Credit Agricole aumenta sua participação acionária no CACEIS

domingo, 12 de julho de 2009

Jul-09 - França - O banco cooperativo Credit Agricole e o banco Natixis concluíram negociação de compra e venda de 35% da participação acionária do CACEIS.

Atualmente o Credit Agricole detêm 50% de participação no CACEIS e o Natixis detêm outros 50%. O Credit Agricole pretende adquirir 35% da participação do Natixis por EUR 595 milhões.

O CACEIS (http://www.caceis.com/) é um grupo bancário dedicado à clientes corporativos e institucionais e administra EUR 2,2 trilhões em Ativos em custódia e EUR 950 bilhões em Ativos para administração direta.
O CACEIS possui 12 escritórios em toda a Europa e América do Norte e conta com 3.730 empregados.

Segundo dados disponíveis no site do CACEIS ele é o 10º maior administrador de ativos do mundo, o 4º maior da Europa e o 1º na França.

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Bancos Cooperativos em destaque na Europa

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Em sua publicação anual “The Best Emerging Market Banks 2009” a Revista Global Finance, edição de Maio/2009 divulgou a relação dos bancos mundiais com maior crescimento observado em seus níveis e serviço. O levantamento leva em conta a evolução nos últimos 12 meses, momento em que muitos bancos apresentaram dificuldades em virtude da crise financeira mundial.

Neste cenário, os bancos que destacaram-se no período merecem real destaque por terem se mantido firmes diante das dificuldades do mercado mundial.

Na publicação chama a atenção a grande quantidade de destaques dos Bancos Cooperativos, os quais são demonstrados abaixo:

- Europa Central e Oriental: RZB/Raiffeisen Internacional: atualmente o segundo maior emprestador de recursos da Europa, aparecendo melhor classificado do que seu rival na região o UniCredit.

- Bosnia e Herzegovina: Raiffeisen Bank Bosna i Hercegovina: é o segundo maior banco da Bosnia e Herzegovina em ativos. O crescimento no volume de ativos foi de 12,4% nos últimos 12 meses. Os empréstimos cresceram 34%, enquanto que a média do setor foi 15%.

- Bulgaria: Raiffeisenbank Bulgaria:com um aumento de 22% no lucro no período, apesar de ter incrementado substancialmente suas reservas para créditos duvidosos. Os depósitos cresceram 22% em comparação com os 7,5% dos concorrentes. A solidez do grupo Raiffeisen traz grande credibilidade para os investidores da Bulgária. Os empréstimos cresceram 27%. O Raiffeisenbank Bulgaria detem 10,78% do mercado financeiro do país, demonstrando o crescimento em relação aos 8,61% que possuía em 2007.

- República Tcheca: Raiffeisenbank:com crescimento de 29% no lucro e tendo se tornado o 5º maior banco do país.

- Sérvia: Raiffeisen Banka: é o maior credor da Sérvia, tendo crescido 22% em 2008.

Fonte: Global Finance - May2009

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Banco Cooperativo Japonês registra perdas

O Norinchukin Bank, o banco que serve cooperativas agrícolas do Japão, anunciou na quarta-feira uma perda líquida de registro Y565.7bn (US$ 5.9 bilhões) decorrentes de investimentos agressivos em activos tóxicos americanos.

A notícia vem depois de que Hirofumi Ueno, diretor executivo do banco, caiu no final de março ao assumir a responsabilidade pelo mau desempenho do banco.

Fonte: Financial Times

Leia mais sobre o Norinchukin Bank clicando aqui.

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Cooperativas de Crédito na Argentina

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O Cooperativismo de Crédito na Argentina

O texto abaixo foi recebido do Sr. Daniel Plotinsky, Director do Archivo Histórico del Cooperativismo de Crédito da Argentina via email. É muito gratificante quando recebemos contribuições voluntárias sobre o tema do cooperativismo de crédito, ainda mais quando vem de outros países.

REFERÊNCIAS HISTÓRICAS:

O cooperativismo de crédito, no Argentina, desenvolveu-se a partir de quatro tipos de instituições:
  1. Bancos Populares (1887 - 1912)
  2. Caixas Rurais (1911 - 1930)
  3. Caixas Regionais de Empréstimos e Poupança (1941 - 1950)
  4. Caixas de Crédito
Estas últimas, foram as únicas que atingiram um significativo nível de desenvolvimento e permanência. Nasceram no começo do século XX como entidades mutualistas da coletividade judaica onde se organizavam os imigrantes de acordo com a sua atividade econômica ou seu lugar de origem. Seus integrantes tinham acesso, através destas instituições, aos meios de produção necessários ou ao financiamento de pequenas quantias de dinheiro para se instalar no país.

As primeiras experiências deste tipo foram a Cooperativa de Crédito La Capilla (Ing. Sajaroff, Entre Ríos, 1913) e a Primera Cajá Mercantil Coop. Ltda. no bairro portenho de Villa Crespo (1918).

ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO: Com o decorrer dos anos, as cooperativas de crédito foram atravessando diferentes etapas:

1. CRESCIMENTO VEGETATIVO (1913 - 1957)
As Caixas de Crédito tiveram um lento crescimento e sobressaíram pelo fato de misturar características cooperativas e mutualistas. Basicamente, funcionavam com capital próprio ou formas inorgânicas de poupança e cobriam as necessidades da atividade artesanal e comercial nas cidades e dos arrendatários e colonos rurais. A maioria destas Caixas, além do mais, financiavam as atividades de bibliotecas, escolas, clubes e outras instituições comunitárias.

Na metade da década de quarenta as Caixas de Crédito começaram a refletir o desenvolvimento industrial que se produzia na Argentina, conseguindo um pequeno crescimento e diversificação dos setores atendidos. Neste entorno, algumas cooperativas começaram a desenvolver operações de Contas à Vista com Ordens de Pagamento como forma de negociar seus saldos. Em 1950 quatorze entidades criaram a Federación Argentina de Cooperativas de Crédito para coordenar a representação do grêmio e o assessoramento jurídico e contábil.

O Golpe de Estado de 1955 que depôs ao governo chefiado por Juan Domingo Perón modificou as regras do jogo econômico. As reformas no sistema financeiro impulsionadas pela autoproclamada Revolução Libertadora caracterizaram-se por:
  1. Abolir o regime de "depósitos nacionalizados" estabelecido pelo governo peronista em 1946.
  2. Diminuir significativamente as prestações de crédito dos bancos públicos.
  3. Favorecer a penetração da banca estrangeira e impulsionar a radicação de capitais externos como motor do desenvolvimento econômico argentino.
  4. Intensificar as restrições à assistência de crédito para as pequenas e médias empresas do capital nacional.

Neste contexto, um grupo de dirigentes cooperativos se propôs a dinamizar a função das caixas de crédito transformando-as em pequenos "bancos populares" que pudessem financiar a atividade da pequena e média empresa nacional.

