A alta dos juros está próxima: BIS alerta para o risco de efeitos desestabilizadores

segunda-feira, 1 de março de 2010

A atuação do BC brasileiro é monitorada atentamente nos mercados. Projeções do Instituto Internacional de Finanças (IIF), que reúne os maiores bancos do mundo, indicam que o Brasil vai liderar a alta de juros entre os emergentes, com 350 pontos-base, e a Selic alcançando 12,25% até dezembro. Estimativa do BIS é mais conservadora, ficando próximo de 10%.

O Banco Internacional de Compensações (BIS), espécie de banco dos bancos centrais, alerta para "risco" de "efeitos desestabilizadores" da planejada elevação dos juros em economias emergentes onde a entrada de capital externo já é alta, como é o caso do Brasil. O temor é de mais valorização da moeda local, mais especulação, bolhas e volatilidade.

Em relatório trimestral sobre a atividade financeira global, o BIS constata que um número crescente de emergentes está endurecendo suas políticas monetárias, reagindo à expansão do crédito e maiores pressões inflacionárias no rastro de um crescimento econômico dinâmico. Para o banco, isso demonstra também como a recuperação dos emergentes está bem à frente do ciclo das economias desenvolvidas.

Depois que a China, Índia e agora o Brasil elevaram o compulsório bancário, a expectativa dos mercados é de o próximo movimento ser uma alta "significativa" dos juros. Mas o BIS nota que o "momento" de possível elevação das taxas "permanece incerto". E a tarefa do BC não é fácil: "Uma complicação chave nesse aspecto é o risco de que a alta de juros pode ter efeitos desestabilizadores onde os fluxos de capital já são altos", diz.

Fonte: Valor Online

Marcadores:

Nervosismo no Mercado de Juros Futuros

Agitação pré-Copom dispara giro do DI -

Ainda faltam 12 dias úteis até a reunião de março do Copom do Banco Central. Mas o mercado futuro de juros da BM&F já está pegando fogo. Na semana passada o volume de negócios nesse pregão deu saltos diários. O giro subiu de 590 mil contratos na terça-feira para 894 mil na quarta, 1,1 milhão na quinta e 1,33 milhão na sexta-feira. Os players do mercado (bancos, fundos nacionais, hedge funds externos e empresas) estão se reposicionando em face do surgimento de várias novidades.

O mercado futuro de juros costuma reagir a alguns acontecimentos bem específicos: dados sobre atividade e inflação, a forma como o cenário externo afeta o câmbio e o crescimento interno, decisões da autoridade monetária e as suas comunicações com o mercado, seja sob a forma de documentos oficiais (ata do Copom, Relatório de Inflação, Boletim Focus) seja por meio de discursos e entrevistas à imprensa. Não faltou nada disso (e em profusão) na semana passada. A variável mais importante foi a decisão de mudar as regras do compulsório bancário, tomada na noite de quarta-feira. E a declaração mais relevante (e surpreendente) foi feita por Henrique Meirelles na sexta-feira: não é porque 2010 é ano eleitoral que o BC não vai tomar medida "antipática ou impopular".

A curva futura de juros ampliou a sua inclinação positiva na semana. Os CDIs não pararam de subir. Esse movimento tenta guardar uma racionalidade técnica, mas obedece em primeiro lugar à lógica operacional, já que as instituições têm obrigações muito estritas de defesa de suas posições operacionais e a integridade dos seus caixas. O que denuncia o nervosismo do mercado é mais o volume de negócios em expansão do que a alta dos contratos. A taxa do contrato mais negociado subiu de 10,34% na segunda-feira para 10,48% na sexta-feira.

Fonte: Valor Online

Marcadores:

Projeção para Selic já chega a 12,75%

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Projeção para Selic já chega a 12,75%

SÃO PAULO - A julgar pelas projeções do mercado financeiro, o que não vai faltar na temporada eleitoral de 2010 são aumentos de juros. Diversas instituições financeiras preveem uma sucessão de aumentos de 0,5 ou 0,75 ponto porcentual em quase todas as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) até 3 de outubro, quando os brasileiros votarão no primeiro turno. E há projeções de mais elevações da Selic, estendendo-se até janeiro de 2011.

Entre os bancos ouvidos pelo Estado, as estimativas de alta da Selic a partir da reunião de março ou abril até seu ponto máximo (em alguns casos, depois da eleição) variam de dois a quatro pontos porcentuais, o que levaria a taxa, hoje em 8,75%, para 10,75% ou 12,75%. Haverá cinco reuniões do Copom até o início de outubro, e quatro das cinco instituições ouvidas preveem aumentos em quatro delas. A quinta, o Banco Santander, projeta altas em todas.

A visão majoritária no mercado é de que a economia brasileira está crescendo a uma velocidade bem acima do seu "potencial", ou ao ritmo máximo em que pode se expandir sem provocar pressões inflacionárias.

"Estamos crescendo de 1,5% a 2% por trimestre, ou 6% a 8% anualizados, inegavelmente acima do PIB potencial - tem de desaquecer para não gerar inflação", diz Alexandre Pavan Póvoa, diretor executivo do Modal Asset Management.

