Relatório da DGRV para América Latina e Caribe

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A DGRV, Confederação Nacional das Cooperativas da Alemanha, efetua também trabalhos e estudos na América Latina e Caribe.

No link consta um interessante relatório datado de outubro/2008 (base dez/07) com dados dos mercados financeiros latino americanos e também com informações das Cooperativas de Crédito.

Total de Cooperativas de Crédito por país:
  • Segundo este relatório, a Venezuela é o país com maior quantidade de Cooperativas de Crédito da América Latina, com 1.755 delas. Na seqüência, vem o Brasil com 1.460 cooperativas e após o Equador com 1.300. Em 4º lugar está o Paraguai com 779 cooperativas de crédito.
Participação no mercado financeiro do país:
  • O Paraguai desponta no ranking de participação de mercado com 22,9% do total do país. Na seqüência temos o Equador com 10,3%, a Bolívia com 8,4% e Costa Rica com 8,1%.

Maiores Cooperativas de Crédito da América Latina:

  • Segundo o relatório, a maior CC da América Latina é a mexicana Caja Popular Mexicana que administrava em dez/07 US$ 1,66 bilhões em suas 360 filiais e 1,3 milhão de associados;
  • Em 2º lugar consta a chilena Coopeuch com ativos de US$ 1,28 bilhões, onde 1 a cada 40 chilenos é associado a ela, contando com 400.000 associados e 78 filiais.
  • Em 3º lugar está a brasileira Credicitrus com ativos de US$ 692 milhões e quase 30.000 associados em suas 38 filiais.

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DGRV - Confederação das Cooperativas da Alemanha

sábado, 18 de outubro de 2008

A DGRV “Deutscher Genossenschafts und Raiffeisenverband e. V.” com sede em Berlim atua em nível nacional com fins basicamente de representação e defesa perante as autoridades estatais. Ao mesmo tempo, assume funções de auditoría para algumas cooperativas de alcance nacional.
Além da DGRV existem três Federações nacionais especializadas segundo a atividade de seus membros, entre elas a BVR (Associação Federal de Bancos Populares e Bancos Raiffeisen) com sede em Berlim para os BCs.

A característica comum da DGRV e de todas as Federações é que não se dedicam à intermediação financeira, diferentemente de muitas Federações de cooperativas na América Latina. Funções centrais de intermediação, tal como é a administração da liquidez no setor, é privilégio dos bancos cooperativos centrais.

Segundo relatório disponível no site da DGRV (link), o setor cooperativo contribui de uma maneira decisiva há mais de 150 anos para esse desenvolvimento econômico, incluindo as cooperativas com atividade financeira, as quais são “full banks” na Alemanha, no sentido que têm todos os direitos e obrigações como qualquer outro banco (operações permitidas, supervisão etc.). Este setor financeiro cooperativo na Alemanha é um dos mais poderosos e sólidos do mundo, graças a uma minuciosa auditoria, controles internos e a plena supervisão por parte da Superintendência Federal de Serviços Financeiros.

Associados x População: Os Bancos Cooperativos contam com mais de 15 milhões de sócios e 30 milhões de clientes na Alemanha, a cifra mais elevada da Europa, visto que o país possui uma população total de 82 milhões de pessoas.

Os bancos cooperativos são do ponto de vista operacional bancos universais com uma ampla gama de operações permitidas, e do ponto de vista legal são cooperativas em sua natureza jurídica. Os quase 1.380 bancos cooperativos estão plenamente integrados ao sistema de pagamentos e à supervisão bancária na Alemanha: A Lei se caracteriza em princípio, pelos mesmos
direitos e obrigações para todos os tipos de intermediários financeiros perante o Banco Central e a Superintendência Federal de Serviços Financeiros, independente de sua forma jurídica.

A Alemanha tem no total 2.200 bancos (bancos privados + caixas de poupança + bancos cooperativos), dos quais 1.380 são bancos cooperativos.

Os 1.380 bancos cooperativos (BCs) da Alemanha são, legalmente
independentes com próprias pessoas jurídicas, políticas gerenciais e responsabilidades. Enquanto um dos dois bancos cooperativos centrais tem a forma jurídica de “Sociedade Anônima” (com o capital em mãos de cooperativas), nos 1378 bancos cooperativos de base, rege o princípio de “um homem - um voto”. Só uma pequena minoria dos bancos exige um “vínculo comum” para a afiliação de sócios.

O setor se caracteriza por uma forte redução do número de bancos cooperativos há várias décadas: Há quase 50 anos, existiam aproximadamente 12.000 bancos cooperativos, quase todos sem filiais. Mediante um constante e intenso processo de fusões e incorporações, reduziu-se esta cifra em um oitavo, enquanto a quantidade de filiais foi elevada no mesmo período de apenas 2.300 a mais de 13.000.