2. DESENVOLVIMENTO (1958 - 1966)
O agente impulsionador desta transformação foi o Instituto Mobilizador de Fondos Cooperativos Soc. Coop. Ltda. (IMFC), entidade de 2º. grau criada a pedido do Congresso Argentino da Cooperação realizado na cidade de Rosario em novembro de 1958. Entre seus principais objetivos iniciais manifestava-se a vontade de impulsionar as idéias solidárias e contribuir para a criação de novas cooperativas de crédito em cada bairro e localidade do país.

A partir da criação do Instituto, a difusão da Ordem de Pagamento que começou a funcionar com dificuldades, foi se ampliando aos passos até conseguir se impor. Atendida sua compensação Intercooperativa pelo IMFC, a Ordem de Pagamento converteu-se rapidamente num instrumento de pagamento de circulação crescente, tanto que facilitava a captação e sedimentação dos recursos financeiros dos pequenos e médios empresários e beneficiava sua colocação em créditos acessíveis para os mesmos setores. Impulsionou também um enérgico crescimento das entidades, o que demonstrou a existência de condições e necessidades objetivas para seu desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, o objetivo fundacional de promover a criação de novas cooperativas foi atingido com bom sucesso. Entre 1958 e 1966 as caixas de crédito passaram de 197 (124 das quais estavam instaladas em Buenos Aires) a 974, distribuídas pelo país todo.

As novas cooperativas eram criadas por grupos de vizinhos que se apresentavam à convocatória do Instituto Mobilizador, ou que agiam motivados pelo sucesso de instituições criadas em bairros ou localidades vizinhas. São organizações que nascem em forma democrática, escolhem suas autoridades e promovem a idéia da participação ativa na gestão da entidade social que eles mesmos estão criando.

A rápida expansão do cooperativismo de crédito começou a inquietar ao capital financeiro e seus representantes, principalmente pelo provado e demonstrado papel das perspectivas do crédito solidário. Esta inquietação manifestou-se através de campanhas de imprensa e tentativas normativas restritivas que não chegaram a prosperar de certo pela capacidade de mobilização do movimento solidário.

3. ATAQUES, RESTRIÇÕES E RECUPERAÇÃO PARCIAL (1966 - 1976)

Em 1966, o governo da autodenominada "Revolução Argentina" chefiada pelo Gral. Onganía iniciou, assim tomou o poder, um ataque duplo ao movimento cooperativo: pôs em vigor uma normativa restritiva de sua operatória financeira e promoveu, nos principais meios de imprensa, uma campanha difamatória contra as autoridades do I.M.F.C. com o objetivo de provocar uma crise de confiança com a conseguinte "correria" entre os poupadores.

Superado o desconcerto dos primeiros momentos, dirigentes e associados começaram a transitar o difícil caminho da reconstrução. No aspecto operativo, procedeu-se ao reembolso progressivo dos depósitos à medida que a carteira de empréstimos se recuperava, ao mesmo tempo que se habilitou uma nova operatória restritiva já que a proibição de endossar e compensar as Letras de Câmbio dificultava sua aceitação generalizada e obstaculizava a captação de depósitos afetando substancialmente a normal rentabilidade das entidades. No aspecto institucional, o movimento cooperativo começou uma longa luta para atingir o restabelecimento das faculdades limitadas em forma arbitrária.

Embora o esforço realizado para reverter a situação, das quase 1.000 cooperativas de crédito existentes na metade de 1966, unicamente puderam chegar em funcionamento ao momento da restauração democrática em 1973, pouco mais de 400. A brevidade do período constitucional impediu que as potenciais perspectivas pudessem se desenvolver, motivo pelo qual as ulteriores entidades unicamente puderam se recuperar de forma parcial nesse período.

4. TENTATIVA DE DESTRUIÇÃO TOTAL E TRANSFORMAÇÃO EM BANCOS COOPERATIVOS (1976 - 1979)

Em março de 1976 a continuidade institucional foi interrompida de forma violenta na Argentina, e as Força Armadas assumiram novamente o Governo dando início ao auto-denominado "Processo de Reorganização Nacional".

A crise capitalista internacional de 1973 significou, nos países periféricos, como Argentina, o esgotamento do modelo baseado na industrialização substitutiva, o pleno emprego, o Estado benefactivo e o crescimento da classe trabalhadora.

Na Argentina, o ciclo histórico anterior deu passo ao projeto de restabelecimento da ditadura militar que instalou uma nova "modernização" selvagem, autoritária e excludente. A aliança entre o poder militar e o novo poder econômico apontou a transformações estruturais da sociedade argentina que se transformariam num ponto de partida irreversível para os governos constitucionais posteriores à ditadura.

Nesse entorno, o ministério de economia chefiado por José Alfredo Martínez de Hoz elaborou um anteprojeto de Lei de Entidades Financeiras que apontava a liquidar ao cooperativismo de crédito planejando a eliminação da forma jurídica cooperativa como base da estrutura de serviços bancários.

Por meio de uma importante mobilização político-social chefiada pelo IMFC logrou-se alterar de forma parcial o propósito inicial, já que a "Lei" 21.526 de Entidades Financeiras (1977) vedava às Caixas de Crédito a possibilidade de operar em Contas à Vista mais lhes outorgava a possibilidade de se transformarem em Bancos Comerciais conservando sua forma jurídica cooperativa.

Como resultado desta situação, 273 das 375 Caixas de Crédito existentes optaram por se transformar em Bancos Cooperativos. Delas, 41 Caixas afrontaram essa transformação de forma individual e 232 o fizeram fusionando-se com outras, dando assim origem - entre 1978 e 1979 - a um total de 77 novos Bancos Cooperativos. Destes, na atualidade, unicamente sobrevive: o Banco Credicoop Coop. Ltdo.

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Italia: Banco Cooperativo Popolare pede ajuda ao governo

segunda-feira, 16 de março de 2009

Itália: O Banco Popolare SC (Societa Cooperativa) tem planos de vender US$ 1,84 bilhão em bônus conversíveis para o governo italiano, tornando-se o primeiro banco do país a pedir ajuda do Estado para fortalecer seu capital, enquanto a crise financeira global se agrava. O Banco Popolare disse ao Ministério da Fazenda e ao Banco da Itália (o BC do país) que gostaria de participar do plano de assistência aos bancos do governo, segundo dois comunicados divulgados ontem pela empresa, sediada em Verona.

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Quais são os maiores bancos do mundo em volume de ativos ?

sexta-feira, 13 de março de 2009

O Bankers Almanac possui um ranking dos 50 maiores bancos do mundo em volume de ativos.

Os dados são abaixo tem como base os balanços de Dez/07 dos mais de 3.000 bancos existentes no mundo.

A lista dos 10 maiores do mundo:

  1. The Royal Bank of Scotland Group plc - RBS (Inglaterra) - Ativos totais de US$ 3,8 trilhões;
  2. Deutsche Bank AG (Alemanha) - US$ 2,9 trilhões;
  3. BNP Paribas SA (França) - US$ 2,5 trilhões;
  4. Barclays PLC (Inglaterra) - US$ 2,4 trilhões;
  5. Crédit Agricole SA (França) - US$ 2,1 trilhões;
  6. UBS AG (Suíça) - US$ 2 trilhões;
  7. Société Générale (França) - US$ 1,6 trilhões;
  8. ABN AMRO Holding NV (Holanda) - US$ 1,5 trilhões;
  9. UniCredit SpA (Itália) - US$ 1,5 trilhões;
  10. ING Bank NV (Holanda) - US$ 1,4 trilhões.