Fonte: Estadão

Marcadores:

Juro ao consumidor volta a crescer em janeiro

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Juro ao consumidor volta a crescer em janeiro

SÃO PAULO - Após atingir em dezembro o menor nível dos últimos 14 anos, a taxa média de juros para pessoa física voltou a crescer em janeiro. Pesquisa mensal divulgada nesta quarta-feira, 10, pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) indica que a taxa registrou em janeiro uma elevação de 0,01 ponto porcentual ante dezembro e um crescimento de 0,25 ponto porcentual na comparação com janeiro de 2009. Com a variação, a taxa passou de 6,86% ao mês (121,71% ao ano) em dezembro para 6,87% ao mês (121,96% ao ano) em janeiro.

Das seis linhas de crédito para pessoas físicas pesquisadas pela Anefac, três elevaram taxas: juros do comércio (de 5,74% ao mês em dezembro para 5,79% ao mês em janeiro), cheque especial (de 7,27% para 7,32%) e empréstimo pessoal em bancos (de 4,82% para 4,88%). As outras três linhas de crédito ao consumidor sofreram ligeira redução: empréstimo pessoal em financeiras (de 10,18% ao mês em dezembro para 10,12% em janeiro), cartão de crédito (de 10,68% para 10,66%) e crédito direto ao consumidor em banco (de 2,45% para 2,43%).

Em movimento semelhante, após apresentar três quedas mensais consecutivas, a taxa média de juros para pessoa jurídica também registrou elevação (0,03 ponto porcentual) em janeiro na comparação com dezembro. Em relação a janeiro de 2009, a taxa subiu 0,54 ponto porcentual. A alta fez a taxa média crescer de 3,62% ao mês (53,22% ao ano) para 3,65% ao mês (53,76% ao ano).

Das quatro linhas de crédito para pessoa jurídica pesquisadas pela Anefac, três elevaram as taxas de juros no mês: capital de giro (de 3,06% ao mês em dezembro para 3,12% ao mês em janeiro), desconto de duplicatas (de 3,15% para 3,19%) e desconto de cheques (de 3,20% para 3,24%). Apenas o cheque especial para a pessoa jurídica sofreu redução no período, de 5,08% para 5,03%.

Em seu comunicado, a entidade atribuiu a alta dos juros à expectativa do mercado financeiro de uma provável elevação da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em 17 de março. "As incertezas quanto à capacidade de países da zona do euro reduzirem seu endividamento e seus déficits fiscais têm provocado um aumento dos juros futuros", explicou o coordenador do estudo e vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Fonte: Estadão

Marcadores:

IBGE: inflação em janeiro/10 pelo INPC é de 0,88% e pelo IPCA de 0,75%

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

IBGE: inflação pelo INPC é de 0,88% em janeiro

RIO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação entre as camadas de renda mais baixa da população, subiu 0,88% em janeiro, ante alta de 0,24% em dezembro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos 12 meses encerrados em janeiro, o índice acumula alta de 4,36%.

Hoje, o IBGE também divulgou a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que atingiu 0,75% em janeiro e alta acumulada de 4,59% em 12 meses.

O IPCA mede a inflação entre as famílias com renda de 1 e 40 salários mínimos, enquanto o INPC refere-se às famílias com rendimento de 1 a 6 salários mínimos.

Fonte: Estadão

Marcadores: ,

"Se o BC tiver autonomia, vai ter aumento de juros"

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Se o BC tiver autonomia, vai ter aumento de juros"

O professor da Faculdade de Economia da Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Simão Silber defende o aumento da taxa de juros para impedir a ameaça inflacionária. Porém, ele tem dúvidas em relação à atuação do Banco Central em ano de eleições. Segundo o professor, a reação do BC nas próximas reuniões do Copom será um bom teste para a autonomia do banco.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tem dito que a demanda está crescendo acima da tendência de longo prazo. O sr. concorda?
O último dado de comércio varejista do IBGE mostra que, na margem, em níveis reais, as vendas de varejo crescem 10%. A massa de salários, passado todo o período mais complicado da crise, continua crescendo. O crédito continua em expansão e o governo continua gastando. Todos os indicadores domésticos indicam gastos em forte expansão tanto de setor privado quanto do setor público. A economia brasileira está crescendo neste instante acima de 5% e a demanda, mais do que isso.

Isso representa algum risco para a inflação? É motivo para o BC aumentar os juros?
O BC não espera o circo pegar fogo para pegar o extintor. Quando aparecer a primeira fumacinha, ele já vai lá com o pezinho e apaga. Ele tem de se antecipar à inflação, porque senão o trabalho dele é redobrado, tem de usar uma política de juros mais agressiva ainda. Então, ele vai tentar antecipar uma inflação que pode estar se acelerando.

Vamos ter um novo ciclo de alta dos juros?
Não sei, aí já é uma outra história. É uma pergunta muito complicada, por uma razão muito simples. Este é um ano político, e eu não sei se o Banco Central vai ter autonomia para fazer isso, porque a eleição está aí. Vou responder da seguinte forma: se efetivamente o Banco Central tiver autonomia, vai ter aumento de juros. Acho que este é um bom teste para saber se o Banco Central é autônomo ou não no Brasil.

O aumento de juros é necessário neste momento?
Acho que sim. A demanda está crescendo num ritmo mais forte que a capacidade produtiva. Matérias-primas começam a faltar e o pessoal já está reajustando preço. Particularmente, o ano está sendo ruim por causa das chuvas. Várias coisas aumentaram de preço, o câmbio mudou de patamar. Há indícios de que a inflação pode subir.

