A maior Cooperativa de Credito dos EUA

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Nos EUA está situada a Navy Federal Credit Union, cooperativa que intitula-se como a maior Cooperativa de Crédito do Mundo (não englobando-se portanto os Bancos Cooperativos), atendendo à mais de 3,2 milhões de associados, em sua grande parte oficiais da Marinha dos EUA.

A Cooperativa foi constituída em 1933 administra mais de US$ 39 bilhões em ativos em 150 filiais. Possui ainda 40.000 caixas automáticos e mais de 7.500 funcionários em todo o mundo.

Fonte: http://www.navyfcu.org/about/index.html

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Governo dos EUA assume o controle de duas das maiores cooperativas de crédito do país

sexta-feira, 20 de março de 2009

Governo americano assume o controle de duas cooperativas de crédito
Juntas, empresas possuem ativos de US$ 61 bilhões. Companhias tiveram perdas com títulos de hipotecas.

As autoridades americanas anunciaram no dia 20/03/09 que colocaram sob a tutela do Estado as cooperativas de crédito US Central e a Wescorp. A National Credit Union Administration (NCUA) entidade que supervisiona o setor nos EUA, afirmou que ambas as instituições tinham "uma concentração inaceitavelmente alta de risco".

Segundo o Relatório da ACI (Aliança Cooperativa Internacional), o Global 300 Cooperative, a US Central é hoje a 18ª maior instituição cooperativa do mundo e a Wescorp é a 23ª. A US Central é uma Central para as Cooperativas de Crédito e a Wescorp é a maior Cooperativa de Crédito dos EUA. A US Central é baseada em Lenexa, Kansas, e a WesCorp é de San Dimas, Califórnia. (leia mais)

Em comunicado, o órgão regulador anunciou que as operações das companhias "vão continuar normalmente" e que não haverá nehum impacto para os 90 milhões de associados das Cooperativas de Crédito do país.

O órgão regulador informou que decidiu assumir as uniões de crédito após finalizar uma análise detalhada e "testes de stress" financeiro nas instituições.

PERDAS
Uma regra dos sistema financeiro americano permite que ele assuma a administração dessa tipo de companhias. Várias das 28 grandes cooperativas de crédito no país tiveram pesadas perdas com o derretimento no valor dos títulos ligados às hipotecas.

Em janeiro, a NCUA injetou US$ 1 bilhão de capital na US central, e também passou a garantir alguns bilhões de dólares em depósitos nas empresas do setor. A US Central tem ativos de US$ 34 bilhões, enquanto a Wescorp, possui US$ 27 bilhões.

Fonte: G1

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Cooperativismo de Crédito no Mundo

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Fonte: Banco Central do Brasil - Microfinanças - Democratização do Crédito no Brasil, Atuação do Banco Central (2006)


"O Setor Cooperativo é de singular importância para a sociedade, na medida em que promove a aplicação de recursos privados e assume correspondentes riscos em favor da própria comunidade onde se desenvolve. Por representar iniciativas diretamente promovidas pelos cidadãos, é importante para o desenvolvimento local de forma sustentável, especialmente nos aspectos de formação de poupança e de financiamento de iniciativas empresariais que trazem benefícios evidentes em termos de geração de empregos e de distribuição de renda.

Economias mais maduras já o utilizam, há muito tempo, como instrumento impulsionador de setores econômicos estratégicos. Os principais exemplos são encontrados na Europa, especialmente na Alemanha, na Bélgica, Espanha, França, Holanda e Portugal. Merecem destaque também, as experiências americana, canadense e japonesa.

O relatório anual da European Association of Co-Operative Banks, com sede em Bruxelas (Bélgica) mostra que é preponderante o papel dos bancos cooperativos no continente europeu, por atingirem 130 milhões de clientes, 700 mil empregados, 60 mil agências e 17% do mercado de depósitos.

Em alguns países, como Irlanda e Canadá, o cooperativismo de crédito vem ocupando, com bastante eficiência, espaços deixados pelas instituições bancárias, como resposta ao fenômeno mundial da concentração, reflexo da forte concorrência no setor financeiro. As cooperativas estão conseguindo manter os empregos nas pequenas comunidades e ofertando serviços mais adequados às necessidades locais.