Chama atenção que entre os 10 maiores bancos em volume de ativos do mundo todos eles são Europeus.

Os demais bancos cooperativos do mundo aparecem nas seguintes classificações:

O somatório dos ativos administrados pelos 50 maiores bancos é de US$ 53,3 trilhões, sendo que entre eles temos 7 bancos cooperativos (14%) que administram US$ 6,3 trilhões, representando 12% do total.

Quando analisado o Patrimônio Líquido temos que os 50 maiores bancos possuem US$ 394 bilhões e que os 7 bancos cooperativos detêm US$ 112 bilhões, representando 28% deste total.

Veja o ranking completo no link.

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Quais são os 50 bancos mais seguros do mundo ?

domingo, 8 de março de 2009

A Revista Global Finance, uma respeitada revista financeira acaba de publicar sua relatório semestral divulgando a relação dos 50 bancos mais seguros do mundo.

O relatório completo consta na edição de Abril do Global Finance.

  1. KfW (Germany)
  2. Caisse des Depots et Consignations (CDC) (France)
  3. Bank Nederlands Gemeenten (BNG) (Netherlands)
  4. Landwirtschaftliche Rentenbank (Germany)
  5. Landeskreditbank Baden - Wuerttemberg - Foerderbank (Germany)
  6. NRW. Bank (Germany)
  7. BNP Paribas (France)
  8. Banco Santander (Spain)
  9. Royal Bank of Canada (Canada)
  10. National Australia Bank (Australia)
  11. Commonwealth Bank of Australia (Australia)
  12. Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) (Spain)
  13. Toronto-Dominion Bank (Canada)
  14. Australia & New Zealand Banking Group (Australia)
  15. Westpac Banking Corporation (Australia)
  16. Banco Espanol de Credito S.A. (Banesto) (Spain)
  17. ASB Bank Limited (New Zealand)
  18. HSBC (United Kingdom)
  19. Wells Fargo (United States)
  20. Nordea Bank (Sweden)
  21. Scotiabank (Canada)
  22. La Caixa (Spain)
  23. Svenska Handelsbanken (Sweden)
  24. US Bancorp (United States)
  25. Banco Popular Espanol (Spain)
  26. DBS Bank (Singapore)
  27. Deutsche Bank (Germany)
  28. Société Générale (France)
  29. Intesa Sanpaolo (Italy
  30. Bank of Montreal (Canada)
  31. DnB NOR Bank (Norway)
  32. The Bank of New York Mellon (United States)
  33. Caixa Geral de Depositos (Portugal)
  34. United Overseas Bank (Singapore)
  35. OCBC (Singapore)
  36. Axa Bank Europe (Belgium)
  37. Credit Suisse Group (Switzerland)
  38. Landesbank Baden-Wuerttemberg (Germany)
  39. Nationwide Building Society (United Kingdom)
  40. CIBC (Canada)
  41. National Bank Of Kuwait (Kuwait)
  42. Barclays (United Kingdom)
  43. UBS (Switzerland)
  44. JPMorgan Chase (United States)
  45. Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ (Japan)
  46. Credit Industriel et Commercial (CIC) (France)

Fonte: http://hsudarren.wordpress.com/2009/03/05/50-safest-banks-in-the-world/

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Credit Agricole divulga resultados de 2008

O Credit Agricole, banco cooperativo francês que é atualmente o 5º maior banco do mundo em volume de ativos divulgou recentemente seus principais números do ano de 2008.

Segundo os dados divulgados, 44% dos volumes administrados pelo Credit Agricole são oriundos da França, 11% da Itália, 19% do Oeste Europeu (excluída a Itália) e 11% da América do Norte.

Veja os principais dados de 2008:
  • Lucro Líquido em 2008: EUR 1,024 bilhão;
  • Lucro Líquido em 2007: EUR 4,044 bilhão;
  • Ativos Totais na França: EUR 626,2 bilhões;
  • Empréstimos Totais na França: EUR 424,6 bilhões;
  • Ativos Totais do Grupo (em todos os países): EUR 1,653 trilhão;
  • Empréstimos Totais do Grupo (em todos os países): EUR 620,6 bilhões;
  • Depósitos totais de bancos e clientes: EUR 514,3 bilhões;
  • Patrimônio Líquido: EUR 64 bilhões;
  • Clientes: 58 milhões;
  • Colaboradores: 164.000;

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BVR insiste na fusão dos Bancos Cooperativos Alemães

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Alemanha - O BVR - Bundesverband der Deutschen Volksbanken und Raiffeisenbanken, Confederação dos Bancos Cooperativos da Alemanha tem insistido para que os Bancos Cooperativos alemães promovam sua fusão para fortalecer o setor financeiro cooperativo.

Atualmente a Alemanha possui dois bancos cooperativos
, o DZ Bank (atuação em nível nacional) e o WGZ Bank (atuação em nível regional).

O DZ Bank é hoje o 6º maio banco da Alemanha detendo entre 20 e 25% do mercado financeiro do país. A fusão criaria uma instituição financeira com ativos totais de EUR 580 bilhões (EUR 431 do DZ Bank + EUR 147 do WGZ).

Os principais objetivos da fusão são a redução de custos por hoje existirem 2 bancos cooperativos no país e a necessidade de fortalecimento dos bancos cooperativos frente à concorrência cada vez mais acirrada. Existem expectativas de que a fusão seja concluída até a metade do ano de 2009.

Fonte:
Reuters e Wissen

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A Expressão do Cooperativismo de Crédito no Mundo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A criação e manutenção deste site abordando o Cooperativismo de Crédito no Brasil e no Mundo surgiu da necessidade de uma maior divulgação do Cooperativismo de Crédito no Brasil.

Atualmente carecemos de fontes de informações especificamente sobre o Cooperativismo de Crédito. Cada sistema de cooperativas de crédito no Brasil, ou em outros países, fala apenas de si divulgando apenas visões segmentadas do todo. Mesmo o WOCCU (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito) não representa todas as instituições financeiras cooperativas do mundo. Além do WOCCU existe também a Associação Internacional dos Bancos Cooperativos que representa bancos cooperativos de 39 países e mesmo esta Associação não possui dados consolidados dos bancos cooperativos que ela representa.

Todas as pesquisas feitas para a elaboração deste site estão compiladas no Artigo Acadêmico disponível no link abaixo, entregue por ocasião da conclusão do MBA em Gestão de Cooperativas da Univates em dez/08.

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Natixis - O surgimento do 2º maior banco da França

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Cooperativismo de Crédito Francês conta conta com um grande aliado na expansão de seus negócios. Trata-se do Banco Natixis, surgido de uma integração das redes de atendimento dos sistemas cooperativos Caisse d'Epargne e Banques Populaires.

