Quais são os maiores bancos do mundo em volume de ativos ?

sexta-feira, 13 de março de 2009

O Bankers Almanac possui um ranking dos 50 maiores bancos do mundo em volume de ativos.

Os dados são abaixo tem como base os balanços de Dez/07 dos mais de 3.000 bancos existentes no mundo.

A lista dos 10 maiores do mundo:

  1. The Royal Bank of Scotland Group plc - RBS (Inglaterra) - Ativos totais de US$ 3,8 trilhões;
  2. Deutsche Bank AG (Alemanha) - US$ 2,9 trilhões;
  3. BNP Paribas SA (França) - US$ 2,5 trilhões;
  4. Barclays PLC (Inglaterra) - US$ 2,4 trilhões;
  5. Crédit Agricole SA (França) - US$ 2,1 trilhões;
  6. UBS AG (Suíça) - US$ 2 trilhões;
  7. Société Générale (França) - US$ 1,6 trilhões;
  8. ABN AMRO Holding NV (Holanda) - US$ 1,5 trilhões;
  9. UniCredit SpA (Itália) - US$ 1,5 trilhões;
  10. ING Bank NV (Holanda) - US$ 1,4 trilhões.

Chama atenção que entre os 10 maiores bancos em volume de ativos do mundo todos eles são Europeus.

Os demais bancos cooperativos do mundo aparecem nas seguintes classificações:

O somatório dos ativos administrados pelos 50 maiores bancos é de US$ 53,3 trilhões, sendo que entre eles temos 7 bancos cooperativos (14%) que administram US$ 6,3 trilhões, representando 12% do total.

Quando analisado o Patrimônio Líquido temos que os 50 maiores bancos possuem US$ 394 bilhões e que os 7 bancos cooperativos detêm US$ 112 bilhões, representando 28% deste total.

Veja o ranking completo no link.

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BVR insiste na fusão dos Bancos Cooperativos Alemães

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Alemanha - O BVR - Bundesverband der Deutschen Volksbanken und Raiffeisenbanken, Confederação dos Bancos Cooperativos da Alemanha tem insistido para que os Bancos Cooperativos alemães promovam sua fusão para fortalecer o setor financeiro cooperativo.

Atualmente a Alemanha possui dois bancos cooperativos
, o DZ Bank (atuação em nível nacional) e o WGZ Bank (atuação em nível regional).

O DZ Bank é hoje o 6º maio banco da Alemanha detendo entre 20 e 25% do mercado financeiro do país. A fusão criaria uma instituição financeira com ativos totais de EUR 580 bilhões (EUR 431 do DZ Bank + EUR 147 do WGZ).

Os principais objetivos da fusão são a redução de custos por hoje existirem 2 bancos cooperativos no país e a necessidade de fortalecimento dos bancos cooperativos frente à concorrência cada vez mais acirrada. Existem expectativas de que a fusão seja concluída até a metade do ano de 2009.

Fonte:
Reuters e Wissen

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DZ Bank divulga resultados de 2008

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Alemanha - O DZ Bank (Deutsche Zentral - Genossenschaftsbank) banco cooperativo alemão divulgou em seu site na internet uma prévia de seus resultados do ano de 2008.

Segundo o banco, o agravamento da crise financeira mundial no 4º bimestre de 2008 resultou em um resultado negativo no ano de 2008 no valor de 1 bilhão de euros, tendo impactado as perdas do DZ Bank com exposições no Lehman Brothers (EUR 360 milhões), Icelandic banks (EUR 449 milhões) e sua participação no Natixis (EUR 269 milhões). No 1º semestre de 2008 as sobras acumuladas do DZ Bank haviam sido de EUR 496 milhões e no 1º semestre de 2007 de EUR 1,250 bilhão.

O Cooperativismo de Crédito na Alemanha é organizado através do FinanzVerbund através do BVR - Bundesverband der Deutschen Volksbanken und Raiffeisenbanken que é a Associação Federal dos Bancos Populares) detêm participação de mercado de 20%, possuindo mais de 16 milhões de associados, 30 milhões de clientes e ativos totais de EUR 995 bilhões, dos quais EUR 431 são administrados pelo DZ Bank, que é o 6º maior banco da Alemanha. O DZ Bank possui carteira de crédito de EUR 180 bilhões.

Conheça mais sobre os dados do DZ Bank Group no clicando aqui.

Leia neste site mais notícias sobre o DZ Bank.
Clique sobre a imagem abaixo para ver a imagem em maior resolução.

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Cooperativismo de Crédito no Mundo

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Fonte: Banco Central do Brasil - Microfinanças - Democratização do Crédito no Brasil, Atuação do Banco Central (2006)


"O Setor Cooperativo é de singular importância para a sociedade, na medida em que promove a aplicação de recursos privados e assume correspondentes riscos em favor da própria comunidade onde se desenvolve. Por representar iniciativas diretamente promovidas pelos cidadãos, é importante para o desenvolvimento local de forma sustentável, especialmente nos aspectos de formação de poupança e de financiamento de iniciativas empresariais que trazem benefícios evidentes em termos de geração de empregos e de distribuição de renda.

Economias mais maduras já o utilizam, há muito tempo, como instrumento impulsionador de setores econômicos estratégicos. Os principais exemplos são encontrados na Europa, especialmente na Alemanha, na Bélgica, Espanha, França, Holanda e Portugal. Merecem destaque também, as experiências americana, canadense e japonesa.

O relatório anual da European Association of Co-Operative Banks, com sede em Bruxelas (Bélgica) mostra que é preponderante o papel dos bancos cooperativos no continente europeu, por atingirem 130 milhões de clientes, 700 mil empregados, 60 mil agências e 17% do mercado de depósitos.

Em alguns países, como Irlanda e Canadá, o cooperativismo de crédito vem ocupando, com bastante eficiência, espaços deixados pelas instituições bancárias, como resposta ao fenômeno mundial da concentração, reflexo da forte concorrência no setor financeiro. As cooperativas estão conseguindo manter os empregos nas pequenas comunidades e ofertando serviços mais adequados às necessidades locais.

Levantamento feito pelo Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (Woccu) mostra os diferentes graus de importância do cooperativismo de crédito, medida pelo percentual de cooperados em relação à população economicamente ativa, nas mais importantes regiões do mundo. O Brasil possui uma relação de 2%, apenas superior à da Ásia, com 1,84%."

Panorama do Cooperativismo de Crédito no Mundo

  • França – O Sistema encontra-se consolidado. As caixas cooperativas agrícolas ocupam o segundo lugar mundial no sistema bancário e de crédito.
  • Canadá – Em cada três habitantes, um é membro de uma Caixa Cooperativa de Crédito. (Desjardins)
  • Holanda – O Cooperativismo de crédito é bem estruturado e responde por expressiva parcela do movimento financeiro do país. Mantém agências de apoio em países em desenvolvimento. (Rabobank)
  • Itália – O sistema é aberto e funciona como banco, com grande participação no mercado financeiro italiano.
  • Países da Ásia – Situação similar à da Europa, com o Cooperativismo alcançando bons resultados na Índia e grande expressividade no Japão. (ACCU)
  • Estados Unidos – Primeira Cooperativa fundada em 1909. Hoje têm grande participação na economia – 77 milhões de americanos são associados – assim como no Canadá. (NCUA)
  • Alemanha – O país conta com cerca de 18 milhões de pessoas associadas e 30 milhões de correntistas, numa população de cerca de 85 milhões de habitantes. O volume de recursos movimentados corresponde a mais de 25% do mercado financeiro alemão. (DGRV)
  • Portugal – É um dos países da União Européia que consagrou constitucionalmente a importância econômica do cooperativismo e fez dele um setor estrutural do desenvolvimento nacional.

