Quais são os maiores bancos do mundo em volume de ativos ?

sexta-feira, 13 de março de 2009

O Bankers Almanac possui um ranking dos 50 maiores bancos do mundo em volume de ativos.

Os dados são abaixo tem como base os balanços de Dez/07 dos mais de 3.000 bancos existentes no mundo.

A lista dos 10 maiores do mundo:

  1. The Royal Bank of Scotland Group plc - RBS (Inglaterra) - Ativos totais de US$ 3,8 trilhões;
  2. Deutsche Bank AG (Alemanha) - US$ 2,9 trilhões;
  3. BNP Paribas SA (França) - US$ 2,5 trilhões;
  4. Barclays PLC (Inglaterra) - US$ 2,4 trilhões;
  5. Crédit Agricole SA (França) - US$ 2,1 trilhões;
  6. UBS AG (Suíça) - US$ 2 trilhões;
  7. Société Générale (França) - US$ 1,6 trilhões;
  8. ABN AMRO Holding NV (Holanda) - US$ 1,5 trilhões;
  9. UniCredit SpA (Itália) - US$ 1,5 trilhões;
  10. ING Bank NV (Holanda) - US$ 1,4 trilhões.

Chama atenção que entre os 10 maiores bancos em volume de ativos do mundo todos eles são Europeus.

Os demais bancos cooperativos do mundo aparecem nas seguintes classificações:

O somatório dos ativos administrados pelos 50 maiores bancos é de US$ 53,3 trilhões, sendo que entre eles temos 7 bancos cooperativos (14%) que administram US$ 6,3 trilhões, representando 12% do total.

Quando analisado o Patrimônio Líquido temos que os 50 maiores bancos possuem US$ 394 bilhões e que os 7 bancos cooperativos detêm US$ 112 bilhões, representando 28% deste total.

Veja o ranking completo no link.

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Cooperativismo de Crédito no Mundo

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Fonte: Banco Central do Brasil - Microfinanças - Democratização do Crédito no Brasil, Atuação do Banco Central (2006)


"O Setor Cooperativo é de singular importância para a sociedade, na medida em que promove a aplicação de recursos privados e assume correspondentes riscos em favor da própria comunidade onde se desenvolve. Por representar iniciativas diretamente promovidas pelos cidadãos, é importante para o desenvolvimento local de forma sustentável, especialmente nos aspectos de formação de poupança e de financiamento de iniciativas empresariais que trazem benefícios evidentes em termos de geração de empregos e de distribuição de renda.

Economias mais maduras já o utilizam, há muito tempo, como instrumento impulsionador de setores econômicos estratégicos. Os principais exemplos são encontrados na Europa, especialmente na Alemanha, na Bélgica, Espanha, França, Holanda e Portugal. Merecem destaque também, as experiências americana, canadense e japonesa.

O relatório anual da European Association of Co-Operative Banks, com sede em Bruxelas (Bélgica) mostra que é preponderante o papel dos bancos cooperativos no continente europeu, por atingirem 130 milhões de clientes, 700 mil empregados, 60 mil agências e 17% do mercado de depósitos.

Em alguns países, como Irlanda e Canadá, o cooperativismo de crédito vem ocupando, com bastante eficiência, espaços deixados pelas instituições bancárias, como resposta ao fenômeno mundial da concentração, reflexo da forte concorrência no setor financeiro. As cooperativas estão conseguindo manter os empregos nas pequenas comunidades e ofertando serviços mais adequados às necessidades locais.

Levantamento feito pelo Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (Woccu) mostra os diferentes graus de importância do cooperativismo de crédito, medida pelo percentual de cooperados em relação à população economicamente ativa, nas mais importantes regiões do mundo. O Brasil possui uma relação de 2%, apenas superior à da Ásia, com 1,84%."