Segundo a Revista Forbes o Natixis é o 50º maior banco do mundo e a combinação dos dois bancos cooperativos dá origem a um gigante francês dispondo de uma rede com mais de 8 mil agências e 100 mil funcionários, com um total de 33 milhões de clientes.

Apesar do enorme conglomerado financeiro formado através do NATIXIS seu desempenho financeiro tem sido bastante prejudicado pela Crise Financeira Mundial. Dados preliminares apontam para uma perda de EUR 1,7 bilhões no ano de 2008.

A FUSÃO: Segundo o presidente e diretor executivo do Banque Populaire, Philippe Dupont, "o ano de 2008 foi um ano muito ruim para o Natixis". Atualmente os dois principais acionistas do Natixis, Caisse d'Epargne e Banques Populaires, estão em negociações para uma fusão, decisão tomada no ano de 2008 em parte devido a uma série de perdas do Natixis.

A fusão dos dois sistemas cooperativos criaria o 2º maior banco da França, logo após do banco cooperativo Credit Agricole que deteria de 20 a 26% do mercado financeiro do país, com 8.000 agências urbanas e rurais, 100.000 funcionários, EUR 40 bilhões em Patrimônio Líquido, EUR 480 bilhões em depósitos. Fonte: site Natixis

Estima-se que na França 60% dos ativos totais do mercado financeiro sejam administrados por Bancos Cooperativos. (leia sobre o assunto)

O Natixis também divulgou recentemente que poderia ter uma exposição de EUR 450 milhões na fraude de US$ 50 bilhões de Bernard Madoff. Em set/08 ele já havia divulgado a exposição de EUR 248 milhões ao Lehman Brothers.

O governo francês tem se preocupado com a situação do Natixis, que administra recursos de muitos pequenos investidores e tem insistido para que seja acelerada a fusão de seus acionistas.

Segundo dados divulgados pelo Natixis:
  • Caisses d’Epargne administra EUR 190 bilhões em depósitos e EUR 125 bilhões em empréstimos;
  • Banques Populaires administra EUR 96,2 bilhões em depósitos e EUR 131,4 bilhões em empréstimos.
  • Natixis administra EUR 556 bilhões em ativos.
Fonte: Reuters

Veja o balanço do Natixis de Set/08.

Leia outras notícias neste site sobre o Natixis.

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Natixis, Coface e o seguro de crédito

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Coface, com sede em Paris, faz parte do Grupo Natixis Banques Populaires, formado pelos Bancos Cooperativos franceses Caisse d'Epargne e Banques Populaires, um dos maiores conglomerados financeiros na França, com patrimônio líquido superior a EUR 12,9 bilhões (Jun/2008).

A Coface (Compagnie Française d´Assurance pour le Commerce Extérieur) ocupa uma reconhecida posição de liderança mundial em gerenciamento e soluções de crédito, atendendo a 120 mil empresas de todos os portes, setores e nacionalidades no mundo inteiro, operando com quatro linhas de negócios.

Há mais de 60 anos no mercado, com presença direta em 65 países e no total de mais de 90 países, por meio da parceria com a rede global CreditAlliance, a Coface possui mais de 6 mil funcionários e atende a clientes dos 45% dos 500 maiores grupos corporativos do mundo.

Veja a matéria publicada pela Revista Veja em Abril/08 intitulada "O avalista de 500 bilhões de euros".

Conheça o site da Coface do Brasil.

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DZ Bank divulga resultados de 2008

Alemanha - O DZ Bank (Deutsche Zentral - Genossenschaftsbank) banco cooperativo alemão divulgou em seu site na internet uma prévia de seus resultados do ano de 2008.

Segundo o banco, o agravamento da crise financeira mundial no 4º bimestre de 2008 resultou em um resultado negativo no ano de 2008 no valor de 1 bilhão de euros, tendo impactado as perdas do DZ Bank com exposições no Lehman Brothers (EUR 360 milhões), Icelandic banks (EUR 449 milhões) e sua participação no Natixis (EUR 269 milhões). No 1º semestre de 2008 as sobras acumuladas do DZ Bank haviam sido de EUR 496 milhões e no 1º semestre de 2007 de EUR 1,250 bilhão.

O Cooperativismo de Crédito na Alemanha é organizado através do FinanzVerbund através do BVR - Bundesverband der Deutschen Volksbanken und Raiffeisenbanken que é a Associação Federal dos Bancos Populares) detêm participação de mercado de 20%, possuindo mais de 16 milhões de associados, 30 milhões de clientes e ativos totais de EUR 995 bilhões, dos quais EUR 431 são administrados pelo DZ Bank, que é o 6º maior banco da Alemanha. O DZ Bank possui carteira de crédito de EUR 180 bilhões.

Conheça mais sobre os dados do DZ Bank Group no clicando aqui.

Leia neste site mais notícias sobre o DZ Bank.
Clique sobre a imagem abaixo para ver a imagem em maior resolução.

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Bancos Cooperativos no Mundo

domingo, 18 de janeiro de 2009

Bancos cooperativos, também chamados de mútuo poupança e empréstimos, existem na maior parte do mundo. Eles oferecem serviços financeiros em uma base cooperativa.

Tal como cooperativas de crédito os bancos cooperativos são de propriedade de seus clientes e seguem os princípios cooperativistas de uma pessoa, um voto. Ao contrário das cooperativas, no entanto, os bancos cooperativos são frequentemente duplamente regulamentados: como bancos e também como cooperativas. Eles oferecem serviços como a poupança e os empréstimos para não-sócios, bem como aos sócios. Muitos bancos cooperativos tem ações negociações no mercado de capitais, o que faz com que sejam parcialmente detida por não-sócios.

Bancos Cooperativos são geralmente mais integrados do que sistemas de cooperativas de crédito. Sucursais locais de bancos cooperativos elegem os seus próprios conselhos de administração e gestão das suas próprias operações, mas a maioria das decisões estratégicas precisam de aprovação de um escritório central. As cooperativas de crédito geralmente conservam a tomada de decisões estratégicas a nível local, embora eles compartilham back-office funções, tais como o acesso ao sistema de pagamentos globais.

A Europa tem uma participação importante através dos Bancos Cooperativos que incluem:

  • França: Credit Agricole, Credit Mutuel, Banque Populaire, Caisse d'Epargne;
  • Países Baixos: Rabobank
  • Alemanha: BVR / DZ Bank;
  • Itália: Banco Popolare, UBI Banca, Banca Popolare Di Milano
  • Suíça: Migors, Coop Bank
Os bancos cooperativos que são membros da Associação Europeia de Co-operative, detêm 130 milhões de clientes, 4 trilhões de euros em ativos, e 17% dos depósitos da Europa.

No continente Asiático a Anyonya Co-Operative Bank sediado na Índia é considerado o primeiro Banco Cooperativo daquele continente.

