Economia Aquecida: Produção e venda de caminhões são recorde em janeiro

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Produção e venda de caminhões são recorde em janeiro

SÃO PAULO - A produção e as vendas de caminhões tiveram o melhor janeiro da história, informou hoje a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A indústria fabricou 11.633 caminhões no mês passado, ante 7.566 unidades em janeiro de 2009, alta de 53,7%. Na ponta de vendas, foram comercializados 9.739 caminhões em janeiro de 2010 ante 6.336 em janeiro de 2009, alta também de 53,7%.

Segundo o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, a retomada das vendas de caminhões começou em setembro e é resultado do crescimento da economia do País. "Estamos entrando em um novo patamar de vendas que varia entre 9 e 10 mil unidades por mês", disse. "A venda um automóvel é muito puxada pela emoção e as montadoras trabalham com isso na publicidade. Já o caminhão é uma venda muito técnica, que só ocorre se houver frete para pagar o caminhão", explicou.

Entre os aspectos citados por Schneider e que têm favorecido as vendas de caminhões, estão o aumento dos investimentos em infraestrutura, perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) - entre 5,5% e 6% neste ano -, o aumento contínuo do mercado consumidor e as projeções para a safra agrícola deste ano de 141 milhões de toneladas, nível muito próximo ao recorde histórico de 144,5 milhões de toneladas de 2008.

"Trata-se de uma bela safra que precisa ser transportada", afirmou. "Todas essas condições se juntaram às boas políticas de acesso ao crédito pelo Finame do BNDES."

Fonte: Estadão

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Crise beneficiou cooperativas de crédito

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Crise beneficiou cooperativas de crédito

Mesmo com o aumento na concessão de financiamentos pelas instituições financeiras tradicionais, a demanda por empréstimos nas cooperativas de crédito permanece em alta. Na avaliação dos diretores das cooperativas, a crise forçou o cooperado a conhecer melhor as facilidades e vantagens da contração de linhas de crédito nessas instituições. Com isso, mesmo com a retomada dos financiamentos pelos bancos, eles apostam na fidelização do cliente.

No caso da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Médicos e Demais Profissionais da Área de Saúde de Belo Horizonte e Cidades-polo de Minas Gerais (Credicom), a expectativa é manter o crescimento na liberação de empréstimos. "Além do aumento no número de associados que já possibilita maior quantidade de contratos, ainda existe uma tendência de profissionalização da gestão das empresas da área de saúde que vão demandar investimentos", afirmou o diretor Comercial da cooperativa, José Augusto Ferreira. No período da crise, a expressiva alta na procura por linhas de financiamento levou a Credicom a elevar a carteira de crédito, que passou de R$ 110 milhões para R$ 140 milhões. "Tudo indica que em 2010 vamos ter que novamente aumentar os valores", disse. No ano passado, os recursos direcionados para a aquisição de veículos pela Credicom bateu recorde, com o financiamento de 1,2 mil automóveis. Também foi registrado avanço expressivo na demanda por crédito para abertura de empreendimentos do setor.

A Credicom possui 29 mil cooperados, sendo 27 mil pessoas físicas, com uma média de empréstimo de R$ 20 mil. "Quando houve a eclosão da crise, o enxugamento do crédito pelos bancos atingiu principalmente as linhas com valores neste patamar, o que conseqüentemente impulsionou os negócios das cooperativas de crédito", observou o diretor Comercial da Credicom.

Na Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Engenheiros de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Engecred) ocorreu um movimento parecido, porém em proporções menores devido ao porte da cooperativa, que possui carteira de crédito inferior. "Como não conseguimos aumentar muito a captação, a carteira de crédito também não foi elevada de forma acentuada, mas os negócios ficaram mais aquecidos com a perspectiva de se manter em alta neste ano", disse o gerente-geral da Engecred, João Bosco Faria da Fonseca. Os contratos firmados pela cooperativa possuem valor médio de R$ 16 mil, e são voltados para o crédito pessoal, capital giro, antecipação de recebível e desconto de cheques. "Com o setor imobiliário aquecido e a expectativa de bons negócios visando as Olimpíadas, os engenheiros vão ter que reestruturar as empresas, o que deverá gerar maior demanda por crédito", afirmou. A Engecred possui 3,5 mil cooperados e atua na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Um dos efeitos da retração econômica percebidos desde outubro de 2008 e que mais teve impacto nos negócios dos pequenos e médios empreendedores foi a escassez de linhas de financiamento no mercado. Foi desencadeada uma crise de confiança, que provocou o empoçamento do crédito nos bancos, que aumentaram as exigências para liberação dos empréstimos.

Os diretores de cooperativas consultados entendem que apesar de atualmente o crédito já estar em patamares considerados normais, as vantagens das cooperativas de crédito, como juros mais baixos, são suficientes para manter os negócios aquecidos. "O cooperado conheceu e experimentou uma modalidade diferente de crédito. As facilidades são consideravelmente maiores. Com isso, fica mais fácil fidelizar os clientes", observou o diretor Comercial da Credicom, José Augusto Ferreira.

Fonte: http://www.diariodocomercio.com.br/

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EUA precisam de novo estímulo para manter recuperação

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

EUA precisam de novo estímulo para manter recuperação

Para o economista ganhador do Nobel Joseph Stiglitz, segundo pacote é fundamental para crescimento do país

WASHINGTON - A economia dos EUA precisa de um novo estímulo diante de um crescimento que é muito fraco para gerar empregos suficientes para baixar a taxa de desemprego, disse o economista ganhador do Nobel Joseph Stiglitz.

"A coisa mais importante que podemos fazer (pela economia) é aprovar um segundo estímulo", disse Stiglitz em um fórum econômico do Council on Foreign Relations em Washington.

O professor da Universidade Columbia e ex-economista-chefe do Banco Mundial disse que a economia dos EUA "foi afastada do precipício", mas "eu não acho que ninguém vá descrever a situação atual como uma forte recuperação".

Stiglitz acrescentou que, oficialmente, a recessão pode ter acabado mas que "em termos da forma como o indivíduo sente" e o nível de confiança das empresas, "a recessão está longe do fim". "O fator real é que a recuperação não tem sido forte o suficiente para criar novos empregos", disse.

Stiglitz, que também serviu como conselheiro do ex-presidente Bill Clinton, disse que embora a taxa de desemprego oficial esteja em 10%, se for somado o número de trabalhadores que desistiram de procurar emprego e os "subempregados" essa taxa sobe para ao redor de 19%.

Tamanho da recuperação - Porque a força de trabalho está crescendo e a produtividade está aumentando, a economia precisa crescer pelo menos de 3% a 3,5% para reduzir o desemprego, disse Stiglitz, acrescentando que isto é algo improvável em 2010 e 2011. "Será difícil ter uma recuperação robusta", disse.

Leia a reportagem completa no Estadão.

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Obama anuncia novas restrições ao tamanho de bancos

Obama anuncia novas restrições ao tamanho de bancos

WASHINGTON - O governo do presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, apresentou uma proposta que busca limitar o tamanho dos grandes bancos e restringir suas atividades e os riscos que poderão assumir. O plano da Casa Branca, apoiado pelo ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) Paul Volcker, impediria que bancos comerciais e instituições que possuem bancos controlem e invistam em fundos de proteção (hedge) e firmas de private equity - e também limitaria as operações que fazem com suas contas de tesouraria.

"Minha decisão de reformar o sistema se fortalece quando vejo um retorno a velhas práticas em algumas das firmas que estão combatendo a reforma; e quando eu vejo lucros recorde em algumas das firmas que alegam que não podem emprestar mais para pequenas empresas, não podem manter os juros do cartão de crédito baixos e não podem restituir os contribuintes para ajuda", disse o presidente. "É exatamente este tipo de irresponsabilidade que torna claro a necessidade da reforma", acrescentou.

Uma segunda proposta divulgada pela Casa Branca buscaria limitar o tamanho de qualquer firma financeira em relação ao setor inteiro ao atualizar o atual limite de 10% da fatia de depósitos assegurados. Obama deverá dar mais detalhes sobre o plano juntamente com Volcker e o secretário do Tesouro, Tim Geithner. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão

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Fed ainda olha longo prazo para alterar juro, diz Bernanke

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Fed ainda olha longo prazo para alterar juro, diz Bernanke
Presidente do Federal Reserve avalia que recuperação econômica nos EUA ainda continua frágil

WASHINGTON - O Fed ainda acredita que levará algum tempo até que precise elevar as taxas de juro porque a recuperação econômica continua frágil, disse o presidente do banco central norte-americano, Ben Bernanke. "Ainda estamos olhando para um período prolongado", disse Bernanke, em resposta a uma pergunta sobre quando o Fed poderia elevar os juros.