Entre os 50 maiores sistemas bancários do mundo, quatro são cooperativos: França, Alemanha, Holanda e Japão.

Para maiores informações e dados sobre o Cooperativismo de Crédito no Mundo clique aqui e veja todas as informações disponíveis neste site.

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Bancos Cooperativos no Mundo

domingo, 18 de janeiro de 2009

Bancos cooperativos, também chamados de mútuo poupança e empréstimos, existem na maior parte do mundo. Eles oferecem serviços financeiros em uma base cooperativa.

Tal como cooperativas de crédito os bancos cooperativos são de propriedade de seus clientes e seguem os princípios cooperativistas de uma pessoa, um voto. Ao contrário das cooperativas, no entanto, os bancos cooperativos são frequentemente duplamente regulamentados: como bancos e também como cooperativas. Eles oferecem serviços como a poupança e os empréstimos para não-sócios, bem como aos sócios. Muitos bancos cooperativos tem ações negociações no mercado de capitais, o que faz com que sejam parcialmente detida por não-sócios.

Bancos Cooperativos são geralmente mais integrados do que sistemas de cooperativas de crédito. Sucursais locais de bancos cooperativos elegem os seus próprios conselhos de administração e gestão das suas próprias operações, mas a maioria das decisões estratégicas precisam de aprovação de um escritório central. As cooperativas de crédito geralmente conservam a tomada de decisões estratégicas a nível local, embora eles compartilham back-office funções, tais como o acesso ao sistema de pagamentos globais.

A Europa tem uma participação importante através dos Bancos Cooperativos que incluem:

  • França: Credit Agricole, Credit Mutuel, Banque Populaire, Caisse d'Epargne;
  • Países Baixos: Rabobank
  • Alemanha: BVR / DZ Bank;
  • Itália: Banco Popolare, UBI Banca, Banca Popolare Di Milano
  • Suíça: Migors, Coop Bank
Os bancos cooperativos que são membros da Associação Europeia de Co-operative, detêm 130 milhões de clientes, 4 trilhões de euros em ativos, e 17% dos depósitos da Europa.

No continente Asiático a Anyonya Co-Operative Bank sediado na Índia é considerado o primeiro Banco Cooperativo daquele continente.

Representação: As mais importantes associações internacionais de bancos cooperativos, tem sede em Bruxelas. São a ICBA (International Association of Cooperative Banks), que possui instituições membros de todo o mundo, e o European Association of Co-Operative Banks (EACB) representando os Bancos Europeus.

Os Bancos Cooperativos são muitas vezes criticados pela diluição dos princípios cooperativos. Um Banco Cooperativo que levanta capital público no mercado de capitais (bolsa de valores) cria uma segunda classe de acionistas que concorrem com os membros de controle (associados). Em algumas circunstâncias, os membros podem perder o controle. Isto significa que, efetivamente, o banco deixa de ser uma cooperativa. Aceitação de depósitos dos não-sócios podem também conduzir a uma diluição do controle.

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Estatisticas dos Bancos Cooperativos Europeus

A European Association of Cooperative Banks (EACB) possui em seu site informações data-base 2006 sobre os 26 Bancos Cooperativos que são associados a ela.

As informações completas estão disponíveis clicando aqui.

Resumo das principais informações:

Associados:

  • Dos 47 milhões de associados da EACB, 34% são do BVR/DZ Bank (Alemanha) que detinham em 2006 16 milhões de associados.
  • outros 34% dos associados estão ligados ao Cooperativismo de Crédito francês com ênfase para o Credit Mutuel (6,9 milhões de associados) e o Credit Agricole (5,7 milhões).

Pontos de Atendimento:

Clientes:

  • dos 139 milhões de clientes que os Bancos Cooperativos Europeus possuem a França detêm 52 milhões deles (37%) onde o Credit Agricole desponta com 31 milhões;
  • Na Alemanha o BVR/DZ Bank tem 30 milhões de clientes (21%);

Empregados:

  • Os Bancos Cooperativos Europeus contam com uma rede de 723 mil empregados sendo 34% da França, 25% da Alemanha, e 14% da Itália.

Ativos Totais:

  • Os Bancos Cooperativos Europeus administram US$ 6,2 trilhões sendo 30% deste valor (US$ 1,86 trilhão) administrados pelo Credit Agricole. Na sequência, com 21% está o BVR/DZ Bank e com 12% o Rabobank (Holanda).

Depósitos Totais:

  • O volume de depósitos administrados pelo BVR/DZ Bank (US$ 732 bilhões), do Credit Agricole (US$ 600 bilhões) e o Credit Mutuel (US$ 580 bilhões) somados representam 58% do total de depósitos dos Bancos Cooperativos Europeus (US$ 3,3 trilhões em 2006).

Empréstimos:

  • O volume total de empréstimos disponibilizado pelos Bancos Cooperativos Europeus era em 2006 de US$ 3,2 trilhões sendo que somados o Credit Mutuel (US$ 746 bilhões), o BVR/DZ Bank (US$ 682 bilhões) e o Rabobank (US$ 444 bilhões) representam 58% do total.

Participação de Mercado:

  • Apesar de operarem com valores inferiores aos bancos cooperativos acima referidos vários outros aparecem com destaque quando comparados ao volume total de recursos de seus países. A participação média dos Bancos Cooperativos Europeus no mercado financeiro é de 20% nos depósitos e 14% nos empréstimos.
  • O Rabobank, na Holanda, detém 39% dos depósitos do país e 25,5% dos empréstimos;
  • Na Finlândia o OP-Pohjola Group detém 32,7% dos depósitos e 31,1% dos empréstimos;
  • O Credit Agricole detem 25% dos depósitos e 20,9% dos empréstimos da França. Somados o Credit Mutuel e o Banques Populaires ao Credit Agricole a participação de mercado na França sobe para 43,6% dos depósitos e 46% nos empéstimos;
  • No Chipre, uma ilha do Mar Mediterrâneo localizado abaixo da Turquia e ao lado do Israel, o Co-Operative Central Bank detem 22,8% do volume de depósitos e 21,7% dos empréstimos do seu país;
  • Na Itália, o Banque Popolari detem 21,9% dos depósitos e 20,1% dos empréstimos. Somando também os dados da Federcasse temos na Itália 30,3% dos depósitos e 26,7% dos empréstimos;
  • Na Áustria o Österreichische Raiffeisenbanken detém 27,8% dos depósitos e 23,4% dos empréstimos do país. Somando também o Österreichischer Genossenschaftsverband chegamos na Áustria a 34,9% dos depósitos e 31% dos empréstimos;
  • Apesar de ostentar grandes números nos itens anteriores na Alemanha os Bancos Cooperativos (BVR/DZ Bank) detém um percentual menor do que a média européia com 15,8% nos depósitos e 11,8% nos empréstimos.

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Sistema Raiffeisen - História do Cooperativismo de Crédito

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Modernos sindicatos de crédito datam de 1852, quando Franz-Hermann Schulze Delitzsch consolidou a aprendizagem a partir de dois projetos-piloto, em um Eilenburg e outro em Delitzsch na Alemanha que são geralmente reconhecidos como os primeiros sindicatos de crédito no mundo. Ele passou a desenvolver um grande sucesso urbano servindo a comerciantes, artesãos e proprietários de lojas.