Representação: As mais importantes associações internacionais de bancos cooperativos, tem sede em Bruxelas. São a ICBA (International Association of Cooperative Banks), que possui instituições membros de todo o mundo, e o European Association of Co-Operative Banks (EACB) representando os Bancos Europeus.

Os Bancos Cooperativos são muitas vezes criticados pela diluição dos princípios cooperativos. Um Banco Cooperativo que levanta capital público no mercado de capitais (bolsa de valores) cria uma segunda classe de acionistas que concorrem com os membros de controle (associados). Em algumas circunstâncias, os membros podem perder o controle. Isto significa que, efetivamente, o banco deixa de ser uma cooperativa. Aceitação de depósitos dos não-sócios podem também conduzir a uma diluição do controle.

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Estatisticas dos Bancos Cooperativos Europeus

A European Association of Cooperative Banks (EACB) possui em seu site informações data-base 2006 sobre os 26 Bancos Cooperativos que são associados a ela.

As informações completas estão disponíveis clicando aqui.

Resumo das principais informações:

Associados:

  • Dos 47 milhões de associados da EACB, 34% são do BVR/DZ Bank (Alemanha) que detinham em 2006 16 milhões de associados.
  • outros 34% dos associados estão ligados ao Cooperativismo de Crédito francês com ênfase para o Credit Mutuel (6,9 milhões de associados) e o Credit Agricole (5,7 milhões).

Pontos de Atendimento:

Clientes:

  • dos 139 milhões de clientes que os Bancos Cooperativos Europeus possuem a França detêm 52 milhões deles (37%) onde o Credit Agricole desponta com 31 milhões;
  • Na Alemanha o BVR/DZ Bank tem 30 milhões de clientes (21%);

Empregados:

  • Os Bancos Cooperativos Europeus contam com uma rede de 723 mil empregados sendo 34% da França, 25% da Alemanha, e 14% da Itália.

Ativos Totais:

  • Os Bancos Cooperativos Europeus administram US$ 6,2 trilhões sendo 30% deste valor (US$ 1,86 trilhão) administrados pelo Credit Agricole. Na sequência, com 21% está o BVR/DZ Bank e com 12% o Rabobank (Holanda).

Depósitos Totais:

  • O volume de depósitos administrados pelo BVR/DZ Bank (US$ 732 bilhões), do Credit Agricole (US$ 600 bilhões) e o Credit Mutuel (US$ 580 bilhões) somados representam 58% do total de depósitos dos Bancos Cooperativos Europeus (US$ 3,3 trilhões em 2006).

Empréstimos:

  • O volume total de empréstimos disponibilizado pelos Bancos Cooperativos Europeus era em 2006 de US$ 3,2 trilhões sendo que somados o Credit Mutuel (US$ 746 bilhões), o BVR/DZ Bank (US$ 682 bilhões) e o Rabobank (US$ 444 bilhões) representam 58% do total.

Participação de Mercado:

  • Apesar de operarem com valores inferiores aos bancos cooperativos acima referidos vários outros aparecem com destaque quando comparados ao volume total de recursos de seus países. A participação média dos Bancos Cooperativos Europeus no mercado financeiro é de 20% nos depósitos e 14% nos empréstimos.
  • O Rabobank, na Holanda, detém 39% dos depósitos do país e 25,5% dos empréstimos;
  • Na Finlândia o OP-Pohjola Group detém 32,7% dos depósitos e 31,1% dos empréstimos;
  • O Credit Agricole detem 25% dos depósitos e 20,9% dos empréstimos da França. Somados o Credit Mutuel e o Banques Populaires ao Credit Agricole a participação de mercado na França sobe para 43,6% dos depósitos e 46% nos empéstimos;
  • No Chipre, uma ilha do Mar Mediterrâneo localizado abaixo da Turquia e ao lado do Israel, o Co-Operative Central Bank detem 22,8% do volume de depósitos e 21,7% dos empréstimos do seu país;
  • Na Itália, o Banque Popolari detem 21,9% dos depósitos e 20,1% dos empréstimos. Somando também os dados da Federcasse temos na Itália 30,3% dos depósitos e 26,7% dos empréstimos;
  • Na Áustria o Österreichische Raiffeisenbanken detém 27,8% dos depósitos e 23,4% dos empréstimos do país. Somando também o Österreichischer Genossenschaftsverband chegamos na Áustria a 34,9% dos depósitos e 31% dos empréstimos;
  • Apesar de ostentar grandes números nos itens anteriores na Alemanha os Bancos Cooperativos (BVR/DZ Bank) detém um percentual menor do que a média européia com 15,8% nos depósitos e 11,8% nos empréstimos.

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Cooperativas de Crédito - Maiores do Mundo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Para demonstrar a expressão do cooperativismo a ACI divulgada anualmente um relatório apresentando as 300 maiores cooperativas do mundo em todos os ramos. Tal publicação chama-se Global 300 Cooperative e tem como critério o volume de negócios. Segundo dados da edição de 2008, que utiliza dados do ano de 2006 as maiores instituições de crédito cooperativo do mundo são:

Fonte: Relatório Global 300 2008

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Schweizer Verband der Raiffeisenbanken - Suíça

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Na Suíça o cooperativismo de crédito é fortemente representado pelo Schweizer Verband der Raiffeisenbanken que é o 3º grupo bancário do país.

Atualmente 3 milhões de pessoas são clientes do Raiffeisenbanken sendo que 1,5 milhão são associados.

A proximidade com os clientes é uma das principais razões para o sucesso do Raiffeisen. Representada em 1.155 localidades na Suíça não sendo surpreendente que os colaboradores conheçam seus clientes pessoalmente.

História:

Em 1899, inspirado no modelo de Raiffeisen, o Pastor Johann Traber constituiu a Bichelsee TG a primeira Raiffeisenkasse Suíça.

Números em 2006:

  • 405 bancos regionais;
  • 1.149 pontos de atendimento;
  • 3 milhões de clientes;
  • 1,4 milhões de associados;
  • US$ 92 bilhões em ativos;
  • US$ 45 bilhões em depósitos;
  • US$ 77 bilhões em empréstimos;
  • 8.101 colaboradores.
Fonte: Associação Européia dos Bancos Cooperativos

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Confederaçãoo Internacional de Bancos Cooperativos

A Confederação Internacional de Bancos Cooperativos (CIBP), fundada em 1950, é uma ONG internacional reconhecido pela ONU, e inclui instituições, bancos e instituições financeiras, cooperativas e popular, voltado para promover o desenvolvimento das PME, empresários e indivíduos.

Hoje representa bancos cooperativos de treze países: Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, França, Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, Marrocos e Turquia. Clique aqui e veja mais dados destes países.

Podem entrar na confederação só aquelas organizações que mantêm uma ética baseada em transparência e responsabilidade social.
Veja mais no http://www.cibp.be/

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Cooperativas de Crédito na Tailândia

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Na Tailândia a Federation of Savings and Credit Cooperative of Thailand Limited (FSCT) é a federação das cooperativas de crédito do país.

Na Tailândia existem 790 cooperativas de crédito com 1.936.590 membros individuais (2005).