Ele estava se referindo ao último comunicado divulgado pelo comitê de política monetária do Fed há um mês, no qual a autoridade monetária afirma que espera manter a taxa de juro no nível recorde de baixa, próximo de zero, por causa da baixa inflação e do desemprego alto.

Os números melhor do que o esperado sobre o mercado de trabalho em novembro, divulgados na última sexta-feira, 4, mostrando que a taxa de desemprego caiu inesperadamente para 10%, levou os mercados e elevarem as previsões de que o Fed estaria mais próximo de elevar os juros.
Mas Bernanke disse que, embora a economia dos EUA deva continuar melhorando no próximo ano, o mercado de trabalho fraco e o crédito apertado devem deixar a economia crescendo em ritmo moderado. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão

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Empresas quebram, mas executivos continuam ricos

sábado, 28 de novembro de 2009

Empresas quebram, mas executivos continuam ricos

No Lehman Brothers, principais executivos receberam bonificações num total de US$ 1 bilhão entre 2000 e 2008

NOVA YORK - Os bancos Bear Sterns e Lehman Brothers pagavam aos seus executivos principalmente em ações, e esses valores mobiliários perderam a maior parte de seu valor quando tais empresas entraram em colapso. Em Wall Street, muitos dizem que esses exemplos mostram que os incentivos na remuneração não foram responsáveis por convencer os executivos de empresas falidas como essas a assumir riscos excessivos.

Mas três professores de Harvard contestam essa lógica num novo estudo, dizendo que não passa de lenda urbana a ideia de que executivos do Bear e do Lehman sofreram tanto quanto as empresas em que trabalhavam.

Embora os chefes de ambos os bancos de investimentos tenham perdido mais de US$ 900 milhões no valor das ações que possuem, os professores argumentam que é importante levar em consideração também o dinheiro que os banqueiros receberam nos anos anteriores à crise. No Lehman, os cinco principais executivos receberam bonificações em dinheiro e lucros provenientes da venda de ações num total de US$ 1 bilhão entre 2000 e 2008 e, no Bear, os cinco executivos mais importantes receberam US$ 1,4 bilhão, de acordo com o estudo, divulgado domingo pelo Programa de Governança Corporativa da Escola de Direito da Universidade Harvard.

A distribuição de riquezas se deu sob a forma de bonificações em dinheiro, além de milhares de ações vendidas pelos executivos quando o preço delas estava nas alturas. A maioria dos executivos vendeu durante este período um número muito maior de ações do que aquele que mantiveram em seu poder quando as empresas achegaram ao fundo do poço.

"Não há dúvida de que eles estariam em situação muito melhor se suas empresas não tivessem entrado em colapso", disse Lucian Bebchuk, um dos autores do estudo. "Mas a riqueza desses altos executivos não foi dizimada. A ideia de que eles teriam sofrido uma devastação financeira influenciou a imagem que as pessoas formaram em relação aos pagamentos distribuídos."

Muitas das soluções que os governantes e reguladores consideram implementar na remuneração de Wall Street são táticas que já eram empregadas no Bear e no Lehman. Ambas as firmas exigiam que seus executivos esperassem vários anos antes de venderem suas ações. As duas faziam das ações uma parte importante da remuneração oferecida aos executivos.

Os críticos da reforma da remuneração indicaram essas duas empresas como exemplos de porque a mudança nas práticas de remuneração poderia não fazer diferença, dizendo que o foco deveria estar no gerenciamento de riscos e na supervisão regulatória, por exemplo.

Entretanto, o estudo de Harvard diz que os executivos podem ter encontrado motivos para se concentrarem nos preços que poderiam obter com a venda de ações no curto prazo.

Bebchuk tem aconselhado o departamento do tesouro em relação à remuneração oferecida nas empresas resgatadas. Ele defende restrições temporais mais rígidas sobre a venda de ações, além da implementação de mecanismos de devolução com anos de vigência.

O estudo não leva em consideração o fato de os executivos terem possivelmente vendido ações para pagar contas pesadas no imposto de renda. Ações não são taxadas até terem sua propriedade transferida para os executivos, o que correspondeu a um período de muitos anos em ambos os bancos de investimento.

Fonte: Estadão

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Em dia de euforia, BC faz alerta de bolha

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Em dia de euforia, BC faz alerta de bolha

E um dia de euforia nos mercados globais, a ata do Copom do Banco Central advertiu para a possibilidade de estar sendo formada lá fora nova bolha. Após encolher durante os quatro trimestres anteriores, a economia americana cresceu 3,5% no terceiro deste ano. Trata-se de expansão maior do que a esperada. Mas não só por isso o azedume dos últimos dias cedeu lugar a um otimismo confiante. A expectativa dominante era que, depois dessa expansão, os EUA poderiam voltar a patinar nos trimestres seguintes porque o governo e o Federal Reserve iriam retirar os estímulos monetários e fiscais ao crescimento. Tal saída não será procurada tão cedo, informou ontem o secretário do Tesouro, Timothy Geithner.

O rally externo tornou ainda mais vivo o alerta do BC brasileiro. "Ao contrário do que esperava, a elevação do tom de preocupação não se deu no cenário interno, mas no externo", diz Luis Otavio de Souza Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil, sobre a ata. A grande novidade veio no parágrafo 18. Nele, o BC reacende o perigo de enchimento de bolha do mesmo calibre da que estourou no ano passado. "A eventual consolidação da recuperação da economia mundial, que em certa medida tem reproduzido os desequilíbrios observados no período anterior à crise de 2008, poderá ter impacto, ainda que heterogêneo, sobre a dinâmica inflacionária global. A isso se soma a incerteza gerada pelos efeitos da inédita expansão da liquidez em economias maduras, tanto sobre o comportamento de preços de ativos como de commodities", diz a ata. Mas o BC confessa que esse cenário ainda fomenta dúvidas que só devem ser dirimidas ao longo dos próximos meses. "Ao aumentar o peso do setor externo na formação do seu cenário básico, o BC tenta tirar um pouco a pressão de ter que tomar uma medida no curto prazo", diz Leal.

Fonte: Valor OnLine

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Moody's eleva rating do Brasil para patamar "grau de investimento"

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Moody's eleva rating do Brasil para patamar "grau de investimento"

SÃO PAULO - Como esperado pelo mercado, a reunião entre membros da agência de classificação de risco Moody's e o Ministro da Fazenda Guido Mantega, em Nova York nesta terça-feira (22), determinou o upgrade dos ratings brasileiros a grau de investimento pela agência. Vale lembrar que a Moody's era a única das três grandes agências de classificação de risco que ainda não havia concedido a nota ao Brasil.

Os ratings de dívida do Brasil, em moeda local e estrangeira, passaram de grau especulativo BA1 para BAA3, patamar inicial de grau de investimento. A perspectiva para as novas notas é positiva.


Segundo Mauro Leos, responsável da agência para a América Latina, "a elevação reflete o reconhecimento pela Moody's de que a capacidade de absorção de choques, incluindo a capacidade de resposta das autoridades, aponta para uma melhora significativa do perfil de crédito soberano do Brasil".

Ainda de acordo com Leos, a nova classificação brasileira não será afetada caso o PIB (Produto Interno Bruto) do País feche o ano no negativo, tendo em vista que "o desempenho geral do Brasil provou ser melhor do que a maioria dos países classificados como grau de investimento na categoria BAA, onde o Brasil agora está situado".

Fonte: Infomoney

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Maior banco do mundo registra novas perdas

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Os resultados do Royal Bank of Scotland (RBS), maior banco do mundo em volume de ativos, provavelmente ficarão insatisfatórios nos próximos anos, disse o banco, na sexta-feira, enquanto informava um prejuízo liquido de US$ 1,7 bilhão para o primeiro semestre de 2009, como resultado da quintuplicação dos encargos por depreciação, que atingiram US$ 12,75 bilhões.

O RBS, cujos 70% pertencem ao governo do Reino Unido, disse que o desempenho vigoroso da sua divisão de banco de investimento, cujo lucro operacional de 4,9 bilhões de libras esterlinas o salvou de lançar um prejuízo interino pior, "provavelmente diminuirá substancialmente no segundo semestre".

