinheiros que se projetam para o alto, procurando subir cada vez mais.
Bandeira – O cooperativismo possui uma bandeira formada pelas sete cores do arco-íris, aprovada pela ACI – ALIANÇA COOPERATIVA INTERNACIONAL em 1932, que significa a unidade na variedade e um símbolo de paz e esperança.
Cada uma destas cores tem um significado próprio: Vermelho – coragem; Alaranjado – Visão de possibilidades do futuro; Amarelo – Desafio em casa, na família e na comunidade; Verde – Crescimento tanto do indivíduo como do cooperado; Azul – horizonte distante, a necessidade de ajudar os menos afortunados, unindo-os uns aos outros; Anil – necessidade de ajudar a si próprio e aos outros através da cooperação; Violeta – beleza, calor humano e amizade.

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Princípios Universais do Cooperativismo

segunda-feira, 20 de abril de 1970

Os princípios cooperativistas definidos pela ACI (Aliança Cooperativa Internacional) são as linhas orientadoras através das quais as cooperativas levam à prática os seu valores.
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1) ADESÃO LIVRE E VOLUNTÁRIA: Qualquer pessoa pode ingressar numa cooperativa, desde que o faça de forma livre e espontânea, atenda aos requisitos previstos no estatuto da entidade e adira aos princípios da doutrina cooperativista, é o que dispõe o art. 29 da Lei 5.764/71. Jamais um indivíduo pode ser obrigado a associar-se à cooperativa como meio de obter vantagens ou de assegurar direitos que a lei garante a todos independentemente de estarem ou não organizados em cooperativas. Por outro lado, ninguém pode ser impedido de ingressar numa cooperativa em virtude da não aceitação por parte dos associados, como ocorre, por exemplo, nas sociedades limitadas.

Este princípio encontra respaldo constitucional no art. 5º, inciso XX da Constituição Federal, que afirma que ninguém será obrigado a associar-se ou a permanecer associado. Sua aplicação demonstra a affectio societatis presente em quaisquer tipos de sociedades.
Convém esclarecer, contudo, que não poderão ingressar no quadro das cooperativas os agentes de comércio e empresários que operem no mesmo campo econômico da sociedade. Este impedimento visa dificultar a utilização dos preceitos cooperativos em matéria tributária como fachada para a sonegação de impostos

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2) GESTÃO DEMOCRÁTICA: A cooperativa deve ser administrada por todos os cooperados através de representantes eleitos para conduzi-la, mas sobretudo, através da Assembléia Geral, órgão máximo da organização cooperativa, a quem cabe as decisões mais importantes da entidade, que são tomadas segundo o princípio da gestão democrática, isto é, cada cooperado tem direito a um voto independentemente da sua participação financeira (quota parte) na entidade. O direito a voto é decorrente do simples ingresso na sociedade, sendo igual para todos.
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3) PARTICIPAÇÃO ECONÔMICA: Todos os associados participam na constituição financeira da cooperativa através da integralização e subscrição de suas quotas partes, bem como usufruem dos resultados obtidos ao final de cada exercício, seja através da distribuição das sobras entre os cooperados, seja em razão dos investimentos feitos com tais sobras em prol da empresa como um todo. Na distribuição das sobras não tem relevância o valor da quota integralizada pelo cooperado, mas a sua participação nas atividades da sociedade. Não há relação de proporcionalidade entre o capital investido e a distribuição anual das sobras; esta proporção é referente às operações que o associado realiza com a cooperativa.

Neste ponto convém acrescentar que a Lei 5.764/71, art. 28, inciso I, determina a criação, pelas cooperativas, de um Fundo de Reserva destinado a reparar perdas e atender ao desenvolvimento das atividades da entidade. Este Fundo deve ser constituído mediante o recolhimento de 10%, no mínimo, das sobras líquidas apuradas no exercício.
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4) AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA: A cooperativa não pode vincular-se de forma subordinada a nenhuma entidade ou pessoa estranha ao seu quadro de cooperados. Pode firmar convênios, acordos e outros mecanismos para ampliar suas atividades ou melhorar as condições dos serviços prestados aos seus cooperados. Entretanto, estes recursos não podem resultar em desrespeito à autonomia e ao controle democrático da entidade pelos sócios.