Credit Union League da Tailândia (CULI) é constituído de 854 cooperativas de crédito com 419.991 membros individuais.

As taxas de juros sobre os depósitos na faixa de 1,25% para 2,25% ao ano e juros sobre empréstimos em média 4% ao ano.

Fonte: Associação Internacional dos Bancos Cooperativos

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Cooperativas de Crédito na Finlândia

Nas Filipinas existem 29 Cooperativas Centrais e 1095 cooperativas de crédito que operam no país.

Fonte: Associação Internacional dos Bancos Cooperativos

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Cooperativas de Crédito na Indonésia

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Na Indonésia o setor cooperativo é regulamentado por uma legislação do ano de 1995 que restringe as atividades de crédito e poupança de cooperativas financeiras ou cooperativas multi-ramos.
O Governo tem desempenhado um papel-chave no desenvolvimento das cooperativas de crédito na Indonésia, que operam sob coordenação do Ministro de Estado da Cooperação, Pequenas e Médias Empresas.
O crescimento das Cooperativas de Crédito Indonésia tem sido bastante lenta, devido à falta de profissionais e ao apoio de cooperativas membros. -

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National Agricultural Cooperative Federation (NACF) - Coréia

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A National Agricultural Cooperative Federation (NACF) é o órgão máximo para 1.387 cooperativas da Coréia que reúnem 2 milhões de associados prestando serviços de:
  • Prestação de serviços bancários, serviços de crédito e cooperativas de seguros;
  • Comercialização de produtos agrícolas;
  • Abastecimento de insumos agrícolas e de consumidores bens;
  • Serviços de educação e extensão.

O Banco Cooperativo foi instituído em 1969 por 150 cooperativas por iniciativa da NACF.

No ano de 2009 as cooperativas de crédito coreanas iniciarão sua integração tecnológica visando adotar uma base tecnológica única.

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Banque Popolari - Italia

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O Banque Popolari, ou a Assoc. Nazionale fra le Banche Popolari detém em torno de 21% do mercado financeiro italiano.
O gráfico ao lado demonstra em azul escuro as regiões em que a participação de mercado é superior a 30%.
Os Bancos Populares, nascidos na segunda metade do século XIX - com a fundação da primeira Banca Popolare Lodi em 1864 - modelado sobre o alemão Volksbank, que foi introduzido na Itália por Luigi Luzzatti.
Com característica atitude cooperante e um forte foco para as pequenas empresas e as famílias, os Bancos Populares tiveram um sucesso imediato conquistando em poucos anos um quarto do mercado bancário italiano.
No intervalo entre as duas guerras, a crise do sistema bancário e de uma política econômica orientada para as grandes empresas induziu uma profunda reestruturação do setor. Sem enfraquecer a sua presença no território reduz os Bancos Populares de mais de 750 para 300.
Após a Segunda Guerra Mundial, num momento de grande mudança para a economia italiana e seu sistema financeiro, os Bancos Populares tornar-se os protagonistas de um processo de contínuo crescimento, expandindo progressivamente a sua participação de mercado, no início dos anos 90 para 15% do sistema bancário.
As mudanças no quadro regulamentar e do contexto operacional introduzido pela Lei Bancária de 1993, contribuíram para acelerar ainda mais o desenvolvimento do Crédito Popular. Através de um grande número de operações de fusão e aquisição o Banque Populari já possui uma quota de mercado superior a 20% do mercado.
Em 2006 o Banque Populari administrava:
  • 89 bancos regionais;
  • 7.808 pontos de atendimento;
  • 1,06 milhão de associados;
  • 8,1 milhões de clientes;
  • US$ 498 bilhões em ativos;
  • US$ 355 bilhões em depósitos;
  • US$ 334 bilhões em empréstimos;
Fonte: Associação Européia dos Bancos Cooperativos

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Cooperativas de Credito em Bangladesch

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Em Bangladesch a Cooperative Credit Union Leagueof Bangladesh (CCULB) tem 408 cooperativas de crédito das quais 66 são urbanas e 342 são de crédito urbano.

O mundialmente conhecido ONG "Grameen Bank" (Banco da Aldeia), prevê microcrédito rural para massas, tendo alargado garantia de empréstimo para 2 milhões de pessoas. Ele é um Banco Cooperativo mas opera como uma ONG.

Fonte: Associação Internacional de Bancos Cooperativos

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OGV - Osterreichischer Genossenschaftsverband

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Na Áustria, além do RZB (Raiffeisen Zentralbank Österreich AG), que detém 25% do mercado financeiro, existe também o OGV - Osterreichischer Genossenschaftsverband, seguidor do modelo alemão Schulze - Delitzsch.

O OGV é formado por 2 grupos:

Em 2006 o OGV tinha:

  • 88 bancos regionais
  • 842 pontos de atendimento
  • 673 mil associados
  • 1,5 milhão de clientes
  • US$ 109 bilhões em ativos
  • US$ 60,6 bilhões em empréstimos
  • participação de 7,4% do mercado financeiro da Áustria

Fonte: Associação dos Bancos Cooperativos Europeus

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DGRV - Confederação das Cooperativas da Alemanha

sábado, 18 de outubro de 2008

A DGRV “Deutscher Genossenschafts und Raiffeisenverband e. V.” com sede em Berlim atua em nível nacional com fins basicamente de representação e defesa perante as autoridades estatais. Ao mesmo tempo, assume funções de auditoría para algumas cooperativas de alcance nacional.
Além da DGRV existem três Federações nacionais especializadas segundo a atividade de seus membros, entre elas a BVR (Associação Federal de Bancos Populares e Bancos Raiffeisen) com sede em Berlim para os BCs.

A característica comum da DGRV e de todas as Federações é que não se dedicam à intermediação financeira, diferentemente de muitas Federações de cooperativas na América Latina. Funções centrais de intermediação, tal como é a administração da liquidez no setor, é privilégio dos bancos cooperativos centrais.

Segundo relatório disponível no site da DGRV (link), o setor cooperativo contribui de uma maneira decisiva há mais de 150 anos para esse desenvolvimento econômico, incluindo as cooperativas com atividade financeira, as quais são “full banks” na Alemanha, no sentido que têm todos os direitos e obrigações como qualquer outro banco (operações permitidas, supervisão etc.). Este setor financeiro cooperativo na Alemanha é um dos mais poderosos e sólidos do mundo, graças a uma minuciosa auditoria, controles internos e a plena supervisão por parte da Superintendência Federal de Serviços Financeiros.

Associados x População: Os Bancos Cooperativos contam com mais de 15 milhões de sócios e 30 milhões de clientes na Alemanha, a cifra mais elevada da Europa, visto que o país possui uma população total de 82 milhões de pessoas.

Os bancos cooperativos são do ponto de vista operacional bancos universais com uma ampla gama de operações permitidas, e do ponto de vista legal são cooperativas em sua natureza jurídica. Os quase 1.380 bancos cooperativos estão plenamente integrados ao sistema de pagamentos e à supervisão bancária na Alemanha: A Lei se caracteriza em princípio, pelos mesmos
direitos e obrigações para todos os tipos de intermediários financeiros perante o Banco Central e a Superintendência Federal de Serviços Financeiros, independente de sua forma jurídica.