Estruturação do Sistema Cooperativo: O sistema bancário cooperativo é formado por 1.378 bancos cooperativos locais, um banco cooperativo central (BCC) a nível regional (WGZ Bank) com o qual operam 253 bancos cooperativos locais e um BCC a nível nacional (“DZ Bank”) constituído como S. A. (com o capital, no entanto, nas mãos das cooperativas) com o qual operam 1.139 bancos cooperativos. O BVR também é um Banco Cooperativo Central mas é de pequeno porte e atua apenas com um sub-grupo de bancos cooperativos (os 13 “Sparda-Banken”).
Em 2007 o DZ Bank administrava ativos totais de EUR 461 bilhões e o WGZ Bank EUR 146,5 bilhões.
Identidade visual: todos os Bancos Populares e Bancos Raiffeisen locais apresentam os mesmos logotipos e cores para demonstrar ao público a afiliação ao grupo cooperativo.

Finalidade dos Bancos Cooperativos Alemães: Os bancos cooperativos na Alemanha têm fins de lucro no sentido que devem “incentivar a economia de seus associados”, como é formulado pela Lei de Cooperativas da Alemanha. A Lei não define se este incentivo se realiza através de preços de serviços atrativos ou através de geração de excedentes. Em todo caso, a fórmula da Lei não permite implicitamente a geração de perdas para poder cumprir com as responsabilidades sociais da cooperativa. De fato, os bancos coope-rativos na Alemanha distribuem entre os sócios, excedentes na ordem de 5% ou 6% anuais sobre o capital social pago pelo associado – um valor aproximadamente três vezes maior que os dividendos do banco privado.

Veja a lista de 1.230 bancos cooperativos alemães com ativos, depósitos, empréstimos e associados.

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Bancos Cooperativos Europeus fecham acordo para empréstimos

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PARIS, 16 Out 2008 - Oito bancos cooperativos europeus fecharam um acordo para empréstimos de dinheiro entre si com o objetivo de restabelecer a confiança ao setor bancário, anunciou o francês Crédit Agricole, um dos bancos envolvidos.

A iniciativa foi adotada pelos oito membros da UNICO Banking, grupo europeu de cooperativas bancárias, que representa 21% do mercado de bancos varejistas na Europa, com 110 milhões de clientes em mais de 40.000 agências.

A UNICO Banking Group, criada em 1977, reúne o banco francês Crédit Agricole, o alemão DZ BANK, o italiano ICCREA Holding, o finlandês Pohjola, o holandês Rabobank, o austríaco Raiffeisen Zentralbank, o suíço Raiffeisen Switzerland e o Banco Cooperativo Español.

O grupo tomou a decisão de voltar a integrar o mercado de financiamento interbancário europeu, no qual os bancos emprestam dinheiro, explica um comunicado. Os membros concordaram em emprestar mutuamente dinheiro e voltar a abrir linhas de crédito bancário não garantido com prazos de até três meses.
As linhas de crédito ficarão entre 10 e 15 bilhões de euros.

"Os parceiros do Unico vêem esta iniciativa como um avanço importante para restaurar a confiança no seio da comunidade européia", disse Bert Heemskerk, Presidente do Unico Banking Group e Presidente da Comissão Executiva do Rabobank.

"Esta iniciativa realça a força dos bancos cooperativos para seus clientes e o forte entendimento entre os integrantes do UNICO Banking Group. Complementando as medidas de governos e reguladores, esta iniciativa dos principais bancos europeus visa o restabelecimento da confiança do setor bancário a partir de dentro", conclui Heemskerk.

Fonte: G1

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UNICO Banking Group - Bancos Cooperativos Europeus

O UNICO Banking Group (http://www.unico.nl/) foi fundado por seis bancos cooperativos em 1977.

Hoje o grupo é composto por 8 membros: Os seis membros titulares Crédit Agricole (França), DZ BANK (Alemanha), ICCREA Holding (Italia) Pohjola Bank plc (Finlândia), Rabobank (Holanda) e Raiffeisen Zentralbank (RZB) da Áustria, assim como as duas membras associadas Banco Cooperativo Espanõl (Espanha) e Raiffeisen Schweiz (Suíça).
Juntos, eles servem cerca de 110 milhões de clientes através de mais de 40.000 escritórios na Europa.

Todos os oito bancos cooperativos são grandes instituições não apenas em seus países, mas também em toda Europa Central e Oriental. A relação entre eles é uma cooperativa compartilhada background e o desejo de trabalhar em conjunto com igualmente reputadas instituições financeiras.

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Associação Européia de Bancos Cooperativos

sábado, 4 de outubro de 2008

A European Association of Cooperative Banks (EACB) é um órgão supranacional para Bancos Cooperativos, com os órgãos dirigentes nacionais em 23 países e um membro associado, na Suíça.

