Ceco apresenta sugestões para Banco Central

quinta-feira, 4 de março de 2010

Foram apresentadas pelo CECO algumas sugestões a respeito da interpretação do segmento com relação a Lei Complementar nº 130/09

A coordenadora do Conselho Especializado de Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (Ceco/OCB), Denise Damian, junto com o grupo técnico, analisou alguns pleitos do cooperativismo de crédito brasileiro contidos no plano de ação do Ceco, nesta terça-feira (2/3), em Brasília (DF). Entre eles está promover a interlocução com o Banco Central do Brasil visando à regulamentação normativa em decorrência da Lei Complementar nº 130/09. À tarde, o grupo esteve com representantes dos departamentos de Normas do Sistema Financeiro Nacional e Organização do Sistema Financeiro Nacional, e de Supervisão de Cooperativas e Instituições Não Bancárias do Banco Central .

Foram apresentadas pelo Ceco algumas sugestões a respeito da interpretação do segmento com relação a Lei Complementar nº 130/09 e seus desdobramentos operacionais. Ainda este ano, em virtude da LC 130/09, uma nova resolução tratando do ambiente cooperativo de crédito deve ser publicada em substituição da Resolução 3.442/07. Os trabalhos são voltados para que a norma reconheça e contemple os avanços contidos na nova legislação em vigor.

A reunião também deu início aos trabalhos para a construção de diretrizes de política de capacitação padronizada e o planejamento da Reunião Ordinária do Ceco que deve acontecer no dia 27 de abril, em Brasília (DF)

Fonte: OCB

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Nova diretoria do BC começa a ser formada

segunda-feira, 1 de março de 2010

Começou a se formar a diretoria do Banco Central que conduzirá a instituição no último ano do governo Lula. Tomou posse, na sexta-feira, o novo diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo. Ele assumiu a vaga deixada por Celina Berardinelli Arraes, uma das duas únicas mulheres que dirigiram o BC (a outra foi Teresa Grossi, que comandou a área de Fiscalização no governo FHC).

Hamilton poderá, também, substituir Mário Mesquita na diretoria de Política Econômica do banco. A intenção de Mesquita, que está no BC desde março de 2007, é concluir sua participação no governo com a apresentação do Relatório de Inflação do primeiro trimestre deste ano, que será divulgado no fim de março.

Desde a saída de Mário Torós da diretoria de Política Monetária, em novembro de 2009, que Mesquita havia acertado com o presidente do BC, Henrique Meirelles, que deixaria a instituição em março deste ano, quando o próprio Meirelles deve se desincompatibilizar do posto para assumir uma carreira política.

Alexandre Tombini, diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central desde abril de 2006, deverá ser o próximo presidente do BC. Confirmado seu nome como sucessor de Meirelles, Tombini convidará a permanecer o cargo Gustavo do Vale, desde maio de 2003 diretor de Liquidações e Controle de Operações do Crédito Rural. Gustavo pensava em se aposentar no ano passado, mas foi convencido a permanecer por mais algum tempo no banco.

Carlos Hamilton, provável sucessor de Mesquita, funcionário de carreira do BC, era, até agora, chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep), o segundo na hierarquia da Diretoria de Política Econômica e, portanto, muito próximo a Mesquita. Ele é quem prepara e apresenta os modelos do regime de metas para a inflação ao Comitê de Política Monetária (Copom) e o único chefe de departamento que participa dos dois dias de reunião do comitê.

Todas as mudanças dependem, é claro, da decisão final de Meirelles - se tentará uma candidatura ao Senado por Goiás ou à vice-presidência da República, na chapa da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ou, ainda, se permanecerá no cargo até dezembro.

Meirelles deixando o BC, a instituição será comandada, pela primeira vez na história, apenas por funcionários de carreira do BC e do Banco do Brasil, onde trabalhou o atual diretor de Política Monetária, Aldo Luiz Mendes.

Fonte: Valor Online

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Banco Central teve lucro de R$ 5,6 bi em 2009

Banco Central teve lucro de R$ 5,6 bi em 2009

BRASÍLIA - O Banco Central registrou um lucro de R$ 5,609 bilhões em 2009, segundo divulgou nesta quinta-feira, 25, o diretor de Administração do BC, Anthero Meirelles. Segundo ele, o resultado no segundo semestre foi de R$ 6,551 bilhões ante um resultado negativo de R$ 942 milhões no primeiro semestre do ano passado.

"A crise não teve impacto no balanço do BC", afirmou Meirelles. No entanto, o lucro de 2009 é bem menor que os R$ 13,345 bilhões registrados em 2008.

Segundo o BC, o resultado positivo é a diferença entre as receitas e as despesas com juros incidentes sobre as operações em moeda local. O lucro do segundo semestre será transferido ao Tesouro Nacional em até 10 dias úteis.

Fonte: Estadão

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BC eleva alíquota de depósitos compulsórios a prazo para 15%

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

BC eleva alíquota de depósitos compulsórios a prazo para 15%

BRASÍLIA - O Banco Central reverteu parcialmente nesta quarta-feira a flexibilização do recolhimento de depósitos compulsórios promovido no auge da crise global financeira.

A alíquota de recolhimento dos recursos a prazo, que estava em 13,5 por cento, voltou a ser de 15 por cento.

As alíquotas das exigibilidades adicionais foram elevadas para 8 por cento para os depósitos à vista e a prazo. Elas tinham sido reduzidas para 5 por cento e 4 por cento, respectivamente em 2008.

As medidas ampliam em 71 bilhões de reais os valores a serem recolhidos. Durante a crise, haviam sido liberado 99,8 bilhões de reais.

Fonte: Estadão

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SICREDI é Top Five 2009 do Banco Central pelo segundo ano consecutivo

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

SICREDI é Top Five 2009 do Banco Central pelo segundo ano consecutivo

Pelo segundo ano consecutivo, o SICREDI está entre as cinco melhores instituições em projeções econômicas do Brasil, de acordo com o Top Five 2009 do Banco Central.

No ranking de 2009, que analisou mais 100 instituições financeiras e empresas de consultoria, o SICREDI foi premiado pela sua acuracidade nas projeções da taxa de câmbio. “Esse desempenho, reconhecido pela autoridade monetária, evidencia a consistência do SICREDI em antecipar eventos e a capacidade de gerar resultados com segurança para seus associados”, destaca Paulo Chananeco F. de Barcellos Neto, Diretor de Economia e Riscos do Banco Cooperativo SICREDI.

O SICREDI tem 1,5 milhão de associados, está presente com mais de 1000 unidades de atendimento em 10 Estados brasileiros e administra recursos na ordem de R$ 17 bilhões.

Fonte: SICREDI

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Henrique Meirelles diz que economia do Brasil está sólida e estabilizada

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Henrique Meirelles diz que economia do Brasil está sólida e estabilizada

Caxias do Sul/RS - A economia do Brasil está sólida e estabilizada. No passado, discutia-se como sair da crise; hoje, todos estão preocupados com problemas de longo prazo, o que é um bom sinal. A afirmação é do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que palestrou na reunião-almoço extraordinária realizada pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta sexta-feira (5), com a presença de cerca de 380 pessoas. "Temos condições de continuar crescendo no futuro", destacou Meirelles.

Na concepção do presidente do Banco Central, o Brasil entrou forte na crise. No entanto, o Banco Central, ao dispor de recursos para enfrentá-la, agiu rapidamente, evitando seus efeitos colaterais. Meirelles prevê boas perspectivas para os próximos dois anos, baseado nos 45 bilhões de dólares previstos de investimentos estrangeiros no Brasil, no crescimento da classe média, que em junho de 2009 atingiu o índice de 53,2%, na previsão de crescimento do PIB em 2010 na ordem de 5,8% e nas metas para a inflação em 2010 de 4,6%. "O Brasil está construindo a sua estabilidade futura", reiterou o presidente do BC.

Com uma avaliação positiva do cenário macroeconômico brasileiro, Henrique Meirelles falou sobre o círculo virtuoso formado pelas metas de inflação, pelo câmbio flutuante e reservas internacionais e pelos superávits primários. Segundo ele, isto determinou uma redução do risco inflacionário, externo e fiscal. "O Banco Central transformou o círculo vicioso em virtuoso. Já são seis anos consecutivos de inflação na meta", sustentou Meirelles.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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Banco Central apresenta novas cédulas do Real

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Novas notas de R$ 50 e R$ 100 começam a circular ainda no 1º semestre. As demais cédulas serão substituídas gradativamente, até 2012.

Veja as mudanças no link do G1.

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"Se o BC tiver autonomia, vai ter aumento de juros"

"Se o BC tiver autonomia, vai ter aumento de juros"

O professor da Faculdade de Economia da Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Simão Silber defende o aumento da taxa de juros para impedir a ameaça inflacionária. Porém, ele tem dúvidas em relação à atuação do Banco Central em ano de eleições. Segundo o professor, a reação do BC nas próximas reuniões do Copom será um bom teste para a autonomia do banco.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tem dito que a demanda está crescendo acima da tendência de longo prazo. O sr. concorda?
O último dado de comércio varejista do IBGE mostra que, na margem, em níveis reais, as vendas de varejo crescem 10%. A massa de salários, passado todo o período mais complicado da crise, continua crescendo. O crédito continua em expansão e o governo continua gastando. Todos os indicadores domésticos indicam gastos em forte expansão tanto de setor privado quanto do setor público. A economia brasileira está crescendo neste instante acima de 5% e a demanda, mais do que isso.