A Alemanha tem no total 2.200 bancos (bancos privados + caixas de poupança + bancos cooperativos), dos quais 1.380 são bancos cooperativos.

Os 1.380 bancos cooperativos (BCs) da Alemanha são, legalmente
independentes com próprias pessoas jurídicas, políticas gerenciais e responsabilidades. Enquanto um dos dois bancos cooperativos centrais tem a forma jurídica de “Sociedade Anônima” (com o capital em mãos de cooperativas), nos 1378 bancos cooperativos de base, rege o princípio de “um homem - um voto”. Só uma pequena minoria dos bancos exige um “vínculo comum” para a afiliação de sócios.

O setor se caracteriza por uma forte redução do número de bancos cooperativos há várias décadas: Há quase 50 anos, existiam aproximadamente 12.000 bancos cooperativos, quase todos sem filiais. Mediante um constante e intenso processo de fusões e incorporações, reduziu-se esta cifra em um oitavo, enquanto a quantidade de filiais foi elevada no mesmo período de apenas 2.300 a mais de 13.000.

Estruturação do Sistema Cooperativo: O sistema bancário cooperativo é formado por 1.378 bancos cooperativos locais, um banco cooperativo central (BCC) a nível regional (WGZ Bank) com o qual operam 253 bancos cooperativos locais e um BCC a nível nacional (“DZ Bank”) constituído como S. A. (com o capital, no entanto, nas mãos das cooperativas) com o qual operam 1.139 bancos cooperativos. O BVR também é um Banco Cooperativo Central mas é de pequeno porte e atua apenas com um sub-grupo de bancos cooperativos (os 13 “Sparda-Banken”).
Em 2007 o DZ Bank administrava ativos totais de EUR 461 bilhões e o WGZ Bank EUR 146,5 bilhões.
Identidade visual: todos os Bancos Populares e Bancos Raiffeisen locais apresentam os mesmos logotipos e cores para demonstrar ao público a afiliação ao grupo cooperativo.

Finalidade dos Bancos Cooperativos Alemães: Os bancos cooperativos na Alemanha têm fins de lucro no sentido que devem “incentivar a economia de seus associados”, como é formulado pela Lei de Cooperativas da Alemanha. A Lei não define se este incentivo se realiza através de preços de serviços atrativos ou através de geração de excedentes. Em todo caso, a fórmula da Lei não permite implicitamente a geração de perdas para poder cumprir com as responsabilidades sociais da cooperativa. De fato, os bancos coope-rativos na Alemanha distribuem entre os sócios, excedentes na ordem de 5% ou 6% anuais sobre o capital social pago pelo associado – um valor aproximadamente três vezes maior que os dividendos do banco privado.

Veja a lista de 1.230 bancos cooperativos alemães com ativos, depósitos, empréstimos e associados.

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BVR - Cooperativismo de Crédito na Alemanha

O BVR - Bundesverband der Deutschen Volksbanken und Raiffeisenbanken é a Associação Federal de Bancos Populares e Bancos Raiffeisen.

A Alemanha é o berço mundial do Cooperativismo de Crédito tendo seus idealizadores sido Friedrich Wilhelm Raiffeisen and Hermann Schulze-Delitzsch. Nos dias atuais o Cooperativismo de Crédito detém em torno de 15% do mercado financeiro alemão.

Na década de 1990 era comum na Alemanha o pensamento "um mercado, um banco", mas após um processo de fusões no nível das Centrais apenas dois bancos cooperativos remanesceram no país: o DZ Bank (nível nacional) e o WGZ (nível regional).

Resgatando a história do Cooperativismo de Crédito alemão, em 1930 foi fundada a primeira Cooperativa Central que existe até hoje. Em 1972 houveram algumas reestruturações no sistema de cooperativas e atualmente o BVR representa as Cooperativas alemãs nacional e internacionamente.

Leia mais sobre o cooperativismo na Alemanha.
Veja dados estatísticos do Cooperativismo Alemão desde 1970.

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Bancos Cooperativos Europeus fecham acordo para empréstimos

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PARIS, 16 Out 2008 - Oito bancos cooperativos europeus fecharam um acordo para empréstimos de dinheiro entre si com o objetivo de restabelecer a confiança ao setor bancário, anunciou o francês Crédit Agricole, um dos bancos envolvidos.

A iniciativa foi adotada pelos oito membros da UNICO Banking, grupo europeu de cooperativas bancárias, que representa 21% do mercado de bancos varejistas na Europa, com 110 milhões de clientes em mais de 40.000 agências.

A UNICO Banking Group, criada em 1977, reúne o banco francês Crédit Agricole, o alemão DZ BANK, o italiano ICCREA Holding, o finlandês Pohjola, o holandês Rabobank, o austríaco Raiffeisen Zentralbank, o suíço Raiffeisen Switzerland e o Banco Cooperativo Español.

O grupo tomou a decisão de voltar a integrar o mercado de financiamento interbancário europeu, no qual os bancos emprestam dinheiro, explica um comunicado. Os membros concordaram em emprestar mutuamente dinheiro e voltar a abrir linhas de crédito bancário não garantido com prazos de até três meses.
As linhas de crédito ficarão entre 10 e 15 bilhões de euros.

"Os parceiros do Unico vêem esta iniciativa como um avanço importante para restaurar a confiança no seio da comunidade européia", disse Bert Heemskerk, Presidente do Unico Banking Group e Presidente da Comissão Executiva do Rabobank.

"Esta iniciativa realça a força dos bancos cooperativos para seus clientes e o forte entendimento entre os integrantes do UNICO Banking Group. Complementando as medidas de governos e reguladores, esta iniciativa dos principais bancos europeus visa o restabelecimento da confiança do setor bancário a partir de dentro", conclui Heemskerk.

Fonte: G1

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UNICO Banking Group - Bancos Cooperativos Europeus

O UNICO Banking Group (http://www.unico.nl/) foi fundado por seis bancos cooperativos em 1977.

Hoje o grupo é composto por 8 membros: Os seis membros titulares Crédit Agricole (França), DZ BANK (Alemanha), ICCREA Holding (Italia) Pohjola Bank plc (Finlândia), Rabobank (Holanda) e Raiffeisen Zentralbank (RZB) da Áustria, assim como as duas membras associadas Banco Cooperativo Espanõl (Espanha) e Raiffeisen Schweiz (Suíça).
Juntos, eles servem cerca de 110 milhões de clientes através de mais de 40.000 escritórios na Europa.

Todos os oito bancos cooperativos são grandes instituições não apenas em seus países, mas também em toda Europa Central e Oriental. A relação entre eles é uma cooperativa compartilhada background e o desejo de trabalhar em conjunto com igualmente reputadas instituições financeiras.

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Associação Internacional dos Bancos Cooperativos

sábado, 4 de outubro de 2008

A International Co-operative Banking Association (ICBA) é uma entidade setoria da ACI (Aliança Cooperativa Internacional).