Panorama do Cooperativismo de Crédito no Mundo

  • França – O Sistema encontra-se consolidado. As caixas cooperativas agrícolas ocupam o segundo lugar mundial no sistema bancário e de crédito.
  • Canadá – Em cada três habitantes, um é membro de uma Caixa Cooperativa de Crédito. (Desjardins)
  • Holanda – O Cooperativismo de crédito é bem estruturado e responde por expressiva parcela do movimento financeiro do país. Mantém agências de apoio em países em desenvolvimento. (Rabobank)
  • Itália – O sistema é aberto e funciona como banco, com grande participação no mercado financeiro italiano.
  • Países da Ásia – Situação similar à da Europa, com o Cooperativismo alcançando bons resultados na Índia e grande expressividade no Japão. (ACCU)
  • Estados Unidos – Primeira Cooperativa fundada em 1909. Hoje têm grande participação na economia – 77 milhões de americanos são associados – assim como no Canadá. (NCUA)
  • Alemanha – O país conta com cerca de 18 milhões de pessoas associadas e 30 milhões de correntistas, numa população de cerca de 85 milhões de habitantes. O volume de recursos movimentados corresponde a mais de 25% do mercado financeiro alemão. (DGRV)
  • Portugal – É um dos países da União Européia que consagrou constitucionalmente a importância econômica do cooperativismo e fez dele um setor estrutural do desenvolvimento nacional.

Entre os 50 maiores sistemas bancários do mundo, quatro são cooperativos: França, Alemanha, Holanda e Japão.

Para maiores informações e dados sobre o Cooperativismo de Crédito no Mundo clique aqui e veja todas as informações disponíveis neste site.

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Bancos Cooperativos no Mundo

domingo, 18 de janeiro de 2009

Bancos cooperativos, também chamados de mútuo poupança e empréstimos, existem na maior parte do mundo. Eles oferecem serviços financeiros em uma base cooperativa.

Tal como cooperativas de crédito os bancos cooperativos são de propriedade de seus clientes e seguem os princípios cooperativistas de uma pessoa, um voto. Ao contrário das cooperativas, no entanto, os bancos cooperativos são frequentemente duplamente regulamentados: como bancos e também como cooperativas. Eles oferecem serviços como a poupança e os empréstimos para não-sócios, bem como aos sócios. Muitos bancos cooperativos tem ações negociações no mercado de capitais, o que faz com que sejam parcialmente detida por não-sócios.

Bancos Cooperativos são geralmente mais integrados do que sistemas de cooperativas de crédito. Sucursais locais de bancos cooperativos elegem os seus próprios conselhos de administração e gestão das suas próprias operações, mas a maioria das decisões estratégicas precisam de aprovação de um escritório central. As cooperativas de crédito geralmente conservam a tomada de decisões estratégicas a nível local, embora eles compartilham back-office funções, tais como o acesso ao sistema de pagamentos globais.

A Europa tem uma participação importante através dos Bancos Cooperativos que incluem:

  • França: Credit Agricole, Credit Mutuel, Banque Populaire, Caisse d'Epargne;
  • Países Baixos: Rabobank
  • Alemanha: BVR / DZ Bank;
  • Itália: Banco Popolare, UBI Banca, Banca Popolare Di Milano
  • Suíça: Migors, Coop Bank
Os bancos cooperativos que são membros da Associação Europeia de Co-operative, detêm 130 milhões de clientes, 4 trilhões de euros em ativos, e 17% dos depósitos da Europa.

No continente Asiático a Anyonya Co-Operative Bank sediado na Índia é considerado o primeiro Banco Cooperativo daquele continente.

Representação: As mais importantes associações internacionais de bancos cooperativos, tem sede em Bruxelas. São a ICBA (International Association of Cooperative Banks), que possui instituições membros de todo o mundo, e o European Association of Co-Operative Banks (EACB) representando os Bancos Europeus.

Os Bancos Cooperativos são muitas vezes criticados pela diluição dos princípios cooperativos. Um Banco Cooperativo que levanta capital público no mercado de capitais (bolsa de valores) cria uma segunda classe de acionistas que concorrem com os membros de controle (associados). Em algumas circunstâncias, os membros podem perder o controle. Isto significa que, efetivamente, o banco deixa de ser uma cooperativa. Aceitação de depósitos dos não-sócios podem também conduzir a uma diluição do controle.

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Curiosidades: Cooperativismo de Crédito na Holanda

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

As cooperativas de crédito são a principal fonte de financiamentos rurais da Holanda e elas ainda se preocupam em compartilhar o sucesso de sua experiência através de agências de apoio nos países em desenvolvimento.