Isso representa algum risco para a inflação? É motivo para o BC aumentar os juros?
O BC não espera o circo pegar fogo para pegar o extintor. Quando aparecer a primeira fumacinha, ele já vai lá com o pezinho e apaga. Ele tem de se antecipar à inflação, porque senão o trabalho dele é redobrado, tem de usar uma política de juros mais agressiva ainda. Então, ele vai tentar antecipar uma inflação que pode estar se acelerando.

Vamos ter um novo ciclo de alta dos juros?
Não sei, aí já é uma outra história. É uma pergunta muito complicada, por uma razão muito simples. Este é um ano político, e eu não sei se o Banco Central vai ter autonomia para fazer isso, porque a eleição está aí. Vou responder da seguinte forma: se efetivamente o Banco Central tiver autonomia, vai ter aumento de juros. Acho que este é um bom teste para saber se o Banco Central é autônomo ou não no Brasil.

O aumento de juros é necessário neste momento?
Acho que sim. A demanda está crescendo num ritmo mais forte que a capacidade produtiva. Matérias-primas começam a faltar e o pessoal já está reajustando preço. Particularmente, o ano está sendo ruim por causa das chuvas. Várias coisas aumentaram de preço, o câmbio mudou de patamar. Há indícios de que a inflação pode subir.

Se o País não passar nesse teste de autonomia do BC, qual será o risco?
Vamos ter uma inflação maior. Ela não vai ficar perto da meta central, talvez vá em direção ao limite superior, que é 6,5%.

E o risco político?
Vai abalar a credibilidade do BC. Porque, até hoje, faz 10 para 11 anos, a regra foi a seguinte: o BC cuida da inflação e ponto final. Se ele não for cuidar, é porque alguém está metendo a colher no meio. Então, acho isso bastante comprometedor com a credibilidade do BC.

Fonte: Estadão

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Cresce disputa no governo por aumento dos juros

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cresce disputa no governo por juros
Mantega quer que o BC não eleve os juros, mas Meirelles indica que crescimento pode estar acima do sustentável

Em Público: O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, divergiram ontem, em público, sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira, seus efeitos sobre a inflação, e a necessidade de subir os juros. Os comentários foram feitos em São Paulo ao discursarem no 20.º Seminário do Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Enquanto Mantega descartou um aquecimento excessivo do consumo e a necessidade de aumento de juro, Meirelles indicou que massa salarial, comércio e crédito estão crescendo acima do sustentável. Para os investidores, o comentário do presidente do BC representou um sinal de que em algum momento os juros terão de ser elevados, o que fez subir as cotações dos juros futuros.

"O que eu quero destacar aqui não é só que há um crescimento, mas que há um crescimento acima da tendência de longo prazo, o que mostra que o País sai forte da crise", disse Meirelles, no seminário. "A recuperação se dá a um ritmo muito forte", acrescentou.

Também presente ao evento, Mantega afirmou que os sinais de recuperação da economia permitiram a retirada dos estímulos fiscais a vários setores de atividade, como os fabricantes de eletrodomésticos da chamada linha branca e a indústria automobilística.

As projeções de bancos e consultorias indicam que o BC vai começar a subir os juros a partir de abril, para evitar inflação provocada pelo consumo doméstico forte. Mantega afirmou que a economia está crescendo de forma sustentável, porque tem "forte componente de investimento e porque não cria desequilíbrios macroeconômicos".

Ele garantiu que o Brasil vai cumprir a meta de inflação em 2010, mas frisou que não está preocupado. "Para este ano, está prevista inflação em torno de 4,5%. Não acredito que fique mais alta que isso, mesmo com a economia crescendo de 5% a 5,5%", disse. "Se houver problema de inflação, o Banco Central vai aumentar os juros, mas espero que não precise", disse o ministro, ao lado de Meirelles.

Mantega propôs aos empresários um pacto para blindar a economia em ano eleitoral. "Não devemos permitir que haja perturbação desse momento muito bom", disse. Ele prometeu que governo não vai mudar a conduta por causa das eleições. "Vamos cumprir as metas de responsabilidade fiscal e responsabilidade monetária", disse. "E os senhores não se deixem levar pelo canto da sereia", completou, dirigindo-se aos empresários.
Fonte: Estadão

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BC anuncia proposta para remuneração de administradores e empregados de bancos

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

BC anuncia proposta para remuneração de administradores e empregados que exerçam função gerencial
Objetivo é não incentivar aumento do risco acima de 'níveis prudentes', diz.

O Banco Central anunciou nesta segunda-feira (1º) que colocou em audiência pública, por 90 dias, proposta para uma política de remuneração de administradores e empregados de instituições financeiras. Neste prazo, o BC colherá sugestões dos interessados. A proposta não abrange Cooperativas de Crédito e Sociedades de Crédito ao MicroEmpreendedor.

"Busca-se, assim, promover o desenvolvimento de políticas de remuneração compatíveis com a estratégia global de gestão de riscos, formuladas de modo a não incentivar comportamentos capazes de elevar a exposição ao risco acima dos níveis considerados prudentes no curto, médio e longo prazos", informou a autoridade monetária, por meio de nota à imprensa.

Segundo o BC, sua proposta de regulação para o sistema financeiro brasileiro baseia-se nos compromissos assumidos pelos líderes do G20 em abril (London Summit) e setembro de 2009 (Pittsburgh Summit) voltados ao fortalecimento do sistema financeiro.

De acordo com a autoridade monetária, o objetivo da proposta é alinhar as "políticas de remuneração aplicáveis a administradores e empregados que exerçam funções com impacto relevante sobre a exposição ao risco", e os riscos assumidos pelas instituições financeiras.

A política de remuneração deve, entre outras exigências, ser condizente com o resultado global da instituição, em particular o lucro realizado. Além disto, no mínimo 40% da remuneração variável deve ser paga ao longo de 3 anos, primando pela sustentabilidade e o retorno de longo prazo.
Após o período de audiência pública, a proposta revisada deverá ser submetida à aprovação da Diretoria Colegiada do Banco Central e, posteriormente, do Conselho Monetário Nacional (CMN), que reúne ministros de Estado e o presidente do BC.

Veja o assunto no site do Banco Central do Brasil (link)
Leia aqui o Edital 035/2010 que trata do assunto

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COPOM está reunido para decidir os juros

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Banco Central decide juro com perspectiva de inflação em alta

Analistas do mercado financeiro são unânimes ao afirmar que durante a próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que será realizada hoje e amanhã, a autoridade monetária manterá, pela quinta vez seguida, a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano. O cenário de manutenção foi projetado mesmo com a previsão, por parte de instituições financeiras dentro do Boletim Focus, de que a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), ficará acima do centro da meta neste ano, em 4,6%. Para Marcelo de Faro, economista da Korus Investimentos, o governo deve iniciar a alta da Selic em março, com elevação de 0,25 ponto. Desta maneira, no terceiro mês do ano a taxa de juros ficaria em 9%. "Agora, em janeiro, é difícil termos uma elevação na taxa de juros, pelo cenário econômico ainda moderado . Já em março, o Banco Central deve puxar 0,25 ponto da Selic, para que o valor não tenha um impacto muito forte nas eleições deste ano", disse.

Fonte: DCI São Paulo

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Operações de Crédito - Maiores Cooperativas de Crédito do Brasil

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Com base em dados disponíveis no site do Banco Central do Brasil (base set/09) é possível elencar-se abaixo as 15 Cooperativas de Crédito brasileiras com maiores valores emprestados na carteira de crédito:

  1. SICOOB Credicitrus: R$ 1,142 bilhões
  2. SICOOB Cooperforte: R$ 565 milhões
  3. SICOOB Cocred: R$ 424 milhões
  4. Credicoamo: R$ 349 milhões
  5. Viacredi: R$ 348 milhões
  6. SICREDI União PR: R$ 279 milhões
  7. SICREDI Norte RS/SC: R$ 223 milhões
  8. SICREDI Cataratas do Iguaçú: R$ 221 milhões
  9. SICREDI Pioneira RS: R$ 217 milhões
  10. SICREDI Grande Santa Rosa RS: R$ 186 milhões
  11. SICREDI Planalto Gaúcho: R$ 184 milhões
  12. SICREDI Região dos Vales RS: R$ 183 milhões
  13. SICREDI Serrana RS: R$ 180 milhões
  14. Credicoonai: R$ 179 milhões
  15. UNICRED Norte PR: R$ 172 milhões

Fonte: http://www4.bcb.gov.br/?IFBALANCETES

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Depósitos Totais: Maiores Cooperativas de Crédito do Brasil

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Com base em dados disponíveis no site do Banco Central do Brasil (base set/09) é possível conhecer-se as 15 Cooperativas de Crédito brasileiras com maior volume de depósitos administrados (desconsiderando-se os Fundos de Investimento e Poupança Rural):

  1. SICOOB Credicitrus: R$ 628 milhões
  2. SICOOB Cooperforte: R$ 527 milhões
  3. SICOOB Credicom MG: R$ 396 milhões
  4. Viacredi: R$ 368 milhões
  5. SICREDI Pioneira RS: R$ 313 milhões
  6. SICREDI Região dos Vales RS: R$ 307 milhões
  7. SICREDI União PR: R$ 274 milhões
  8. SICOOB Cocred: R$ 257 milhões
  9. SICREDI Serrana RS: R$ 235 milhões
  10. SICREDI Cataratas do Iguaçú: R$ 215 milhões
  11. SICOOB Coopecredi (Guariba): R$ 205 milhões
  12. SICREDI Norte RS/SC: R$ 198 milhões
  13. UNICRED Florianópolis: R$ 179 milhões
  14. SICREDI Grande Santa Rosa RS: R$ 174 milhões
  15. Unicred Norte PR: R$ 170 milhões

Fonte: http://www4.bcb.gov.br/?IFBALANCETES

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BC: inadimplência tem 1ª queda desde setembro de 2008

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

BC: inadimplência tem 1ª queda desde setembro de 2008

BRASÍLIA - A inadimplência média nos empréstimos com recursos livres caiu, em dezembro de 2009, pela primeira vez desde setembro de 2008, mês de estouro da crise financeira internacional. Segundo dados do Banco Central (BC), a parcela dos financiamentos com atraso superior a 90 dias caiu de 5,8% em novembro para 5,6% em dezembro. Apesar do recuo, a taxa segue em nível bastante superior ao observado um ano antes, em dezembro de 2008, quando estava em 4,4%.