O RBS foi o último dos grandes bancos do Reino Unido a divulgar seus resultados interinos.

O RBS administrava em Dez/2007, US$ 3,8 trilhões em Ativos.

Fonte: Valor Online

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Crise dos cartões já ameaça bancos europeus

sábado, 1 de agosto de 2009

Crise dos cartões já ameaça bancos europeus

A crise dos cartões de crédito, que já provocou bilhões de dólares em perdas para os grandes bancos dos Estados Unidos, está se espalhando do outro lado do Atlântico, com bancos do Reino Unido e do resto da Europa se preparando para uma onda de calotes da parte dos consumidores.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que as dívidas dos consumidores americanos totalizam US$ 1,914 trilhão, sendo que 14% não será recuperado. O FMI prevê que 7% das dívidas de US$ 2,567 trilhões que os consumidores têm na Europa serão perdidos, com grande parte disso ocorrendo no Reino Unido, o país da Europa em que os consumidores contraem mais empréstimos no cartão de crédito.

Nos Estados Unidos, os calotes no cartão de crédito vêm aumentando há meses, com o aumento do desemprego e a mais grave recessão desde a Grande Depressão cobrando seu preço sobre os consumidores sobrecarregados.

Bancos como o Citigroup, Bank of America, JPMorgan Chase e Wells Fargo, e emissoras de cartões de crédito como a American Express vêm tendo prejuízos de bilhões de dólares com seus portfólios de cartões de crédito e alertaram que as perdas vão aumentar.

A taxa de perdas com o cartão de crédito nos EUA superou a taxa de desemprego nos últimos meses - uma ocorrência pouco comum, que torna mais difícil para as emissoras de cartões preverem as perdas futuras.

No Reino Unido, os índices mais recentes da agência de avaliação de crédito Moody's sobre os cartões de crédito mostram que as taxas anualizadas de cancelamento de dívidas que não podem ser pagar cresceu de 6,4% dos empréstimos, em maio de 2008, para 9,37% em maio de 2009. Nos EUA, essa taxa está acima dos 10%. Analistas preveem novos calotes, uma vez que o desemprego vem aumentando no Reino Unido, além das insolvências pessoais, que chegaram a 29.774 no primeiro trimestre.

Fonte: Valor Online

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Governo dos EUA assume o controle de duas das maiores cooperativas de crédito do país

sexta-feira, 20 de março de 2009

Governo americano assume o controle de duas cooperativas de crédito
Juntas, empresas possuem ativos de US$ 61 bilhões. Companhias tiveram perdas com títulos de hipotecas.

As autoridades americanas anunciaram no dia 20/03/09 que colocaram sob a tutela do Estado as cooperativas de crédito US Central e a Wescorp. A National Credit Union Administration (NCUA) entidade que supervisiona o setor nos EUA, afirmou que ambas as instituições tinham "uma concentração inaceitavelmente alta de risco".

Segundo o Relatório da ACI (Aliança Cooperativa Internacional), o Global 300 Cooperative, a US Central é hoje a 18ª maior instituição cooperativa do mundo e a Wescorp é a 23ª. A US Central é uma Central para as Cooperativas de Crédito e a Wescorp é a maior Cooperativa de Crédito dos EUA. A US Central é baseada em Lenexa, Kansas, e a WesCorp é de San Dimas, Califórnia. (leia mais)

Em comunicado, o órgão regulador anunciou que as operações das companhias "vão continuar normalmente" e que não haverá nehum impacto para os 90 milhões de associados das Cooperativas de Crédito do país.

O órgão regulador informou que decidiu assumir as uniões de crédito após finalizar uma análise detalhada e "testes de stress" financeiro nas instituições.

PERDAS
Uma regra dos sistema financeiro americano permite que ele assuma a administração dessa tipo de companhias. Várias das 28 grandes cooperativas de crédito no país tiveram pesadas perdas com o derretimento no valor dos títulos ligados às hipotecas.

Em janeiro, a NCUA injetou US$ 1 bilhão de capital na US central, e também passou a garantir alguns bilhões de dólares em depósitos nas empresas do setor. A US Central tem ativos de US$ 34 bilhões, enquanto a Wescorp, possui US$ 27 bilhões.

Fonte: G1

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Gerenciar riscos cada vez mais e melhor

quarta-feira, 18 de março de 2009

Gerenciar riscos cada vez mais e melhor

Por Adalberto Savioli, Presidente da Acrefi

Diante do cenário macroeconômico mundial, com tantas incertezas, queda de confiança das pessoas, redução da produção, maior volatilidade e, conseqüentemente, mais desemprego, o nível de inadimplência vai subir. Para minimizar esses efeitos indesejáveis, é preciso gerenciar a sinistralidade cada vez melhor, buscando uma análise minuciosa de todas as informações do cliente: financeiras, patrimoniais, suas garantias e sua idoneidade, não se esquecendo de reavaliar todas as ferramentas de recuperação de crédito.

É hora de saber negociar, entender melhor o devedor, suas possibilidades, e buscar a melhor solução da pendência. Saber ceder para receber... Ou seja, em tempos de crise, precisamos reavaliar os conceitos de todo o ciclo de crédito. É justamente nesse ponto que reside o cerne da grande questão: qual seria a melhor calibragem do risco de crédito para manter os negócios andando sem perigo de uma alavancagem ameaçadora?

Precisamos desenvolver o cadastro positivo no País, tirar os temores que ainda envolvem o compartilhamento de dados, buscar, de fato, a qualidade da carteira, o direcionamento correto do crédito, a equalização de forma mais acertada do risco x retorno, aumentar a automatização das decisões de crédito e melhorar a produtividade.

De uma coisa temos ainda mais certeza: o crédito desenvolve a economia e a faz rodar, gerando riquezas e desenvolvimento. Portanto, vamos em frente; afinal, temos um papel importante e decisivo na continuidade do crescimento de nosso país!

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Italia: Banco Cooperativo Popolare pede ajuda ao governo

segunda-feira, 16 de março de 2009

Itália: O Banco Popolare SC (Societa Cooperativa) tem planos de vender US$ 1,84 bilhão em bônus conversíveis para o governo italiano, tornando-se o primeiro banco do país a pedir ajuda do Estado para fortalecer seu capital, enquanto a crise financeira global se agrava. O Banco Popolare disse ao Ministério da Fazenda e ao Banco da Itália (o BC do país) que gostaria de participar do plano de assistência aos bancos do governo, segundo dois comunicados divulgados ontem pela empresa, sediada em Verona.

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Bancos Suíços já rejeitam depósitos por estarem com o excedente de liquidez muito alto

quarta-feira, 11 de março de 2009

Bancos suíços pequenos já rejeitam depósitos

Genebra - Bancos médios e pequenos na Suíça começam a rejeitar depósitos de novos clientes que abandonaram os grandes bancos como UBS e Credit Suisse, em meios aos temores com a dramática crise financeira global.

De um lado, os pequenos poupadores rompem integralmente a relação com o antigo banco, levando depósito, títulos etc. De outro, os clientes milionários estão multiplicando a abertura de contas em diferentes bancos, para diversificar os risco.

O Raiffeisen, um banco cooperativo, o terceiro maior banco da Suíça, registrou fluxo de US$ 1 bilhão por mês de novos clientes, no terceiro trimestre, deflagrando o alerta na instituição, já que nunca tinha recebido tanto dinheiro em pouco tempo.

Clientes milionários se antes tinham duas contas, agora têm até seis em bancos diferentes. Seu poder de barganha é maior, e não enfrentam os problemas sofridos por pequenos poupadores. Bancos estaduais reclamam do afluxo de novos clientes, em alguns casos estimando que o custo de abrir uma conta é maior do que o benefício que poderiam ter.

O banqueiro Ivan Pictet, presidente da fundação Praça Financeira de Genebra, disse que o movimento chegou a tal ponto que esses bancos pequenos e médios passaram a colocar os depósitos no Banco Central (BC).

A questão toda, de fato, é o que fazer com o dinheiro dos novos clientes e remunerá-los. Ninguém quer arriscar em ações nem fundos. Ainda mais que o temor cresce com o anúncio de que os fundos de pensão suíços já perderam cerca de US$ 50 bilhões com a crise.

O Raiffeisen emprestava até 30% de seus depósitos a outros bancos. Mas o mercado interbancário, entre os próprios bancos, continua quase congelado. A solução no momento é depositar no BC, que empresta a outros bancos.