Em 1864 Friedrich Wilhelm Raiffeisen fundou a primeira cooperativa de crédito rural no Heddesdorf (agora parte de Neuwied), na Alemanha. Embora Schulze-Delitzsch pode reivindicar precedência cronológica, Raiffeisen é muitas vezes visto como mais importante hoje. As comunidades rurais na Alemanha enfrentavam uma severa escassez de instituições financeiras. As Cooperativas eram muito pequenas com sazonalidade dos fluxos de caixa e limitados recursos humanos. Os membros das cooperativas de Raiffeisen eram geralmente mais pobres do que seus contemporâneos urbanos. Muitos eram ex-servos, libertados em diversas partes da Alemanha entre 1800 e 1848.

Os métodos organizacionais (ROSCA - ver parágrafo abaixo) de Raiffeisen criaram o hoje conhecido capital social, tornando uma característica marcante da identidade das cooperativas de crédito. A abordagem da Raiffeisen foi construída sobre muitos aspectos da Schulze's, mas com modificações significativas que tiveram implicações importantes para o microfinanciamento.

Enquanto Schulze poderia utilizar, em grande medida, uma abordagem comercial, a abordagem do Raiffeisen abordou o único problemas das populações rurais pobres em grande parte por explorar as fortes laços de solidariedade (ROSCA) e profundos valores cristãos na aldeia típica. Por exemplo, para contornar as pequenas e irregulares disponibilidades de dinheiro nas comunidades rurais, as cooperativas esperavam de seus administradores o trabalho voluntário, com apenas os caixas recebendo um pequeno pagamento. Sacerdotes, professores e demais moradores foram instruídos a servir muitas vezes inspirados pelos valores cooperativistas do movimento de Raiffeisen.

Considerando-se as características dos associados de Raiffeisen, pobres agricultores, as operações de crédito tinham como principal característica o microcrédito por tratarem-se de operações de crédito de baixo valor (inferior a US$ 1.000,00) onde os agricultores não tinham garantias a oferecer para a Cooperativa. Nesta época desenvolveu-se a ROSCA (Rotating Savings and Credit Association) ou Associação de Crédito Rotativo e Economias que tinha sua dinâmica muito semelhante ao atual produto "Consórcio", onde mensalmente todos contribuiam com um valor igual de forma que um dos membros do grupo pudesse utilizar a totalidade dos recursos arrecadados. O grupo tinha vida útil reduzida, não superior a 6 meses, o que diminuia em muito o risco de inadimplência. Mensalmente todos se reuniam para analisar o andamento da ROSCA dando assim transparência para todos.

Na época de sua morte em 1888 as cooperativas Raiffeisen tinham se espalhado para Itália, França, Holanda, Inglaterra e Áustria, entre outras nações.

Em 1913 por mais de 2 milhões de alemães eram associados de cooperativas de crédito. Destes, 80% viviam em comunidades com menos de 3000 habitantes. Esta distribuição contradiz os argumentos dos céticos que argumentavam que as pessoas pobres não reembolsariam os seus empréstimos, e que nenhum banco poderia fazer um lucro servindo os pobres Alemães.
O nome Raiffeisen ainda é utilizado pelo Raiffeisenbank, o maior grupo bancário da Áustria (com filiais em toda a Europa Central e Oriental), Rabobank (Holanda) e também é o nome de cooperativas agrícolas na Alemanha.
Leia a história completa da vida de Raiffeisen, sua idéia e outras informações no site da International Raiffeisen Union.

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Confederaçãoo Internacional de Bancos Cooperativos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A Confederação Internacional de Bancos Cooperativos (CIBP), fundada em 1950, é uma ONG internacional reconhecido pela ONU, e inclui instituições, bancos e instituições financeiras, cooperativas e popular, voltado para promover o desenvolvimento das PME, empresários e indivíduos.

Hoje representa bancos cooperativos de treze países: Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, França, Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, Marrocos e Turquia. Clique aqui e veja mais dados destes países.

Podem entrar na confederação só aquelas organizações que mantêm uma ética baseada em transparência e responsabilidade social.
Veja mais no http://www.cibp.be/

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Credit Mutuel compra sucursal do Citigroup

sábado, 6 de dezembro de 2008

França - 06/12/08 - O segundo maior banco comercial francês, o banco cooperativo Credit Mutuel-CIC, comprou a parte alemã do conglomerado financeiro americano Citigroup por 5,2 bilhões de euros. A negociação envolveu o "Citibank Privatkunden AG", e alguns de seus afiliados.
O Credit Mutuel, que é francês, disse que a aquisição lhe daria uma posição sólida no setor de crédito ao consumidor alemão com mais de sete por cento do mercado.
Credit Mutuel tem mais de 5000 sucursais em França e emprega cerca de 60.000 pessoas. Em 2007, que registou lucros de 2,73 bilhões de euros.
Fonte: The West

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DGRV - Confederação das Cooperativas da Alemanha

sábado, 18 de outubro de 2008

A DGRV “Deutscher Genossenschafts und Raiffeisenverband e. V.” com sede em Berlim atua em nível nacional com fins basicamente de representação e defesa perante as autoridades estatais. Ao mesmo tempo, assume funções de auditoría para algumas cooperativas de alcance nacional.
Além da DGRV existem três Federações nacionais especializadas segundo a atividade de seus membros, entre elas a BVR (Associação Federal de Bancos Populares e Bancos Raiffeisen) com sede em Berlim para os BCs.

A característica comum da DGRV e de todas as Federações é que não se dedicam à intermediação financeira, diferentemente de muitas Federações de cooperativas na América Latina. Funções centrais de intermediação, tal como é a administração da liquidez no setor, é privilégio dos bancos cooperativos centrais.

Segundo relatório disponível no site da DGRV (link), o setor cooperativo contribui de uma maneira decisiva há mais de 150 anos para esse desenvolvimento econômico, incluindo as cooperativas com atividade financeira, as quais são “full banks” na Alemanha, no sentido que têm todos os direitos e obrigações como qualquer outro banco (operações permitidas, supervisão etc.). Este setor financeiro cooperativo na Alemanha é um dos mais poderosos e sólidos do mundo, graças a uma minuciosa auditoria, controles internos e a plena supervisão por parte da Superintendência Federal de Serviços Financeiros.

Associados x População: Os Bancos Cooperativos contam com mais de 15 milhões de sócios e 30 milhões de clientes na Alemanha, a cifra mais elevada da Europa, visto que o país possui uma população total de 82 milhões de pessoas.

Os bancos cooperativos são do ponto de vista operacional bancos universais com uma ampla gama de operações permitidas, e do ponto de vista legal são cooperativas em sua natureza jurídica. Os quase 1.380 bancos cooperativos estão plenamente integrados ao sistema de pagamentos e à supervisão bancária na Alemanha: A Lei se caracteriza em princípio, pelos mesmos
direitos e obrigações para todos os tipos de intermediários financeiros perante o Banco Central e a Superintendência Federal de Serviços Financeiros, independente de sua forma jurídica.

A Alemanha tem no total 2.200 bancos (bancos privados + caixas de poupança + bancos cooperativos), dos quais 1.380 são bancos cooperativos.

Os 1.380 bancos cooperativos (BCs) da Alemanha são, legalmente
independentes com próprias pessoas jurídicas, políticas gerenciais e responsabilidades. Enquanto um dos dois bancos cooperativos centrais tem a forma jurídica de “Sociedade Anônima” (com o capital em mãos de cooperativas), nos 1378 bancos cooperativos de base, rege o princípio de “um homem - um voto”. Só uma pequena minoria dos bancos exige um “vínculo comum” para a afiliação de sócios.