Entre os segmentos, a inadimplência da pessoa jurídica recuou de 3,9% para 3,8% entre novembro e dezembro, ante 1,8% em dezembro de 2008. No crédito para famílias, a taxa caiu de 8,1% para 7,8%, de 8% há um ano antes.

Fonte: Estadão

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Total de Ativos: Maiores Cooperativas de Crédito do Brasil

Com base em dados disponíveis no site do Banco Central do Brasil (base set/09) apresentamos abaixo a relação das 15 Cooperativas de Crédito brasileiras com maiores valores em Ativos (desconsidera-se nesta análise os Fundos de Investimento e Poupança Rural):

  1. SICOOB Credicitrus: R$ 1,685 bilhão
  2. SICOOB Cooperforte: R$ 747 milhões
  3. SICOOB Cocred: R$ 719 milhões
  4. Credicoamo: R$ 608 milhões
  5. Viacredi: R$ 536 milhões
  6. SICREDI União PR: R$ 515 milhões
  7. SICOOB Coopecredi (Guariba): R$ 471 milhões
  8. SICOOB Credicom MG: R$ 459 milhões
  9. SICREDI Pioneira RS: R$ 422 milhões
  10. SICREDI Região dos Vales RS: R$ 416 milhões
  11. SICREDI Cataratas do Iguaçú: R$ 397 milhões
  12. Unicred Norte PR: R$ 358 milhões
  13. SICREDI Norte RS/SC: R$ 316 milhões
  14. SICREDI Serrana RS: R$ 306 milhões
  15. SICREDI Planalto Gaúcho: R$ 298 milhões

Fonte: http://www4.bcb.gov.br/?IFBALANCETES

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Patrimônio Líquido: Maiores Cooperativas de Crédito do Brasil

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Com base em dados divulgados no site do Banco Central do Brasil (base set/2009) apresentamos abaixo as 15 Cooperativas de Crédito Brasileiras com maior valor em Patrimônio Líquido:

  1. SICOOB Credicitrus: R$ 457 milhões (Capital Social R$ 289 milhões)
  2. SICOOB Cooperforte: R$ 192 milhões (Capital Social R$ 97 milhões)
  3. SICOOB Cocred: R$ 189 milhões (Capital Social R$ 100 milhões)
  4. UNICRED Norte PR: R$ 166 milhões (Capital Social R$ 159 milhões)
  5. Viacredi: R$ 142 milhões (Capital Social R$ 112 milhões)
  6. Credicoamo: R$ 141 milhões (Capital Social R$ 50 milhões)
  7. Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Policiais Militares de São Paulo: R$ 107 milhões (Capital Social R$ 97 milhões)
  8. Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empregados da Embraer: R$ 102 milhões (Capital Social R$ 91 milhões)
  9. UNICRED João Pessoa (Livre Admissão): R$ 92 milhões (Capital Social R$ 81 milhões)
  10. Cooperativa de Economia e Crédito Mutuo dos Empregados da SABESP: R$ 88 milhões (Capital Social R$ 74 milhões)
  11. SICREDI Pioneira RS: R$ 81 milhões (Capital Social R$ 50 milhões)
  12. Cooperativa de Crédito dos Médicos e Empresários do Mato Grosso: R$ 69 milhões (Capital Social R$ 59 milhões)
  13. Cooperativa de Crédito do Vale do São Patrício (GO): R$ 69 milhões (Capital Social R$ 58 milhões)
  14. Credigoiás (CCLA Goiânia): R$ 68 milhões (Capital Social: R$ 48 milhões)
  15. SICOOB Credi Rural (CC Sudoeste Goiano): R$ 68 milhões (Capital Social R$ 53 milhões)

Nesta análise podem ser encontradas diversas cooperativas de crédito que apresentam no Patrimônio Líquido a maior parte de seu saldo total de contas de ativo, característica esta encontrada em Cooperativas de Capital em Empréstimo.

Fonte: http://www4.bcb.gov.br/?IFBALANCETES

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Projeto põe cartões sob regulação do BC

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Projeto põe cartões sob regulação do BC

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na tarde de ontem um projeto de lei que muda todo o sistema financeiro nacional e transforma as empresas de cartões de crédito em instituições financeiras, reguladas pelo Banco Central.

É ainda um passo embrionário até o projeto, de fato, virar lei, mas a notícia caiu como uma bomba na bolsa. As ações da Redecard recuaram 3,2%, segunda maior baixa do dia entre os papéis do Ibovespa (que subiu 0,42%). Já as ações da Cielo (novo nome da VisaNet), que não fazem parte do índice, despencaram 5,8%. Entre os analistas, o temor é com relação a maior carga tributária que essas empresas teriam que pagar se virassem banco.

Segundo Adelmir Santana (DEM-DF), autor do Projeto de Lei, o objetivo é que todas as empresas do setor - emissoras, bandeiras e credenciadoras - virem instituições financeiras. "O projeto tem uma tramitação longa e vai ser objeto de grande discussão. Mas é importante disciplinar o setor", disse Santana ao Valor.

O argumento do senador é que as empresas de cartões dão crédito e cobram taxas muito altas. Por isso precisam ser tratadas como banco. Já o setor prefere a autorregulação, que ficaria a cargo da Abecs (associação das empresas de cartões). Pelo lado das credenciadoras, o argumento é que elas não dão crédito aos lojistas. Fazem apenas antecipação de recebíveis, uma operação de fomento mercantil, sem alavancagem.

O projeto aprovado na CCJ ontem não trata só dos cartões. Segundo o relator Antonio Carlos Junior (DEM-BA), trata de todo o sistema financeiro nacional e dá maior autonomia ao Banco Central. Seu dirigente teria mandato fixo e não coincidente com o mandato dos diretores. O presidente do BC só poderia ser demitido por votação secreta no Senado.

O projeto de Adelmir Santana foi incorporado ao projeto do senador baiano, que agora segue para análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, para depois ser votado em plenário. Se aprovado, passa por duas comissões da Câmara e por votação no plenário. É lá que os senadores acreditam que haverá maior resistência, por conta do lobby do setor de cartões. Um de seus maiores defensores é o deputado federal Antônio Palocci (PT-SP).

Fonte: Valor Online

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Copom mantém taxa de juro em 8,75%

Copom mantém taxa de juro em 8,75%
Decisão foi unânime; próxima reunião só ocorrerá em 26 e 27 de janeiro

São Paulo - O Comitê de Política Monetária decidiu manter a taxa de juros em 8,75% ao ano como já era esperado pelo mercado.

Após o anúncio de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 8,75% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central justificou a decisão afirmando que o juro é consistente com o cenário de inflação.
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Veja a íntegra do comunicado do Copom: "Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% ao ano, sem viés, por unanimidade. Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade remanescente dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia, neste momento, que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica."
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 26 e 27 de janeiro de 2010. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 17.

Fonte: Estadão

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Torós deixa diretoria do BC e Aldo Mendes será indicado

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Torós deixa diretoria do BC e Aldo Mendes será indicado

BRASÍLIA - O Banco Central confirmou no início da noite que o diretor de Política Monetária, Mário Torós, deixou o cargo nesta segunda-feira conforme já sinalizado pela Agência Estado na sexta-feira. Segundo nota, ele deixou a instituição "a pedido" e "por motivos pessoais". A intenção de deixar o banco já havia sido declarada internamente há alguns meses e sua saída foi acelerada nos últimos dias após entrevista publicada na sexta-feira pelo jornal Valor Econômico.

Ele informou, na entrevista, que no auge da tensão causada pela crise, o Brasil viveu uma corrida bancária e, em poucos dias, R$ 40 bilhões migraram dos pequenos e médios bancos para as grandes instituições. Também disse que o Banco do Brasil soube por um diretor do BC que o Banco Votorantim estava com a saúde financeira fragilizada. Normalmente avesso à imprensa e cauteloso com as palavras, Torós detalhou ao jornal a reação do governo brasileiro à crise e divulgou dados que eram guardados a sete chaves.

