Cooperativas de Crédito na China devem financiar o crédito rural

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

China quer esforço dos bancos para aumentar crédito rural

SÃO PAULO - Enquanto a concessão de crédito enfrenta restrições nas grandes cidades da China devido ao crescimento explosivo, o governo pede maior liberação de recursos para as áreas rurais do país.

Um dos governadores do Banco Central da China, Liu Shiyu, disse que os bancos devem conceder mais microcrédito para fazendeiros, visando o desenvolvimento de indústrias rurais e a urbanização.

"Mais esforços devem ser feitos para estimular as instituições a oferecer serviços financeiros à área rural", disse Liu.

Na visão do funcionário do BC, as cooperativas de crédito rural devem acelerar sua reestruturação e tomar a liderança no mercado financeiro rural.

Liu ainda pediu que mais bancos sejam abertos em vilarejos, assim como empresas de microcrédito e novos tipos de instituições financeiras.

O baixo acesso à financiamento é uma das razões que deixam o desenvolvimento rural bastante distante do forte crescimento das cidades. Tal situação não tem apresentado melhoras significativa, apesar dos constantes esforços do governo.

Os bancos mostram resistência em emprestar nas áreas rurais devido à falta de garantias aos empréstimos.

Fonte: O Globo

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China será a segunda maior potência global em 15 meses

terça-feira, 27 de outubro de 2009

China será a segunda maior potência global em 15 meses

FMI prevê que país irá superar o Japão 5 anos antes do previsto, após crise acelerar o processo de ascensão

PEQUIM - Em algum momento dos próximos 15 meses, a China deverá ultrapassar o Japão e se tornar a segunda maior economia do mundo, no mais extraordinário processo de ascensão de um país na história da humanidade. A ultrapassagem ocorrerá pelo menos cinco anos antes do que se previa anteriormente e será acelerada pelo impacto da crise financeira que abalou o mundo a partir de setembro de 2008.

As previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o próximo ano colocam a China no segundo lugar do ranking de países por Produto Interno Bruto (PIB), com US$ 5,263 trilhões, acima dos US$ 5,187 trilhões do Japão.

Para alguns economistas, a troca de lugares só não ocorreu ainda em razão da persistente valorização do iene japonês, que infla o tamanho do PIB do país quando ele é convertido para o dólar. Na China, o yuan está no mesmo nível desde meados de 2008, o que limita o valor em dólar da economia.

Há cinco anos, o país aparecia em sexto lugar no ranking dos maiores PIBs do mundo elaborado pelo FMI, atrás de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Inglaterra e França. Desde então, começou uma rápida escalada, impulsionado por uma taxa média de crescimento anual de quase 11%.

Inglaterra e França já haviam sido deixadas para trás em 2006 e, no ano seguinte, foi a vez de a Alemanha abandonar o posto de terceira maior economia. O Japão está prestes a perder o lugar que ocupou nos últimos 40 anos, conquistado por seu espetacular crescimento no período pós-guerra.

Na avaliação de Stephen Green, economista-chefe do Standard Chartered para a China, o país provavelmente já tem o segundo maior PIB do mundo, já que 20% de sua economia está na informalidade e não aparece nas estatísticas oficiais.

Mas ele ressalta que o PIB per capita chinês continuará a ser muito inferior ao do japonês. “Isso é o que importa para a vida das pessoas e, nesse terreno, a China ainda é muito pobre”, observa.

No próximo ano, de acordo com o FMI, o PIB per capita do país será de US$ 3,9 mil, um décimo dos US$ 40,7 mil previstos para o Japão. Nesse quesito, a China também está bem atrás do Brasil, que deverá alcançar US$ 8,9 mil em 2010.

Zona Rural - Essa é outra particularidade do processo de ascensão da China. O país que será o mais influente do mundo depois dos Estados Unidos nos próximos anos ainda está longe de ser rico e se inclui no time das nações em desenvolvimento. Apesar do espantoso crescimento industrial das últimas três décadas, 55% da população chinesa ainda vive na zona rural e tem uma renda per capita anual que ronda os US$ 800.

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Cooperativas de Crédito na China

quinta-feira, 9 de abril de 2009

China encoraja consumo de crédito nas áreas rurais

Sem dinheiro suficiente, Xie Mingqiang não sabe quando poderá ser concluída a construção de sua casa.