Levantamento feito pelo Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (Woccu) mostra os diferentes graus de importância do cooperativismo de crédito, medida pelo percentual de cooperados em relação à população economicamente ativa, nas mais importantes regiões do mundo. O Brasil possui uma relação de 2%, apenas superior à da Ásia, com 1,84%."

Panorama do Cooperativismo de Crédito no Mundo

  • França – O Sistema encontra-se consolidado. As caixas cooperativas agrícolas ocupam o segundo lugar mundial no sistema bancário e de crédito.
  • Canadá – Em cada três habitantes, um é membro de uma Caixa Cooperativa de Crédito. (Desjardins)
  • Holanda – O Cooperativismo de crédito é bem estruturado e responde por expressiva parcela do movimento financeiro do país. Mantém agências de apoio em países em desenvolvimento. (Rabobank)
  • Itália – O sistema é aberto e funciona como banco, com grande participação no mercado financeiro italiano.
  • Países da Ásia – Situação similar à da Europa, com o Cooperativismo alcançando bons resultados na Índia e grande expressividade no Japão. (ACCU)
  • Estados Unidos – Primeira Cooperativa fundada em 1909. Hoje têm grande participação na economia – 77 milhões de americanos são associados – assim como no Canadá. (NCUA)
  • Alemanha – O país conta com cerca de 18 milhões de pessoas associadas e 30 milhões de correntistas, numa população de cerca de 85 milhões de habitantes. O volume de recursos movimentados corresponde a mais de 25% do mercado financeiro alemão. (DGRV)
  • Portugal – É um dos países da União Européia que consagrou constitucionalmente a importância econômica do cooperativismo e fez dele um setor estrutural do desenvolvimento nacional.

Entre os 50 maiores sistemas bancários do mundo, quatro são cooperativos: França, Alemanha, Holanda e Japão.

Para maiores informações e dados sobre o Cooperativismo de Crédito no Mundo clique aqui e veja todas as informações disponíveis neste site.

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Associação Internacional dos Bancos Cooperativos

sábado, 4 de outubro de 2008

A International Co-operative Banking Association (ICBA) é uma entidade setoria da ACI (Aliança Cooperativa Internacional).

A missão da ICBA é contribuir para o bom desenvolvimento, crescimento e competitividade dos bancos cooperativos, defender seus interesses e promover mundialmente sua importante contribuição econômica e social para o bem-estar da população e suas comunidades.

Entidades membros da ICBA:

ÁFRICA

AMÉRICA DO NORTE

AMÉRICA DO SUL

ÁSIA

EUROPA

ORIENTE MÉDIO

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Global 300 Cooperative - Maiores Cooperativas de Crédito do Mundo

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) divulga anualmente a relação das 300 maiores Cooperativas de todos os ramos no mundo.

Na edição de 2007 (base 2005) figuraram na lista as seguintes Cooperativas de Crédito entre as melhores posições:

Fonte: Relatório Global 300 de 2007

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US Central Credit Union - Cooperativismo de Crédito nos EUA

A U.S. Central Credit Union de Lenexa, Kansas, funciona como uma espécie de "central de clearing house" para Sindicatos de Cooperativas de Crédito (Corporate Credit Union) e detém aproximadamente US$ 49,1 bilhões em ativos.

As duas maiores Corporate Credit Union, que servem apenas Cooperativas de Crédito são a Western Corporate Federal Credit Union (WesCorp), em San Dimas, Califórnia e a Southwest Corporate Federal Credit Union, em Plano, Texas.

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O Crescimento do Cooperativismo de Crédito e a Reação dos Bancos

sábado, 13 de setembro de 2008

Matéria extraída do Jornar "O Interior" (SESCOOP/RS), edição 992 de Ago/08.
Autor: Léo Trombka - Presidente da UNICRED Porto Alegre

As cooperativas de crédito são estruturas constituídas de forma democrática e espontânea, com base nas necessidades de serviços e produtos das pessoas, sendo que os benefícios gerados deverão, necessariamente, retornar para seus sócios.