As declarações de Torós causaram surpresa no BC porque o diretor é discreto e não tem declarações polêmicas no histórico. Houve também desconforto porque o diretor teria divulgado fatos que não poderiam ser levados ao público, como a troca de e-mails com o presidente da instituição, Henrique Meirelles.

No mercado financeiro, ficou a percepção de que o diretor usou a entrevista como um "balanço" de sua gestão e como forma de mostrar sua importância no processo de enfrentamento da crise. Para pessoas de dentro do BC, "vender" essa imagem é importante em um momento de busca por uma posição para retornar à iniciativa privada.

Em Brasília, há expectativa de que a saída de Torós pode ser a primeira de uma série. Além do próprio presidente Meirelles que pode deixar o cargo em março para disputar as eleições do próximo ano, os diretores de política econômica, Mário Mesquita, e de liquidações, Gustavo do Vale, também teriam intenção de deixar o BC brevemente.

Indicação

O BC informou que o presidente da instituição, Henrique Meirelles, vai encaminhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a recomendação da indicação de Aldo Luiz Mendes para ocupar o cargo de diretor de Política Monetária, que era ocupado por Mário Torós. O indicado ocupou entre 2005 e 2009 a vice-presidência de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do Banco do Brasil e atualmente presidia a Companhia de Seguros Aliança do Brasil.

Aldo Mendes já exerceu o cargo de diretor de Finanças e mercado de capitais no BB e foi vice-presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), além de ter integrado os conselhos de administração da BM&F e da Central Interbancária de Pagamentos (CIP). O indicado é doutor em economia pela Universidade de São Paulo.

Fonte: Estadão

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Fundo Garantidor de Crédito pode virar instituição especial

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fundo Garantidor de Crédito pode virar instituição especial

Com mudança, FGC poderia receber recursos do BC e atuar preventivamente junto a bancos em dificuldades

RIO - O Banco Central (BC) quer transformar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em instituição financeira especial. Assim, o FGC poderia receber recursos do BC e usá-los para atuar preventivamente junto a bancos em dificuldades, informou o presidente do Conselho de Administração do FGC, Gabriel Jorge Ferreira.

A ideia já está na proposta do BC de projeto de lei em audiência pública. "O FGC ganhará um papel novo. Será um coadjuvante do Banco Central na prevenção dos problemas em vez de atuar só depois das intervenções e liquidações (papel para o qual foi criado na década de 90)", disse Ferreira.

Na crise mais recente, o FGC já atuou de forma preventiva ao comprar carteiras de bancos pequenos e médios. Ferreira elogiou os bancos pela decisão. Depois os bancos recompraram as suas carteiras. Ele participou hoje do seminário "Resolução de Falência de Instituição Financeira", promovido pelo BC, no Rio.

Fonte: Estadão

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Copom mantem SELIC em 8,75% ao ano

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pela segunda reunião seguida, Copom mantém juros em 8,75% ao ano

Decisão já era amplamente esperada pelo mercado financeiro.

Com retomada econômica, preocupação do BC é com aumento da inflação.

Depois de interromper em setembro o ciclo de redução dos juros, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, formado pelos diretores e pelo presidente da instituição, se reuniu novamente nesta terça e quarta-feiras (20 e 21) e decidiu manter a taxa Selic estável em 8,75% ao ano. O encontro durou pouco menos de duas horas.

Foi a segunda manutenção da taxa básica de juros, que aconteceu após cinco cortes consecutivos na taxa Selic - ocorridos entre janeiro e julho deste ano. A decisão foi unânime e sem viés, de modo que a taxa deve permanecer neste patamar até a próxima reunião do Copom, marcada para 8 e 9 de dezembro.

Ao fim do encontro, o Copom divulgou a seguinte frase: "Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, por unanimidade. Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica".

A manutenção dos juros confirmou a expectativa de grande parte dos analistas do mercado financeiro. A projeção dos economistas é de que os juros permanecerão neste mesmo patamar, pelo menos, até julho de 2010. Após julho, a previsão do mercado é de que o Copom eleve a taxa para 10,50% ao ano até o fim do ano que vem.

Segundo cálculos da consultoria econômica UpTrend, os juros reais brasileiros estão em 4,3% ao ano, sendo superados pela China (6,6% ao ano), Argentina (5% ao ano) e Malásia (4,5% ao ano).

Fonte: G1

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Alexandre Tombini poderá ser o novo Presidente do BACEN

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Mudança no BC deve começar após Copom

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Mário Torós, deve deixar a diretoria da instituição ainda neste ano. Ele participará da reunião do Copom, comitê de diretores que fixa a taxa de juros, na semana que vem e sua saída poderá ser oficializada algumas semanas depois, ainda antes da última reunião deste ano, no começo de dezembro. A Folha apurou que o substituto será preferencialmente alguém de fora do BC, mas não necessariamente do mercado financeiro. A substituição de Torós por um funcionário de carreira não está descartada. A saída de Torós deverá ser a primeira alteração na cúpula do BC até março, quando o presidente do banco, Henrique Meirelles, decidirá se concorre a um cargo nas eleições de 2010. Meirelles se filiou ao PMDB no começo do mês. Torós não é o único diretor que já manifestou a intenção de sair.

Mário Mesquita (Política Econômica) e Gustavo Matos do Vale (Liquidações e Controle de Operações do Crédito Rural) também já sinalizaram que querem deixar o BC. No entanto, no caso de Mesquita, apesar de ter sido um dos primeiros a pedirem para sair na virada deste ano, sua substituição é considerada mais difícil de ser feita porque ele ocupa um cargo estratégico, como um dos principais formuladores da política monetária. Já Matos do Vale é funcionário de carreira e pode ser um apoio importante para o novo presidente do BC. Até costurar a sua sucessão, Meirelles tenta manter Mesquita e Matos do Vale na diretoria.

Meirelles também trabalha para fazer o atual diretor de Normas, Alexandre Tombini, o presidente do banco até o final do governo Lula. Respeitado pelo mercado financeiro, Tombini é visto como um nome técnico e que não deixará a inflação fugir de controle em ano de eleição presidencial. Ele também agrada à ala desenvolvimentista do governo, pois é considerado uma pessoa com mais jogo de cintura e menos ortodoxa na condução da política monetária em relação aos outros colegas da diretoria, como Mesquita e Torós. Com Tombini à frente, novas trocas na diretoria seriam feitas gradativamente, para que não sejam vistas como uma alteração na política monetária. No BC há até quem defenda que não haja novas mudanças. Nesse caso, Mesquita poderia continuar no cargo, apesar do desejo pessoal de sair. A avaliação feita internamente é que o governo precisará de uma pessoa com interlocução e respaldo do setor financeiro caso haja desconfianças ao longo do processo eleitoral. O principal problema nesse cenário é que Mesquita enfrenta resistências a seu nome dentro do governo. Ele é visto como excessivamente conservador, contrário à queda nos juros e entrou em rota de colisão direta com o ministro Guido Mantega (Fazenda) ao criticar indiretamente o aumento nos gastos públicos.

Fonte: Folha de São Paulo

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COAF: Cresce a Comunicação sobre Operações Suspeitas

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Coaf: Cresce a Comunicação sobre Operações Suspeitas

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) recebeu em 2009 (até 31 de julho) nada menos que 1.534.047 comunicações de operações consideradas suspeitas de fazerem parte de esquemas de lavagem de dinheiro. O número supera em quase 2,5 vezes o total acusado em todo o ano de 2008 que foi de 645.785 comunicações, enquanto o ano anterior registrara 335.364.

Esse alto índice de elevação das comunicações revela o crescente rigor da legislação local e a participação dos órgãos públicos, instituições financeiras e demais empresas.

Confira no site Coaf: www.coaf.fazenda.gov.br/conteudo/estatisticas/comunicacoes-recebidas-por-uf/

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BC cogita alta de juro até início de 2010

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

BC cogita alta de juro até início de 2010

Em reunião anteontem, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a recuperação econômica do Brasil acontece acima das expectativas do mercado e que poderá ser necessária uma elevação dos juros básicos até o início de 2010 a fim de combater alta da inflação. Segundo a Folha apurou, Lula ficou preocupado com eventual subida de juros, mas também se mostrou positivamente surpreso, pois a avaliação reservada de Meirelles foi otimista em relação ao crescimento da economia. Normalmente, Meirelles é uma voz mais conservadora no governo. Publicamente, o presidente do BC tem dito que acha razoável a estimativa do mercado de crescimento do PIB de 4,5% em 2010. Reservadamente, porém, crê que a economia poderá estar crescendo, no início do ano, a uma taxa anualizada superior a 5%. Isso exigiria uma ação preventiva de elevação dos juros, para sinalizar ao mercado austeridade monetária e evitar remarcação de preços. É o movimento do BC para interferir na chamada curva futura de juros. Ou seja, sinaliza austeridade, e o mercado reduz sua previsão futura de Selic levando em conta essa atitude. Uma elevação da Selic feita até o início de 2010 permitiria ao BC eventualmente voltar a reduzir a taxa no auge da campanha eleitoral, entre julho e setembro do ano que vem.

Fonte: Folha de São Paulo

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Meirelles diz que continua na presidência do BC até março de 2010

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Meirelles diz que continua na presidência do BC até março de 2010

'Estou 100% no BC e essa é uma decisão que tem implicações políticas.'