A estrutura em tijolos da nova residência já foi erguida na Nova Aldeia Tuanjie, da província de Jiangxi, leste da China, o que custou todas as economias da família. Mas eles não podem se mudar para lá antes de conseguirem dinheiro para levantar as paredes.

Um banco rural se recusou a emprestar dinheiro a Xie, pois ele não tem ativos válidos para fazer hipoteca.

"Muitos agricultores chineses não têm renda fixa e falta a eles condições de arcar com os pagamentos regularmente. É por isso que nós ainda estamos cautelosos para conceder empréstimos", disse Xiao Siru, presidente da Associação das Cooperativas Rurais de Crédito da Província de Jiangxi.

O dilema de Xie é exemplo de um grande problema existente nas áreas rurais da China -- o governo deseja estimular a demanda mas as pessoas não têm dinheiro para gastar.

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao sublinhou, no seu relatório de trabalho apresentado na segunda sessão da Assembleia Popular Nacional (principal órgão legislativo do país), que foi realizada no início do mês, a importância de expandir o consumo rural.

Wen pediu que fossem feitos esforços para estimular o consumo das áreas rurais, incluindo acelerar o desenvolvimento dos mercados de automóveis usados e para aluguel, e encorajar varejistas a abrir mais lojas nos distritos e vilas.

Milhões de agricultores como Xie não têm dinheiro suficiente para construir suas próprias casas e também não têm capacidade para adquirir bens como automóveis, mesmo que não sejam novos.

A fim de ajudar os agricultores e aumentar o consumo, o governo da China reformou o sistema bancário em 2006 encorajando os institutos financeiros a aumentar a concessão de empréstimos. A Comissão Reguladora de Bancos da China baixou os limites para facilitar a entrada de institutos de crédito nas áreas rurais. Além dos bancos da propriedade estatal, os investidores que contam com um capital registrado acima dos 100 mil yuans (US$ 14,626) podem criar uma cooperativa de crédito nas áreas rurais. Jiangxi é a província piloto para essa reforma.

Desde que o crédito rural se tornou mais facilitado, 45.130 famílias rurais da província de Jiangxi obtiveram mais de 940 milhões de yuans (US$ 137,5 milhões) em empréstimos para construir as casas até fevereiro do ano, segundo Xiao.

Além da moradia, muitos agricultores também precisam de empréstimos para custear as despesas com estudo dos filhos, de acordo com Xiao.

Desde o ano de 2006, o sistema de crédito da província de Jiangxi ofereceu 145 milhões de yuans (US$ 21,2 milhões) em créditos para ajudar 8 mil alunos a continuar seus cursos em instituições de ensino superior.

"O consumo de créditos é um fenômeno encorajador para explorar o grande mercado das áreas rurais da China", assinalou Yin Xiaojian, vice-chefe do Instituto dos Estudos da Economia Rural da Academia de Ciências Sociais da Província de Jiangxi.

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RCC - Rural Credit Cooperative in China

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A China é o no mundo o país com o maior movimento de crédito cooperativo, servindo estimadamente 200 milhões de famílias, em grande parte agricultores pobres.

Durante mais de 50 anos o sistema tem sido a principal fonte de serviços financeiros básicos para a população rural pobre da China. As cooperativas de crédito rural (RCCs) detêm 12% da totalidade dos depósitos bancários. Elas representam mais de 90% dos empréstimos agrícolas.

Na China embora as RCCs (Rural Credit Cooperative) geralmente são estereotipadas como não rentáveis e arriscadas, uma série deles, a maioria em regiões ricas, são altamente eficazes emprestadores. O problema predominante nas RCC´s é o alto índice de inadimplência ocasionado pela interferência estatal (governo) na liberação de recursos. Até poucos anos atrás as RCC´s não tinham ingerência total sobre os créditos liberados. Em 2001 o índice de inadimplência chegou a 44%, com 53% das RCC´s com Patrimônio Líquido negativo.

A reconstrução: Reconstruir o RCCs é uma prioridade crítica para o governo chinês como uma maneira de ajudar a equilibrar a nova riqueza do país, onde os fluxos comerciais e de fabrição de forma desproporcionada para centros como Xangai, Cantão e Pequim, onde uma crescente classe média vive de investimento estrangeiro e comércio internacional. A consequente disparidade entre o rendimento nas zonas rurais e urbanas está a aumentar anualmente e procede a crescente ameaça da instabilidade social, historicamente o maior receio dos líderes chineses.
O governo central tem colocado uma prioridade elevada sobre o desenvolvimento rural, com o objetivo de criar uma "sociedade harmoniosa", em que os agricultores ganham um aumento da quota da prosperidade da nação. Dirigentes da China reconhecem que o crédito acessível é essencial para atingir esse objectivo, dando RCC reforma e modernização grande importância.

