A DGRV “
Deutscher Genossenschafts und Raiffeisenverband e. V.” com sede em Berlim atua em nível nacional com fins basicamente de representação e defesa perante as autoridades estatais. Ao mesmo tempo, assume funções de auditoría para algumas cooperativas de alcance nacional.
Além da DGRV existem três Federações nacionais especializadas segundo a atividade de seus membros, entre elas a
BVR (Associação Federal de Bancos Populares e Bancos Raiffeisen) com sede em Berlim para os BCs.
A característica comum da DGRV e de todas as Federações é que
não se dedicam à intermediação financeira, diferentemente de muitas Federações de cooperativas na América Latina. Funções centrais de intermediação, tal como é a administração da liquidez no setor, é privilégio dos bancos cooperativos centrais.
Segundo relatório disponível no site da DGRV (
link), o setor cooperativo contribui de uma maneira decisiva há mais de 150 anos para esse desenvolvimento econômico, incluindo as cooperativas com atividade financeira, as quais são “full banks” na Alemanha, no sentido que têm todos os direitos e obrigações como qualquer outro banco (operações permitidas, supervisão etc.). Este setor financeiro cooperativo na Alemanha é um dos mais poderosos e sólidos do mundo, graças a uma minuciosa auditoria, controles internos e a plena supervisão por parte da Superintendência Federal de Serviços Financeiros.
Associados x População: Os Bancos Cooperativos contam com mais de 15 milhões de sócios e 30 milhões de clientes na Alemanha, a cifra mais elevada da Europa, visto que o país possui uma população total de 82 milhões de pessoas.
Os
bancos cooperativos são do ponto de vista operacional bancos universais com uma ampla gama de operações permitidas, e do ponto de vista legal são cooperativas em sua natureza jurídica. Os quase 1.380 bancos cooperativos estão plenamente integrados ao sistema de pagamentos e à supervisão bancária na Alemanha: A Lei se caracteriza em princípio, pelos mesmos
direitos e obrigações para todos os tipos de intermediários financeiros perante o Banco Central e a Superintendência Federal de Serviços Financeiros, independente de sua forma jurídica.
A Alemanha tem no total 2.200 bancos (bancos privados + caixas de poupança + bancos cooperativos), dos quais 1.380 são bancos cooperativos.
Os 1.380 bancos cooperativos (BCs) da Alemanha são, legalmente
independentes com próprias pessoas jurídicas, políticas gerenciais e responsabilidades. Enquanto um dos
dois bancos cooperativos centrais tem a forma jurídica de “Sociedade Anônima” (com o capital em mãos de cooperativas), nos 1378 bancos cooperativos de base, rege o princípio de “um homem - um voto”. Só uma pequena minoria dos bancos exige um “vínculo comum” para a afiliação de sócios.
O setor se caracteriza por uma
forte redução do número de bancos cooperativos há várias décadas: Há quase 50 anos, existiam aproximadamente 12.000 bancos cooperativos, quase todos sem filiais. Mediante um constante e intenso processo de fusões e incorporações, reduziu-se esta cifra em um oitavo, enquanto a quantidade de filiais foi elevada no mesmo período de apenas 2.300 a mais de 13.000.
Estruturação do Sistema Cooperativo: O sistema bancário cooperativo é formado por 1.378 bancos cooperativos locais, um banco cooperativo central (BCC) a nível regional (
WGZ Bank) com o qual operam 253 bancos cooperativos locais e um BCC a nível nacional (“
DZ Bank”) constituído como S. A. (com o capital, no entanto, nas mãos das cooperativas) com o qual operam 1.139 bancos cooperativos. O
BVR também é um Banco Cooperativo Central mas é de pequeno porte e atua apenas com um sub-grupo de bancos cooperativos (os 13 “Sparda-Banken”).
Em 2007 o DZ Bank administrava ativos totais de EUR 461 bilhões e o WGZ Bank EUR 146,5 bilhões.
Identidade visual: todos os Bancos Populares e Bancos Raiffeisen locais apresentam os mesmos logotipos e cores para demonstrar ao público a afiliação ao grupo cooperativo.
Finalidade dos Bancos Cooperativos Alemães: Os bancos cooperativos na Alemanha têm fins de lucro no sentido que devem “incentivar a economia de seus associados”, como é formulado pela Lei de Cooperativas da Alemanha. A Lei não define se este incentivo se realiza através de preços de serviços atrativos ou através de geração de excedentes. Em todo caso, a fórmula da Lei não permite implicitamente a geração de perdas para poder cumprir com as responsabilidades sociais da cooperativa. De fato, os bancos coope-rativos na Alemanha distribuem entre os sócios, excedentes na ordem de 5% ou 6% anuais sobre o capital social pago pelo associado – um valor aproximadamente três vezes maior que os dividendos do banco privado.
Veja a
lista de 1.230 bancos cooperativos alemães com ativos, depósitos, empréstimos e associados.