Leia mais.

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Bancos Cooperativos Europeus fecham acordo para empréstimos

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PARIS, 16 Out 2008 - Oito bancos cooperativos europeus fecharam um acordo para empréstimos de dinheiro entre si com o objetivo de restabelecer a confiança ao setor bancário, anunciou o francês Crédit Agricole, um dos bancos envolvidos.

A iniciativa foi adotada pelos oito membros da UNICO Banking, grupo europeu de cooperativas bancárias, que representa 21% do mercado de bancos varejistas na Europa, com 110 milhões de clientes em mais de 40.000 agências.

A UNICO Banking Group, criada em 1977, reúne o banco francês Crédit Agricole, o alemão DZ BANK, o italiano ICCREA Holding, o finlandês Pohjola, o holandês Rabobank, o austríaco Raiffeisen Zentralbank, o suíço Raiffeisen Switzerland e o Banco Cooperativo Español.

O grupo tomou a decisão de voltar a integrar o mercado de financiamento interbancário europeu, no qual os bancos emprestam dinheiro, explica um comunicado. Os membros concordaram em emprestar mutuamente dinheiro e voltar a abrir linhas de crédito bancário não garantido com prazos de até três meses.
As linhas de crédito ficarão entre 10 e 15 bilhões de euros.

"Os parceiros do Unico vêem esta iniciativa como um avanço importante para restaurar a confiança no seio da comunidade européia", disse Bert Heemskerk, Presidente do Unico Banking Group e Presidente da Comissão Executiva do Rabobank.

"Esta iniciativa realça a força dos bancos cooperativos para seus clientes e o forte entendimento entre os integrantes do UNICO Banking Group. Complementando as medidas de governos e reguladores, esta iniciativa dos principais bancos europeus visa o restabelecimento da confiança do setor bancário a partir de dentro", conclui Heemskerk.

Fonte: G1

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Associação Internacional dos Bancos Cooperativos

sábado, 4 de outubro de 2008

A International Co-operative Banking Association (ICBA) é uma entidade setoria da ACI (Aliança Cooperativa Internacional).

A missão da ICBA é contribuir para o bom desenvolvimento, crescimento e competitividade dos bancos cooperativos, defender seus interesses e promover mundialmente sua importante contribuição econômica e social para o bem-estar da população e suas comunidades.

Entidades membros da ICBA:

ÁFRICA

AMÉRICA DO NORTE

AMÉRICA DO SUL

ÁSIA

EUROPA

ORIENTE MÉDIO

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Global 300 Cooperative - Maiores Cooperativas de Crédito do Mundo

A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) divulga anualmente a relação das 300 maiores Cooperativas de todos os ramos no mundo.

Na edição de 2007 (base 2005) figuraram na lista as seguintes Cooperativas de Crédito entre as melhores posições:

Fonte: Relatório Global 300 de 2007

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SNS REAAL - Cooperativismo de Crédito na Holanda

SNS REAAL tem sua sede na Holanda e é um prestador de serviços bancários e de seguros com mais rápido crescimento de serviços financeiros nos Países Baixos.

Banco SNS sua figura entre as cinco principais bancos da Holanda.

SNS REAAL é um inovador varejo Seguradora banco com ativos totais de cerca de € 124 bilhões e quase 8.000 empregados.

Foi constituído em 1997.

Demonstrações financeiras

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O Crescimento do Cooperativismo de Crédito e a Reação dos Bancos

sábado, 13 de setembro de 2008

Matéria extraída do Jornar "O Interior" (SESCOOP/RS), edição 992 de Ago/08.
Autor: Léo Trombka - Presidente da UNICRED Porto Alegre

As cooperativas de crédito são estruturas constituídas de forma democrática e espontânea, com base nas necessidades de serviços e produtos das pessoas, sendo que os benefícios gerados deverão, necessariamente, retornar para seus sócios.