O setor se caracteriza por uma forte redução do número de bancos cooperativos há várias décadas: Há quase 50 anos, existiam aproximadamente 12.000 bancos cooperativos, quase todos sem filiais. Mediante um constante e intenso processo de fusões e incorporações, reduziu-se esta cifra em um oitavo, enquanto a quantidade de filiais foi elevada no mesmo período de apenas 2.300 a mais de 13.000.

Estruturação do Sistema Cooperativo: O sistema bancário cooperativo é formado por 1.378 bancos cooperativos locais, um banco cooperativo central (BCC) a nível regional (WGZ Bank) com o qual operam 253 bancos cooperativos locais e um BCC a nível nacional (“DZ Bank”) constituído como S. A. (com o capital, no entanto, nas mãos das cooperativas) com o qual operam 1.139 bancos cooperativos. O BVR também é um Banco Cooperativo Central mas é de pequeno porte e atua apenas com um sub-grupo de bancos cooperativos (os 13 “Sparda-Banken”).
Em 2007 o DZ Bank administrava ativos totais de EUR 461 bilhões e o WGZ Bank EUR 146,5 bilhões.
Identidade visual: todos os Bancos Populares e Bancos Raiffeisen locais apresentam os mesmos logotipos e cores para demonstrar ao público a afiliação ao grupo cooperativo.

Finalidade dos Bancos Cooperativos Alemães: Os bancos cooperativos na Alemanha têm fins de lucro no sentido que devem “incentivar a economia de seus associados”, como é formulado pela Lei de Cooperativas da Alemanha. A Lei não define se este incentivo se realiza através de preços de serviços atrativos ou através de geração de excedentes. Em todo caso, a fórmula da Lei não permite implicitamente a geração de perdas para poder cumprir com as responsabilidades sociais da cooperativa. De fato, os bancos coope-rativos na Alemanha distribuem entre os sócios, excedentes na ordem de 5% ou 6% anuais sobre o capital social pago pelo associado – um valor aproximadamente três vezes maior que os dividendos do banco privado.

Veja a lista de 1.230 bancos cooperativos alemães com ativos, depósitos, empréstimos e associados.

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BVR - Cooperativismo de Crédito na Alemanha

O BVR - Bundesverband der Deutschen Volksbanken und Raiffeisenbanken é a Associação Federal de Bancos Populares e Bancos Raiffeisen.

A Alemanha é o berço mundial do Cooperativismo de Crédito tendo seus idealizadores sido Friedrich Wilhelm Raiffeisen and Hermann Schulze-Delitzsch. Nos dias atuais o Cooperativismo de Crédito detém em torno de 15% do mercado financeiro alemão.

Na década de 1990 era comum na Alemanha o pensamento "um mercado, um banco", mas após um processo de fusões no nível das Centrais apenas dois bancos cooperativos remanesceram no país: o DZ Bank (nível nacional) e o WGZ (nível regional).

Resgatando a história do Cooperativismo de Crédito alemão, em 1930 foi fundada a primeira Cooperativa Central que existe até hoje. Em 1972 houveram algumas reestruturações no sistema de cooperativas e atualmente o BVR representa as Cooperativas alemãs nacional e internacionamente.

Leia mais sobre o cooperativismo na Alemanha.
Veja dados estatísticos do Cooperativismo Alemão desde 1970.

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Bancos Cooperativos Europeus fecham acordo para empréstimos

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PARIS, 16 Out 2008 - Oito bancos cooperativos europeus fecharam um acordo para empréstimos de dinheiro entre si com o objetivo de restabelecer a confiança ao setor bancário, anunciou o francês Crédit Agricole, um dos bancos envolvidos.

A iniciativa foi adotada pelos oito membros da UNICO Banking, grupo europeu de cooperativas bancárias, que representa 21% do mercado de bancos varejistas na Europa, com 110 milhões de clientes em mais de 40.000 agências.

A UNICO Banking Group, criada em 1977, reúne o banco francês Crédit Agricole, o alemão DZ BANK, o italiano ICCREA Holding, o finlandês Pohjola, o holandês Rabobank, o austríaco Raiffeisen Zentralbank, o suíço Raiffeisen Switzerland e o Banco Cooperativo Español.

O grupo tomou a decisão de voltar a integrar o mercado de financiamento interbancário europeu, no qual os bancos emprestam dinheiro, explica um comunicado. Os membros concordaram em emprestar mutuamente dinheiro e voltar a abrir linhas de crédito bancário não garantido com prazos de até três meses.
As linhas de crédito ficarão entre 10 e 15 bilhões de euros.

"Os parceiros do Unico vêem esta iniciativa como um avanço importante para restaurar a confiança no seio da comunidade européia", disse Bert Heemskerk, Presidente do Unico Banking Group e Presidente da Comissão Executiva do Rabobank.

"Esta iniciativa realça a força dos bancos cooperativos para seus clientes e o forte entendimento entre os integrantes do UNICO Banking Group. Complementando as medidas de governos e reguladores, esta iniciativa dos principais bancos europeus visa o restabelecimento da confiança do setor bancário a partir de dentro", conclui Heemskerk.

Fonte: G1

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Associação Européia de Bancos Cooperativos

sábado, 4 de outubro de 2008

A European Association of Cooperative Banks (EACB) é um órgão supranacional para Bancos Cooperativos, com os órgãos dirigentes nacionais em 23 países e um membro associado, na Suíça.

Foi fundada em 1970 e tem como missão representar e promover os interesses dos seus membros e os bancos cooperativos, em geral. É uma das principais entidades representativas da indústria de crédito europeu.

A EACB representa 47 milhões de associados e 140 milhões de clientes em seus 62.000 pontos de atendimento. Apoiado por 700.000 empregados, EACB detêm uma participação de mercado de cerca de 14% na União Europeia.

Os maiores membros da associação são Deutsche Zentral Genossenschaftbank na Alemanha, que lidera na maioria das categorias de tamanho; Crédit Agricole em França, com os maiors ativos, e OP-Pohjola Group na Finlândia com a maior participação de mercado.

Veja algumas estatísticas dos Bancos Cooperativos Europeus aqui.

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Global 300 Cooperative - Maiores Cooperativas de Crédito do Mundo

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) divulga anualmente a relação das 300 maiores Cooperativas de todos os ramos no mundo.

Na edição de 2007 (base 2005) figuraram na lista as seguintes Cooperativas de Crédito entre as melhores posições:

Fonte: Relatório Global 300 de 2007

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WGZ Bank - Cooperativismo de Crédito na Alemanha

WGZ Bank é a instituição central da Volksbanken and Raiffeisenbanken na Renânia e na Vestfália (Alemanha) contando com 250 Cooperativas. O WGZ intitula-se o "Banco da Iniciativa".

O Banco mantém escritórios em Dusseldorf, Koblenz e Munster.

Além de todas as formas de comunicação moderna e tecnologia continua a ser o banco da cidade de aconselhamento, informação e conversa pessoal.

Como um banco comercial o WGZ atua na negociação internacional, tais como dinheiro, forex, derivados e mercados de capitais, bem como na emissão de obrigações e consórcios.

Em 2007 o WGZ Bank administrava ativos totais de EUR 146,5 bilhões.

Demonstrações financeiras

Leia também sobre o DZ Bank Group

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DZ Bank Group - Cooperativismo de Crédito na Alemanha

O DZ Bank Group (Deutsche Zentral -Genossenschaftsbank) é o sexto maior banco da Alemanha.