A saída de dinheiro do UBS passou dos 40 bilhões de francos suíços nos últimos tempos. Mas o Credit Suisse informa que recebeu fluxo novo de 13 bilhões de francos dos depositantes.

Fonte: Valor Online

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O que significa recessão ?

domingo, 1 de março de 2009

Stephen Kanitz em seu site "O Brasil que dá certo" fala sobre o conceito de recessão e do cuidado que devemos ter ao utilizar este termo.

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Bancos ficam mais conservadores com a crise

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Os bancos brasileiros ficaram mais conservadores com a crise. Em 2008, as despesas de provisões para créditos de liquidação duvidosa cresceram 43% e somaram R$ 37,6 bilhões. Com isso, o saldo total das provisões fechou o ano em R$ 56 bilhões, expansão de 48%, segundo levantamento da consultoria Austin Rating com base nos balanços dos 20 bancos que já divulgaram resultados até agora e que inclui as maiores instituições do país.
Temendo aumento da inadimplência, os bancos fizeram reforços extras nas provisões, acima até dos padrões mínimos exigidos pelo Banco Central, destaca Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating. O movimento foi mais acentuado no quarto trimestre, antecipando uma piora dos calotes nos primeiros meses de 2009. "A inadimplência já subiu e vai aumentar mais. Os bancos se anteciparam a esse movimento e criaram um colchão de liquidez", diz ele.

O lucro líquido dessas 20 instituições foi de R$ 32,7 bilhões, expansão de 2,9% em relação a 2007. Os ativos do sistema subiram 33% e ultrapassaram a marca de R$ 2,1 trilhões.
O ano de 2008 teve dois momentos distintos para os bancos. Nos três primeiros trimestres, houve forte expansão dos empréstimos e das receitas. No quarto trimestre, após a quebra do Lehman Brothers nos Estados Unidos, as coisas mudaram radicalmente. O crédito diminuiu, as provisões aumentaram e os depósitos caíram, especialmente nos bancos menores. As operações de crédito dos bancos analisados bateram em R$ 878 bilhões em dezembro, alta de 33%, boa parte disso puxado pelos nove primeiros meses do ano. Bancos como o Votorantim e o Banrisul tiveram aumento ainda maior nos empréstimos, com crescimento acima de 42%. As receitas com o crédito também cresceram. Bateram em R$ 120 bilhões, um aumento de 34% frente a 2007.

Já os depósitos tiveram comportamento diferente entre os bancos maiores e os menores. O total do setor cresceu 47,5% e chegou a R$ 823,1 bilhões. Nas maiores instituições como Itaú Unibanco e Bradesco, o aumento superou os 60%. Já nos bancos de menor porte, como BMG, Pine e Daycoval, a queda nos depósitos ficou acima dos 20%.

Ainda com relação aos balanços do ano passado, a rentabilidade patrimonial das 20 instituições avaliadas teve pequena queda em 2008, baixando de 22,9% do ano anterior para 21,2%. As receitas com serviços subiram 7,4% para R$ 48,7 bilhões.

Fonte:
Valor Econômico

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Grandes bancos registram perdas bilionárias devido à crise financeira mundial

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Com a divulgação dos balanços de 2008 grandes bancos mundiais tem apresentado prejuízos bilionários:
  • RBS (Royal Bank of Scotland): o inglês RBS, maior banco do mundo em volume de ativos, teve um prejuízo de US$ 34 bilhões em 2008. (leia mais);
  • Merrill Lynch: prejuízo do banco americado foi de US$ 15,8 bilhões (Leia mais);
  • Seguradora AIG: prejuízo de US$ 61,7 bilhões no último trimestre de 2008 (Leia mais);
  • UBS AG: banco suíço UBS, 6º maior do mundo em volume de ativos, registrou prejuízo de US$ 18 bilhões (Leia mais).

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DZ Bank divulga resultados de 2008

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Alemanha - O DZ Bank (Deutsche Zentral - Genossenschaftsbank) banco cooperativo alemão divulgou em seu site na internet uma prévia de seus resultados do ano de 2008.

Segundo o banco, o agravamento da crise financeira mundial no 4º bimestre de 2008 resultou em um resultado negativo no ano de 2008 no valor de 1 bilhão de euros, tendo impactado as perdas do DZ Bank com exposições no Lehman Brothers (EUR 360 milhões), Icelandic banks (EUR 449 milhões) e sua participação no Natixis (EUR 269 milhões). No 1º semestre de 2008 as sobras acumuladas do DZ Bank haviam sido de EUR 496 milhões e no 1º semestre de 2007 de EUR 1,250 bilhão.

O Cooperativismo de Crédito na Alemanha é organizado através do FinanzVerbund através do BVR - Bundesverband der Deutschen Volksbanken und Raiffeisenbanken que é a Associação Federal dos Bancos Populares) detêm participação de mercado de 20%, possuindo mais de 16 milhões de associados, 30 milhões de clientes e ativos totais de EUR 995 bilhões, dos quais EUR 431 são administrados pelo DZ Bank, que é o 6º maior banco da Alemanha. O DZ Bank possui carteira de crédito de EUR 180 bilhões.

Conheça mais sobre os dados do DZ Bank Group no clicando aqui.

Leia neste site mais notícias sobre o DZ Bank.
Clique sobre a imagem abaixo para ver a imagem em maior resolução.

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Crise Financeira - O que fazer quando as taxas de juros não podem mais ser reduzidas

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

14/02/09 - Alguns Bancos Centrais de países integrantes do G7 (grupo dos 7 países mais industrializados do mundo) já estudam alternativas para reativar a economia de seu país levando em conta que já não tem mais como baixar suas taxas de juros que já estão próximas de zero.

A alternativa estudada é a impressão de moeda e para colocá-la em circulação os bancos comprariam ativos, aumentando a oferta de moeda e, desse modo, estimulando a demanda na economia. Esta medida é chamada de "quantitative easing" e foi adotada pelo Japão no início desta década para conter a deflação.

Leia a matéria completa do G1.

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Bancos já assumem perda de US$ 1 trilhão no mundo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Clique sobre o título para ler a reportagem.

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A Crise segundo Albert Einstein

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A crise segundo "Einstein"

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribue à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"

Albert Einstein

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Economistas preveem recessão para o Brasil

sábado, 10 de janeiro de 2009

Nakano e Bresser vêem recessão no país e pedem corte do juro

13/01/09 - O Brasil já está em recessão, disseram ontem os economistas Yoshiaki Nakano e Luiz Carlos Bresser Pereira, defendendo cortes agressivos dos juros para enfrentar o impacto da crise global sobre o país. Para os dois professores da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a alta do dólar não vai causar pressões inflacionárias relevantes, devido ao enfraquecimento da demanda e à queda dos preços das commodities. Críticos ferrenhos da política monetária, ambos destacaram que o momento pede reduções significativas da taxa Selic - Bresser propõe cortes de 1 ponto percentual a cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Nakano: Brasil deveria esgotar política monetária antes de usar política fiscal

Diretor da EESP-FGV, Nakano disse que, além de uma redução agressiva dos juros, é necessário eliminar "algumas anomalias" que persistem na economia brasileira. Ele citou o elevado nível dos depósitos compulsórios (o dinheiro que os bancos devem deixar no Banco Central), mesmo depois das reduções efetuadas pela autoridade monetária nos últimos meses. "Diminuir o compulsório aumentaria a oferta de crédito", afirmou Nakano, destacando, porém, que os bancos só vão emprestar os recursos se os juros básicos estiverem mais baixos. Os bancos relutam em conceder crédito "por um motivo muito simples", segundo ele: "É possível comprar um título do governo, com risco zero, que paga 13,75% ao ano."

Para combater a crise, Nakano disse que o país deveria primeiro "esgotar a política monetária, para eventualmente depois recorrer à política fiscal" - o inverso do que o Brasil tem feito. "Há uma enorme folga da política monetária, basta ver o diferencial entre os juros no Brasil e no exterior", afirmou Nakano, para quem a abrupta virada da atividade econômica no quarto trimestre configura uma recessão. Em outubro e novembro, a produção industrial caiu 7,9%.