Mesmo tendo um papel fundamental para o desenvolvimento das diversas comunidades e regiões do País, o cooperativismo de crédito possui uma participação tímida em relação ao Sistema Financeiro Nacional, hoje em torno de 3%. Realidade diferente encontramos em países desenvolvidos, como retrata o relatório anual da Associação Européia dos Bancos Cooperativos, cujo papel é fundamental e preponderante para todo o continente europeu, atingindo cerca de 130 milhões de clientes, 700 mil empregos, 60 mil agências e 17% dos depósitos financeiros, com destaques para a França, Holanda, Espanha e Alemanha. Nesta última, o ramo crédito encerra 2007 com 960 bilhões de euros de ativos e 9,34 bilhões de euros de capital aportado pelos 16,1 milhões de sócios nos seus 1.232 bancos cooperativos. Nos EUA o desempenho do cooperativismo também impressiona pelos seus números, pois são mais de 85 milhões de associados, U$ 661 bilhões de ativos, U$ 423 bilhões de empréstimos e mais de U$ 570 bilhões em depósitos.

No Brasil, as cooperativas de crédito geraram em 2006 um diferencial de renda para os associados, levando em conta os juros mais baixos dos cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal, de R$ 154 milhões ao mês e, estima-se R$ 1,84 bilhões ao ano, segundo dados do Banco Central. Recursos estes que propiciaram investimentos e consumo ao cooperado e como via de conseqüência mais impostos aos governos estaduais e federal.

Neste mesmo ano começou a evidenciar-se uma tendência que justifica a reação dos bancos. Os percentuais de crescimento do cooperativismo de crédito superaram até mesmo os altos índices dos bancos comerciais, como nos mostram os dados fornecidos pelo Banco Central.
  • nos ativos comerciais um percentual de crescimento de 29,58% para as cooperativas e 19,30% para os bancos;
  • nos depósitos totais, 29,22% para as cooperativas contra 14,53% para os bancos;
  • no patrimônio líquido, 20,62% contra 21,05%;
  • nas operações de crédito 21,27% contra 21,37% dos bancos;

Tendo acesso a estes dados começamos a compreender a agressiva luta dos diversos bancos em busca da compra das folhas de pagamento de prefeituras, hospitais, e ... cooperativas. É uma das máximas do mercado, se a concorrência está pondo em risco sua liderança, compre-a.

Neste sentido é importante que os dirigentes de cooperativas em geral, e das de Saúde em particular, estejam atentos a estas manobras que estão surgindo em alguns pontos do país por parte dos bancos, com ofertas tentadoras de compra das folha de pagamento dos cooperados. Como se diz comumente, "não existe almoço de graça", e fatalmente quem pagará a conta serão os cooperados, sob forma de juros mais altos, obrigatoriedade de adquirir produtos acoplados, tarifas e outros subterfúgios. São manobras diversionistas que buscam enfraquecer o Sistema Cooperativo de Crédito que está em lenta, mas segura ascensão com benefícios que retornam à comunidade.

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WOCCU 2008 - Beneficios e Riscos do Modelo de Franquias Cooperativas

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O tema foi abordado pelos Srs. Alcenor Pagnussatt, Diretor Presidente da Confederação SICREDI e o Sr. Dave Grace da Woccu.

Este é um tema que tem merecido grande debate mundial. No ano de 2007 a Woccu fez uma pesquisa com 50 paises abordando o tema com o objetivo de conhecer melhor a situacao das Cooperativas.

Oportunidades do modelo de franquia:
- oferta de novos produtos e entrada em novos mercados
- ingresso de sócios jovens em áreas urbanas
- legislação mais flexível em decorrência do ganho de profissionalização

Foram apresentados alguns dados de penetração de mercado das cooperativas em alguns paises:
- Índia - 4,17%
- Espanha - 5%
- Austrália - 8,6%
- Canadá - 8,6%
- EUA - 9,5%
- Alemanha - 15,8%
- Suíça - 15,8%
- Itália - 30,3%
- Finlândia - 32,7%
- Áustria - 34,9%
- Holanda - 39%
- França - 43,6%

Os modelos de franquias:
- centralização nacional (Holanda e Áustria)
- centralização regional (Franca)
- descentralizado mas integrado por normas (Alemanha)
- descentralizado mas integrado voluntariamente (Austrália, EUA, Espanha, Canada)
- não integrado (Índia)

Os modelos mais integrados são os que tem maior penetração de mercado.