A Constituição Federal, art. 5º, inciso XVIII, determina que: "A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independe de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento". A autonomia assegurada às cooperativas obriga inclusive o Estado a não intervir em suas atividades.
Esta garantia, entretanto, não se aplica às cooperativas de crédito, eis que, como instituições financeiras, necessitam de autorização para funcionamento, concedida pelo Banco Central, e estão submetidas a fiscalização, realizada por este Banco e pelas Cooperativas Centrais.
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5) EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO: Faz-se necessário que aqueles que ingressam numa entidade cooperativa tenham clareza com relação à doutrina cooperativista, bem como quanto ao funcionamento da entidade da qual passam a fazer parte.
Este princípio é de fundamental importância, uma vez que o cooperativismo constitui doutrina própria, com princípios específicos, formas de atuação definidas e não pode ser confundido com outros tipos de associação comuns em qualquer sociedade. É necessário que a cooperativa, assim como as federações, confederações e demais entidades que congregam estas empresas peculiares, invistam na educação de seus membros e da comunidade em geral, como forma de esclarecimento a respeito do pensamento cooperativo e incentivo às novas iniciativas de associação de indivíduos segundo o modelo proposto por esta doutrina.

Para a maior efetivação deste princípio, a Lei 5.764/71, art. 28, inciso II, determina às cooperativas, a obrigatoriedade da constituição de um Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social, com o recolhimento de, no mínimo, 5% das sobras líquidas do exercício.
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6) INTERCOOPERAÇÃO: Este princípio foi adotado a partir de 1966, pela Aliança Cooperativa Internacional, no Congresso de Viena. Preconiza que a união e a cooperação sejam realizadas não apenas entre os membros de uma cooperativa, mas também pelas cooperativas entre si, através de estruturas locais, regionais, nacionais e até internacionais.
Esta intercooperação deve realizar-se tanto de forma horizontal, entre as cooperativas de um mesmo nível de organização (singulares, centrais etc.), como de forma vertical, entre as cooperativas singulares e as centrais, entre estas e as organizações nacionais etc.
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7) INTERESSE PELA COMUNIDADE: O principal objetivo de uma cooperativa é a melhoria das condições de vida daqueles que nela ingressam. Não se admite uma cooperativa voltada exclusivamente para o mercado, visando a obtenção de lucros, aviltando os direitos dos cooperados. A história do cooperativismo demonstra que a preocupação com a comunidade foi a fonte de onde brotou toda a construção doutrinária desta forma de sociedade. A comunidade constitui, ao mesmo tempo, o objetivo e o objeto de toda verdadeira cooperativa.

Leia também sobre a evolução histórica dos princípios cooperativistas.

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ACI - Aliança Cooperativa Internacional

quarta-feira, 1 de abril de 1970


A valorização da união entre as cooperativas existe desde o seu surgimento, e hoje elas estão organizadas internacionalmente. A entidade que coordena esse movimento nos cinco continentes é a Aliança Cooperativa Internacional - ACI.

Criada em 1895 e atualmente sediada em Genebra, Suíça, essa associação não-governamental e independente reúne, representa e presta apoio às cooperativas e suas correspondentes organizações, Objetiva a integração, autonomia e desenvolvimento do cooperativismo.

Em 1946 o movimento cooperativista representado pela A.C.I. – Aliança Cooperativa Internacional foi uma das primeiras organizações não governamentais a ter uma cadeira no Conselho da ONU - Organização das Nações Unidas.

Em 16 de Setembro de l997, foi eleito presidente da A.C.I. o brasileiro, produtor agrícola e professor - Roberto Rodrigues. Primeiro não europeu a assumir o cargo principal em 103 anos de existência da organização. Quando no Brasil, a sede do presidente da A.C.I. fica também nas dependencias da OCESP.

No âmbito do continente americano essa articulação é feita pela Organização das Cooperativas da América - OCA, fundada em 1963. Hoje essa entidade tem sua sede na cidade de Bogotá, Colômbia, e integra as representações de vinte países, incluindo o Brasil.

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