Mesmo tendo um papel fundamental para o desenvolvimento das diversas comunidades e regiões do País, o cooperativismo de crédito possui uma participação tímida em relação ao Sistema Financeiro Nacional, hoje em torno de 3%. Realidade diferente encontramos em países desenvolvidos, como retrata o relatório anual da Associação Européia dos Bancos Cooperativos, cujo papel é fundamental e preponderante para todo o continente europeu, atingindo cerca de 130 milhões de clientes, 700 mil empregos, 60 mil agências e 17% dos depósitos financeiros, com destaques para a França, Holanda, Espanha e Alemanha. Nesta última, o ramo crédito encerra 2007 com 960 bilhões de euros de ativos e 9,34 bilhões de euros de capital aportado pelos 16,1 milhões de sócios nos seus 1.232 bancos cooperativos. Nos EUA o desempenho do cooperativismo também impressiona pelos seus números, pois são mais de 85 milhões de associados, U$ 661 bilhões de ativos, U$ 423 bilhões de empréstimos e mais de U$ 570 bilhões em depósitos.

No Brasil, as cooperativas de crédito geraram em 2006 um diferencial de renda para os associados, levando em conta os juros mais baixos dos cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal, de R$ 154 milhões ao mês e, estima-se R$ 1,84 bilhões ao ano, segundo dados do Banco Central. Recursos estes que propiciaram investimentos e consumo ao cooperado e como via de conseqüência mais impostos aos governos estaduais e federal.

Neste mesmo ano começou a evidenciar-se uma tendência que justifica a reação dos bancos. Os percentuais de crescimento do cooperativismo de crédito superaram até mesmo os altos índices dos bancos comerciais, como nos mostram os dados fornecidos pelo Banco Central.
  • nos ativos comerciais um percentual de crescimento de 29,58% para as cooperativas e 19,30% para os bancos;
  • nos depósitos totais, 29,22% para as cooperativas contra 14,53% para os bancos;
  • no patrimônio líquido, 20,62% contra 21,05%;
  • nas operações de crédito 21,27% contra 21,37% dos bancos;

Tendo acesso a estes dados começamos a compreender a agressiva luta dos diversos bancos em busca da compra das folhas de pagamento de prefeituras, hospitais, e ... cooperativas. É uma das máximas do mercado, se a concorrência está pondo em risco sua liderança, compre-a.

Neste sentido é importante que os dirigentes de cooperativas em geral, e das de Saúde em particular, estejam atentos a estas manobras que estão surgindo em alguns pontos do país por parte dos bancos, com ofertas tentadoras de compra das folha de pagamento dos cooperados. Como se diz comumente, "não existe almoço de graça", e fatalmente quem pagará a conta serão os cooperados, sob forma de juros mais altos, obrigatoriedade de adquirir produtos acoplados, tarifas e outros subterfúgios. São manobras diversionistas que buscam enfraquecer o Sistema Cooperativo de Crédito que está em lenta, mas segura ascensão com benefícios que retornam à comunidade.

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WOCCU 2008 - Beneficios e Riscos do Modelo de Franquias Cooperativas

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O tema foi abordado pelos Srs. Alcenor Pagnussatt, Diretor Presidente da Confederação SICREDI e o Sr. Dave Grace da Woccu.

Este é um tema que tem merecido grande debate mundial. No ano de 2007 a Woccu fez uma pesquisa com 50 paises abordando o tema com o objetivo de conhecer melhor a situacao das Cooperativas.

Oportunidades do modelo de franquia:
- oferta de novos produtos e entrada em novos mercados
- ingresso de sócios jovens em áreas urbanas
- legislação mais flexível em decorrência do ganho de profissionalização

Foram apresentados alguns dados de penetração de mercado das cooperativas em alguns paises:
- Índia - 4,17%
- Espanha - 5%
- Austrália - 8,6%
- Canadá - 8,6%
- EUA - 9,5%
- Alemanha - 15,8%
- Suíça - 15,8%
- Itália - 30,3%
- Finlândia - 32,7%
- Áustria - 34,9%
- Holanda - 39%
- França - 43,6%

Os modelos de franquias:
- centralização nacional (Holanda e Áustria)
- centralização regional (Franca)
- descentralizado mas integrado por normas (Alemanha)
- descentralizado mas integrado voluntariamente (Austrália, EUA, Espanha, Canada)
- não integrado (Índia)

Os modelos mais integrados são os que tem maior penetração de mercado.