Elementos da Franquia:
- desenvolvimento de produtos padronizado
- Gestão de pessoas coordenado por uma central
- marca nacional única
- auditoria
- administração da liquidez
- tecnologia de back-office (retaguarda)

O que normalmente não eh centralizado:
- balanços
- aprovação de credito
- poder decisório
- preços praticados

Benefícios
- reconhecimento de marca
- eficiência de TI, de marca
- crescimento e participação de mercado
- diversidade de produtos mesmo em pequenas cooperativas

Riscos:
- risco de contagio
- perdas de investimentos por ingenuidade

O que fazer para construir alianças:
- confiança mutua
- visão comum
- compatibilidade de culturas e gestão
- equidade de investimentos
- efetividade na resolução de conflitos
- suporte aos stakeholders
- delimitar áreas de atuação
- periódica avaliação do sucesso

O modelo brasileiro de franquia - Sistema SICREDI:
Quais os motivos de constituir uma cooperativa:
- carência de produtos e serviços
- preços praticados pelo mercado
- ganho coletivo
- qualidade dos serviços prestados

No Brasil existem hoje 155 bancos com um total de 18.308 agências e 112 milhões de contas, contando também com 84.332 correspondentes bancários.

No Brasil os 5 maiores bancos detém 51% do mercado (10 maiores = 70%) havendo um rápido avanço tecnológico (canais de relacionamento) neste meio.
O desfio do cooperativismo eh manter-se competitivo neste cenário contruindo uma rede nacional e internacional.

O SICREDI esta em uma área de extensão de 4320Km (do Rio Grande do Sul ao Para) tendo:
- uma marca única
- único visual interno e externo
- padronização da estrutura administrativa, da politica de remuneração, produtos e serviços e dos manuais operacionais

Politicas Corporativas do SICREDI
- politica única de supervisão
- administração de liquidez centralizada
- tecnologia de informação única
- norteadores estratégicos únicos
- politica única de relacionamento com o associado
- possui um banco cooperativo

O modelo de franquia do SICREDI permite a viabilidade financeira de pequenas cooperativas e a competitividade perante as grandes instituições financeiras brasileiras.

Segundo o palestrante Alcenor, nos países mais desenvolvidos o cooperativismo cresceu quando organizado em sistema e não quando atuando isoladamente.

Como alternativas para as cooperativas que trabalham isoladas temos a união de forcas com outras cooperativas (ou centrais) ou a fusão com outras.

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NCUA - Sistema de União de Créditos nos EUA

segunda-feira, 19 de maio de 2008

NCUA (National Credit Union Administration)
Órgão Regulador das Cooperativas de Crédito dos Estados Unidos
  • Nos EUA a regulamentação das Cooperativas de crédito não é pelo FED (Banco Central Americano) e sim pela NCUA (Administração Nacional da União de Crédito).
  • É constituído por 8.880 Cooperativas de Crédito (ano de 2005) sendo sua representatividade de 10% Empréstimos e 6% dos Depósitos dos EUA
  • Tem 1 presidente e 2 diretores, sendo que 2 dos gestores são indicados pelo Presidente dos EUA
  • Por ser Cooperativa goza de isenção de impostos

Ato Federal das Cooperativas de Crédito - “Um Ato para estabelecer um Sistema Federal de União de Crédito ... para viabilizar crédito às pessoas com menos recursos,através de um sistema nacional de crédito cooperativo...” O Ato Federal da União de Crédito foi aprovado em 26 de Junho de 1934.