DZ Bank Group e o WGZ são parte da rede de cooperativas financeiras, que inclui cerca de 1.232 bancos Raiffeisen, medido pelo balanço como uma das maiores organizações financeiras privadas da Alemanha. Dentro da rede financeira DZ BANK age como uma instituição central para os bancos cooperativos com seus escritórios e 12.000 bancários. Juntos eles detém entre 20 e 25% do mercado financeiro alemão.

DZ Bank Group para inclui a Bausparkasse Schwaebisch Hall, DG HYP (Deutsche Hypothekenbank Montgomery), DZ Bank Internacional, DZ PRIVATBANK Suíça, R+V seguros, TeamBank, a Union Investment Group, a VR Leasing e várias outras instituições.

Através da cooperação das empresas da DZ Bank Group, oferecem serviços para os bancos cooperativos e as seus cerca de 30 milhões de clientes.

DZ BANK dita tem três funções principais: banco central para 1.200 bancos, banco comercial e empresa holding.

  • Como um banco central DZ BANK oferece produtos do mercado de capitais, gestão de liquidez e de crédito corporativo;
  • Como um banco comercial em áreas selecionadas de crédito corporativo principalmente em médias empresas alemãs, é igualmente líder nos mercados de capitais, uma vez que atua fortemente com pequenos investidores.
  • Como uma holding fornece serviços e produtos líderes do mercado para os bancos individuais e apoia-os em suas operações.

Como um banco corporativo o DZ Bank atua principalmente em áreas de finanças corporativas e na renda fixa.

Veja o link com as demonstrações financeiras.



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O Crescimento do Cooperativismo de Crédito e a Reação dos Bancos

sábado, 13 de setembro de 2008

Matéria extraída do Jornar "O Interior" (SESCOOP/RS), edição 992 de Ago/08.
Autor: Léo Trombka - Presidente da UNICRED Porto Alegre

As cooperativas de crédito são estruturas constituídas de forma democrática e espontânea, com base nas necessidades de serviços e produtos das pessoas, sendo que os benefícios gerados deverão, necessariamente, retornar para seus sócios.

Mesmo tendo um papel fundamental para o desenvolvimento das diversas comunidades e regiões do País, o cooperativismo de crédito possui uma participação tímida em relação ao Sistema Financeiro Nacional, hoje em torno de 3%. Realidade diferente encontramos em países desenvolvidos, como retrata o relatório anual da Associação Européia dos Bancos Cooperativos, cujo papel é fundamental e preponderante para todo o continente europeu, atingindo cerca de 130 milhões de clientes, 700 mil empregos, 60 mil agências e 17% dos depósitos financeiros, com destaques para a França, Holanda, Espanha e Alemanha. Nesta última, o ramo crédito encerra 2007 com 960 bilhões de euros de ativos e 9,34 bilhões de euros de capital aportado pelos 16,1 milhões de sócios nos seus 1.232 bancos cooperativos. Nos EUA o desempenho do cooperativismo também impressiona pelos seus números, pois são mais de 85 milhões de associados, U$ 661 bilhões de ativos, U$ 423 bilhões de empréstimos e mais de U$ 570 bilhões em depósitos.

No Brasil, as cooperativas de crédito geraram em 2006 um diferencial de renda para os associados, levando em conta os juros mais baixos dos cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal, de R$ 154 milhões ao mês e, estima-se R$ 1,84 bilhões ao ano, segundo dados do Banco Central. Recursos estes que propiciaram investimentos e consumo ao cooperado e como via de conseqüência mais impostos aos governos estaduais e federal.

Neste mesmo ano começou a evidenciar-se uma tendência que justifica a reação dos bancos. Os percentuais de crescimento do cooperativismo de crédito superaram até mesmo os altos índices dos bancos comerciais, como nos mostram os dados fornecidos pelo Banco Central.
  • nos ativos comerciais um percentual de crescimento de 29,58% para as cooperativas e 19,30% para os bancos;
  • nos depósitos totais, 29,22% para as cooperativas contra 14,53% para os bancos;
  • no patrimônio líquido, 20,62% contra 21,05%;
  • nas operações de crédito 21,27% contra 21,37% dos bancos;

Tendo acesso a estes dados começamos a compreender a agressiva luta dos diversos bancos em busca da compra das folhas de pagamento de prefeituras, hospitais, e ... cooperativas. É uma das máximas do mercado, se a concorrência está pondo em risco sua liderança, compre-a.

Neste sentido é importante que os dirigentes de cooperativas em geral, e das de Saúde em particular, estejam atentos a estas manobras que estão surgindo em alguns pontos do país por parte dos bancos, com ofertas tentadoras de compra das folha de pagamento dos cooperados. Como se diz comumente, "não existe almoço de graça", e fatalmente quem pagará a conta serão os cooperados, sob forma de juros mais altos, obrigatoriedade de adquirir produtos acoplados, tarifas e outros subterfúgios. São manobras diversionistas que buscam enfraquecer o Sistema Cooperativo de Crédito que está em lenta, mas segura ascensão com benefícios que retornam à comunidade.

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WOCCU 2008 - Beneficios e Riscos do Modelo de Franquias Cooperativas

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O tema foi abordado pelos Srs. Alcenor Pagnussatt, Diretor Presidente da Confederação SICREDI e o Sr. Dave Grace da Woccu.

Este é um tema que tem merecido grande debate mundial. No ano de 2007 a Woccu fez uma pesquisa com 50 paises abordando o tema com o objetivo de conhecer melhor a situacao das Cooperativas.

Oportunidades do modelo de franquia:
- oferta de novos produtos e entrada em novos mercados
- ingresso de sócios jovens em áreas urbanas
- legislação mais flexível em decorrência do ganho de profissionalização

Foram apresentados alguns dados de penetração de mercado das cooperativas em alguns paises:
- Índia - 4,17%
- Espanha - 5%
- Austrália - 8,6%
- Canadá - 8,6%
- EUA - 9,5%
- Alemanha - 15,8%
- Suíça - 15,8%
- Itália - 30,3%
- Finlândia - 32,7%
- Áustria - 34,9%
- Holanda - 39%
- França - 43,6%

Os modelos de franquias:
- centralização nacional (Holanda e Áustria)
- centralização regional (Franca)
- descentralizado mas integrado por normas (Alemanha)
- descentralizado mas integrado voluntariamente (Austrália, EUA, Espanha, Canada)
- não integrado (Índia)

Os modelos mais integrados são os que tem maior penetração de mercado.

Elementos da Franquia:
- desenvolvimento de produtos padronizado
- Gestão de pessoas coordenado por uma central
- marca nacional única
- auditoria
- administração da liquidez
- tecnologia de back-office (retaguarda)

O que normalmente não eh centralizado:
- balanços
- aprovação de credito
- poder decisório
- preços praticados

Benefícios
- reconhecimento de marca
- eficiência de TI, de marca
- crescimento e participação de mercado
- diversidade de produtos mesmo em pequenas cooperativas

Riscos:
- risco de contagio
- perdas de investimentos por ingenuidade

O que fazer para construir alianças:
- confiança mutua
- visão comum
- compatibilidade de culturas e gestão
- equidade de investimentos
- efetividade na resolução de conflitos
- suporte aos stakeholders
- delimitar áreas de atuação
- periódica avaliação do sucesso

O modelo brasileiro de franquia - Sistema SICREDI:
Quais os motivos de constituir uma cooperativa:
- carência de produtos e serviços
- preços praticados pelo mercado
- ganho coletivo
- qualidade dos serviços prestados

No Brasil existem hoje 155 bancos com um total de 18.308 agências e 112 milhões de contas, contando também com 84.332 correspondentes bancários.

