Cooperativismo de Crédito no Mundo

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Fonte: Banco Central do Brasil - Microfinanças - Democratização do Crédito no Brasil, Atuação do Banco Central (2006)


"O Setor Cooperativo é de singular importância para a sociedade, na medida em que promove a aplicação de recursos privados e assume correspondentes riscos em favor da própria comunidade onde se desenvolve. Por representar iniciativas diretamente promovidas pelos cidadãos, é importante para o desenvolvimento local de forma sustentável, especialmente nos aspectos de formação de poupança e de financiamento de iniciativas empresariais que trazem benefícios evidentes em termos de geração de empregos e de distribuição de renda.

Economias mais maduras já o utilizam, há muito tempo, como instrumento impulsionador de setores econômicos estratégicos. Os principais exemplos são encontrados na Europa, especialmente na Alemanha, na Bélgica, Espanha, França, Holanda e Portugal. Merecem destaque também, as experiências americana, canadense e japonesa.

O relatório anual da European Association of Co-Operative Banks, com sede em Bruxelas (Bélgica) mostra que é preponderante o papel dos bancos cooperativos no continente europeu, por atingirem 130 milhões de clientes, 700 mil empregados, 60 mil agências e 17% do mercado de depósitos.

Em alguns países, como Irlanda e Canadá, o cooperativismo de crédito vem ocupando, com bastante eficiência, espaços deixados pelas instituições bancárias, como resposta ao fenômeno mundial da concentração, reflexo da forte concorrência no setor financeiro. As cooperativas estão conseguindo manter os empregos nas pequenas comunidades e ofertando serviços mais adequados às necessidades locais.

Levantamento feito pelo Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (Woccu) mostra os diferentes graus de importância do cooperativismo de crédito, medida pelo percentual de cooperados em relação à população economicamente ativa, nas mais importantes regiões do mundo. O Brasil possui uma relação de 2%, apenas superior à da Ásia, com 1,84%."

Panorama do Cooperativismo de Crédito no Mundo

  • França – O Sistema encontra-se consolidado. As caixas cooperativas agrícolas ocupam o segundo lugar mundial no sistema bancário e de crédito.
  • Canadá – Em cada três habitantes, um é membro de uma Caixa Cooperativa de Crédito. (Desjardins)
  • Holanda – O Cooperativismo de crédito é bem estruturado e responde por expressiva parcela do movimento financeiro do país. Mantém agências de apoio em países em desenvolvimento. (Rabobank)
  • Itália – O sistema é aberto e funciona como banco, com grande participação no mercado financeiro italiano.
  • Países da Ásia – Situação similar à da Europa, com o Cooperativismo alcançando bons resultados na Índia e grande expressividade no Japão. (ACCU)
  • Estados Unidos – Primeira Cooperativa fundada em 1909. Hoje têm grande participação na economia – 77 milhões de americanos são associados – assim como no Canadá. (NCUA)
  • Alemanha – O país conta com cerca de 18 milhões de pessoas associadas e 30 milhões de correntistas, numa população de cerca de 85 milhões de habitantes. O volume de recursos movimentados corresponde a mais de 25% do mercado financeiro alemão. (DGRV)
  • Portugal – É um dos países da União Européia que consagrou constitucionalmente a importância econômica do cooperativismo e fez dele um setor estrutural do desenvolvimento nacional.

Entre os 50 maiores sistemas bancários do mundo, quatro são cooperativos: França, Alemanha, Holanda e Japão.

Para maiores informações e dados sobre o Cooperativismo de Crédito no Mundo clique aqui e veja todas as informações disponíveis neste site.

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Banco Cooperativo Espanõl - Cooperativas de Crédito na Espanha

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Banco Cooperativo Espanõl (Rural Via) é um dos bancos integrantes do Grupo Unico Bank formado por 8 Bancos Cooperativos Europeus.

O Banco Cooperativo Espanõl foi criado em 1990 para atender as 73 caixas rurais (cooperativas) da Asociación Española de Cajas Rurales.

A fórmula de integração adoptadas pelo Grupo Caja Rural segue as pisadas de outros relacionados com sistemas de bancos cooperativos com uma longa tradição e sucesso na Europa, alguns dos quais são classificados entre os principais grupos bancários no continente, como o ÖKOBANK finlandês, o Rabobank nos Países Baixos, o austríaco Österreichische Raiffeisenbanken, o Crédit Agricole em França ou o sistema alemão Volksbanken-Raiffeisenbanken, mais conhecido na Espanha por sua central DZ BANK, que detêm quotas de mercado de 31, 25, 24, 22 e 17 por cento, respectivamente, e aproximados.