A missão da ICBA é contribuir para o bom desenvolvimento, crescimento e competitividade dos bancos cooperativos, defender seus interesses e promover mundialmente sua importante contribuição econômica e social para o bem-estar da população e suas comunidades.

Entidades membros da ICBA:

ÁFRICA

AMÉRICA DO NORTE

AMÉRICA DO SUL

ÁSIA

EUROPA

ORIENTE MÉDIO

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Associação Européia de Bancos Cooperativos

A European Association of Cooperative Banks (EACB) é um órgão supranacional para Bancos Cooperativos, com os órgãos dirigentes nacionais em 23 países e um membro associado, na Suíça.

Foi fundada em 1970 e tem como missão representar e promover os interesses dos seus membros e os bancos cooperativos, em geral. É uma das principais entidades representativas da indústria de crédito europeu.

A EACB representa 47 milhões de associados e 140 milhões de clientes em seus 62.000 pontos de atendimento. Apoiado por 700.000 empregados, EACB detêm uma participação de mercado de cerca de 14% na União Europeia.

Os maiores membros da associação são Deutsche Zentral Genossenschaftbank na Alemanha, que lidera na maioria das categorias de tamanho; Crédit Agricole em França, com os maiors ativos, e OP-Pohjola Group na Finlândia com a maior participação de mercado.

Veja algumas estatísticas dos Bancos Cooperativos Europeus aqui.

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OP Pohjola - Cooperativismo de Crédito na Finlândia

O OP-Pohjola tem sede em Helsinquia na Finlândia.

OP-Pohjola grupo compreende 229 Bancos Cooperativos independentes e o Grupo estatutário central, OP Banco Central Co-operative Group.

Trata-se do maior banco da Finlândia com mais de 4 milhões de clientes, 30% de participação no mercado de empréstimos e depósitos e 25% no ramo de seguros de ramos diversos, excluído vida (dando-lhe o 2º lugar nos seguros). No mercado agricola o banco detém 60% do mercado finlandês.

Foi fundado em 1902.

As subsidiárias do Grupo Banco Central OP Cooperativo e seus produtos:

  • Pohjola Bank plc, um banco comercial, a maior filial da Central Co-operative (OKO Bank);
  • OP Banco Helsínquia, banco na região da Grande Helsínquia, onde nenhum OP-Pohjola está presente;
  • OP-Henkivakuutus a vida em geral e seguros;
  • OP-Rahastoyhtiö, fundos mútuos;
  • OP-Asuntoluottopankki, de empréstimos hipotecários;
  • OP-Kotipankki, os empréstimos não garantidos;
  • FD Finanssidata, Tecnologias da Informação soluções para o grupo.

Leia o tópico com estatísticas dos Bancos Cooperativos Europeus.

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Credit Mutuel - Cooperativismo de Crédito na França

A Confederação Nacional Credit Mutuel é o segundo maior banco comercial da França. Possui 5065 pontos de atendimento servindo 13,8 milhões de clientes. O banco é descentralizada com o poder local, regional e nacional camadas. É em primeiro lugar no banco de seguros fileiras.


O Banque CIC pertence ao Grupo CM-CIC. Inseridos dentro do grupo formado pelas finanças francês Crédit Mutuel e CIC (Crédit Industriel et Commercial), Banque CIC (Suisse), tem uma empresa-mãe com uma forte rede internacional. Isto torna o parceiro ideal para transfronteiriços e complexas operações bancárias.

Foi fundada em 1880.

Leia o tópico com estatísticas dos Bancos Cooperativos Europeus.

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O Crescimento do Cooperativismo de Crédito e a Reação dos Bancos

sábado, 13 de setembro de 2008

Matéria extraída do Jornar "O Interior" (SESCOOP/RS), edição 992 de Ago/08.
Autor: Léo Trombka - Presidente da UNICRED Porto Alegre

As cooperativas de crédito são estruturas constituídas de forma democrática e espontânea, com base nas necessidades de serviços e produtos das pessoas, sendo que os benefícios gerados deverão, necessariamente, retornar para seus sócios.

Mesmo tendo um papel fundamental para o desenvolvimento das diversas comunidades e regiões do País, o cooperativismo de crédito possui uma participação tímida em relação ao Sistema Financeiro Nacional, hoje em torno de 3%. Realidade diferente encontramos em países desenvolvidos, como retrata o relatório anual da Associação Européia dos Bancos Cooperativos, cujo papel é fundamental e preponderante para todo o continente europeu, atingindo cerca de 130 milhões de clientes, 700 mil empregos, 60 mil agências e 17% dos depósitos financeiros, com destaques para a França, Holanda, Espanha e Alemanha. Nesta última, o ramo crédito encerra 2007 com 960 bilhões de euros de ativos e 9,34 bilhões de euros de capital aportado pelos 16,1 milhões de sócios nos seus 1.232 bancos cooperativos. Nos EUA o desempenho do cooperativismo também impressiona pelos seus números, pois são mais de 85 milhões de associados, U$ 661 bilhões de ativos, U$ 423 bilhões de empréstimos e mais de U$ 570 bilhões em depósitos.

No Brasil, as cooperativas de crédito geraram em 2006 um diferencial de renda para os associados, levando em conta os juros mais baixos dos cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal, de R$ 154 milhões ao mês e, estima-se R$ 1,84 bilhões ao ano, segundo dados do Banco Central. Recursos estes que propiciaram investimentos e consumo ao cooperado e como via de conseqüência mais impostos aos governos estaduais e federal.

Neste mesmo ano começou a evidenciar-se uma tendência que justifica a reação dos bancos. Os percentuais de crescimento do cooperativismo de crédito superaram até mesmo os altos índices dos bancos comerciais, como nos mostram os dados fornecidos pelo Banco Central.
  • nos ativos comerciais um percentual de crescimento de 29,58% para as cooperativas e 19,30% para os bancos;
  • nos depósitos totais, 29,22% para as cooperativas contra 14,53% para os bancos;
  • no patrimônio líquido, 20,62% contra 21,05%;
  • nas operações de crédito 21,27% contra 21,37% dos bancos;

Tendo acesso a estes dados começamos a compreender a agressiva luta dos diversos bancos em busca da compra das folhas de pagamento de prefeituras, hospitais, e ... cooperativas. É uma das máximas do mercado, se a concorrência está pondo em risco sua liderança, compre-a.

Neste sentido é importante que os dirigentes de cooperativas em geral, e das de Saúde em particular, estejam atentos a estas manobras que estão surgindo em alguns pontos do país por parte dos bancos, com ofertas tentadoras de compra das folha de pagamento dos cooperados. Como se diz comumente, "não existe almoço de graça", e fatalmente quem pagará a conta serão os cooperados, sob forma de juros mais altos, obrigatoriedade de adquirir produtos acoplados, tarifas e outros subterfúgios. São manobras diversionistas que buscam enfraquecer o Sistema Cooperativo de Crédito que está em lenta, mas segura ascensão com benefícios que retornam à comunidade.

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