Alguns Números:

  • 8.695 uniões de crédito asseguradas pela federação (5.393 FUCS e 3.302 FISCUs)
  • 84,8 milhões de associados
  • $ 679 bilhões de dólares em ativos
  • $ 577 bilhões de dólares em participação dos membros
  • $ 458 bilhões de dólares em empréstimos
  • A maior Cooperativa de Crédito dos EUA administra US$ 25 bilhões de ativos
  • Cerca de 50% das Cooperativas tem ativos menores do que US$ 10 milhões
  • O menor Banco americano administra US$ 3 trilhões, demonstrando a grande lacuna existente entre as Cooperativas e os Bancos americanos

Fundo Garantidor:

  • As reservas do fundo garantidor somam US$ 7 bilhões
  • Possuem auditoria independente
  • Para cada US$ 100,00 em depósitos US$ 1,00 vai para o fundo
  • Endossado pela "total garantia e crédito" do Governo dos Estados Unidos
  • Criado sem taxas de dólares, capitalizado pelas uniões de crédito
  • Recapitalizado em 1985 ao exigir que todas as FICUs depositassem 1% do ativo no Fundo Nacional de Participação de Seguros para as Uniões de Crédito (NCUSIF)
  • Assegura depósitos individuais até US$ 100.000
  • Assegura contas de aposentadoria até US$ 250.000
  • Garante a confiança dos Associados no sistema

Outros Dados:

  • O senado dos EUA cria regras que definem os riscos que as Cooperativas podem correr. As Cooperativas não devem correr riscos pois são integradas por pessoas comuns, diferentemente dos bancos.


Veja mais dados no link

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Cooperativismo no Mundo - número de associados

domingo, 6 de abril de 2008

Idealizadores Cooperativistas

quinta-feira, 1 de janeiro de 1970

BIOGRAFIAS DOS PRINCIPAIS IDEALIZADORES COOPERATIVISTAS

Robert Owen

Nasceu em Newton, pequeno lugarejo do Condado de Montgomery, em 14/05/1771. Aos 9 anos de idade já havia lido os clássicos da literatura da época, permitindo discutir questões filosóficas. Em 1781 iniciou como comerciante de tecidos, aprendendo as técnicas de fiação e passou de aprendiz a co-proprietário de tecelagens. Começa a fazer parte da "Lit and Phil" de Manchester, sociedade de intelectuais e cientistas. Em 1799 casou- se com Caroline Dale, filha de um industrial e filantropo de Glasglow, com quem se inspirou e desenvolveu idéias de reforma social.

Para Owen a idéia de trabalho como fonte de felicidade e medida de valor era o principal alicerce ao princípio da cooperação. Decepcionado com outros empresários e governo, dirigia-se diretamente aos operários tentando a reforma social pela associação comunitária. Fundou então a Nova Harmonia, em 1828, no Estado de Indiana na América mas o empreendimento não deslanchou. Ao retornar para a Europa, retoma sua luta em prol de melhores condições de trabalho e de vida para seus operários. A repercussão da obra de Robert Owen em New Lanark atingiu todo o mundo civilizado, sendo convidado pela Academia Francesa em 1848 para conhecer a França, onde expôs seu plano sob o título de "Curta Exposição de um Sistema Social Racional".

Foi o precursor do sistema e hoje é conhecido como o "Pai do Cooperativismo Moderno". Robert Owen faleceu em 17 de novembro de 1858 e suas idéias serviram de inspiração aos Pioneiros de Rochdale.

Herman Schultze

Herman Schultze nasceu na cidade de Delitzsch, Alemanha, em 1808, onde exerceu a função de magistrado. Nas dificuldades econômicas, principalmente de 1846 a 1848, distinguiu-se pelo desempenho em atividades filantrópicas.

Seu maior êxito foi a organização de Bancos Populares, especialmente entre os artesãos que não conseguiam crédito a juros reduzidos. Em 1863 preparou um projeto de auxílio mútuo, apresentando-o ao Parlamento Prussiano. Em 27/03/1867, com base nesse projeto, foi promulgado o primeiro Código Cooperativo da Alemanha e do mundo. Herman Schultze faleceu em 1883.

Friedrich Raiffeisen

Friedrich Raiffeisen era natural da Romênia e nasceu em 1818. Durante os anos difíceis de 1847 a 1848, organizou cooperativas de crédito na Alemanha com o objetivo de atender as necessidades dos agricultores.

Sendo o mais velho de uma família de 9 irmãos, teve que assumir todos os encargos econômicos após a morte de seu pai. Levou uma vida de privações e tornou-se pastor da comunidade, fato que contribuiu para a sua formação religiosa.