O Grupo Banco Agrícola, agora um dos principais grupos bancários que operam em Espanha, tem uma forte capacidade financeira e de património, 59 bilhões de euros de ativos, capital de 4,8 bilhões de euros. Possuem 3.500 pontos de atendimento e 13.100 empregados.

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Caja Laboral - Cooperativas de Crédito na Espanha

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Na Espanha a Caja Laboral Popular Sociedad Cooperativa de Crédito é uma cooperativa de crédito ligada ao complexo de Mondragón. Sua sede é em Mondragón, Guipúzcoa (País Basco) na Espanha.

A Caja Laboral forma parte de Mondragón Corporación Cooperativa (MCC) cuja estrutura se configura em 3 grandes grupos: Financeiro, Industrial e Distribução. O Grupo Financiero incluir a Caja Laboral Popular e a atividade vinculada a seguros Lagun Aro.

A Caja Laboral foi constituída em 16 de Junho de 1959.

Em 2007 a Caja Laboral administrava os seguintes montantes:
  • US$ 28,5 bilhões de Ativos;
  • US$ 22 bilhões em Empréstimos;
  • 389 sucursais (pontos de atendimento);
  • 561 pontos de atendimento;
  • 1.923 empregados;

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Curiosidades: Cooperativismo de Crédito na Espanha

domingo, 30 de novembro de 2008

A força do cooperativismo já ajudou os espanhóis a atravessarem algumas das piores crises do país. Atualmente as cooperativas de crédito exercem um papel fundamental na Espanha pois permitem a livre associação de pessoas físicas e jurídicas e a participação de não-associados.

Leia mais.

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UNICO Banking Group - Bancos Cooperativos Europeus

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O UNICO Banking Group (http://www.unico.nl/) foi fundado por seis bancos cooperativos em 1977.

Hoje o grupo é composto por 8 membros: Os seis membros titulares Crédit Agricole (França), DZ BANK (Alemanha), ICCREA Holding (Italia) Pohjola Bank plc (Finlândia), Rabobank (Holanda) e Raiffeisen Zentralbank (RZB) da Áustria, assim como as duas membras associadas Banco Cooperativo Espanõl (Espanha) e Raiffeisen Schweiz (Suíça).
Juntos, eles servem cerca de 110 milhões de clientes através de mais de 40.000 escritórios na Europa.

Todos os oito bancos cooperativos são grandes instituições não apenas em seus países, mas também em toda Europa Central e Oriental. A relação entre eles é uma cooperativa compartilhada background e o desejo de trabalhar em conjunto com igualmente reputadas instituições financeiras.

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Global 300 Cooperative - Maiores Cooperativas de Crédito do Mundo

sábado, 4 de outubro de 2008

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) divulga anualmente a relação das 300 maiores Cooperativas de todos os ramos no mundo.

Na edição de 2007 (base 2005) figuraram na lista as seguintes Cooperativas de Crédito entre as melhores posições:

Fonte: Relatório Global 300 de 2007

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O Crescimento do Cooperativismo de Crédito e a Reação dos Bancos

sábado, 13 de setembro de 2008

Matéria extraída do Jornar "O Interior" (SESCOOP/RS), edição 992 de Ago/08.
Autor: Léo Trombka - Presidente da UNICRED Porto Alegre

As cooperativas de crédito são estruturas constituídas de forma democrática e espontânea, com base nas necessidades de serviços e produtos das pessoas, sendo que os benefícios gerados deverão, necessariamente, retornar para seus sócios.

Mesmo tendo um papel fundamental para o desenvolvimento das diversas comunidades e regiões do País, o cooperativismo de crédito possui uma participação tímida em relação ao Sistema Financeiro Nacional, hoje em torno de 3%. Realidade diferente encontramos em países desenvolvidos, como retrata o relatório anual da Associação Européia dos Bancos Cooperativos, cujo papel é fundamental e preponderante para todo o continente europeu, atingindo cerca de 130 milhões de clientes, 700 mil empregos, 60 mil agências e 17% dos depósitos financeiros, com destaques para a França, Holanda, Espanha e Alemanha. Nesta última, o ramo crédito encerra 2007 com 960 bilhões de euros de ativos e 9,34 bilhões de euros de capital aportado pelos 16,1 milhões de sócios nos seus 1.232 bancos cooperativos. Nos EUA o desempenho do cooperativismo também impressiona pelos seus números, pois são mais de 85 milhões de associados, U$ 661 bilhões de ativos, U$ 423 bilhões de empréstimos e mais de U$ 570 bilhões em depósitos.