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira (29) que permanecerá à frente da instituição até março de 2010, independentemente de uma eventual filiação a um partido político. "No momento, estou 100% no BC e essa é uma decisão que tem implicações políticas, caso eu considere a carreira política no futuro", disse Meirelles. Ele informou que deve decidir sobre a filiação nesta semana.

Fonte: G1

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Mercado já prevê SELIC de 12,5% em 2010

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Relatório do BC alerta para aumento da inflação em 2010

O Banco Central antevê uma significativa deterioração da inflação em 2010, ao incorporar o "impulso fiscal" dado pelo governo este ano, em parte para fazer frente à crise financeira global. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - conforme as novas projeções feitas com um modelo ajustado para captar o efeito do aumento do gasto público - é de 4,4% para o próximo ano, maior que os 3,9% previstos no relatório de junho, praticamente sem nenhuma folga em relação à meta de 4,5% para o período.

Está feito, assim, o alerta para um possível aumento a taxa de juros básica em 2010 - ano das eleições presidenciais - muito provavelmente antes que o IPCA aumente. "Cabe registrar que a elevação da projeção de inflação no segundo semestre de 2010 e no primeiro de 2011 em parte se deve aos impulsos fiscais esperados para o segundo semestre de 2009 e o primeiro de 2010, que vêm contribuindo para acelerar a retomada da atividade", indica o relatório.

Diante destas previsões alguns analistas de mercado já prevêem que a taxa SELIC possa chegar a 12,5% em 2010.

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BC divulgará a composição dos "spreads"

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

BC divulgará a composição dos "spreads"

O Banco Central vai concluir nas próximas semanas mais uma medida para tentar aumentar a concorrências entre os bancos. A nova metodologia de cálculo do "spread" bancário (diferença entre a taxa que o banco paga para captar dinheiro e a que cobra de seus clientes) terá como objetivo mostrar quais os componentes que fazem com que o dinheiro captado pelos bancos a taxas próximas de 9% ao ano chegue ao consumidor e empresas com juros de 36% ao ano. "O que existe é um aperfeiçoamento nos mecanismos de cálculo dos "spreads" para permitir a todos olhar esse assunto e cobrar as suas respectivas instituições", disse o presidente do BC, Henrique Meirelles, durante audiência pública no Congresso.

Segundo Meirelles, o objetivo é detalhar o que é imposto, custo administrativo, inadimplência e lucro. Apesar de afirmar que os dados permitirão uma visão mais detalhada do assunto, o presidente do BC não confirmou se haverá divulgação pública dos números por instituição. Outra mudança em relação ao "spread" é a divulgação de empréstimos direcionados, o que inclui crédito habitacional, rural e financiamentos do BNDES. Hoje, o BC divulga apenas o percentual das operações com crédito livre (26,8%).

Questionado sobre os juros altos nos cartões de crédito, Meirelles disse que o BC e o governo devem concluir até o fim de outubro nova regulamentação do setor, para ampliar a competição. O presidente do BC também foi cobrado em relação à taxa de câmbio, próxima de R$ 1,80, mas descartou novamente adotar medidas de controle do câmbio e afirmou que a instituição tem como política comprar apenas os dólares que excedem as operações de entrada e saída de recursos no mercado financeiro.

Fonte: Folha de São Paulo

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BACEN propõe medidas para aumentar a segurança do uso de cheques

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

BRASÍLIA - O Banco Central apresentou uma série de medidas que estão em estudo e que tem como objetivo aumentar a segurança do cheque.
Dados do próprio BC apontam que entre 2003 e 2008, o uso anual do cheque caiu 36%, de 2,136 bilhões de documentos para 1,373 bilhão de cheques. No mesmo período, o cartão de débito cresceu 217%, por exemplo.
"Mesmo em queda, o cheque ainda é um instrumento de pagamento muito importante e usado em todo o país, principalmente importante para os comerciantes", comentou Odilon. Ele citou que os 1,373 milhão de documentos emitidos ano passado giraram o equivalente R$ 1,14 trilhão.
Odilon informou ainda que o número de cheques devolvidos, por qualquer natureza, vem crescendo. No ano passado, por exemplo, houve alta de 6,9% sobre o ano anterior, enquanto nos 12 meses até julho houve crescimento de 7,3%
O BC resumiu em oito, as novas exigências para dar mais segurança ao uso do cheque:
1) Os cheques novos terão data de impressão, com validade até 12 meses a partir de então. Os bancos do cliente sacado poderão devolver o cheque após expirado esse prazo, mas a regra será opcional. Hoje, não existe prazo para uso do talonário. Nada muda sobre o prazo de validade para o depósito do cheque. Pode ser depositado até sete meses após a data da emissão pelo correntista.
2) Os bancos terão que criar instrumentos internos complementares para dar mais segurança à emissão de cheques.
3) O correntista será obrigado a desbloquear as folhas de cheque recebidas em casa. Se não desbloquear, o banco não paga o cheque.
4) O cancelamento de folha de cheque em branco por furto ou roubo terá que ter boletim de ocorrência policial.
5) Folhas de cheques declaradas inutilizadas pelo correntista, se apresentadas no futuro, terão que ser objeto de verificação especial pelo banco.
6) Os bancos deverão informar ao comércio, por exemplo, quando o cheque for devolvido por falta de confirmação de recebimento do talão pelo cliente.
7) Fica proibida a cobrança de tarifa bancária quando o correntista for incluído, indevidamente, no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo (CCF). Hoje, o CCF cobra uma tarifa automática para cada nome incluído, não importa a causa, e tal taxa é repassado pelo banco ao correntista.
8) Os bancos deverão deixar claras as informações incluídas nos cadastros de cheques (tipo Telecheque) consultados pelo comércio.
Fonte: G1

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Banco Central veta tarifa de renovação de cadastro

sábado, 12 de setembro de 2009

Banco Central veta tarifa de renovação de cadastro
Tarifa de abertura de contas permanece sendo permitida, informa
Mudança visa aprimorar tabela de serviços dos bancos, diz BC.

O Banco Central informou nesta sexta-feira (11) que a diretoria colegiada da instituição decidiu acabar com a cobrança da tarifa de renovação cadastral. A instituição informou que a tarifa é "objeto de reclamações e questionamentos" por parte dos clientes.

A cobrança de tarifa pelo serviço de confecção de cadastro para início de relacionamento permanece admitida", acrescentou o Banco Central. Segundo a instituição, o fato gerador desta tarifa é, exclusivamente, a realização de pesquisa em serviços de proteção ao crédito, base de dados e informações cadastrais, e tratamento de dados e informações necessários ao início de relacionamento de conta corrente de depósitos, conta de depósitos de poupança e operações de crédito e de arrendamento mercantil (leasing).

A mudança, de acordo com a autoridade monetária, faz parte de "aprimoramentos" na regulamentação da tabela de serviços prioritários prestados pelas instituições financeiras às pessoas físicas. "As mudanças visam, principalmente, eliminar a falta de uniformidade dos procedimentos adotados na prestação do serviço de renovação cadastral e melhor definir o fato gerador de alguns dos serviços prioritários", informou o BC.

As tabelas com as mudanças aprovadas pela diretoria do Banco Central deverão ser divulgadas pelas instituições financeiras até o próximo dia 14 de outubro.

Fonte: G1

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Copom justifica manutenção dos juros em 8,75%aa

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

BC defende política de juros 'cautelosa' em um 'cenário de incertezas'

Copom interrompeu ciclo de cortes ao manter juro estável. Segundo BC, expressivo corte de juros até julho terá 'efeitos cumulativos'.

O Banco Central defendeu nesta quinta-feira (10), por meio da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando foi interrompido o ciclo de cortes de juros que vinha sendo feito desde janeiro deste ano, uma postura "cautelosa" na definição da taxa Selic.

"Visando preservar a melhora do cenário inflacionário prospectivo, em cenário macroeconômico que contém incertezas importantes, o Copom avalia que a política monetária deve manter postura cautelosa, com vistas a assegurar a manutenção da convergência da inflação para a trajetória de metas", informou o Copom, por meio de sua ata.

Ociosidade da produção X Incertezas - O Comitê admite que há uma "importante margem de ociosidade" nos fatores de produção, criada pela "acomodação" da demanda por produtos e serviços e, também, pela contração da economia global. Diz ainda que isso não deve ser eliminado "rapidamente".

Entretanto, acrescenta que há "incertezas" sobre o ritmo de recuperação da atividade e acrescenta que a "expressiva" redução de juros feita desde janeiro deste ano (com corte de cinco pontos percentuais nos juros básicos, que estavam em 13,75% ao ano no fim de 2008) terá "efeitos cumulativos que serão evidenciados após certa defasagem temporal, sobre a economia".

Nível de atividade - Mesmo com a "margem de ociosidade" que existe na produção, o Copom avalia que as perspectivas para a evolução da atividade econômica continuaram mostrando melhora desde julho, "notadamente no que se refere ao consumo e, mais recentemente, também aos dados sobre a indústria, ainda que estes sigam refletindo a acomodação da demanda externa".

"O ritmo da retomada da atividade depende de forma importante da evolução da massa de rendimentos reais [salários] e dos efeitos das medidas de estímulo fiscal [desonerações e medidas de estímulo ao crédito] e dos incrementos das transferências governamentais que ocorrerão nos meses à frente e deverá ser beneficiado também pela distensão das condições financeiras [juros de mercado]", acrescentou o BC na ata do Copom.