Se o País não passar nesse teste de autonomia do BC, qual será o risco?
Vamos ter uma inflação maior. Ela não vai ficar perto da meta central, talvez vá em direção ao limite superior, que é 6,5%.

E o risco político?
Vai abalar a credibilidade do BC. Porque, até hoje, faz 10 para 11 anos, a regra foi a seguinte: o BC cuida da inflação e ponto final. Se ele não for cuidar, é porque alguém está metendo a colher no meio. Então, acho isso bastante comprometedor com a credibilidade do BC.

Fonte: Estadão

Marcadores: ,

Cresce disputa no governo por aumento dos juros

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cresce disputa no governo por juros
Mantega quer que o BC não eleve os juros, mas Meirelles indica que crescimento pode estar acima do sustentável

Em Público: O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, divergiram ontem, em público, sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira, seus efeitos sobre a inflação, e a necessidade de subir os juros. Os comentários foram feitos em São Paulo ao discursarem no 20.º Seminário do Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Enquanto Mantega descartou um aquecimento excessivo do consumo e a necessidade de aumento de juro, Meirelles indicou que massa salarial, comércio e crédito estão crescendo acima do sustentável. Para os investidores, o comentário do presidente do BC representou um sinal de que em algum momento os juros terão de ser elevados, o que fez subir as cotações dos juros futuros.

"O que eu quero destacar aqui não é só que há um crescimento, mas que há um crescimento acima da tendência de longo prazo, o que mostra que o País sai forte da crise", disse Meirelles, no seminário. "A recuperação se dá a um ritmo muito forte", acrescentou.

Também presente ao evento, Mantega afirmou que os sinais de recuperação da economia permitiram a retirada dos estímulos fiscais a vários setores de atividade, como os fabricantes de eletrodomésticos da chamada linha branca e a indústria automobilística.

As projeções de bancos e consultorias indicam que o BC vai começar a subir os juros a partir de abril, para evitar inflação provocada pelo consumo doméstico forte. Mantega afirmou que a economia está crescendo de forma sustentável, porque tem "forte componente de investimento e porque não cria desequilíbrios macroeconômicos".

Ele garantiu que o Brasil vai cumprir a meta de inflação em 2010, mas frisou que não está preocupado. "Para este ano, está prevista inflação em torno de 4,5%. Não acredito que fique mais alta que isso, mesmo com a economia crescendo de 5% a 5,5%", disse. "Se houver problema de inflação, o Banco Central vai aumentar os juros, mas espero que não precise", disse o ministro, ao lado de Meirelles.

Mantega propôs aos empresários um pacto para blindar a economia em ano eleitoral. "Não devemos permitir que haja perturbação desse momento muito bom", disse. Ele prometeu que governo não vai mudar a conduta por causa das eleições. "Vamos cumprir as metas de responsabilidade fiscal e responsabilidade monetária", disse. "E os senhores não se deixem levar pelo canto da sereia", completou, dirigindo-se aos empresários.
Fonte: Estadão

Marcadores: ,

BC dos EUA decide manter juro básico próximo de zero

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

BC dos EUA decide manter juro básico próximo de zero

WASHINGTON - O Federal Reserve (Fed, banco central americano) fez uma avaliação um pouco mais otimista da perspectiva econômica dos EUA, mas deixou a taxa de juro perto de zero (entre zero e 0,25% ao ano) para apoiar a recuperação.

O comitê de política monetária do Fed (Fomc) manteve nesta quarta-feira, 27, o plano de encerrar suas compras de hipotecas no fim de março e deixar a maior parte de seus programas de empréstimos de emergência expirar na data prevista, 1º de fevereiro. Superado o pior da crise financeira, o Fed está gradualmente removendo o imenso estímulo injetado na economia.

O Fomc tirou uma sentença de seu comunicado, a de que a economia deve "continuar fraca por algum tempo", que aparecia desde abril de 2009, e a mudou para "o ritmo da recuperação econômica deve ser moderada por algum tempo".

Fonte: Estadão

Marcadores:

COPOM está reunido para decidir os juros

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Banco Central decide juro com perspectiva de inflação em alta

Analistas do mercado financeiro são unânimes ao afirmar que durante a próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que será realizada hoje e amanhã, a autoridade monetária manterá, pela quinta vez seguida, a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano. O cenário de manutenção foi projetado mesmo com a previsão, por parte de instituições financeiras dentro do Boletim Focus, de que a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), ficará acima do centro da meta neste ano, em 4,6%. Para Marcelo de Faro, economista da Korus Investimentos, o governo deve iniciar a alta da Selic em março, com elevação de 0,25 ponto. Desta maneira, no terceiro mês do ano a taxa de juros ficaria em 9%. "Agora, em janeiro, é difícil termos uma elevação na taxa de juros, pelo cenário econômico ainda moderado . Já em março, o Banco Central deve puxar 0,25 ponto da Selic, para que o valor não tenha um impacto muito forte nas eleições deste ano", disse.

Fonte: DCI São Paulo

Marcadores: ,

Mercado eleva previsão de Selic em 2010 de 11% para 11,25%

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mercado eleva previsão de Selic em 2010 de 11% para 11,25%

O cenário para a inflação ficou estável, enquanto para o crescimento teve leve aumento

SÃO PAULO - O mercado brasileiro elevou pela segunda semana seguida seu prognóstico para a taxa básica de juro Selic neste ano. O cenário para a inflação ficou estável, enquanto para o crescimento teve leve aumento, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira.