Para Bresser, o país deve "aproveitar a oportunidade para sair dessa armadilha que é a taxa de juros alta e a taxa de câmbio baixa". O ex-ministro considera importante, aliás, que o dólar fique num nível mais elevado, de preferência na casa de R$ 2,50 a R$ 2,70, para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

Fonte: Valor OnLine

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FED reduz juros para 0,25%aa

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

BC dos EUA reduz taxa de juros para menor nível histórico

Com a decisão, taxa do país passa a ficar entre zero e 0,25% ao ano.
Fed sinalizou que deve manter níveis 'excepcionalmente baixos'. Antes desse corte de no mínimo 0,75 ponto, a taxa do país era de 1% ao ano
O Fed disse "irá empregar todas as ferramentas disponíveis" para promover a volta do crescimento econômico, mantendo a estabilidade dos preços.

Fonte: G1
Veja as taxas de juros em vários países e regiões do mundo (Foto: Editoria de Arte/G1)

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PIB deve crescer apenas 0,5% em 2009

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Crescimento - A economia brasileira pode crescer apenas 0,5% no próximo ano, de acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). Em um cenário otimista, o crescimento brasileiro seria de 3% em 2009.

As informações são da BBC Brasil. O cenário pessimista traçado pela ONU prevê a manutenção da turbulência nos mercados financeiros mundiais e um declínio ainda maior na concessão de empréstimos nos países desenvolvidos, além de uma crise de confiança prolongada na economia global. As previsões do relatório para a economia mundial têm como base dois cenários econômicos. No cenário básico, pessimista, os mercados financeiros voltam ao normal no prazo de até nove meses e os países desenvolvidos anunciam novos pacotes de estímulo à economia.

(Fonte: Agência Brasil)

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Reunião Ministerial de 24/11/08

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Clique no link para ter acesso à apresentação do Ministro Guido Mantega utilizada na reunião ministerial ocorrida no dia 24/11/08 abordando os "Crise Financeira - Impactos sobre o Brasil e resposta do Governo".

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A crise financeira já se faz sentir na economia brasileira

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A crise financeira internacional já se faz sentir na economia brasileira. Praticamente 9 em cada 10 empresas consultadas pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmaram que seus negócios foram afetados pela crise. Os efeitos da crise não se limitam a problemas na disponibilidade e no custo do financiamento. O principal problema enfrentado pelas empresas é a redução na demanda. Mais da metade das empresas consultadas estão revendo suas projeções de vendas para 2009 e mais de dois terços afirmam que seus planos de investimentos foram afetados.

Parcela considerável dos investimentos planejados foi adiada, enquanto em outros casos o montante investido será menor que o inicialmente previsto.
As medidas do Governo para melhorar as condições de financiamento já apresenta resultados, ainda que moderadamente, para a maioria dos empresários consultados. Não obstante, os empresários encontram-se divididos ao avaliar a duração da crise. Praticamente metade espera que a crise esteja superada até o fim de 2009, mas 40% acredita que isso não irá ocorrer antes de 2010.

A consulta foi realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), integralmente por meio eletrônico, entre os dias 6 e 14 de novembro. 385 empresas responderam à consulta. Dessas, 18% são empresas de grande porte, 34% de médio porte e 48% são pequenas empresas. A amostra abrangeu 25 estados brasileiros e 31 setores industriais.

Veja o documento completo.

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Concessão de Crédito cai em Out/08

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Concessão de crédito tem queda de 7,3% em outubro, diz BC

Mesmo assim, volume do crédito ultrapassa 40% do PIB e bate recorde.
Dados de novembro já mostram recuperação das concessões, diz BC.


A concessão de novas linhas de crédito para empresas e pessoas físicas teve queda, pela média diária, de 7,3% em outubro deste ano, segundo revelou nesta terça-feira (25) o Banco Central.

Em agosto e setembro deste ano, respectivamente, as concessões de novos empréstimos tiveram aumentos de 3,5% e 4,9% por este conceito.

EMPRESAS E PESSOAS FÍSICAS

Para empresas, a contração do crédito, pela média diária, foi de 7,1% em outubro, sendo que as linhas de capital de giro tiveram um recuo de 13,8% nas concessões e, no caso do financiamento às exportações, a queda foi de 11,8% no mês passado.

No cartão de crédito para pessoa física, os novos empréstimos caíram 4,8% em outubro e, para a compra de veículos, despencaram 39,9. No caso do cheque especial, os novos empréstimos tiveram aumento de 1% no mês passado.

VOLUME TOTAL AO CRÉDITO

Mesmo com o recuo na concessão de novas linhas de crédito, o volume total ofertado pelo sistema financeiro para as empresas e pessoas físicas continuou crescendo em outubro. No mês passado, o aumento foi de 2,9%, para R$ 1,18 trilhão.

Com o crescimento do mês passado, apesar da queda dos novos empréstimos, o volume total de crédito do sistema financeiro ultrapassou a marca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) - novo recorde histórico. O BC já esperava que esta marca fosse ultrapassada até o fim deste ano.

Apesar do aumento esperado no crédito, o volume ofertado pelos bancos, na proporção com o PIB, ainda estará abaixo de outros países, como Chile, México e Estados Unidos, que têm um volume de crédito bancário superior a 60% do PIB.

RECUPERAÇÃO EM NOVEMBRO

"Houve uma retração muito forte por crédito no início de outubro. Mas, ao longo do mês, o que se observou é que o crédito voltou e mostra sinais de recuperação. Após um período de estagnação, tivemos recomposição bastante forte", avaliou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

Segundo ele, os dados parciais de novembro mostram que as novas concessões crescem de forma "bastante razoável", disse Altamir Lopes. Acrescentou, porém, que as novas concessões ainda não atingiram o patamar pré-crise financeira, mas disse que já está "próximo disso".

"As instituições financeiras se mostram mais conservadoras, tanto que os juros estão mais elevados. As instituições financeiras concederam menos crédito, mas o volume continua crescendo", concluiu.

Fonte: G1

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Os Benefícios da Maturidade Econômica

Os Benefícios da Maturidade Econômica

As notícias sobre a crise financeira internacional tomaram conta dos noticiários nos últimos meses, diante da gravidade da situação econômica nos países desenvolvidos, que chega a ser comparada, com as devidas ressalvas, com a grande depressão de 1929. Bolsas de Valores despencaram, indicadores de confiança passaram a retratar um momento de preocupação, empresas passaram e enfrentar dificuldades e pacotes trilhonários de socorro foram montados às pressas - visando mitigar os efeitos perversos de uma das maiores crises financeiras da história.

Paralelamente a este processo, o ano de 2008 vinha sendo marcado para o Brasil pelo forte ritmo de expansão da atividade, empregos em elevação e elevada credibilidade internacional - que culminou na obtenção do grau de investimento em meio à crise. Esses fatores evidenciavam um dos maiores ciclos de crescimento da economia brasileira das últimas décadas, derivado da responsabilidade na gestão macroeconômica, do aumento da internacionalização das empresas e manutenção do tripé baseado no sistema de metas para a inflação, câmbio flutuante e metas fiscais.

Contudo, a crise internacional mudou de patamar a partir de setembro, tornando impossível manter até mesmo o discurso de descolamento da nossa economia dos acontecimentos externos. Nesse ambiente, a grande questão não é saber se seremos ou não afetados pela crise, mas sim identificar o tamanho e a duração dos impactos negativos sobre a nossa economia. Até o momento, poucos indicadores apresentam sinais de retração, o que poderia manter o otimismo e a tese do descolamento. Contudo, existem fortes evidências de que empresas estão revendo projetos e orçamentos para o próximo ano, diante da piora das condições de financiamento externo e das incertezas que pairam sobre os rumos da economia. Assim, embora seja, neste momento, difícil precisar o tamanho da desaceleração da economia brasileira, é forçoso reconhecer que o quarto trimestre deste ano já mostrará que o ritmo da atividade interna sofreu alteração significativa.

Por outro lado, nunca é demais lembrar que nas crises internacionais da década de 1990, originadas em países em desenvolvimento e de proporções bem menores que a atual, a economia brasileira acabava entrando em recessão no ano seguinte, o que não deve se repetir. Para 2009, enquanto o cenário para os países desenvolvidos indica um ambiente recessivo, para o Brasil – e diversos outros países emergentes – a expectativa é de uma acomodação do crescimento. Após expansão da economia superior a 5% no biênio 2007-08, projeta-se uma taxa de crescimento de 2,5% para o Brasil em 2009. Portanto, pode-se concluir que as informações disponíveis até o momento indicam que os efeitos deletérios advindos do exterior mudarão, de fato, o patamar de crescimento no Brasil neste e no próximo ano, contudo, sem a necessidade de pacotes mágicos, incapazes de evitar oscilações abruptas na renda e no emprego. Este é o resultado direto da maturidade macroeconômica atingida.