No Brasil, as cooperativas de crédito geraram em 2006 um diferencial de renda para os associados, levando em conta os juros mais baixos dos cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal, de R$ 154 milhões ao mês e, estima-se R$ 1,84 bilhões ao ano, segundo dados do Banco Central. Recursos estes que propiciaram investimentos e consumo ao cooperado e como via de conseqüência mais impostos aos governos estaduais e federal.

Neste mesmo ano começou a evidenciar-se uma tendência que justifica a reação dos bancos. Os percentuais de crescimento do cooperativismo de crédito superaram até mesmo os altos índices dos bancos comerciais, como nos mostram os dados fornecidos pelo Banco Central.
  • nos ativos comerciais um percentual de crescimento de 29,58% para as cooperativas e 19,30% para os bancos;
  • nos depósitos totais, 29,22% para as cooperativas contra 14,53% para os bancos;
  • no patrimônio líquido, 20,62% contra 21,05%;
  • nas operações de crédito 21,27% contra 21,37% dos bancos;

Tendo acesso a estes dados começamos a compreender a agressiva luta dos diversos bancos em busca da compra das folhas de pagamento de prefeituras, hospitais, e ... cooperativas. É uma das máximas do mercado, se a concorrência está pondo em risco sua liderança, compre-a.

Neste sentido é importante que os dirigentes de cooperativas em geral, e das de Saúde em particular, estejam atentos a estas manobras que estão surgindo em alguns pontos do país por parte dos bancos, com ofertas tentadoras de compra das folha de pagamento dos cooperados. Como se diz comumente, "não existe almoço de graça", e fatalmente quem pagará a conta serão os cooperados, sob forma de juros mais altos, obrigatoriedade de adquirir produtos acoplados, tarifas e outros subterfúgios. São manobras diversionistas que buscam enfraquecer o Sistema Cooperativo de Crédito que está em lenta, mas segura ascensão com benefícios que retornam à comunidade.

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WOCCU 2008 - Beneficios e Riscos do Modelo de Franquias Cooperativas

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O tema foi abordado pelos Srs. Alcenor Pagnussatt, Diretor Presidente da Confederação SICREDI e o Sr. Dave Grace da Woccu.

Este é um tema que tem merecido grande debate mundial. No ano de 2007 a Woccu fez uma pesquisa com 50 paises abordando o tema com o objetivo de conhecer melhor a situacao das Cooperativas.

Oportunidades do modelo de franquia:
- oferta de novos produtos e entrada em novos mercados
- ingresso de sócios jovens em áreas urbanas
- legislação mais flexível em decorrência do ganho de profissionalização

Foram apresentados alguns dados de penetração de mercado das cooperativas em alguns paises:
- Índia - 4,17%
- Espanha - 5%
- Austrália - 8,6%
- Canadá - 8,6%
- EUA - 9,5%
- Alemanha - 15,8%
- Suíça - 15,8%
- Itália - 30,3%
- Finlândia - 32,7%
- Áustria - 34,9%
- Holanda - 39%
- França - 43,6%

Os modelos de franquias:
- centralização nacional (Holanda e Áustria)
- centralização regional (Franca)
- descentralizado mas integrado por normas (Alemanha)
- descentralizado mas integrado voluntariamente (Austrália, EUA, Espanha, Canada)
- não integrado (Índia)

Os modelos mais integrados são os que tem maior penetração de mercado.

Elementos da Franquia:
- desenvolvimento de produtos padronizado
- Gestão de pessoas coordenado por uma central
- marca nacional única
- auditoria
- administração da liquidez
- tecnologia de back-office (retaguarda)

O que normalmente não eh centralizado:
- balanços
- aprovação de credito
- poder decisório
- preços praticados

Benefícios
- reconhecimento de marca
- eficiência de TI, de marca
- crescimento e participação de mercado
- diversidade de produtos mesmo em pequenas cooperativas

Riscos:
- risco de contagio
- perdas de investimentos por ingenuidade

O que fazer para construir alianças:
- confiança mutua
- visão comum
- compatibilidade de culturas e gestão
- equidade de investimentos
- efetividade na resolução de conflitos
- suporte aos stakeholders
- delimitar áreas de atuação
- periódica avaliação do sucesso

O modelo brasileiro de franquia - Sistema SICREDI:
Quais os motivos de constituir uma cooperativa:
- carência de produtos e serviços
- preços praticados pelo mercado
- ganho coletivo
- qualidade dos serviços prestados

No Brasil existem hoje 155 bancos com um total de 18.308 agências e 112 milhões de contas, contando também com 84.332 correspondentes bancários.