A reconstrução iniciada em 2003 passa pela necessidade de definição sobre:
  • permanecerem como RCC´s mútuas ou bancos cooperativos;
  • a necessidade de abandonarem a sua estrutura cooperativa tornando-se pequenos bancos comerciais;
  • ou pela liquidação das RCC´s com sérios problemas financeiros.

É difícil prever se verdadeiras cooperativas de crédito podem estabelecer-se na China moderna. Os sinais são animadores, no entanto, o WOCCU e o PBC (Banco Popular da China) e estão trabalhando juntos para ver se o ideal cooperativo, devidamente implementado, será a melhor maneira de prestar serviços financeiros a preços acessíveis pobres agricultores da China.

O projeto piloto para a re-estruturação está acontecento em Guizhou, uma das províncias mais pobres da China onde vivem 40 milhões de pessoas com uma renda média de US$ 270,00 por ano. A Guizhou Provincial Rural Credit Cooperative Union (RCCU) é a cooperativa que está servindo de piloto para as decisões que serão tomadas para todo o país.

Alguns números: base 2005

  • 628 mil empregados
  • 200 milhões de famílias associadas
  • 32.000 cooperativas (RCC´s)
  • US$ 870 bilhões em ativos
  • US$ 236 bilhões em empréstimos

Fonte: Credit Union da Irlanda e Planet Finance e Relatório completo sobre o assunto

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Global 300 Cooperative - Maiores Cooperativas de Crédito do Mundo

sábado, 4 de outubro de 2008

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) divulga anualmente a relação das 300 maiores Cooperativas de todos os ramos no mundo.

Na edição de 2007 (base 2005) figuraram na lista as seguintes Cooperativas de Crédito entre as melhores posições:

Fonte: Relatório Global 300 de 2007

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Cooperativismo no Mundo - número de associados

domingo, 6 de abril de 2008

Cooperativismo na China

sexta-feira, 7 de março de 2008

Cooperativas de crédito rurais da China obtêm US$ 6 bi em lucros em 2007
07/03/2008

Beijing, 7 mar (Xinhua) -- As cooperativas de crédito rurais da China obtiveram 44 bilhões de yuans (US$ 6,18 bilhões) em lucros em 2007, revelou quinta-feira, em Beijing, um relatório do banco central.

As cooperativas obtiveram lucros pelo terceiro ano consecutivo desde que o setor foi modificado em 2003, informou o documento do Banco Popular da China. Não há registros dos índices anuais de crescimento ou de números anteriores. O documento oferece diversas comparações em um período de cinco anos.

A proporção de empréstimos insolventes das cooperativas caiu para 9,3% em 2007, uma queda de 28 pontos percentuais em relação ao fim de 2002, segundo o relatório.

O coeficiente de adequação dos fundos próprios aumentou para 13%, a partir de um mínimo de 8,45% registrado no fim de 2002.

Em termos de créditos, 1,43 trilhão de yuans foram concedidos para o desenvolvimento agrícola, representando 46% do total, quer dizer seis pontos percentuais a mais que em 2002. Em julho de 2003, o Conselho de Estado da China, gabinete chinês, designou oito províncias e municípios como áreas piloto para a reforma de cooperativas de crédito rurais. O experimento se estendeu ao resto do país no fim de 2006.

Fonte: Embaixada da China no Brasil

BEIJING, 28 de maio/2007 (Xinhua) -- As cooperativas de crédito rural na China, com 50 anos de história, ganharam um momento no desenvolvimento da economia rural e se converteram em um importante laço que interconecta os camponeses.
No final de abril/07, a poupança em cooperativas de crédito rural ao longo do país chegaram a 1,58 trilhão de yuans, ocupando 12% de todo o setor financeiro. Os empréstimos por parte das cooperativas totalizaram 1,05 trilhão de yuans, o que representa 10% do setor financeiro.

Fonte: http://202.84.17.11/portugal/htm/052908533713.htm

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