Foi fundada em 1970 e tem como missão representar e promover os interesses dos seus membros e os bancos cooperativos, em geral. É uma das principais entidades representativas da indústria de crédito europeu.

A EACB representa 47 milhões de associados e 140 milhões de clientes em seus 62.000 pontos de atendimento. Apoiado por 700.000 empregados, EACB detêm uma participação de mercado de cerca de 14% na União Europeia.

Os maiores membros da associação são Deutsche Zentral Genossenschaftbank na Alemanha, que lidera na maioria das categorias de tamanho; Crédit Agricole em França, com os maiors ativos, e OP-Pohjola Group na Finlândia com a maior participação de mercado.

Veja algumas estatísticas dos Bancos Cooperativos Europeus aqui.

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Cooperativismo brasileiro é exemplo na América Latina

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Cooperativismo brasileiro é exemplo na América Latina

Para a DGRV (modelo de crédito cooperativista alemão) o Brasil tem um dos melhores modelos de cooperativismo da América Latina.

O Brasil tem um dos melhores modelos de cooperativismo da América Latina, disse o representante da Confederação Alemã de Cooperativas de Crédito (DGRV), Mathias Arzbach, durante a primeira edição do Seminário da Frente Parlametar do Cooperativismo (Frencoop), que no dia 17/6/08, no Senado Federal, em Brasília (DF). Ele participou do painel “O Cooperativismo do Mundo”, ao lado coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues. O painel foi coordenado pelo presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

“Embora o número de cooperativas de crédito no Equador e na Venezuela seja superior ao número de cooperativas brasileiras, elas não têm a mesma eficiência das brasileiras”, comparou. No caso das cooperativas equatorianas, muitas estão desativadas e o cooperativismo da Venezuela serve principalmente ao estado, e não tem como principal objetivo o bem-estar da sociedade, explicou Arzbach.

Entre os bons exemplos, ele citou a Cooperativa de Crédito Rural da Coopercitrus (Credicitrus), como uma das maiores cooperativas do Ramo Crédito da América Latina.

Na Alemanha, segundo informações da DGRV, as cooperativas têm contribuído, de modo significativo, para o desenvolvimento da economia geral do País e, em particular, para o fortalecimento das áreas rurais. Hoje, as 5.915 cooperativas locais são apoiadas pelos centros cooperativos regionais e nacionais e por um sistema de federações.

Desde maio de 1996, a DGRV está presente no Brasil. Nos primeiros três anos, seu objetivo era colaborar com o Sistema das Cooperativas de Crédito (SICREDI), no estado de Mato Grosso, para sua reestruturação e rentabilização. “O trabalho mostrou grande avanço e o Sistema Sicredi conseguiu, por meio de seu próprio esforço, se fortalecer e, atualmente, está consolidado e bem administrado”, disse Arzbach.

Fonte: OCB

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DGRV - Modelo Cooperativista de Crédito Alemão

sexta-feira, 30 de maio de 2008

DGRV - Deutscher Genossenschafts und Raiffeisenverband e.V.
http://www.dgrv.org/main.php?action=&catid=62&template=cat_default.tpl
O Sistema DGRV (Cooperativismo na Alemanha) é um dos mais conhecidos modelos de Crédito Cooperativo no Mundo.

Descendente do modelo Raiffeisen o DGRV apresenta os seguintes números na Alemanha (base Dez/2007):
  • Bancos Cooperativos: 1.232 + 2 Centrais
  • Associados: 16 milhões
  • Clientes (associados + terceiros): 31 milhões
  • Penetração na População: considerando apenas os associados = 20% e considerando também os clientes = 38%
  • Ativos: 895 bilhões de Euros
  • Depósitos: 719 bilhões de Euros
  • Crédito: 825 bilhões de Euros
  • Reservas + Capital Social: 49 bilhões de Euros
  • Participação de mercado: 15,5% dos ativos
Na Alemanha, um Banco Cooperativo é Cooperativa:
  • Supervisionado pela Superintendência SFSF (Bundesbank = BACEN alemão)
  • Membro de uma Federação Regional de Auditoria;
  • Participa no Fundo de Proteção da Associação (BVR)
  • Paga impostos como um banco privado
  • Distribui sobras em função do capital social
  • É facultado de fazer todas as operações bancárias com associados e terceiros
Como é um Banco Cooperativo local típico na Alemanha (médio) ?
  • Ativos: média 510 milhões de Euros
    • Menor = 28 milhões de Euros
    • Maior = 33 bilhões de Euros
  • Empregados: aproximadamente 135
  • Associados: 13.000
  • Clientes: 25.000
  • Membros da Diretoria: 2
  • Membros do Conselho Fiscal: 10 a 12
  • Delegados: 130 - 1 por cada 100 associados

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