A estimativa para a Selic neste ano passou para 11,25%, ante 11% na semana anterior. A projeção para 2011 aumentou para 11%, contra 10,75% no documento anterior.

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) do ano foi elevada para 5,3%, contra 5,2% na semana anterior. A estimativa para a expansão em 2011 permaneceu em 4,5%.

O prognóstico para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano e do próximo permaneceu em alta de 4,5%, exatamente no centro da meta perseguida pelo governo, que tem tolerância de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Indústria, câmbio e contas externas - A estimativa para a produção industrial em 2010 segue positiva, em 8,00%, enquanto a projeção para 2011 passou de alta de 4,50% para um avanço de 4,70%.

Analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim de 2010. O nível da moeda norte-americana no fim deste ano ficou em R$ 1,75. Já a previsão de câmbio médio no decorrer de 2010 subiu de R$ 1,74 para R$ 1,75. Para o final de 2011, o mercado ampliou a previsão do valor da moeda norte-americana de R$ 1,80 para R$ 1,83.

O mercado financeiro também alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano subiu de US$ 41,30 bilhões para US$ 45,50 bilhões. A previsão de superávit comercial em 2010 caiu de US$ 11,20 bilhões para US$ 10,75 bilhões. Analistas alteraram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 de US$ 37,50 bilhões para US$ 37 bilhões.

Fonte: Estadão

Marcadores:

Mercado aumenta projeção para Selic no fim de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mercado aumenta projeção para Selic no fim de 2010

Expectativa é de BC comece a elevar o juro básico em abril, com aumento de 0,50 ponto porcentual

SÃO PAULO - A pesquisa Focus do Banco Central (BC), divulgada na manhã de hoje, aumentou a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2010, de 10,75% ao ano para 11,00% ao ano. Hoje a Selic está em 8,75% ao ano. De acordo com o levantamento, realizado junto a instituições financeiras, a expectativa é de que o início da alta da taxa básica de juros ocorra em abril e que o governo promova uma alta de 0,50 ponto porcentual na ocasião.

Fonte: Estadão

Marcadores:

TJLP fica inalterada em 6% ao ano

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) ficará em 6% ao ano até fim de março de 2010, pelo menos. A decisão foi tomada ontem pelo Conselho Monetário Nacional, ao definir o patamar da taxa para o primeiro trimestre. A TJLP, à qual é vinculada a remuneração da maior parte dos empréstimos do BNDES, está 6% anuais desde o segundo trimestre de 2009. Na mesma reunião, o conselho aprovou resolução de estímulo à compra de bens de capital. A medida já tinha sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas ainda dependia de detalhamento e de ato formal.

O chefe da assessoria econômica da Secretaria do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, informou que fica alterado, para 29 de junho de 2010, o fim do período durante o qual financiamentos do BNDES para compra de bens de capital terão subsídio do Tesouro. O prazo terminaria em 31 de dezembro de 2009.

Houve, ainda, uma mudança nos limites dessas linhas de crédito, para adequá-los à demanda. No caso de financiamentos a ônibus e caminhões comprados por pessoas jurídicas, o limite cai, de R$ 17,5 bilhões para R$ 10,5 bilhões. Em contrapartida, o limite para financiamentos de ônibus e caminhões para pessoas físicas dobra, saindo de R$ 1 bilhão para R$ 2 bilhões. O valor disponível para financiar outros bens de capital também aumenta, de R$ 12 bilhões para R$ 18 bilhões, informou Bittencourt. (MI)

Fonte: Valor OnLine

Marcadores:

BC dos EUA opta por manutenção dos juros entre zero e 0,25%

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Decisão do colegiado foi unânime e veio em linha com as estimativas de analistas de mercado

SÃO PAULO - O Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc), o equivalente ao Copom no Brasil, acaba de divulgar que a taxa de juros norte-americana continuará na faixa entre zero e 0,25% ao ano, em linha com as estimativas do mercado. a decisão foi unânime.

O BC dos EUA deve divulgar a qualquer momento a ata do encontro de política monetária. Para elaborar seu comunicado, o Fomc tem dados novos sobre o mercado de trabalho, que mostrou desaceleração expressiva no número de fechamento de postos, e um dado mais salgado de inflação ao produtor em novembro.

Fonte: Estadão

Marcadores:

Itaú visualiza Selic subindo já em março de 2010

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BC deve começar a subir o juro em março, estima Goldfajn, do Itaú

O Banco Central deve começar a subir a taxa Selic em março de 2010. Essa é a previsão dos economistas do Itaú. Segundo Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco, com a economia crescendo a um ritmo de 8% em termos anualizados, a autoridade monetária não terá alternativa, sob risco de a inflação fugir do controle. Nos cálculos de Goldfajn e Edmar Bacha, consultor sênior do Itaú BBA, o juro básico encerrará 2010 em 11,5% ao ano, 2,75 pontos percentuais acima dos atuais 8,75%.