Fonte: G1

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Copom indica fim de corte no juro

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Política monetária: Ata diz que estão concluídos os esforços para tirar a economia da recessão

31/07/09 - A ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada ontem, deu sinais bastante claros de que o ciclo de afrouxamento monetário chegou ao fim, após um corte acumulado de cinco pontos percentuais entre janeiro e julho, de 13,7% para 8,75% ao ano.

O BC dá como concluídos os esforços para retirar a economia da recessão. "Importantes estímulos monetários e fiscais foram introduzidos na economia nos últimos meses, e deverão contribuir para a retomada da atividade e, consequentemente, para a redução da margem de ociosidade dos fatores produtivos", afirma a ata divulgada ontem.

No documento, o Copom revela que alguns dos seus membros chegaram a defender não baixar os juros. Mas acabaram fechando em torno do consenso de fazer um corte de 0,5 ponto percentual, de 9,25% para 8,75% ao ano. "Apesar de alguns membros do comitê entenderem que haveria respaldo para a possibilidade de manter inalterada a taxa básica de juros já nesta reunião, houve consenso de que o balanço de riscos para a trajetória perspectiva central de inflação ainda justificaria estímulo monetário adicional", afirma a ata.

Na ata divulgada ontem, foi eliminada qualquer referência sobre possível espaço para juros menores no futuro. Em junho, o Copom havia informado que seus membros haviam chegado a uma avaliação "convergente" de que ainda havia espaço para uma distensão monetária residual. O BC diz que os estímulos monetários feitos até agora devem ser "cuidadosamente monitorados ao longo do tempo" e devem ser levados em conta nas reuniões futuras do colegiado. O Copom volta a se reunir nos dias 1 e 2 de setembro e a aposta dominante dos analistas econômicos do mercado financeiro é que os juros sejam mantidos em 8,75%.

Entre as reuniões do Copom de junho e de julho, o mercado aumentou de 4,33% para 4,53% sua projeção de inflação para 2009. A previsão dos analistas para 2010 subiu de 4,3% para 4,41% (mais recentemente, recuou levemente, para 4,4%). Outro fator negativo são os estímulos fiscais, que são mais fortes. Em junho, a ata dizia que o BC trabalhava com a hipótese de superávit primário de 2,5% em 2009 e de 3,3% em 2010. Na ata divulgada ontem o BC diz que essas metas poderão ser ajustadas para baixo em 0,5 ponto percentual em 2009 e em 0,65 ponto percentual em 2010 para acomodar investimentos do governo.

"O Copom assinala, também, que, em torno desse cenário básico, existem incertezas, com viés tanto positivo quanto negativo, sobre o ritmo de recuperação da atividade econômica", afirma o documento.

Uma das principais incertezas apontadas pelo BC é como os cortes feitos até agora na taxa básica de juros, que atinge os menores patamares da história, vão chegar à atividade econômica, que também recebe estímulos fiscais. Os cálculos do BC indicam que cortes de juros levam cerca de nove meses para terem seu efeito máximo na atividade econômica e 12 meses para chegar à inflação.

Especialistas do mercado financeiro esperam que a taxa permaneça inalterada até setembro/2010. (leia)

Fonte: Valor Online

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Mercado prevê manutenção da SELIC em 8,75% até setembro de 2010

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mercado prevê manutenção dos juros até setembro de 2010

Na última semana, taxa Selic caiu de 9,25% para 8,75% ao ano.

A redução de juros efetuada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na última semana, quando a taxa Selic recuou de 9,25% para 8,75% ao ano, será a última alteração, pelo menos, até o fim de setembro de 2010, de acordo com o relatório de mercado divulgado nesta segunda-feira (27), também conhecido como Focus, fruto de pesquisa do BC com os analistas do mercado financeiro.

no último trimestre de 2010, segundo a estimativa do mercado, a taxa deve avançar para 9,25% ao ano. Deste modo, os economistas preveem um aumento de 0,5 ponto percentual da taxa no fim do ano que vem.

Fonte: G1

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Nova Taxa Selic é de 8,75% ao ano

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Após a 5ª queda consecutiva, a Taxa Selic chega a 8,75%aa, a menor taxa de juros reais dos últimos 35 anos.

22/07/09 - O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic nesta data dos anteriores 9,25% para 8,75%. Analistas de mercado prevêem que esta foi a última de uma série de 5 quedas consecutivas que reduziram a Selic em 5%aa desde o inicio de 2009. No início de Jan/09 a Taxa Selic estava em 13,75%aa.

A decisão do Copom foi unânime e a nota divulgada diz que: "levando em conta que a flexibilização da política monetária [redução de juros] implementada desde janeiro tem efeitos defasados e cumulativos sobre a economia, o Comitê avalia, neste momento, que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo do horizonte relevante, bem como para a recuperação não inflacionária da atividade econômica".

Com esta redução o Brasil passa a ter taxas de juros reais de 4,4%aa, ocupando a 5ª posição dos juros mundiais, atrás da China (7,1%), Hungria (5,6%), Tailândia (5,5%) e Argentina (4,9%).

As reduções consecutivas na taxa de juros tem como finalidade reativar a economia após o Brasil ter apresentado recessão técnica, caracterizada por 2 trimestres seguidos com crescimento negativo.

A taxa Selic atingiu seu ponto máximo em fevereiro de 1990, no final do governo José Sarney. Naquela época, de inflação galopante, a Selic era definida diariamente e o juro nominal daquele mês, anualizado, atingiu assombrosos 438.769,68%, de acordo com a série histórica do Departamento de Mercado Aberto do BC.

A próxima reunião do Copom ocorrerá nos dias 1 e 2 de Setembro e a expectativa dos analistas de mercado é de que a Taxa Selic permaneça inalterada em 8,75%aa até meados de 2010.

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Acabou a moleza para os bancos, diz Mantega

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Acabou a moleza para os bancos, diz Mantega

Para o ministro da Fazenda, a queda dos juros vai obrigar instituições financeiras a buscar novos mercados

A queda da taxa básica de juro da economia brasileira, a Selic, vai obrigar os bancos a substituir o ganho fácil com os títulos públicos por novas fontes de receita, na opinião do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Eles (os bancos) vão continuar tendo lucros elevados, o sistema financeiro brasileiro é muito sólido, só que a moleza acabou", afirmou Mantega, em entrevista exclusiva à editora da EXAME em Brasília, Angela Pimenta.

A queda da Selic afeta as opções de investimento das instituições financeiras porque reduz o rendimento oferecido pelo governo aos compradores de títulos públicos. Após o corte mais recente, em 11 de junho, a taxa básica de juros caiu para 9,25% ao ano, a mais baixa desde 1999.

Isso significa que ao comprar um título público, o banco passa a ter rendimento de 9,25% ao ano, taxa inferior ao que as instituições podem conseguir, por exemplo, alocando os mesmos recursos em determinadas modalidades de crédito.

Para o ministro, a diminuição da rentabilidade dos papéis do governo vai estimular a competitividade entre bancos e facilitar o crescimento de aplicações como os fundos de infra-estrutura.

Veja o vídeo da entrevista com o ministro Guido Mantega.

Fonte: Portal Exame

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COPOM reduz SELIC em 1%

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O Comite de Politica Monetaria anunciou a redução de 1% na Taxa Selic, baixando a mesma de 10,25% para 9,25% ao ano.

Com a redução o Brasil passou a ocupar a 3ª posição no ranking mundial de juros reais (já descontada a inflação projetada para o futuro) mais altos.

A redução de 1% manteve o mesmo ritmo de queda já divulgado em abril/09 quando havia ocorrido sua última reunião. Em mar/09 o corte havia sido de 1,5%.

MAIOR PARCIMÔNIA NO FUTURO
Ao fim do encontro, o Copom divulgou a seguinte frase: "Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 9,25% ao ano, sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela redução da taxa Selic em 0,75 ponto percentual. Levando em conta que mudanças da taxa básica de juros têm efeitos sobre a atividade econômica e sobre a dinâmica inflacionária que se acumulam ao longo do tempo, o Comitê concorda que qualquer flexibilização monetária [corte de juros] adicional deverá ser implementada de maneira mais parcimoniosa. O Copom acompanhará atentamente a evolução do cenário prospectivo para a inflação até sua próxima reunião [marcada para 21 e 22 de julho], para então definir os próximos passos da estratégia de política monetária".

Fonte:
G1

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BACEN realizará Workshop de Governança Cooperativa no dia 29/04/09

sábado, 25 de abril de 2009

Banco Central promove workshop sobre governança cooperativa
Serão debatidos avanços e dificuldades na implementação de diretrizes para boas práticas de governança nas cooperativas

Na próxima quarta-feira (29/4), o Banco Central vai realizar, em Brasília (DF), o IV Workshop Governança Cooperativa. O principal objetivo do evento é apresentar e debater avanços e dificuldades na implementação de diretrizes para boas práticas de governança nas cooperativas de crédito, divulgadas em abril de 2008.

A dinâmica do workshop contemplará a formação de quatro grupos de trabalho, mediados por servidores do Banco Central. Os participantes irão debater aspectos relacionados, preferencialmente, a uma das quatro seções das diretrizes, de acordo com a experiência vivenciada por suas cooperativas singulares. Os temas serão: Representatividade e participação; Direção estratégica; Gestão executiva e Fiscalização e controle.