No Brasil os 5 maiores bancos detém 51% do mercado (10 maiores = 70%) havendo um rápido avanço tecnológico (canais de relacionamento) neste meio.
O desfio do cooperativismo eh manter-se competitivo neste cenário contruindo uma rede nacional e internacional.

O SICREDI esta em uma área de extensão de 4320Km (do Rio Grande do Sul ao Para) tendo:
- uma marca única
- único visual interno e externo
- padronização da estrutura administrativa, da politica de remuneração, produtos e serviços e dos manuais operacionais

Politicas Corporativas do SICREDI
- politica única de supervisão
- administração de liquidez centralizada
- tecnologia de informação única
- norteadores estratégicos únicos
- politica única de relacionamento com o associado
- possui um banco cooperativo

O modelo de franquia do SICREDI permite a viabilidade financeira de pequenas cooperativas e a competitividade perante as grandes instituições financeiras brasileiras.

Segundo o palestrante Alcenor, nos países mais desenvolvidos o cooperativismo cresceu quando organizado em sistema e não quando atuando isoladamente.

Como alternativas para as cooperativas que trabalham isoladas temos a união de forcas com outras cooperativas (ou centrais) ou a fusão com outras.

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Mondragón Corporação Cooperativa (MCC) - Espanha

domingo, 18 de maio de 2008

O Mondragón Cooperative Corporation (Espanhol: Mondragón Corporación Cooperativa - o MCC) é um grupo de produção industrial e de empresas de distribuição sediadas no país basco e também no resto de Espanha, bem como no estrangeiro. É uma das maiores cooperativas de trabalhadores do mundo.

O Complexo Cooperativas de Mondragon é um exemplo mundialmente famoso por sua capacidade de reunir mais de 260 empresas sob forma de Cooperativas. Possui em torno de 34.000 cooperados e 70.000 funcionários.

Mondragón é hoje o 7º grupo econômico da Espanha.

Fundação
A empresa foi fundada em Arrasate, uma cidade em Gipuzkoa, ou Mondragón na língua castelhana. A cidade sofreu imensamente durante a guerra civil espanhola, assistindo-se a um elevado nível de desemprego. Um jovem padre católico, José María Arizmendiarrieta, chegou em 1941 e decidiu focalizar-se no desenvolvimento econômico da cidade, tendo por base os métodos cooperativos para conseguir os seus objectivos. Já existia uma tradição de organizações cooperativas e de auto ajuda, mas foram destruídas com a guerra.

Em 1943, Arizmendi fundou uma escola politécnica democraticamente controlada. A escola desempenhou um papel chave no ressurgimento e no desenvolvimento do movimento cooperativo.

Em 1956, cinco graduados novos da escola fundaram a primeira empresa cooperativa, denominada ULGOR (agora Fagor Electrodomésticos) após a junção das iniciais dos seus sobrenomes, que durante os primeiros anos dedicaram-se à produção de aquecedores e de fogões.

Em 1959, criaram a “Caja Laboral Popular”, uma união de crédito com o objectivo de permitir aos seus membros cooperativos o acesso aos serviços financeiros e o fornecimento de fundos para empreendimentos cooperativos novos. Novas empresas cooperativas surgiram nos anos seguintes, incluindo a “Fagor Electrónica”, a “Fagor Ederlan” e a “Danobat”. Entendeu-se também convidar outras cooperativas para se juntarem ao grupo, oferecendo-se o apoio necessário a algumas empresas com dificuldades econômicas na condição de se transformarem em cooperativas. As empresas do grupo dão a preferência às “suas irmãs”.

Os trabalhadores das cooperativas controlam as finanças das cooperativas através da “Caja Laboral”, têm seguros de saúde e fundos de pensão em “Lagun Aro” e têm descontos na cadeia de distribuição de “Eroski” e em equipamentos da “Fagor”. As lojas de Eroski são fornecidas por caminhões pertencentes às cooperativas. Os membros podem ter estudado em “ikastola” e prosseguido os seus estudos na Universidade de Mondragoón, tendo ao mesmo tempo um estágio numa cooperativa. Quando uma cooperativa tem um problema económico, os trabalhadores preferem fazer cortes nas despesas do que a proceder a “Layoffs”. Se a situação for muito má, os trabalhadores excedentários são integrados noutras cooperativas do grupo temporariamente.