Goldfajn, ex-diretor do BC, crê que os dados do Produto Interno Bruto (PIB) que serão divulgados hoje mostrarão que no terceiro trimestre o país continuou a avançar a uma taxa anualizada de 8%. "O PIB do terceiro trimestre deve ter crescimento entre 1,9% e 2,1%", estimou ontem, em almoço do Itaú BBA com jornalistas.

Fonte: Valor Online

Marcadores:

Copom mantém taxa de juro em 8,75%

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Copom mantém taxa de juro em 8,75%
Decisão foi unânime; próxima reunião só ocorrerá em 26 e 27 de janeiro

São Paulo - O Comitê de Política Monetária decidiu manter a taxa de juros em 8,75% ao ano como já era esperado pelo mercado.

Após o anúncio de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 8,75% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central justificou a decisão afirmando que o juro é consistente com o cenário de inflação.
.
Veja a íntegra do comunicado do Copom: "Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% ao ano, sem viés, por unanimidade. Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade remanescente dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia, neste momento, que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica."
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 26 e 27 de janeiro de 2010. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 17.

Fonte: Estadão

Marcadores: ,

Mercado projeta inflação e taxa de juros maiores em 2010

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mercado projeta inflação e taxa de juros maiores em 2010

Previsão para o crescimento da economia neste ano passa de 0,20% para 0,21%, aponta pesquisa Focus

SÃO PAULO - O mercado ampliou levemente na última semana as projeções para a inflação neste e no próximo ano e a de crescimento da economia em 2009. A estimativa de Selic no fim de 2010 também aumentou.

Segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, as instituições financeiras esperam inflação pelo IPCA de 4,26% neste ano, ante estimativa anterior de 4,25%. Para 2010, o novo prognóstico é de 4,48%, frente a 4,45% antes.

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) é de crescimento de 0,21% em 2009, ante estimativa anterior de 0,20%. Para 2010, o mercado manteve a projeção de crescimento de 5%.

A expectativa continua sendo de Selic a 8,75% ao ano no final de 2009. Para o encerramento do ano que vem, no entanto, houve alteração: o mercado agora prevê 10,63% e não mais 10,50%.

Fonte: Estadão

Marcadores:

Copom mantem SELIC em 8,75% ao ano

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pela segunda reunião seguida, Copom mantém juros em 8,75% ao ano

Decisão já era amplamente esperada pelo mercado financeiro.

Com retomada econômica, preocupação do BC é com aumento da inflação.

Depois de interromper em setembro o ciclo de redução dos juros, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, formado pelos diretores e pelo presidente da instituição, se reuniu novamente nesta terça e quarta-feiras (20 e 21) e decidiu manter a taxa Selic estável em 8,75% ao ano. O encontro durou pouco menos de duas horas.

Foi a segunda manutenção da taxa básica de juros, que aconteceu após cinco cortes consecutivos na taxa Selic - ocorridos entre janeiro e julho deste ano. A decisão foi unânime e sem viés, de modo que a taxa deve permanecer neste patamar até a próxima reunião do Copom, marcada para 8 e 9 de dezembro.

Ao fim do encontro, o Copom divulgou a seguinte frase: "Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, por unanimidade. Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica".

A manutenção dos juros confirmou a expectativa de grande parte dos analistas do mercado financeiro. A projeção dos economistas é de que os juros permanecerão neste mesmo patamar, pelo menos, até julho de 2010. Após julho, a previsão do mercado é de que o Copom eleve a taxa para 10,50% ao ano até o fim do ano que vem.

Segundo cálculos da consultoria econômica UpTrend, os juros reais brasileiros estão em 4,3% ao ano, sendo superados pela China (6,6% ao ano), Argentina (5% ao ano) e Malásia (4,5% ao ano).

Fonte: G1

Marcadores: ,

Mercado prevê Selic em 10,5% em 2010

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mercado eleva previsão de Selic em 2010 pela quarta semana

Cenário para a inflação no próximo ano sobe para 10,5%, ante 10,25% na semana anterior, segundo o Focus

SÃO PAULO - O mercado elevou pela quarta semana seguida sua previsão para a taxa básica de juro no final de 2010, segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 19. Os prognósticos para o crescimento e para a inflação neste ano e no próximo ficaram praticamente estáveis. O cenário para a taxa Selic em 2010 subiu para 10,5%, ante 10,25% na semana anterior. Para este ano, ele foi mantido em 8,75%.

Fonte: Estadão

Marcadores:

BC cogita alta de juro até início de 2010

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

BC cogita alta de juro até início de 2010

Em reunião anteontem, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a recuperação econômica do Brasil acontece acima das expectativas do mercado e que poderá ser necessária uma elevação dos juros básicos até o início de 2010 a fim de combater alta da inflação. Segundo a Folha apurou, Lula ficou preocupado com eventual subida de juros, mas também se mostrou positivamente surpreso, pois a avaliação reservada de Meirelles foi otimista em relação ao crescimento da economia. Normalmente, Meirelles é uma voz mais conservadora no governo. Publicamente, o presidente do BC tem dito que acha razoável a estimativa do mercado de crescimento do PIB de 4,5% em 2010. Reservadamente, porém, crê que a economia poderá estar crescendo, no início do ano, a uma taxa anualizada superior a 5%. Isso exigiria uma ação preventiva de elevação dos juros, para sinalizar ao mercado austeridade monetária e evitar remarcação de preços. É o movimento do BC para interferir na chamada curva futura de juros. Ou seja, sinaliza austeridade, e o mercado reduz sua previsão futura de Selic levando em conta essa atitude. Uma elevação da Selic feita até o início de 2010 permitiria ao BC eventualmente voltar a reduzir a taxa no auge da campanha eleitoral, entre julho e setembro do ano que vem.