Por Paulo Chananeco F. de Barcellos Neto - Diretor Adj. de Economia e Riscos de Mercado – Banco Cooperativo SICREDI

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FGV divulga suas expectativas para o Brasil

Brasil pode ter recessão com restrição de capital, diz FGV
Pesquisa mostra que a AL entrou em fase recessiva e o Brasil experimenta um declínio do ciclo econômico

RIO - A restrição de capital foi um dos problemas apontados por analistas da América Latina que podem conduzir o Brasil a um cenário de recessão.

"No entanto, a piora nos índices de expectativas para o Brasil sugere que é preciso que as medidas recentes de aumento do crédito comecem a fazer efeito para enfrentar um dos problemas privilegiados pelos especialistas - a restrição de capital - e, assim evitar a fase recessiva", informaram as entidades, em comunicado.

Entre outros problemas para a economia da América Latina em geral, citados por 131 especialistas de 15 países, foram lembrados, principalmente, obstáculos como inflação; insuficiência de demanda; e falta de confiança nas políticas do governo. Na sondagem, a inflação aparece em primeiro lugar como o problema mais lembrado por especialistas, ao citar obstáculos para o crescimento econômico da América Latina.

Declínio da América Latina
Em comunicado, as instituições informam que o ICE (Índice de Clima Econômico) da América Latina está em declínio desde outubro de 2007. Entretanto, as organizações afirmam que, entre as sondagens de julho e outubro de 2008, o ICE "registrou a sua maior queda". Em comunicado, as entidades informam que, "na série histórica iniciada em outubro de 1997, o índice está próximo ao valor mais baixo já registrado - 3,3 pontos, em outubro de 1998".

Ainda na análise das instituições, com estes resultados, o ICE da América Latina, que vinha se mantendo superior à média mundial desde outubro de 2007, igualou-se ao ICE global. "A piora no clima econômico tendeu, portanto, a se espalhar nas economias, levando a um cenário que pode ser descrito como de tendência recessiva global", informaram as entidades, em comunicado.

A Sondagem Econômica da América Latina serve ao monitoramento e antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países. A pesquisa é aplicada com a mesma metodologia - simultaneamente - em todos os países da região. Em outubro, foram consultados 131 especialistas em 15 países.

Fonte: Leia a matéria completa no Estadão

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Crise Mundial na America Latina

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

BID alerta para forte recessão na América Latina em 2009

Segundo reportagem no G1, para Santiago Levy, mercado de trabalho 'ficará praticamente parado'.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) prevê uma forte recessão na América Latina em 2009, com quedas nas arrecadações e aumento do desemprego. Frente a esse cenário a instituição destinará US$ 6 bilhões para financiar os setores produtivos.

"A América Latina enfrentará uma crise muito distinta das do passado (...). Enfrentamos um período de estancamento no crescimento global, pelo menos em todo o ano de 2009 e possivelmente no primeiro trimestre de 2010", explicou Santiago Levy, vice-presidente do BID, em uma reunião em Santo Domingo.

Segundo Levy, neste período o mercado de trabalho "ficará praticamente parado", com o conseqüente aumento do mercado informal.

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Real lidera perdas frente ao dólar

domingo, 23 de novembro de 2008

Entre as principais moedas, real lidera perdas frente ao dólar.

Em seis meses, dólar teve alta superior a 37% frente à moeda nacional. Busca de segurança faz dólar se valorizar com crise, dizem analistas.

Clique no título acima e leia a matéria completa do G1.

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Como o mundo reage à crise

sábado, 22 de novembro de 2008

Conheça as medidas adotadas pelos países atingidos pela turbulência econômica.

Clique sobre o título acima e veja a matéria do Estadão.

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Crise nos EUA pode durar até uma década

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Crise nos EUA pode durar até uma década

RIO - Dois prêmios Nobel de Economia, Daniel McFaden e Michael Spence, manifestaram pessimismo sobre a capacidade de recuperação da economia americana e global, indicando que as conseqüências da atual crise podem perdurar por uma década. Os economistas participaram do primeiro dia do congresso da sessão latino-americana da Sociedade Econométrica Internacional e da Associação Econômica Latino-americana e Caribenha, no Instituto de Matemática, no Rio. O encontro é organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para McFaden, os EUA podem, na pior das hipóteses, crescer regularmente abaixo da média histórica por até dez anos, com níveis altos de desemprego. Ele notou que não há sinais de que possam voltar a funcionar tão cedo os motores do crescimento, o investimento e o consumo. Já Spence acha possível que EUA e Europa encarem de dois a três anos de recessão. Ele disse que o processo de desalavancagem (redução de dívidas) é demorado. Em relação ao mundo emergente, afirmou que a desaceleração são favas contadas, mas ainda há dúvidas se haverá recessão. Frisou que, para um país de rápido crescimento, como a Índia, cair de um ritmo de 9% para 4% dará a sensação de recessão.

McFaden demonstrou mais otimismo em relação aos países em desenvolvimento, especialmente os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Para ele, essas nações vão liderar a retomada da economia global. “Os países em desenvolvimento têm apresentado taxa de expansão maior que o resto do mundo e podem continuar apresentando crescimento mesmo durante a fase de recessão internacional”, disse. Apesar do pessimismo, Spence e McFaden têm esperança de que as medidas de estímulo monetário e fiscal dos EUA e outros países ricos dêem certo e abreviem o período difícil da economia global. Para McFaden, o governo americano deve intervir “maciça e decisivamente”, capitalizando instituições financeiras, facilitando o crédito e baixando impostos. Spence defendeu que o governo dos EUA conceda hipotecas subsidiadas diretamente para os mutuários em dificuldades. Eles poderiam trocar os contratos que não conseguem honrar pelas novas hipotecas com condições facilitadas.

Fonte: Estadão

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Bancos Públicos são a solução ?

Histórico de socorro aos bancos públicos gera preocupações

O que era maldição virou virtude? A crise financeira internacional colocou em relevo o papel dos bancos públicos como instituições que podem ser usadas para suprir o mercado de crédito no momento em que os bancos privados se recolhem.

Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central: "A questão merece um olhar mais completo de custos e benefícios" O movimento do Banco do Brasil, que ontem anunciou a compra da Nossa Caixa, e está na corrida para reassumir a liderança perdida com a fusão entre Unibanco e Itaú, porém, traz preocupações legítimas.

A história dos bancos públicos no Brasil é condenável. As instituições estaduais foram usadas com avidez nos anos 80, como instrumento político dos governadores - verdadeiros emissores de moeda - e quase todas quebraram, tendo que trocar de mãos. O Banco do Brasil, peça chave no financiamento das políticas públicas naquela década, teve que ser capitalizado nos anos 90 por ter chegado a uma situação de deficiência patrimonial. O Tesouro Nacional, acionista majoritário do banco, aportou R$ 8 bilhões no Banco do Brasil para cobrir as práticas pouco recomendáveis de então. Na ocasião, aquele valor correspondia a US$ 8 bilhões. Em 2001, num programa de reestruturação dos bancos públicos, o Tesouro Nacional fez uma grande troca de ativos do Banco do Brasil, sobretudo os papéis que o banco verdade assumiu papéis de pouca valia que o banco teve que assumir da dívida externa brasileira, e de lá para cá mudou bastante a governança da instituição.

Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central (autoridade responsável pela supervisão e fiscalização dos bancos no país), não achava que era maldição nem enxerga hoje como uma virtude a existência de bancos públicos fortes. "Eu não iria tão longe. A questão merece um olhar mais completo de custos e benefícios", disse ao Valor. "Pode ser útil, em certas circunstâncias, e não é fácil definir quais, mas sempre há risco". Ou seja, "no mundo real, os mercados falham, mas os governos também falham", lembra ele. Os riscos dos bancos públicos vão desde a adoção de práticas no mercado de crédito que gerem desequilíbrios macroeconômicos a, no exemplo brasileiro, de mal uso político dessas instituições. Para evitar a repetição de problemas dessa natureza, é importantíssimo, indica Armínio, dar toda a transparência às operações. Se os bancos públicos vão suprir a oferta de crédito dadas as restrições do crédito privado, merece uma análise cuidadosa saber porque os bancos privados não estão emprestando, salienta Armínio. Assim como deve haver explicação para o fato de, obedecendo estritamente as regras de mercado, nenhum banco privado ter aparecido para comprar a Nossa Caixa.