Ao final, às 17h, haverá lançamento do livro "Governança Cooperativa - diretrizes e mecanismos para fortalecimento da governança em cooperativas de crédito". As diretrizes, disponíveis no site www.bcb.gov.br/?dirgovcoop, são recomendações gerais que visam ao crescimento sustentado do segmento. O material foi elaborado com base em estudos e pesquisas desenvolvidos no âmbito do projeto Governança Cooperativa, especificamente para as características e necessidades das cooperativas de crédito no Brasil. O especialista em crédito da Gerência de Mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Silvio Giusti, participará do evento.

Leia mais sobre Governança Cooperativa também neste site, no link http://www.cooperativismodecredito.com.br/GovernancaCooperativa.php
Fonte: OCB

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COPOM - Qual o futuro da taxa Selic ?

domingo, 12 de abril de 2009

Sinal do Copom virá com redutor à TR
Valor Econômico

09/04/09 - As taxas de juro longas subiram ontem no mercado futuro da BM&F. Enquanto o CDI para o final do ano manteve-se em 9,74%, o contrato com vencimento em janeiro de 2012 avançou de 10,97% para 11,08%. A razão foi o pessimismo com a economia americana. Ao invés de acalmar os investidores, a ata da última reunião de política monetaria do Federal Reserve (Fed) foi impiedosamente realista: o desemprego irá crescer, as condições do mercado de crédito podem se deteriorar mais ainda e o consumo persistir em rota declinante. Ele reforçou o diagnóstico segundo o qual a economia americana só irá se recuperar no ano que vem. Apesar de o motivo da alta do juro longo brasileiro vir de fora, analistas não deixaram de vinculá-la ao temor de que a demissão do presidente do Banco do Brasil possa indicar a intenção do Palácio do Planalto de desfechar uma ofensiva sobre a política monetária do Copom.

O raciocínio dos tesoureiros é conhecido: se houver ingerência política no Copom - o que equivale a dizer que se o mercado sentir que uma determinada decisão ousada de corte de juro não tem amparo técnico ou justificativa macro -, os juros longos sobem sob o argumento de que a leniência monetária atual irá inevitavelmente provocar inflação no futuro, exigindo, em contrapartida, uma elevação da Selic, já captada pelo DI futuro. Em outras palavras, se o investidor perceber frouxidão contra a inflação evitará aplicações prefixadas longas. Tal falta de demanda acaba provocando juros mais altos. Esse raciocínio tem um defeito grave: supõe que o atual Copom seja capaz de ser receptivo a tais interferências. Não é. Para que a queda do juro fosse acelerada para uma velocidade percebida como política, grande parte da diretoria atual do BC teria de ser trocada. Mas quando o mercado quer buscar argumentos a favor de um aperto monetário, a coerência fica de lado. Além deste, ontem foram levantados outros dois.

No dia em que o IBGE divulgou o IPCA de março (0,20%) aquém da mediana das expectativas (0,25%), não faltaram advertências sombrias para o possível "soluço" do índice em abril. Por causa sobretudo de dois fatores: ele irá incorporar os preços da moda outono-inverno e a prometida alta dos cigarros. A indústria do tabaco promete repassar o aumento de IPI para o consumidor. O impacto de uma elevação de 25% seria de 0,15 ponto sobre o IPCA anual. Ou seja, a projeção do Focus para o acumulado de 2009, de 4,26% no último Boletim, subiria para 4,41% apenas por causa do cigarro. Alguns analistas já trabalham com IPCA entre 0,45% e 0,52% este mês.

Há um outro fator a moderar o relaxamento monetário. O mercado está entendendo que, enquanto o governo não reduzir, de alguma forma (provavelmente por meio da introdução de mecanismo que achate a TR), a remuneração da caderneta de poupança o Copom não irá baixar a Selic para aquém da linha divisória dos 10%. Selic a 10% seria o limite que, transposto, fomentaria a migração dos fundos de renda fixa para a poupança. E, para chegar nos 10%, basta um corte de 1,25 ponto. Ou seja, o próximo Copom, marcado para o dia 29, diminuiria o ritmo de corte do 1,5 ponto aplicado no encontro de março para 1,25 ponto para não incentivar a migração. Se o ritmo for mantido em 1,5 ponto, com a Selic recuando a 9,75%, os fundos já podem pagar menos que a caderneta. Pelos cálculos do economista-chefe da Way Investimentos, Alexandre Espirito Santo, a taxa de 9,75% ao ano equivale a 0,78% ao mês. Após a cobrança de 22,5% de IR, tem-se 0,6% líquido ao mês, e a poupança, que não recolhe IR, tem pago entre 0,64% e 0,67%. Esses cálculos não levam em consideração a taxa de administração cobrada pelos fundos. Se ela for incluída, aí então é que a caderneta fica imbatível. Com taxa de 2%, o ganho líquido se reduz a 0,48% ao mês. E se o BC tiver fazendo outro cálculo (um fundo com taxa de 1% e 15% de IR para uma aplicação de dois anos)? Nesse caso, a Selic só pode cair até 10,5%, o que dá 0,64% ao mês, equivalente ao que está pagando a poupança hoje. Algo terá de ser feito porque, como os fundos são os principais credores da dívida pública interna, a rolagem dos papéis do Tesouro entrará em "terreno perigoso", segundo o gestor.

E-mail: luiz.guimaraes@valor.com.br

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Crise Financeira - O que fazer quando as taxas de juros não podem mais ser reduzidas

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

14/02/09 - Alguns Bancos Centrais de países integrantes do G7 (grupo dos 7 países mais industrializados do mundo) já estudam alternativas para reativar a economia de seu país levando em conta que já não tem mais como baixar suas taxas de juros que já estão próximas de zero.

A alternativa estudada é a impressão de moeda e para colocá-la em circulação os bancos comprariam ativos, aumentando a oferta de moeda e, desse modo, estimulando a demanda na economia. Esta medida é chamada de "quantitative easing" e foi adotada pelo Japão no início desta década para conter a deflação.

Leia a matéria completa do G1.

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O Cooperativismo e o Circo de Soleil

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Técnico do BC aposta no cooperativismo como opção para crédito de baixo custo e cita o caso do circo canadense como exemplo da relação de confiança que o sistema estabelece com os associados.

COOPERATIVISMO DE CRÉDITO: Se já contavam com a simpatia do Banco Central, que nos últimos anos rompeu algumas amarras legais que as impediam de crescer, as cooperativas de crédito encontram agora, em plena crise, ventos ainda mais favoráveis. A nova investida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra os exageros do spread (diferença entre o valor pago pelos bancos para captar o recurso e o juro que cobram para emprestá-lo ao tomador de crédito) dá mote a algumas comparações.

Nos cálculos da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o juro praticado pelas cooperativas de crédito ficou 2,61% abaixo da taxa média mensal cobrada pelos bancos. A inadimplência, principal risco alegado pelos bancos para manter o crédito escasso e caro, é baixa no cooperativismo de crédito: em 2008, não passou de 1,83%. Com estes e alguns outros trunfos - estão isentas de alguns tributos e também não precisam recolher compulsoriamente ao Banco Central parte dos recursos que captam, como os bancos -, as 1.422 cooperativas de crédito já reúnem 3,2 milhões de associados e a previsão da OCB é de que até o final de 2009 este número já esteja em 3,8 milhões de brasileiros.

REVISTA AMANHÃ: A verdade, porém, é que o cooperativismo de crédito precisará sustentar altas taxas de crescimento para "fazer cócegas" nos grandes bancos, como revela, em entrevista à AMANHÃ, o adjunto do Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Abelardo Sobrinho. Mesmo assim, pondera, em cidades pequenas e de porte médio os grandes bancos enfrentarão uma competição "bastante acirrada". E se o cooperativismo de crédito precisava de um ícone para mostrar sua diferença em relação aos bancos tradicionais, Abelardo aponta o Cirque du Soleil, um caso que ele conheceu em viagem de estudos pelo Canadá - país no qual a sensação produzida pelas cooperativas na indústria bancária não é, propriamente, de cócegas.
  • Com a crise e a aversão dos bancos ao risco, o cooperativismo de crédito adquire um papel ainda mais importante?
    Independentemente da crise, o cooperativismo de crédito, se bem organizado, é uma resposta adequada e bastante às demandas do crédito. O sistema cooperativista é limitado em seu corpo social. Portanto, sabe das necessidades do seu corpo social. E é este próprio corpo social que oferece o funding para a cooperativa realizar empréstimos. Mas é claro que há limitações.

  • Quais são as limitações mais importantes?
    Em primeiro lugar, o cooperativismo de crédito responde hoje por apenas 2% do volume total de recursos emprestados no âmbito do sistema financeiro. Em outros países, esta participação é bem maior. Na Alemanha, é de 25%. Em Quebec, lá no Canadá, chega a 50%, seguindo o modelo Desjardins.

  • E nos Estados Unidos, sempre uma referência em mercado financeiro, qual é a fatia das cooperativas de crédito?
    É menor. Mas é importante, também - está na casa dos dois dígitos.

  • No Brasil, esta participação vem crescendo, não?
    O cooperativismo de crédito foi bastante incrementado nos últimos seis anos, com a decisão do Banco Central de permitir que, em vez de se restringir a categorias organizadas, as cooperativas pudessem usufruir da livre admissão de associados. Isso visou exatamente a permitir que elas pudessem ter mais fluxo de recursos e concorrer mais efetivamente com o sistema bancário.