Fonte: Folha de São Paulo

Marcadores: , ,

Mercado já prevê SELIC de 12,5% em 2010

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Relatório do BC alerta para aumento da inflação em 2010

O Banco Central antevê uma significativa deterioração da inflação em 2010, ao incorporar o "impulso fiscal" dado pelo governo este ano, em parte para fazer frente à crise financeira global. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - conforme as novas projeções feitas com um modelo ajustado para captar o efeito do aumento do gasto público - é de 4,4% para o próximo ano, maior que os 3,9% previstos no relatório de junho, praticamente sem nenhuma folga em relação à meta de 4,5% para o período.

Está feito, assim, o alerta para um possível aumento a taxa de juros básica em 2010 - ano das eleições presidenciais - muito provavelmente antes que o IPCA aumente. "Cabe registrar que a elevação da projeção de inflação no segundo semestre de 2010 e no primeiro de 2011 em parte se deve aos impulsos fiscais esperados para o segundo semestre de 2009 e o primeiro de 2010, que vêm contribuindo para acelerar a retomada da atividade", indica o relatório.

Diante destas previsões alguns analistas de mercado já prevêem que a taxa SELIC possa chegar a 12,5% em 2010.

Marcadores: ,

Copom justifica manutenção dos juros em 8,75%aa

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

BC defende política de juros 'cautelosa' em um 'cenário de incertezas'

Copom interrompeu ciclo de cortes ao manter juro estável. Segundo BC, expressivo corte de juros até julho terá 'efeitos cumulativos'.

O Banco Central defendeu nesta quinta-feira (10), por meio da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando foi interrompido o ciclo de cortes de juros que vinha sendo feito desde janeiro deste ano, uma postura "cautelosa" na definição da taxa Selic.

"Visando preservar a melhora do cenário inflacionário prospectivo, em cenário macroeconômico que contém incertezas importantes, o Copom avalia que a política monetária deve manter postura cautelosa, com vistas a assegurar a manutenção da convergência da inflação para a trajetória de metas", informou o Copom, por meio de sua ata.

Ociosidade da produção X Incertezas - O Comitê admite que há uma "importante margem de ociosidade" nos fatores de produção, criada pela "acomodação" da demanda por produtos e serviços e, também, pela contração da economia global. Diz ainda que isso não deve ser eliminado "rapidamente".

Entretanto, acrescenta que há "incertezas" sobre o ritmo de recuperação da atividade e acrescenta que a "expressiva" redução de juros feita desde janeiro deste ano (com corte de cinco pontos percentuais nos juros básicos, que estavam em 13,75% ao ano no fim de 2008) terá "efeitos cumulativos que serão evidenciados após certa defasagem temporal, sobre a economia".

Nível de atividade - Mesmo com a "margem de ociosidade" que existe na produção, o Copom avalia que as perspectivas para a evolução da atividade econômica continuaram mostrando melhora desde julho, "notadamente no que se refere ao consumo e, mais recentemente, também aos dados sobre a indústria, ainda que estes sigam refletindo a acomodação da demanda externa".

"O ritmo da retomada da atividade depende de forma importante da evolução da massa de rendimentos reais [salários] e dos efeitos das medidas de estímulo fiscal [desonerações e medidas de estímulo ao crédito] e dos incrementos das transferências governamentais que ocorrerão nos meses à frente e deverá ser beneficiado também pela distensão das condições financeiras [juros de mercado]", acrescentou o BC na ata do Copom.

Fonte: G1

Marcadores: ,

Taxa Selic deve permanecer em 8,75% até final de 2010

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Analistas não mudam projeção para taxa Selic em 2009 e 2010
SÃO PAULO - Os analistas financeiros permanecem no consenso de que o Banco Central não vai mais reduzir a taxa Selic neste ano e promoverá pequeno aumento em 2010. Apesar de alguns ainda verem espaço para um pequeno corte no juro básico em 2009, a mediana das expectativas dos cerca de cem consultados pelo Banco Central no Boletim Focus aponta para Selic de 8,75% ao ano no fim de dezembro - mesmo patamar vigente hoje. O levantamento semanal sustenta essa projeção há 11 semanas consecutivas.

No fim de 2010, a taxa básica de juro deve estar em 9,25% ao ano, ou seja, 0,5 ponto percentual acima do nível atual. Essa previsão se mantém inalterada pela sexta semana consecutiva.

Quanto à taxa de câmbio, os agentes preveem dólar a R$ 1,85 no fim deste ano e no encerramento do próximo, mesmas projeções colhidas na semana retrasada. A moeda americana também deve terminar agosto e setembro nesse patamar, de acordo com o Focus.

Fonte: Valor Online

Marcadores:

Copom põe fim a série de cortes no juro e mantém taxa Selic em 8,75% ao ano

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Copom põe fim a série de cortes no juro e mantém taxa Selic em 8,75% ao ano

SÃO PAULO - O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) optou nesta quarta-feira (02) pela manutenção da taxa Selic, deixando-a no patamar de 8,75% ao ano - sua mínima histórica. A decisão foi sem viés. A interrupção da flexibilização vai ao encontro da sinalização da última ata do comitê, que havia indicado o final do atual ciclo de cortes - que reduziu a Selic em 500 pontos-base desde janeiro deste ano. Também em linha com as expectativas dos analistas, a pausa no afrouxamento monetário pela autoridade refletiu as projeções de inflação controlada, assim como os sinais de recuperação da economia nos últimos meses.