Nos Estados Unidos e União Européia, onde não há casas bancárias do Estado, os tesouros saíram a campo para capitalizar os bancos em dificuldades no auge da crise, num modelo que se pressupõe temporário, para evitar risco sistêmico. Mas não é claro que, no geral e como processo de mais longo prazo, expandir o alcance do Estado sobre o sistema financeiro seja a melhor saída e sob que condições isso deveria ser feito. O vice-presidente de Finanças do Banco do Brasil, Aldo Mendes, acredita que não há mais ambiente e as regras de boa governança já implantadas no BB não mais permitiriam que influências políticas levem o banco a conduzir mal seus negócios.

A crise financeira e seus reflexos no sistema bancário nacional mostraram, disse ele, que não é a origem do capital, se estatal ou privado, mas a "higidez" do banco que está fazendo a diferença nesse momento. Mudanças radicais foram feitas no BB nos últimos anos e "esse é um processo que não tem mais volta". O Banco do Brasil, que antes era apenas uma variável na grande equação da gestão das finanças públicas no país (nos tempos da conta movimento e do orçamento monetário), hoje, afirma o vice-presidente, é uma instituição mais blindada, que está no novo mercado e deve satisfações aos seus acionistas. Em 2000 o BB comprometia 99% da sua receita operacional com custeio da máquina. Hoje esse percentual caiu para 45%, o que significa que a instituição está no padrão de eficiência do mercado e deve resultado aos acionistas, que em dois anos praticamente triplicaram, passando de 7% para 21% do capital.

O acerto com a Nossa Caixa vai dar ao BB duas enormes vantagens, indica Aldo Mendes: o banco passará a ser o primeiro em número de agências (1324) no estado de São Paulo, onde até agora é o quarto (com 772 agências), seguido do Itaú-Unibanco, com 1240 agências, 1204 do Santander e 1168 do Bradesco, ganhando musculatura no maior estado do país; e compra uma instituição com enorme liquidez, o que hoje está valendo ouro no mercado financeiro. A Nossa Caixa tem ativos de R$ 53 bilhões e uma carteira de crédito de apenas R$ 11 bilhões. A base de depósitos do banco paulista ("core deposit") é de depósitos judiciais, a vista e poupança, que não são suscetíveis a corrida em momentos de crise. Ou seja, o vice-presidente diz que "no limiar, o BB vai pagar a compra com a liquidez". Aldo Mendes avalia que o negócio estará fechado mesmo até março, se tudo correr bem, pois a operação terá que ser aprovada pela Assembléia Legislativa de São Paulo, pelas assembléias dos dois bancos e pelo Banco Central. "Esse é um cronograma ambicioso", concluiu.

Fonte: Valor Econômico – São Paulo

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Por que a deflação é preocupante ?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Entenda por que analistas julgam preocupante a deflação nos EUA. Queda de preços sinaliza economia cada vez mais fraca. Para analistas, desaceleração favorece queda de juros no Brasil.

Em tempos de crise econômica, queda nos preços como a deflação de 1% que foi divulgada nesta quarta-feira (19/11/08) nos Estados Unidos é má notícia para a economia global, segundo analistas.

Diferentemente da realidade recente do Brasil, que tem lutado há anos para garantir e manter o controle da inflação, no cenário global atual é a deflação, o "dragão" que mais assusta o mercado financeiro. Isso acontece porque preços em queda refletem uma atividade econômica fraca: menos gente comprando, menos empresas produzindo, menos dinheiro circulando, exportações menores e, conseqüentemente, preços cada vez menores. Tal ciclo é explicado pela lei econômica da oferta e da procura: quando menos pessoas demandam, o preço cai. "A deflação é um sintoma de que as coisas não estão indo bem. E os preços caindo estimulam cada vez menos a produção, e corre-se o risco de cair numa espiral”, explica o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto.

O temido ciclo de atividade fraca e preços cada vez mais baixos é familiar: foi o que ocorreu na época da depressão de 1929, a maior crise da história econômica mundial. “A deflação assusta porque a crise de 29 foi gerada por esse processo de deflação. Você tinha uma oferta muito grande, as empresas haviam investido demais e se teve uma retração do consumo por questões de queda de renda”, afirma o economista Miguel Daoud. Segundo ele, um ciclo de deflação é “muito pior” do que o de inflação porque é mais difícil de combater e controlar.

“Contra a inflação, você tem remédios, como os juros. Agora nesse cenário, não tem muito para onde cair (os juros). O juro real já está negativo”, diz, referindo-se à taxa de juros dos Estados Unidos, atualmente em 1% ao ano.
“Eu acho a deflação horrorosa, porque significa que vai ter queda de emprego, de renda, você vai ter que gerar novas fontes de riqueza para sair da deflação.”

E o Brasil?
O desaquecimento econômico sinalizado pelos números de inflação dos EUA afeta o Brasil de algumas formas.

Para Daoud, um ponto positivo para a economia brasileira é que a desaceleração econômica global – e uma pressão de consumo menor – tende a chegar ao Brasil e abrir espaço para se baixar juros, sem risco de se perder o controle da inflação.

Outra relação com a economia brasileira diz respeito aos preços das commodities, que caem quando a demanda recua. O país é um grande exportador de commodities, como grãos e minérios, fonte de muitos ganhos nos últimos anos, tanto pelas vendas diretas quanto pelo desempenho das empresas do setor na Bovespa. “[Isso] sinaliza que o Brasil, que se beneficiou muito da alta das commodities nos últimos anos, pode agora pagar o preço”, diz Silvio Campos Neto, que destaca também os efeitos sobre o câmbio. “Entrando menos dólares no Brasil, ele [o dólar] tende a subir mais”, diz. Na avaliação de Daoud, um dos aspectos mais preocupantes é o desempenho da balança comercial, muito sensível aos preços das commodities, e o impacto que a balança poderá ter sobre as contas externas do Brasil.

“Se tivermos um déficit em conta-corrente, teremos uma necessidade maior de financiamento externo em um momento de crise, em que os custos estão mais altos”, afirma.

Fonte: G1

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ACI - Carta Aberta aos governos do G8

domingo, 16 de novembro de 2008

Carta Aberta aos governos do G8

Correspondência enviada pela ACI (Aliança Cooperativa Internacional)

"Os habitantes do mundo observaram com surpresa e incredulidade como algumas estruturas financeiras mundiais se viram afetadas pelo pânico e como, em conseqüência, alguns bastiões no campo dos investimentos e da rede bancária entraram em colapso e desapareceram. Também se assombraram com o fato de que líderes políticos mundiais se viram forçados a comprometer grandes quantidades de dinheiro dos contribuintes, num esforço para fortalecer e estabilizar os bancos e os mercados de valores, os quais foram sacudidos até as suas raízes pela avidez corporativa e a má gestão gerencial com fins lucrativos. Agora sentem temor pelos efeitos de tudo isto na economia real.

Ao mesmo tempo estes mesmos cidadãos e cidadãs sabem que há um modelo empresarial alternativo e seguro, estável e de propriedade e controle sustentável por parte de 800 milhões de pessoas ao redor do mundo. É um modelo fiel aos seus valores e princípios globais de auto-ajuda, sustentabilidade, propriedade e controle da comunidade, participação democrática, justiça e transparência. É um modelo empresarial que não está à mercê dos mercados de valores porque em seu campo de atuação depende dos fundos aportados por seus membros e não está sujeito à manipulação e avidez dos executivos, já que é controlado por e para as pessoas em âmbito local. É uma empresa onde os excedentes não são simplesmente distribuídos a seus sócios proprietários, mas, sim, devolvidos a aqueles que realizam transações com a empresa; portanto, mantém as riquezas geradas pelos negócios locais, nas comunidades locais, para o bem das famílias, da comunidade e o meio ambiente.