Elementos da Franquia:
- desenvolvimento de produtos padronizado
- Gestão de pessoas coordenado por uma central
- marca nacional única
- auditoria
- administração da liquidez
- tecnologia de back-office (retaguarda)

O que normalmente não eh centralizado:
- balanços
- aprovação de credito
- poder decisório
- preços praticados

Benefícios
- reconhecimento de marca
- eficiência de TI, de marca
- crescimento e participação de mercado
- diversidade de produtos mesmo em pequenas cooperativas

Riscos:
- risco de contagio
- perdas de investimentos por ingenuidade

O que fazer para construir alianças:
- confiança mutua
- visão comum
- compatibilidade de culturas e gestão
- equidade de investimentos
- efetividade na resolução de conflitos
- suporte aos stakeholders
- delimitar áreas de atuação
- periódica avaliação do sucesso

O modelo brasileiro de franquia - Sistema SICREDI:
Quais os motivos de constituir uma cooperativa:
- carência de produtos e serviços
- preços praticados pelo mercado
- ganho coletivo
- qualidade dos serviços prestados

No Brasil existem hoje 155 bancos com um total de 18.308 agências e 112 milhões de contas, contando também com 84.332 correspondentes bancários.

No Brasil os 5 maiores bancos detém 51% do mercado (10 maiores = 70%) havendo um rápido avanço tecnológico (canais de relacionamento) neste meio.
O desfio do cooperativismo eh manter-se competitivo neste cenário contruindo uma rede nacional e internacional.

O SICREDI esta em uma área de extensão de 4320Km (do Rio Grande do Sul ao Para) tendo:
- uma marca única
- único visual interno e externo
- padronização da estrutura administrativa, da politica de remuneração, produtos e serviços e dos manuais operacionais

Politicas Corporativas do SICREDI
- politica única de supervisão
- administração de liquidez centralizada
- tecnologia de informação única
- norteadores estratégicos únicos
- politica única de relacionamento com o associado
- possui um banco cooperativo

O modelo de franquia do SICREDI permite a viabilidade financeira de pequenas cooperativas e a competitividade perante as grandes instituições financeiras brasileiras.

Segundo o palestrante Alcenor, nos países mais desenvolvidos o cooperativismo cresceu quando organizado em sistema e não quando atuando isoladamente.

Como alternativas para as cooperativas que trabalham isoladas temos a união de forcas com outras cooperativas (ou centrais) ou a fusão com outras.

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Rabobank Group - Banco Cooperativo Holandês

domingo, 18 de maio de 2008

Rabobank Group
http://www.rabobank.com/

O maior conglomerado financeiro da Holanda é o Banco Cooperativo Rabobank
É o único entre os 50 maiores bancos do mundo que detém o rating AAA. O Grupo Rabobank possui a mais elevada classificação de rating de crédito (AAA) atribuída por importantes agências internacionais: Standard & Poor’s, Moody’s e Dominion Bond Rating Service.

Atende a 50% da população holandesa e detem 26% do mercado de hipotecas.

O Rabobank está entre os 15 maiores bancos do mundo, sendo o 27º maior em volume de ativos (base 2007).

História:
  • 1864 - Primeira Cooperativa de Crédito da Alemanha
  • 1896 - Primeiro banco cooperativo local da Holanda
  • 1898 - Fundação do Banco Central regional em Ultrecht (Raiffeisen-Banks), no norte protestante, e em Eindhoven (Boerenleenbanken), banco de fazendeiros no sul católico.
  • 1972 - Fusão dos bancos centrais regionais: Rabobank Group (Raiffeisen + Boerenleenbanken = Rabo + bank)
  • 1980 - Introdução de um programa de garantias cruzadas (Cross Garantee Scheme)
  • 1981 - O Rabobank obtém o rating AAA.