Pausa era consenso

Devido aos amplos novos sinais de melhora da economia brasileira, os analistas já previam, por consenso, uma Selic inalterada. "Tanto o comunicado quanto as minutas da reunião de julho indicavam claramente a intenção de interromper o ciclo de cortes", afirmam os analistas do Bank of America Merrill Lynch. Segundo eles, a ata da última reunião já mostrava que alguns membros do comitê sugeriam uma manutenção da taxa - apesar de o Copom então ter decidido pelo novo corte de 50 pontos-base.

Fonte: Infomoney

Marcadores:

Procon de São Paulo divulga taxas médias praticadas pelos bancos

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Procon de São Paulo divulgou as taxas médias praticadas por 10 bancos brasileiros em agosto/09.

Banco

Empréstimo pessoal

Cheque especial

Banco do Brasil

4,48%

7,65%

Bradesco

5,64%

8,24%

Caixa Econômica Federal

4,39%

6,75%

HSBC

4,61%

9,34%

Itaú

5,86%

8,59%

Nossa Caixa

4,50%

7,65%

Real

5,98%

9,38%

Safra

5,40%

12,30%

Santander

5,98%

9,38%

Unibanco

5,86%

8,59%

Utilizando-se como exemplo as cooperativas de crédito do SICREDI, a taxa média do cheque especial é de 5,50% e o crédito pessoal em média de 3,5%.

Fonte: G1

Marcadores: , ,

Mercado retoma viés de baixa para a Taxa Selic

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

14/08/09 - Num dia sem divulgação de dados relevantes sobre inflação corrente ou expectativas futuras, de reduzido impacto do relatório oficial das vendas comerciais e caracterizado por um certo marasmo no mercado internacional, o pregão de juros futuros da BM&F resolveu, paradoxalmente, sacudir a poeira e trabalhar. O volume de negócios no pregão viva-voz praticamente dobrou e as projeções de CDI recuaram em bloco.

A taxa para o final do ano cedeu de 8,64% para 8,61%. Para janeiro de 2011, o CDI recuou de 9,78% para 9,71% e a taxa-spot para janeiro de 2012 caiu de 11,02% para 10,97%. Tal movimentação só costuma acontecer em momentos em que os players acreditam estar em curso uma mudança nas posições do Copom. Apesar da última ata do Comitê ter encerrado sem muita pompa o ciclo de afrouxamento monetário iniciado em janeiro, as notícias recentes são de que o Banco Central, à luz dos indicadores recentes, encontrou motivação para persistir mais um pouco na rota declinante. E esta disposição - mais um ou dois cortes de 0,25 ponto na taxa básica - já teria sido comunicada ao presidente Lula.

Fonte: Valor Online

Marcadores:

Poupança pode provocar alta de juros para os tomadores de crédito

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Poupança pode provocar alta de juros para os tomadores de crédito

Tudo indica que, apesar da opinião da equipe econômica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pretende mexer na remuneração das cadernetas de poupança antes das eleições de 2010. Essa decisão traz uma série de inconvenientes e poderá levar os bancos a atitudes drásticas, pois atualmente as cadernetas de poupança estão oferecendo remuneração melhor que os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs).

O Comitê de Política Monetária (Copom) terá de pensar duas vezes antes de nova redução da taxa Selic, cujo efeito seria aumentar ainda mais a diferença de remuneração entre CDBs e cadernetas. Ora, alguns economistas consideram, com certa razão, que, se o mercado continua reduzindo suas previsões sobre a evolução do IPCA - cuja média anual já está abaixo de 4,5% -, seria normal que o Copom reduzisse mais uma vez a taxa Selic, com grande benefício para o Tesouro, que é o primeiro a se aproveitar disso por causa da queda do custo da dívida mobiliária, num momento em que esta deve aumentar.

Os bancos comerciais não têm nenhum interesse em captar recursos por meio de cadernetas de poupança, para os quais não têm liberdade de aplicação. A primeira reação das instituições financeiras privadas foi instruir seus gerentes a dissuadirem os clientes de fazerem aplicações em cadernetas e, para isso, na sua grande maioria, diminuíram os custos de administração de outras aplicações. Até agora, isso permitiu que não se verificasse uma migração muito grande de aplicações em renda fixa para as cadernetas, e a evolução na Bolsa de Valores estimulou os investidores a realizar aplicações de risco que, todavia, são restritas a uma classe de renda mais alta.

A se prolongar a situação atual - em que as cadernetas oferecem remuneração maior do que os títulos de renda fixa, em razão da sua isenção do Imposto de Renda -, poderá haver um aumento das migrações para as cadernetas, especialmente no caso da classe média mais sensível ao nível de remuneração. Se isso se verificar, restará aos bancos privados optar por um aumento da remuneração dos títulos que lhes permita manter a expansão dos seus empréstimos. Pode-se imaginar que os bancos - que não dão nada de graça - aumentarão, então, as taxas de juros dos empréstimos, para compensar o aumento dos juros pagos na captação. Teremos uma evolução curiosa, em que as autoridades monetárias poderão baixar o juro básico sem efeito sobre as taxas praticadas pelos bancos.