Este é o setor cooperativo da economia mundial, que emprega 100 milhões de pessoas ao redor do mundo. Não é casualidade que as economias com mais êxito e estáveis geralmente tenham, também, as economias com maior participação cooperativa no mundo. Tampouco é coincidência que aquelas empresas cooperativas que permaneceram fiéis aos valores e princípios cooperativos, sejam as mesmas empresas que nestas recentes semanas tenham se beneficiado da migração de depósitos e contas bancárias das empresas de inversão e de bancos que entraram em colapso ou que fracassaram. Sem dúvida alguma, trata-se de um reconhecimento da contínua confiança com que o público em geral brinda as empresas cooperativas. Sabemos que a cooperativa é um tipo diferente de empresa, norteada por valores e com uma ética diferente. Quando os líderes políticos mundiais planejam sua reunião para examinar se as instituições que governam o sistema financeiro e bancário estão capacitadas para este propósito, nós, os privilegiados por representar a economia cooperativa mundial, fazemos um chamado a nossos líderes políticos para:

  • 1. Utilizar a combinação de suas forças políticas e financeiras para colocar a mesma energia e motivação na proteção dos habitantes do mundo contra os piores efeitos da recessão mundial. Recessão que agora enfrentamos como resultado da má administração corporativa do modelo de empresa manejado pelos interesses dos investidores;
  • 2. Assegurar que na luta contra a recessão e em qualquer reforma das estruturas financeiras mundiais, tal como um novo sistema regulador, se dedique especial atenção à estabilidade e segurança da economia cooperativa mundial e de seu valor para os milhões de indivíduos e famílias que são apoiados e todos os rincões do mundo, bem como outorgar a este modelo empresarial o reconhecimento e o apoio político que sua contribuição para a economia mundial exige;
  • 3. Assegurar a igualdade de condições entre os países e os modelos bancários e levar em conta a diversidade dos sistemas bancários nas futuras regulamentações.

A Aliança Cooperativa Internacional está disposta a contribuir com sua específica idoneidade a serviço do G8 para resolver estes temas".

Ivano Barberini - Presidente

Stanley Muchiri Li Chunsheng - Vice-presidente de África Vice-presidente de Asia-Pacífico

Carlos Palacino Dame Pauline Green - Vice-presidente de las Américas Vice-presidente de Europa

Sobre a ACI - A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) une as cooperativas em todo o mundo. É a custódia dos valores e princípios cooperativos e defende seu peculiar modelo empresarial baseado em valores que também proporciona aos indivíduos e às comunidades um instrumento de auto-ajuda e influência sobre o seu próprio desenvolvimento. A ACI advoga pelos interesses e pelo êxito das cooperativas, difunde as melhores práticas e o conhecimento, fortalece seu desenvolvimento organizacional e supervisiona seu desempenho e seu progresso no tempo.

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Muhammad Yunus fala sobre a crise mundial

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Para o Prêmio Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, a solução para evitar que crises semelhantes à atual se repitam não é a intervenção governamental, mas a construção de soluções de mercado, como um mecanismo que permita uma caçada às bolhas em qualquer lugar do mundo.

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Taxas de Juros - Banco Central Americano e Chinês reduzem as taxas de juros

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

29/10/08 - O Banco Central Americado (Federal Reserve) reduziu sua taxa de juros de 1,5% ao ano para 1% ao ano. De acordo com o comunicado divulgado pelo Fed, o ritmo da economia americana se desacelerou de forma marcante, principalmente por conta de uma "redução dos gastos dos consumidores". Fonte: G1

Também o Banco Central da China cortou a taxa de juros pela 3ª vez nas últimas 6 semanas. A redução foi de 0,27% e os custos dos empréstimos bancários de um ano vão cair para 6,66%, ante 6,93%, enquanto a taxa básica de juro dos depósitos de um ano caiu para 3,60%, ante 3,87 por cento, informou o Banco Popular da China. Fonte: G1

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Aprovada MP que socorre bancos brasileiros

terça-feira, 28 de outubro de 2008

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Cooperativas Francesas podem fazer fusão (Natixis)

domingo, 26 de outubro de 2008

Out/08 - As negociações com vista à fusão do banco cooperativo francês Caisse d'Epargne com o grupo Banques Populaires receberam ‘luz verde’ do presidente francês Nicolas Sarkozy.

Os grupos mutualistas franceses têm como principal objetivo aproximar os seus órgãos centrais, para conseguir responder aos novos cenários criados pela atual crise financeira no sector bancário europeu.

A combinação dos dois bancos cooperativos vai dar origem a um gigante francês dispondo de uma rede com mais de 8 mil agências e 95 mil funcionários, com um total de 33 milhões de clientes.

A eventual fusão já tinha sido evocada anteriormente, em particular desde a criação a Natixis, a sua filial comum para a banca de investimento. O Natixis é atualmente o 2º maior banco francês.

Em 2007, as receitas da Caisse d'Epargne totalizaram os 9,8 bilhões de euros e o seu lucro foi de 1,4 bilhões, enquanto que o Banque Populaire, 5º maior banco francês registrou um faturamento de 5,83 bilhões de euros e lucro de 1,34 bilhões.

O anúncio guarda relação direta com o anúncio feito pela Caisse d'Epargne na última semana dando conta de um prejuízo de 600 milhões de euros com derivativos de ações depois que alguns de seus corretores fizeram operações acima do nível de risco permitido.
Em ago/08 o Natixis também já havia anunciado um prejuízo de 1,02 bilhões de euros.

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França concede empréstimos para socorrer sete bancos

24/10/08 - A Sociedade de Financiamento da Economia (SFEF), que apóia o setor bancário francês, acertou nesta sexta-feira seus primeiros empréstimos, a sete bancos, totalizando 5 bilhões de euros, anunciou o ministério da Economia.

Estes empréstimos, concedidos por um período máximo de cinco anos, devem permitir aos bancos "desenvolver o crédito às famílias, aos profissionais, às pequenas e médias empresas e às coletividades locais", destaca o ministério em um comunicado.

A SFEF não revelou quais os sete bancos beneficiados, mas uma fonte ligada à instituição citou BNP Paribas, Banques Populaires, Caisse d'Epargne, Crédit Agricole, Crédit Mutuel, HSBC e Societé Générale.

Fonte: A Tarde

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Bancos: Compras de Carteiras de Crédito

26/10/08 - Amparados pelo apoio manifestado pelo BACEN algumas instituições financeiras brasileiras adquiriram nos últimos dias carteiras de crédito de instituições menores.

Segundo o Portal Exame o Itaú comprou 5 carteiras de crédito consignado nesta última semana. Segundo o G1 também o Bradesco e o Unibanco compraram carteiras de crédito consignado e de veículos. Aparentemente o mais ousado até o momento é o Santander que divulgou até o momento a compra de 10 carteiras de bancos menores e está em processo de adquirir mais 6. Anteriormente, apenas o Banco do Brasil havia anunciado a compra de carteiras.

As compras ocorreram após o Banco Central ter anunciado, em 25/09/08, o desconto no recolhimento de compulsório sobre depósitos a prazo para os bancos que comprarem carteiras de outras instituições.

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Islândia à beira da falência

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Bolsa da Islândia reabre após ficar fechada 3 dias e desaba 76%.

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Crise de confiança

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A crise financeira mundial ingressou em uma fase em que os ativos perdem valor por causa das dúvidas dos investidores em relação às medidas já adotadas pelos organismos internacionais. É uma crise de confiança.

Os credores deixaram de acreditar nas instituições e não querem abrir mão de suas economias, muitas vezes obtidas com trabalho duro, anos de vida e árduo planejamento, para financiar dívidas contraídas por irresponsabilidade ou ineficácia administrativa.
Só é credor quem gasta menos do que recebe, e, portanto, não tem sentido repassar essas sobras a quem faz justamente o inverso. E como confiar em um sistema que há três semanas enfrenta turbulências sem mostrar efetivamente uma alternativa capaz de, pelo menos, estancar a fuga de capitais.

Bancos centrais de vários países, entre os quais o Fed, a autoridade monetária dos EUA, anunciaram liberação de bilhões de dólares.

A falta de confiança também se traduz no Brasil. O Banco Central ofereceu mais de US$ 3 bilhões, mas cerca de um terço não teve comprador. Mesmo assim, a cotação do dólar dispara. Ou seja, em vez de aceitar as propostas, as tesourarias dos bancos preferem comprar pouco, porque desconfiam que possam estar pagando mais do que vale.

Quer dizer: há desconfiança quanto à capacidade de pagamento pelo devedor ou há dúvidas se o preço cobrado pelo fornecedor está de bom tamanho. Fica difícil empenhar palavras se não há quem segure as rédeas da crise.
Fonte: Zero Hora

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Senado dos EUA aprova pacote de US$ 700 bilhões

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

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