Números (2007):

  • 9 milhões de clientes
  • 1.680.000 de sócios
  • Ativos Totais: EUR 592 bilhões (correspondendo a R$ 1,5 trilhões, o que representa 65% de todos os ativos financeiros do Brasil que em jun/07 eram de R$ 2,3 trilhões)
  • Depósitos de Clientes: EUR 230 bilhões
  • Carteira de Crédito Setor Privado: EUR 344 bilhões
  • Carteira de Crédito Empréstimos Hipotecários: EUR 170 bilhões
  • Poupança: EUR 96 bilhões (participação de mercado 40%) - 46% são feitas pela Internet
  • Lucro Líquido em 2007: EUR 1,4 bilhões
  • Lucro Líquido em 2006: EUR 2,34 bilhões
  • Capital: EUR 30 bilhões
  • 60.000 funcionários
  • 183 Bancos locais
  • A maior rede de relacionamento na Holanda - 3.106 pontos de contato, dos quais 1.193 escritórios, 847 caixas eletrônicos em locais públicos
  • Rede internacional em 43 países fazendo o que sabem fazer de melhor: financiamento do agronegócio e do setor de alimentos. São líderes internacionais neste segmento
  • Investimentos em Bancos Cooperativos na África e na China e em breve no Paraguai

Negócios do Rabobank Group:

O Rabobank é um provedor de serviços completo, organizado da seguinte forma:

  • Varejo e Atacado: Rabobank
  • Administração de recursos e investimentos: Robeco Group, Schretlen & Co, Alex, Sarasin
  • Leasing: De Lage Landen
  • Negócios imobiliários: Rabo Bouwfounds
  • Seguros: Eureko
  • Empréstimos imobiliários: Obvion

Estratégia do grupo Rabobank:

  • Continuar o maior, o melhor e mais inovador fornecedor de todos os serviços financeiros da Holanda. O foco são as necessidades dos clientes.
  • Tornar-se um líder global em financiamento ao mercado de agronegócio e alimentos F&A
  • Ser o banco mais envolvido socialmente e em sustentabilidade. Além de ser um Banco alocam uma parte dos lucros para propósitos sociais. Auxiliam 450 asilos.
  • A Cooperativa deve ser um instrumento econômico para os associados e não um instrumento social.
  • A rede de quase 1.200 pontos de atendimento é bastante grande quando levado em conta o tamanho da Holanda. Esta característica diz respeito à forma cooperativa de ser do Rabobank. O objetivo é estar próximo do cliente.
  • O Rabobank é e continuará sendo um Banco Holandês.

Carteira de Crédito:

  • 51% alocado em Pessoas Físicas
  • 33% alocado no Comércio, Indústria e Serviços
  • 16% alocado no mercado do agronegócio e alimentos

Informações relevantes:

  • O Rabobank Group visa lucro, mas não a maximização do lucro. Tem o objetivo de oferecer serviços financeiros ao menor custo possível. Esta postura, devido à participação do Rabobank no mercado holandês provocou uma mudança de postura nos bancos convencionais;
  • Sempre operaram sem nenhum apoio do governo e sempre foram banco.
  • Até 1990 apenas os associados podiam movimentar com empréstimos com o Rabobank;
  • Atualmente existem 183 bancos regionais. Há 5 anos atrás eram 500. Neste período houveram muitas fusões. Todos estão ligados ao Banco Cooperativo Rabobank.
  • O Banco Central da Holanda não faz a supervisão dos bancos regionais mas sim do Banco Cooperativo Rabobank.
  • O sistema de garantias cruzadas (Cross-Guarantee Scheme) é uma solidariedade passiva entre as empresas do grupo. Todos são responsáveis pelos negócios e riscos de todos.
    Os bancos membros locais são mutuamente responsáveis pelas obrigações financeiras.
  • Os associados dos 183 Bancos Regionais (matrizes) elegem membros (delegados) que participam das Assembléias Regionais. Quatro vezes por ano estes membros reúnem-se em uma espécie de parlamento para tomar as decisões do grupo. Estes mesmos membros participam da Assembléia Geral anual que na Holanda não é o momento mais importante. As decisões são tomadas nas Assembléias Gerais Centrais (parlamento).
  • Nas Assembléias locais os associados tem "x" votos calculados de acordo com o valor de ações que cada associado tem. No Brasil cada associado tem 1 voto, independente do valor de capital social que ele possui.
  • Buscam novos membros (associados) mas também buscam um maior envolvimento e participação dos associados que atualmente é muito baixo.

Fonte: Rabobank Group

Leia o tópico com estatísticas dos Bancos Cooperativos Europeus.

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