Desenvolvimentos atuais
Nos anos 80, várias empresas responderam às pressões do globalização juntando-se à “Mondragón Cooperativo Corporation”. O MCC é agora a maior estrutura empresarial do país basco, a sétima maior de Espanha. É considerada a maior cooperativa de trabalhadores do mundo. Em 2002 o MCC contribuiu com 3.7% do Produto Nacional Bruto do país basco. Tem 38 complexos industriais no estrangeiro, e este número deverá elevar-se no futuro.
A educação foi sempre importante no MCC, daqui a conversão da velha escola na universidade de Mondragón nos anos 90, uma universidade privada capaz de promover o desenvolvimento tecnológico e de gestão das cooperativas. Uns 4.000 estudantes estão nos campus da universidade em Oñati, em Eskoriatza e em Mondragón.

O MCC é constituído agora por 150 empresas e 50.000 trabalhadores com ramificações importantes na produção industrial e na engenharia, bem como no retalho, nos investimntos financeiros e na área educacional. A cadeia de Suermercados, Eroski, é a quarta maior em Espanha.
O governo basco e as autoridades tributárias têm uma série de instrumentos de apoio às cooperativas. A região de Deba que envolve a localidade de Mondragon manteve uma elevada taxa de emprego mesmo durante a crise do setor industrial basco.

Problemas a resolver
O tamanho enorme do MCC causou tensões entre as necessidades de uma estrutura internacional e a coerência aos princípios cooperativos tradicionais. Existem acusações que as fábricas localizadas no exterior, principalmente na América latina, onde não são dados os mesmos direitos aos trabalhadores do que em Espanha. Em 2004, estimou-se que apenas metade da força laboral são membros de pleno direito.
As medidas existentes para impedir um fosso grande nos vencimentos entre os gestores e os restantes trabalhadores foram relaxadas para aumentar a competitividade na aquisição de profissionais qualificados para o exercício de cargos superiores.
Os problemas existem para serem resolvidos com sabedoria. Depois de mais de 50 anos de experiência de certo que poderão ultrapassá-los.

Princípios Básicos
A experiência cooperativa da Mondragón segue 10 princípios básicos, mais três do que a “International Cooperative Alliance” (ICA):

  1. Admissão aberta
  2. Organização Democrática
  3. Soberania do trabalho
  4. O carácter instrumental e subordinado do capital
  5. Gestão Participativa6. Pagamento Solidário
  6. Intercooperação
  7. Transformação Social
  8. Universalidade
  9. Educação
Forma de Associação:
Todos os novos trabalhadores nas cooperativas no país Basco têm um período experimental de seis meses a um ano. Se conseguirem demonstrar que são bons trabalhadores e se aceitarem o sistema cooperativo, eles podem tornar-se membros ao investir um ano de salário (+- EUR 13.000 ou US$ 17.000) – que podem obter, em caso de necessidade, através de um empréstimo no banco cooperativo a pagar por um período de 36 meses, com um juro de 3.7%. Mas os benefícios de serem membros são significativos. Atualmente 80% da Mão-deObra é cooperada. Por € 30 por mês, todos os membros da familia do trabalhador tem um programa completo de saúde. Por € 15 por mês, os membros podem enviar os seus filhos para a melhor escola privada, que é gerida numa base cooperativa. Também há casas subsidiadas e mais importante, eles têm um trabalho seguro para a vida! Se por alguma razão a sua cooperativa necessita de dipsensar trabalhadores por algum tempo, eles serão transferidos para outra cooperativa. Das 120 cooperativas, apenas 12 perderam dinheiro no último ano, com um total de 110 trabalhadores a serem transferidos para outras cooperativas

Universidade de Mondragon
A educação, a pesquisa e a inovação foram sempre pilares essenciais do crescimento da MCC, com muitos dos lucros a serem investidos em cada ano na Universidade (com 4 000 alunos), sete outras escolas cooperativas e 11 cooperativas de pesquisa e de desenvolvimento. A sofisticação e alta tecnologia de centenas de produtos produzidas nas fábricas cooperativas fazem delas entidades muito competitivas em Espanha e no mundo, ganhando por ano um total de € 11 mil milhões.

Fonte: http://getupazores.blogspot.com/2007/01/um-exemplo-cooperativo-de-sucesso.html e
http://getupazores.blogspot.com/2007_01_01_archive.html

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