Seu grande amor pela agricultura o fez procurar a solução para os problemas do crédito agrícola e fundou em Plammersfeld, com 60 habitantes do lugar, uma sociedade de auxílio-mútuo. Em 1850, organizou outras sociedades, Heddesford por exemplo, substituindo-as depois, por cooperativas de crédito e publicou um livro sobre o assunto.

Raiffeisen morreu em 1888 e a primeira cooperativa de crédito no Brasil (SICREDI Pioneira RS)fundada em 1902 pelo Padre Teodoro Amstadt em Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, funciona até hoje e tem este modelo.

Charles Gide

Nasceu em Uzès, em 1847, numa pequena vila vizinha da cidade de Nimes. Foi Gide um dos principais sistematizadores da doutrina cooperativa, o mais destacado líder do Cooperativismo de Consumo, participante de uma escola de pensamentos em Nimes que liderava os rumos do sistema na França.

Em 1884 rompeu com a economia política clássica e no ano seguinte, pronunciou um discurso de abertura no 11º Congresso Cooperativo, realizado em Lyon. Sua proposta era fundar grandes armazéns de atacado para operar vendas em grande escala numa primeira etapa. Posteriormente, sua proposta era produzir tudo o que era necessário à sociedade e, depois, dominar a produção agrícola.

Segundo as próprias palavras: "eu lhes mostrei um fim imediato e presente: a educação econômica da classe operária pela associação cooperativa; e um fim mais distante: a emancipação da classe operária pela transformação do salário".

Gide foi professor de economia política no Colégio da França, professor honorário da Faculdade de Direito de Paris, representante do Cooperativismo francês em vários congressos da Aliança Cooperativa Internacional. Foi, também, autor de várias obras e publicações em revistas especializadas. Gide faleceu em 1932 interrompendo o sonho da "República Cooperativa".

Luigi Luzzatti

Nasceu em 1841 em uma família israelita de Veneza. Foi político, professor universitário, orador e autor de obras econômicas. Na juventude estudou em Berlim, Alemanha, onde conheceu Herman Schultze e adquiriu conhecimentos sobre o Cooperativismo de Crédito Urbano. Em 1863 publicou "A difusão do crédito e o Banco Popular", no qual expôs as suas primeiras idéias sobre as Cooperativas de Crédito.

O sistema criado por Luzzatti foi inspirado no de Herman Schultze, com adaptações para a realidade da Itália. Os primeiros Bancos Populares foram fundados por Luzzatti na Itália a partir de 1864. "Ajuda-te, Deus e o Estado te ajudarão" se tornou o lema Luzzattiano.

Luzzatti morreu em 1927 e seu modelo de cooperativa, no Brasil, vem sofrendo pressões por parte das autoridades. A primeira cooperativa neste modelo a ser constituída no Brasil foi a do município de Lajeado (SICREDI Vale do Taquari), Rio Grande do Sul, em 1905, pelo padre Teodoro Amstadt.

Alphonse Desjardins

Foi o criador do Cooperativismo de Economia e Crédito Mútuo e nasceu no povoado de Levis, província de Quebec no Canadá, em 1854. Graduou-se em 1870 e ingressou no jornalismo, interessando-se pelas causas sociais, com destaque para o problema da usura e da pobreza. Em viagem pela Europa estudou o sistema de Cooperativismo de Crédito desenvolvido na Alemanha (Raiffeisen) e na Itália (Luzzatti).

Com base nesses conhecimentos criou as Caixas Populares entre os canadenses, que eram abertas, permitindo a filiação de todas as pessoas da comunidade. As Caixas Populares Desjardins entraram nos Estados Unidos e sofreram alterações, formando as Cooperativas de Crédito fechadas, que só admitem sócios que sejam funcionários de uma mesma empresa ou que pertençam à mesma categoria profissional.

O sistema CUNA entrou para o Canadá e se expandiu pelas províncias de língua inglesa, inclusive em Antigonish na Nova Escócia, cujo modelo serviu de inspiração para Maria Thereza Teixeira Mendes criar, a partir de 1960, as Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo Brasileiras.