No Brasil os 5 maiores bancos detém 51% do mercado (10 maiores = 70%) havendo um rápido avanço tecnológico (canais de relacionamento) neste meio.
O desfio do cooperativismo eh manter-se competitivo neste cenário contruindo uma rede nacional e internacional.

O SICREDI esta em uma área de extensão de 4320Km (do Rio Grande do Sul ao Para) tendo:
- uma marca única
- único visual interno e externo
- padronização da estrutura administrativa, da politica de remuneração, produtos e serviços e dos manuais operacionais

Politicas Corporativas do SICREDI
- politica única de supervisão
- administração de liquidez centralizada
- tecnologia de informação única
- norteadores estratégicos únicos
- politica única de relacionamento com o associado
- possui um banco cooperativo

O modelo de franquia do SICREDI permite a viabilidade financeira de pequenas cooperativas e a competitividade perante as grandes instituições financeiras brasileiras.

Segundo o palestrante Alcenor, nos países mais desenvolvidos o cooperativismo cresceu quando organizado em sistema e não quando atuando isoladamente.

Como alternativas para as cooperativas que trabalham isoladas temos a união de forcas com outras cooperativas (ou centrais) ou a fusão com outras.

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DGRV - Modelo Cooperativista de Crédito Alemão

sexta-feira, 30 de maio de 2008

DGRV - Deutscher Genossenschafts und Raiffeisenverband e.V.
http://www.dgrv.org/main.php?action=&catid=62&template=cat_default.tpl
O Sistema DGRV (Cooperativismo na Alemanha) é um dos mais conhecidos modelos de Crédito Cooperativo no Mundo.

Descendente do modelo Raiffeisen o DGRV apresenta os seguintes números na Alemanha (base Dez/2007):
  • Bancos Cooperativos: 1.232 + 2 Centrais
  • Associados: 16 milhões
  • Clientes (associados + terceiros): 31 milhões
  • Penetração na População: considerando apenas os associados = 20% e considerando também os clientes = 38%
  • Ativos: 895 bilhões de Euros
  • Depósitos: 719 bilhões de Euros
  • Crédito: 825 bilhões de Euros
  • Reservas + Capital Social: 49 bilhões de Euros
  • Participação de mercado: 15,5% dos ativos
Na Alemanha, um Banco Cooperativo é Cooperativa:
  • Supervisionado pela Superintendência SFSF (Bundesbank = BACEN alemão)
  • Membro de uma Federação Regional de Auditoria;
  • Participa no Fundo de Proteção da Associação (BVR)
  • Paga impostos como um banco privado
  • Distribui sobras em função do capital social
  • É facultado de fazer todas as operações bancárias com associados e terceiros
Como é um Banco Cooperativo local típico na Alemanha (médio) ?
  • Ativos: média 510 milhões de Euros
    • Menor = 28 milhões de Euros
    • Maior = 33 bilhões de Euros
  • Empregados: aproximadamente 135
  • Associados: 13.000
  • Clientes: 25.000
  • Membros da Diretoria: 2
  • Membros do Conselho Fiscal: 10 a 12
  • Delegados: 130 - 1 por cada 100 associados

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História do Cooperativismo

domingo, 1 de fevereiro de 1970

O Nascimento do Cooperativismo

Remontando no tempo, vamos encontrar em 1610, com a fundação das primeiras reduções jesuíticas no Brasil, o início da construção de um estado cooperativo em bases integrais. Por mais de 150 anos, esse modelo deu exemplo de sociedade solidária, fundamentada no trabalho coletivo, onde o bem-estar do indivíduo e da família se sobrepunha ao interesse econômico da produção. A ação dos padres jesuítas se baseou na persuação, movida pelo amor cristão e no princípio do auxílio mútuo (mutirão), prática encontrada entre os indígenas brasileiros e em quase todos os povos primitivos, desde os primeiros tempos da humanidade.

Apesar de haverem defensores favoráveis ao vínculo da história do Cooperativismo com as reduções jesuíticas, foi na Inglaterra, dois séculos mais tarde, a criação da primeira Cooperativa mundialmente conhecida e reconhecida como tal.

Em 21 de dezembro de 1844 no bairro de Rochdale, em Manchester (Inglaterra), 27 tecelões e uma tecelã fundaram a "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale" com o resultado da economia mensal de uma libra de cada participante durante um ano.

Tendo o homem como principal finalidade - e não o lucro, os tecelões de Rochdale buscavam naquele momento uma alternativa econômica para atuarem no mercado, frente ao capitalismo ganancioso que os submetiam a preços abusivos , exploração da jornada de trabalho de mulheres e crianças (que trabalhavam até 16h) e do desemprego crescente advindo da revolução industrial.

Naquele momento a constituição de uma pequena cooperativa de consumo no então chamado "Beco do Sapo" (Toad Lane) estaria mudando os padrões econômicos da época e dando origem ao movimento cooperativista. Tal iniciativa foi motivo de deboche por parte dos comerciantes, mas logo no primeiro ano de funcionamento o capital da sociedade aumentou para 180 libras e cerca de dez mais tarde o "Armazém de Rochdale" já contava com 1.400 cooperantes. O sucesso dessa iniciativa passou a ser um exemplo para outros grupos.

O cooperativismo evoluiu e conquistou um espaço próprio, definido por uma nova forma de pensar o homem, o trabalho e o desenvolvimento social. Por sua forma igualitária e social o cooperativismo é aceito por todos os governos e reconhecido como fórmula democrática para a solução de problemas sócio-econômicos.

MODELOS COOPERATIVOS
A estrutura do cooperativismo de crédito organizou-se a partir da contribuição de Rochdale e de experiências como as de Schulze-Delitzsch, Raiffeisen e Haas, na Alemanha, Luzzatti e Wollemborg, na Itália.

1) SCHULZE-DELITZSCH
As cooperativas de crédito Schulze-Delitzsch surgiram por volta do ano 1849. Foram idealizadas por Hermann Schulze (1808-1883), magistrado nascido em Delitzsch, que fundou bancos populares entre os artesãos e foi o autor do projeto que serviu de base à elaboração do primeiro Código Cooperativo, promulgado em 27 de março de 1867, na Alemanha.
Schulze entendia que a associação é o meio encontrado pela sociedade para atuar de forma eficaz em setores que o Estado não consegue atingir.


As principais características do modelo por ele idealizado podem ser resumidas nos seguintes pontos:
a) não é associação classista, sendo permitida a participação de todas as categorias econômicas; todavia, dirige-se mais especificamente à classe média urbana;
b) o capital da sociedade é constituído através de quotas-partes integralizadas pelos associados, adotam o princípio de self-help;
c) há a constituição de fundo de reserva geralmente limitado a dez por cento do capital subscrito;
d) distribuição dos ganhos entre os sócios sob a forma de dividendo; e) responsabilidade solidária e ilimitada dos sócios pelos negócios da entidade.

2) RAIFFEISEN
As cooperativas Raiffeisen foram idealizadas por Friedrich Wilhelm Raiffeisen (1818-1888) entre os anos de 1847 e 1848 como sociedade de auxílio-mútuo para atender às necessidades dos agricultores da região de Flammersfeld, Alemanha. Em 1854, Raiffeisen fundou outras sociedades dessa natureza em Heddesford, que posteriormente foram substituídas por cooperativas de crédito e cujo sucesso resultou na fundação de entidades semelhantes em outras localidades.
As cooperativas de crédito do tipo Raiffeisen fundamentam-se no princípio cristão de amor ao próximo e, embora adotem a ajuda mútua, admitem auxílio de caráter filantrópico.