  • E como a crise interfere neste cenário?
    A crise atinge a economia como um todo, na medida em que provoca redução de demanda, queda de preços... Mas ainda assim o cooperativismo dá boa resposta. Vejamos, qual é a origem desta crise? É a especulação, a ganância, a criação de vários instrumentos de financiamento que não correspondem a dinheiro físico e sim a uma mera transferência de responsabilidades... O cooperativismo não vive disso. O cooperativismo de crédito vive basicamente de ter os recursos e emprestá-los. Não veremos uma cooperativa pegando este dinheiro no seu caixa para buscar uma aventura no mercado, uma aplicação de maior rentabilidade.
  • Até onde pode chegar o crescimento do cooperativismo de crédito, partindo desta pequena participação que hoje anda ao redor de 2% do mercado? Sem dúvida, o cooperativismo de crédito é muito pequeno em relação ao seu potencial. O sistema vem sendo estimulado a crescer nos últimos anos, mas ainda não atingiu um crescimento capaz de fazer cócegas no sistema bancário. Claro que há fatores culturais, ligados a tradição, a princípios de uma cooperativa. O cooperativismo difere em vários aspectos do sistema bancário tradicional.

  • O potencial de crescimento das cooperativas de crédito é maior nas pequenas cidades, onde os bancos não atuam tão fortemente?
    Eu vou justamente nesta linha. Os grandes centros, onde se concentra o chamado crédito urbano, já são ocupados pelo sistema bancário tradicional. Nestas cidades de maior porte, basicamente as capitais, a dificuldade das cooperativas é maior porque, por força de lei, nestes lugares elas são limitadas, só podem representar categorias profissionais ou grupos de pessoas de determinada empresa ou perfil. Então, elas enfrentam uma limitação de quadro social. Eu explico: é que a norma legal permitiu às cooperativas a livre admissão de associados somente em regiões contínuas - como áreas metropolitanas - que tenham menos de 2 milhões de habitantes.

  • Em resumo, a lei remete as cooperativas de crédito para as cidades menores?
    Sim. Nos grandes centros, onde você tem municípios interligados somando uma população de menos de 2 milhões de habitantes, elas ainda têm alguma chance. Mas quando extrapolamos esta análise para o interior, aí, sim, você tem uma concorrência muito forte das cooperativas de crédito com os bancos. Elas demonstram uma capacidade significativa de influenciar o mercado local e, inclusive, os custos financeiros da região. Se você examinar o sul do país verá que praticamente 90% dos municípios têm presença cooperativista. Existem municípios em que a cooperativa fez a diferença, respondendo por 70 ou 80% dos recursos movimentados naquela comunidade. E há municípios em que este percentual é de 100%. Ali, só existe a cooperativa de crédito, e o crescimento do sistema é muito forte. Agora, nos centros maiores, eu concordo: a concorrência com os bancos é bem mais difícil.

  • Nas cidades nem tão grandes nem tão pequenas teremos uma batalha entre cooperativas de crédito e bancos?
    Claro que nessas cidades de porte médio, como Londrina, Joinville, por exemplo, haverá... eu não diria "batalha", mas uma concorrência. E uma concorrência bastante acirrada. Inclusive, eu diria, com influência direta na composição da taxa de juros. E vamos ver as cooperativas de crédito puxando a taxa para baixo. A questão para o cooperativismo, ainda - e isso é uma percepção minha-, é que o cooperativismo não oferece todos os produtos típicos do banco. Cooperativa não oferece câmbio, por exemplo. E esse é um produto típico do setor de bancos.

  • Mas não oferece porque a legislação não permite?
    É, a legislação não permite uma carteira de câmbio nas cooperativas. Mas isso poderia ser feito por intermédio do banco do sistema. Hoje, nós temos dois sistemas de cooperativismo de crédito que têm banco. O SICREDI e o SICOOB. O Banco SICREDI S/A tem a carteira de câmbio. O BANCOOB não tem, ainda. Além do câmbio, há uma gama de produtos financeiros que podem ser oferecidos aos associados, como financiamento de longo prazo, capital de giro.... Neste campo o cooperativismo ainda está bastante limitado.

  • Que referências o cooperativismo de crédito brasileiro deve seguir, nesta perspectiva?
    Eu estive em Quebec , no Canadá, onde o cooperativismo detêm mais de 50% do mercado financeiro. Veja o caso do Circo de Soleil, que é da região de Montreal. Eu estive lá e conheço bem esta história. Quando foi montar o Cirque du Soleil, o seu idealizador, que era um daqueles comedores de fogo, foi procurar o sistema bancário para dizer "Olha, financia este projeto". O que ele ouviu foi alguma coisa como "Acha que sou maluco, rapaz? Vou botar o meu dinheiro aí no fogo, pra vocês comerem? Que história é essa?". Resumindo, o banco não financiou. Ele foi buscar apoio no sistema cooperativista da região, que começou a apoiá-lo com pequenos recursos. E foi o modo como ele conseguiu montar o circo. Veio o sucesso - porque de fato há empreendedores que só precisam, mesmo, de recursos... O circo cresceu e o sistema cooperativista da região já não tinha mais capacidade operacional para suprir todas as necessidades de financiamento do Circo de Soleil. Então, o que o Soleil passou a fazer ? Passou a fazer uma espécie de leilão com os bancos. "Olhem, estamos precisando de US$ 1 milhão. Vocês nos oferecem a quanto?". O poder de barganha mudou de lado... Exatamente. O circo passou a ter o poder de dizer assim: "Eu quero um milhão", porque o negócio virou um sucesso e os bancos viam o empreendimento com outros olhos. Mas mesmo na nova fase o Circo de Soleil só recorria ao sistema bancário quando o sistema cooperativista declarava algo como "Olha, nesse nível nós não temos os recursos suficientes para bancar o seu projeto.". A preferência deles sempre foi pelo sistema cooperativista. É uma história lá de fora, mas se nós olharmos determinadas regiões do Brasil veremos que também ocorre essa concorrência das cooperativas, esta capacidade de impor uma puxada de juros para baixo.... Há pessoas que operam exclusivamente com o sistema cooperativista. Assim como há pessoas que não conhecem bem o sistema cooperativista e entram porque acham que se trata de crédito fácil... Tem de tudo aí.

  • Um detalhe que chama a atenção no estudo que você realizou com Marden Soares é o alerta de que o associado ainda sabe pouco sobre as possibilidades que a cooperativa oferece a ele.
    Exatamente. Esse é o ponto crítico: o associado não conhece seus direitos e obrigações. O nível de formação ainda é bastante baixo. Esse é um dos grandes desafios do sistema cooperativista. Se você pegar o total de associados do sistema e fizer uma peneira para verificar quais são aqueles que efetivamente utilizam os serviços da cooperativa, verá que este número não chega à metade, é um coeficiente baixíssimo. Você tem aquilo que a gente chama de associados inativos. São associados que não operam com cooperativa, que ficam aguardando apenas o final do ano para receber o retorno a partir das sobras (cooperativas não visam ao lucro; seus resultados são "sobras").

  • O governo vem insistindo na redução do spread bancário por considerar que o juro cobrado pelo banco para emprestar é muito superior ao custo que a instituição tem para captar este recurso no mercado. Até que ponto as cooperativas de crédito conseguem praticar juros mais baixos que os bancos tradicionais? Há uma diferença, sim.
    O spread é menor nas cooperativas de crédito. As taxas de juros que elas praticam ficam abaixo do sistema bancário tradicional. E as cooperativas têm um custo de captação mais alto que os bancos por força da inexistência de outros produtos a oferecer aos clientes. Os bancos, ao contrário, operam com um portfólio mais amplo: seguros, consórcios... O banco pode até trabalhar... não direi com prejuízo, mas com custo zero em um determinado produto porque consegue atrair o cliente para um pacote de serviços e, no conjunto, a instituição cobre seus custos e tem resultados. A cooperativa de crédito não tem esta margem, embora disponha de algumas isenções tributárias.

O Sistema Desjardins é o mais importante sistema cooperativista do Canadá, com atuação na Província de Quebec. Cerca de 73% da população da província é filiada a alguma cooperativa deste sistema, que detêm a sexta posição no ranking dos ativos de todas as instituições financeiras do Canadá. Sua origem remonta a 1900, quando Alphonse Desjardins criou as primeiras caixas populares na região.

Fonte: Revista Amanhã

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BACEN disponibiliza ranking dos juros bancários

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Fev/09 - Banco Central disponibiliza ranking dos juros dos bancos. Os dados são de crédito pessoal, cheque especial e aquisição de bens.

O Banco Central do Brasil passou a disponibilizar no dia 05/02/09 em seu site (http://www.bcb.gov.br/?TXJUROS) o ranking das taxas médias de juros cobradas por 35 bancos e financeiras.

A intenção é tentar reduzir o "spread" bancário - diferença entre os juros pagos e os cobrados dos clientes - e incentivar a concorrência entre as instituições.

Para pessoas físicas, há informações sobre as taxas médias de cheque especial, crédito pessoal, aquisição de veículos e de bens. Para pessoas jurídicas, os dados são sobre desconto de duplicatas, capital de giro prefixado, conta garantida, aquisição de bens e capital de giro flutuante.

Fonte: G1

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