Desjardins faleceu em 31/10/1920 deixando mais de 140 Caixas Populares em atividade, agrupando 30.000 membros e ativos.

Leia Desjardins - Modelo Canadense

Edward Filene

Nascido em 1860 na cidade de Salen, em Massachussets. Foi o Secretário de Estado americano, que em visita a Moscou em 1921 disse ao Premier soviético, Wladimir Ilitch Lenin, que "se tivesse um filho que até os 21 anos de idade não fosse socialista, ele o deserdaria; e que, se este permanecesse socialista após os 21 anos, também seria deserdado". Desde cedo trabalhou para a manutenção da família.

Dedicado, juntou grande fortuna como comerciante, fato que não o impediu de lutar por uma distribuição da riqueza mais justa. Dando o exemplo, doou parte da sua fortuna pessoal para o desenvolvimento das Cooperativas de Crédito em seu país: as Credit Unions.

A idéia de união de créditos foi descoberta por Filene em uma de suas viagens para a Índia em 1907. De volta para casa, estudou o assunto e, em 1909, colocava em atividade a primeira Cooperativa de Crédito Geral de Boston.

Em 1921, incentivou a busca de legislações federais e o aumento de leis estaduais sobre Cooperativismo. Filene criou o Departamento Nacional de Cooperativas de Crédito, com a ajuda de Roy Bergengren e investiu mais de um milhão de dólares de seu próprio dinheiro nesse projeto de vida.

Roy Bergengren

Foi um advogado de Massachussets contratado por Filene para organizar Cooperativas de Crédito nos Estados Unidos e trabalhar para conseguir legislação favorável ao sistema com abrangência para todo o País.

Viajou pelos EUA fazendo lobby junto as Assembléias Legislativas para promulgarem leis favoráveis às Cooperativas de Crédito. Após ter conseguido seu intento em 45 estados americanos, trabalhou no Congresso Americano em Washington, conseguindo a promulgação de uma lei federal a favor do Cooperativismo.

Na sua cruzada pelos USA fundou milhares de Credit Unions, estando entre estas, a Cooperativa de Crédito dos Empregados da CUNA, fundada em 28/08/1935, em Maddison, no Wisconsin, sendo seu primeiro presidente.

Theodor Amstadt

Suiço e Padre jesuíta, desembarcou em Porto Alegre nos anos de 1885 aos 34 anos. Foi designado para atividades pastorais entre colonos e tornou-se importante líder rural e cooperativista. Sua atuação se destaca, principalmente na criação e funcionamento da Associação Riograndense de Agricultores. Foi fundador da primeira Cooperativa de Crédito no Brasil em 1902, modelo Raiffeisen (conheça a história da SICREDI Pioneira RS) no município de Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul.

Podemos considerá-lo o pai do Luzzattismo brasileiro por ter criado a primeira Cooperativa tipo Luzzatti, no município de Lajeado (SICREDI Vale do Taquari RS), Rio Grande do Sul, em 1905.

Durante 53 anos atuou como sacerdote e promotor do bem estar sócio-econômico dos agricultores.

Diretamente fundou 15 Cooperativas de Crédito entre 1902 e 1923.

A partir desta data até 1928, colaborou na constituição de outras 26 Cooperativas. Trabalhando para a consolidação do sistema, contribuiu para a criação da primeira Central de Cooperativas de Crédito do Brasil, em 1925, em Porto Alegre, falecendo em 1938.

Maria Thereza Teixeira Mendes

Filha de tradicional família do Rio de Janeiro, escreveu seu nome na história do Cooperativismo. Em 1960 foi fundadora da primeira Cooperativa de Crédito Mútuo do Brasil: Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empregados da CNBB, com 80 cooperados.

Em agosto de 1961, surgiu a Federação Leste Meridional das Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo, a FELEME. Nos anos seguintes, sob o comando de Terezita, mulher pequena mas de fibra e persistência férrea, a FELEME deslanchou. A FELEME transformou-se em uma mística e, mesmo sendo substituída por Federações nos Estados, ainda deixa marcas nos Congressos da Confebrás.

Fonte: OCB/ES

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