Além dessas, apresentam outras características como:
a) responsabilidade solidária e ilimitada quanto aos negócios realizados pela sociedade;
b) grande valorização da formação moral do associados;
c) não remuneração dos dirigentes da sociedade;
d) não distribuição de retorno;
e) defesa da idéia de organização de um banco central para atender às necessidades das cooperativas de crédito.

3) HAAS
As cooperativas do tipo Haas foram inspiradas pelos dois modelos alemães citados acima, representando mais uma transição entre ambos. Foram idealizadas por Wilhelm Haas (1838-1913) com o intuito de consolidar a independência dos agricultores. Segundo ele, a cooperativa de crédito é capaz de obter, mediante o auxílio-mútuo, aumento do crédito agrícola, compra em comum de maquinaria e ferramentas a serem empregadas na agricultura, seguro agrícola, melhoria na qualidade e redução dos preços dos produtos, maior rapidez na exploração e transformação dos produtos agrícolas, entre outros benefícios6.
Haas não se preocupava com os aspectos éticos e cristãos da entidade cooperativa, interessando-lhe apenas o seu caráter econômico.


4) LUZZATTI
Sob a inspiração das cooperativas Raiffeisen e Schulze-Delistzsch, surgiram, além das cooperativas Haas, na Alemanha, outras cooperativas de crédito em diversos países. Entre estas destacam-se as do tipo Luzzatti e Wollemborg, na Itália.
As cooperativas do tipo Luzzatti, os chamados bancos populares, foram idealizadas por Luigi Luzzatti, político, escritor e professor universitário, publicou, em 1863, A difusão do crédito e o Banco Popular, obra em que expôs suas idéias a respeito do cooperativismo de crédito.

Os bancos populares Luzzatti adotavam o princípio do self-help, mas admitiam ajuda estatal sob a forma de suporte, até que a sociedade fosse capaz de assumir por sua própria conta e risco todas as responsabilidades do negócio.

São características desse tipo de cooperativa:

a) valorização das qualidades morais dos associados e fiscalização recíproca a fim de criar em favor da entidade um ambiente de confiança e idoneidade moral;

b) concessão de empréstimo através da palavra de honra;

c) não remuneração dos administradores.

5) WOLLEMBORG

As cooperativas Wollemborg surgiram na Itália a partir de 1883, com a criação de uma cooperativa de crédito em Pádua. Mais tarde, em 1884, Wollemborg escreveu Le casse cooperativi di prestiti, obra em que expôs as principais normas a serem adotas pelas cooperativas que idealizara. Em 1888, fundou uma federação de cooperativas de crédito na Itália.
Wollemborg admitia a responsabilidade solidária e ilimitada dos associados quanto aos negócios realizados pela entidade. Não se ocupava tanto do aspecto moral, mas preocupava-se mais com o caráter financeiro da sociedade. Não admitia a remuneração dos dirigentes, nem a distribuição de retorno.

6) DESJARDINS

No início do século XX (no ano de 1900) surgiu, no Canadá, o cooperativismo de crédito Desjardins. Idealizado por Alphonse Desjardins, essa espécie de cooperativa de crédito foi inspirada nos modelos Raiffeisen, Schulze-Delitzsch e Luzzatti, na tradição dos saving banks dos Estados Unidos e nos valores religiosos vivenciados por seu idealizador. O modelo criado por Desjardins unia as funções de poupança e de crédito popular com o intuito de, mediante o auxílio mútuo, criar nos cooperados o hábito da economia sistemática para o atendimento de necessidades profissionais, familiares e pessoais, bem como conduzi-los à prática da autogestão democrática e à autoproteção contra os abusos do sistema financeiro da época.

Preocupado em fortalecer as instituições cooperativistas e promover a unidade do movimento, Desjardins empenhou-se em construir um sistema federado, com um órgão centralizador que oferecesse a prestação de serviços de educação, assistência técnica, divulgação das cooperativas de crédito e promovesse a estabilização econômica dessas cooperativas mediante a constituição de uma Caixa Central. O modelo Desjardins de cooperativa de crédito teve rápida expansão em todo o mundo, inspirando, ainda hoje, grande parcela das cooperativas de crédito em funcionamento nos mais diferentes países.

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Idealizadores Cooperativistas

quinta-feira, 1 de janeiro de 1970

BIOGRAFIAS DOS PRINCIPAIS IDEALIZADORES COOPERATIVISTAS

Robert Owen

Nasceu em Newton, pequeno lugarejo do Condado de Montgomery, em 14/05/1771. Aos 9 anos de idade já havia lido os clássicos da literatura da época, permitindo discutir questões filosóficas. Em 1781 iniciou como comerciante de tecidos, aprendendo as técnicas de fiação e passou de aprendiz a co-proprietário de tecelagens. Começa a fazer parte da "Lit and Phil" de Manchester, sociedade de intelectuais e cientistas. Em 1799 casou- se com Caroline Dale, filha de um industrial e filantropo de Glasglow, com quem se inspirou e desenvolveu idéias de reforma social.

Para Owen a idéia de trabalho como fonte de felicidade e medida de valor era o principal alicerce ao princípio da cooperação. Decepcionado com outros empresários e governo, dirigia-se diretamente aos operários tentando a reforma social pela associação comunitária. Fundou então a Nova Harmonia, em 1828, no Estado de Indiana na América mas o empreendimento não deslanchou. Ao retornar para a Europa, retoma sua luta em prol de melhores condições de trabalho e de vida para seus operários. A repercussão da obra de Robert Owen em New Lanark atingiu todo o mundo civilizado, sendo convidado pela Academia Francesa em 1848 para conhecer a França, onde expôs seu plano sob o título de "Curta Exposição de um Sistema Social Racional".

Foi o precursor do sistema e hoje é conhecido como o "Pai do Cooperativismo Moderno". Robert Owen faleceu em 17 de novembro de 1858 e suas idéias serviram de inspiração aos Pioneiros de Rochdale.

Herman Schultze

Herman Schultze nasceu na cidade de Delitzsch, Alemanha, em 1808, onde exerceu a função de magistrado. Nas dificuldades econômicas, principalmente de 1846 a 1848, distinguiu-se pelo desempenho em atividades filantrópicas.

Seu maior êxito foi a organização de Bancos Populares, especialmente entre os artesãos que não conseguiam crédito a juros reduzidos. Em 1863 preparou um projeto de auxílio mútuo, apresentando-o ao Parlamento Prussiano. Em 27/03/1867, com base nesse projeto, foi promulgado o primeiro Código Cooperativo da Alemanha e do mundo. Herman Schultze faleceu em 1883.

Friedrich Raiffeisen

Friedrich Raiffeisen era natural da Romênia e nasceu em 1818. Durante os anos difíceis de 1847 a 1848, organizou cooperativas de crédito na Alemanha com o objetivo de atender as necessidades dos agricultores.

Sendo o mais velho de uma família de 9 irmãos, teve que assumir todos os encargos econômicos após a morte de seu pai. Levou uma vida de privações e tornou-se pastor da comunidade, fato que contribuiu para a sua formação religiosa.

Seu grande amor pela agricultura o fez procurar a solução para os problemas do crédito agrícola e fundou em Plammersfeld, com 60 habitantes do lugar, uma sociedade de auxílio-mútuo. Em 1850, organizou outras sociedades, Heddesford por exemplo, substituindo-as depois, por cooperativas de crédito e publicou um livro sobre o assunto.

Raiffeisen morreu em 1888 e a primeira cooperativa de crédito no Brasil (SICREDI Pioneira RS)fundada em 1902 pelo Padre Teodoro Amstadt em Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, funciona até hoje e tem este modelo.

Charles Gide

Nasceu em Uzès, em 1847, numa pequena vila vizinha da cidade de Nimes. Foi Gide um dos principais sistematizadores da doutrina cooperativa, o mais destacado líder do Cooperativismo de Consumo, participante de uma escola de pensamentos em Nimes que liderava os rumos do sistema na França.

Em 1884 rompeu com a economia política clássica e no ano seguinte, pronunciou um discurso de abertura no 11º Congresso Cooperativo, realizado em Lyon. Sua proposta era fundar grandes armazéns de atacado para operar vendas em grande escala numa primeira etapa. Posteriormente, sua proposta era produzir tudo o que era necessário à sociedade e, depois, dominar a produção agrícola.

Segundo as próprias palavras: "eu lhes mostrei um fim imediato e presente: a educação econômica da classe operária pela associação cooperativa; e um fim mais distante: a emancipação da classe operária pela transformação do salário".

Gide foi professor de economia política no Colégio da França, professor honorário da Faculdade de Direito de Paris, representante do Cooperativismo francês em vários congressos da Aliança Cooperativa Internacional. Foi, também, autor de várias obras e publicações em revistas especializadas. Gide faleceu em 1932 interrompendo o sonho da "República Cooperativa".

Luigi Luzzatti

Nasceu em 1841 em uma família israelita de Veneza. Foi político, professor universitário, orador e autor de obras econômicas. Na juventude estudou em Berlim, Alemanha, onde conheceu Herman Schultze e adquiriu conhecimentos sobre o Cooperativismo de Crédito Urbano. Em 1863 publicou "A difusão do crédito e o Banco Popular", no qual expôs as suas primeiras idéias sobre as Cooperativas de Crédito.

O sistema criado por Luzzatti foi inspirado no de Herman Schultze, com adaptações para a realidade da Itália. Os primeiros Bancos Populares foram fundados por Luzzatti na Itália a partir de 1864. "Ajuda-te, Deus e o Estado te ajudarão" se tornou o lema Luzzattiano.

Luzzatti morreu em 1927 e seu modelo de cooperativa, no Brasil, vem sofrendo pressões por parte das autoridades. A primeira cooperativa neste modelo a ser constituída no Brasil foi a do município de Lajeado (SICREDI Vale do Taquari), Rio Grande do Sul, em 1905, pelo padre Teodoro Amstadt.

Alphonse Desjardins

Foi o criador do Cooperativismo de Economia e Crédito Mútuo e nasceu no povoado de Levis, província de Quebec no Canadá, em 1854. Graduou-se em 1870 e ingressou no jornalismo, interessando-se pelas causas sociais, com destaque para o problema da usura e da pobreza. Em viagem pela Europa estudou o sistema de Cooperativismo de Crédito desenvolvido na Alemanha (Raiffeisen) e na Itália (Luzzatti).

Com base nesses conhecimentos criou as Caixas Populares entre os canadenses, que eram abertas, permitindo a filiação de todas as pessoas da comunidade. As Caixas Populares Desjardins entraram nos Estados Unidos e sofreram alterações, formando as Cooperativas de Crédito fechadas, que só admitem sócios que sejam funcionários de uma mesma empresa ou que pertençam à mesma categoria profissional.

O sistema CUNA entrou para o Canadá e se expandiu pelas províncias de língua inglesa, inclusive em Antigonish na Nova Escócia, cujo modelo serviu de inspiração para Maria Thereza Teixeira Mendes criar, a partir de 1960, as Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo Brasileiras.

Desjardins faleceu em 31/10/1920 deixando mais de 140 Caixas Populares em atividade, agrupando 30.000 membros e ativos.

Leia Desjardins - Modelo Canadense

Edward Filene

Nascido em 1860 na cidade de Salen, em Massachussets. Foi o Secretário de Estado americano, que em visita a Moscou em 1921 disse ao Premier soviético, Wladimir Ilitch Lenin, que "se tivesse um filho que até os 21 anos de idade não fosse socialista, ele o deserdaria; e que, se este permanecesse socialista após os 21 anos, também seria deserdado". Desde cedo trabalhou para a manutenção da família.

Dedicado, juntou grande fortuna como comerciante, fato que não o impediu de lutar por uma distribuição da riqueza mais justa. Dando o exemplo, doou parte da sua fortuna pessoal para o desenvolvimento das Cooperativas de Crédito em seu país: as Credit Unions.

A idéia de união de créditos foi descoberta por Filene em uma de suas viagens para a Índia em 1907. De volta para casa, estudou o assunto e, em 1909, colocava em atividade a primeira Cooperativa de Crédito Geral de Boston.

Em 1921, incentivou a busca de legislações federais e o aumento de leis estaduais sobre Cooperativismo. Filene criou o Departamento Nacional de Cooperativas de Crédito, com a ajuda de Roy Bergengren e investiu mais de um milhão de dólares de seu próprio dinheiro nesse projeto de vida.

Roy Bergengren

Foi um advogado de Massachussets contratado por Filene para organizar Cooperativas de Crédito nos Estados Unidos e trabalhar para conseguir legislação favorável ao sistema com abrangência para todo o País.

Viajou pelos EUA fazendo lobby junto as Assembléias Legislativas para promulgarem leis favoráveis às Cooperativas de Crédito. Após ter conseguido seu intento em 45 estados americanos, trabalhou no Congresso Americano em Washington, conseguindo a promulgação de uma lei federal a favor do Cooperativismo.

Na sua cruzada pelos USA fundou milhares de Credit Unions, estando entre estas, a Cooperativa de Crédito dos Empregados da CUNA, fundada em 28/08/1935, em Maddison, no Wisconsin, sendo seu primeiro presidente.

Theodor Amstadt

Suiço e Padre jesuíta, desembarcou em Porto Alegre nos anos de 1885 aos 34 anos. Foi designado para atividades pastorais entre colonos e tornou-se importante líder rural e cooperativista. Sua atuação se destaca, principalmente na criação e funcionamento da Associação Riograndense de Agricultores. Foi fundador da primeira Cooperativa de Crédito no Brasil em 1902, modelo Raiffeisen (conheça a história da SICREDI Pioneira RS) no município de Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul.

Podemos considerá-lo o pai do Luzzattismo brasileiro por ter criado a primeira Cooperativa tipo Luzzatti, no município de Lajeado (SICREDI Vale do Taquari RS), Rio Grande do Sul, em 1905.

Durante 53 anos atuou como sacerdote e promotor do bem estar sócio-econômico dos agricultores.

Diretamente fundou 15 Cooperativas de Crédito entre 1902 e 1923.

A partir desta data até 1928, colaborou na constituição de outras 26 Cooperativas. Trabalhando para a consolidação do sistema, contribuiu para a criação da primeira Central de Cooperativas de Crédito do Brasil, em 1925, em Porto Alegre, falecendo em 1938.

Maria Thereza Teixeira Mendes

Filha de tradicional família do Rio de Janeiro, escreveu seu nome na história do Cooperativismo. Em 1960 foi fundadora da primeira Cooperativa de Crédito Mútuo do Brasil: Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empregados da CNBB, com 80 cooperados.

Em agosto de 1961, surgiu a Federação Leste Meridional das Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo, a FELEME. Nos anos seguintes, sob o comando de Terezita, mulher pequena mas de fibra e persistência férrea, a FELEME deslanchou. A FELEME transformou-se em uma mística e, mesmo sendo substituída por Federações nos Estados, ainda deixa marcas nos Congressos da Confebrás.

Fonte: OCB/ES

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