Fonte: O Estado de São Paulo

Marcadores: , ,

Juro dos EUA pode começar a subir em breve

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

10/08/09 - Apesar de o mercado não considerar possível um resultado da reunião desta quarta-feira do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) diferente da manutenção da taxa básica americana no patamar entre zero e 0,25%, o encontro desperta grande interesse entre analistas e investidores. Depois dos sinais de recuperação enviados por vários indicadores ao longo da semana passada e sobretudo pelo relatório de emprego divulgado na sexta-feira, os economistas consideram possível que o Fed já faça agora uma sinalização de quando poderá descongelar a taxa e fazer o primeiro aperto monetário em mais de três anos. Uma elevação de juros nos EUA não é evento irrelevante e corriqueiro.

A última ocorreu no Fomc de 29 de junho de 2006, quando a taxa foi aumentada de 5% para 5,25%. Ficou congelada nesse nível por mais de um ano e começou a cair no Fomc de setembro de 2007. E dramática série de cortes só parou em dezembro de 2008 quando o fed fund chegou no degrau atual do juro zero. Portanto, só o sinal de que irá subir num futuro próximo já será suficiente para mexer amplamente com os mercados. Na sexta-feira, já se ouviram, aqui e lá, comentários de que a taxa americana poderá começar a subir no primeiro trimestre de 2010.

Fonte: Valor Online

Marcadores:

Copom indica fim de corte no juro

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Política monetária: Ata diz que estão concluídos os esforços para tirar a economia da recessão

31/07/09 - A ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada ontem, deu sinais bastante claros de que o ciclo de afrouxamento monetário chegou ao fim, após um corte acumulado de cinco pontos percentuais entre janeiro e julho, de 13,7% para 8,75% ao ano.

O BC dá como concluídos os esforços para retirar a economia da recessão. "Importantes estímulos monetários e fiscais foram introduzidos na economia nos últimos meses, e deverão contribuir para a retomada da atividade e, consequentemente, para a redução da margem de ociosidade dos fatores produtivos", afirma a ata divulgada ontem.

No documento, o Copom revela que alguns dos seus membros chegaram a defender não baixar os juros. Mas acabaram fechando em torno do consenso de fazer um corte de 0,5 ponto percentual, de 9,25% para 8,75% ao ano. "Apesar de alguns membros do comitê entenderem que haveria respaldo para a possibilidade de manter inalterada a taxa básica de juros já nesta reunião, houve consenso de que o balanço de riscos para a trajetória perspectiva central de inflação ainda justificaria estímulo monetário adicional", afirma a ata.

Na ata divulgada ontem, foi eliminada qualquer referência sobre possível espaço para juros menores no futuro. Em junho, o Copom havia informado que seus membros haviam chegado a uma avaliação "convergente" de que ainda havia espaço para uma distensão monetária residual. O BC diz que os estímulos monetários feitos até agora devem ser "cuidadosamente monitorados ao longo do tempo" e devem ser levados em conta nas reuniões futuras do colegiado. O Copom volta a se reunir nos dias 1 e 2 de setembro e a aposta dominante dos analistas econômicos do mercado financeiro é que os juros sejam mantidos em 8,75%.

Entre as reuniões do Copom de junho e de julho, o mercado aumentou de 4,33% para 4,53% sua projeção de inflação para 2009. A previsão dos analistas para 2010 subiu de 4,3% para 4,41% (mais recentemente, recuou levemente, para 4,4%). Outro fator negativo são os estímulos fiscais, que são mais fortes. Em junho, a ata dizia que o BC trabalhava com a hipótese de superávit primário de 2,5% em 2009 e de 3,3% em 2010. Na ata divulgada ontem o BC diz que essas metas poderão ser ajustadas para baixo em 0,5 ponto percentual em 2009 e em 0,65 ponto percentual em 2010 para acomodar investimentos do governo.

"O Copom assinala, também, que, em torno desse cenário básico, existem incertezas, com viés tanto positivo quanto negativo, sobre o ritmo de recuperação da atividade econômica", afirma o documento.

Uma das principais incertezas apontadas pelo BC é como os cortes feitos até agora na taxa básica de juros, que atinge os menores patamares da história, vão chegar à atividade econômica, que também recebe estímulos fiscais. Os cálculos do BC indicam que cortes de juros levam cerca de nove meses para terem seu efeito máximo na atividade econômica e 12 meses para chegar à inflação.

Especialistas do mercado financeiro esperam que a taxa permaneça inalterada até setembro/2010. (leia)

Fonte: Valor Online

Marcadores: , ,

Mercado prevê manutenção da SELIC em 8,75% até setembro de 2010

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mercado prevê manutenção dos juros até setembro de 2010

Na última semana, taxa Selic caiu de 9,25% para 8,75% ao ano.

A redução de juros efetuada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na última semana, quando a taxa Selic recuou de 9,25% para 8,75% ao ano, será a última alteração, pelo menos, até o fim de setembro de 2010, de acordo com o relatório de mercado divulgado nesta segunda-feira (27), também conhecido como Focus, fruto de pesquisa do BC com os analistas do mercado financeiro.

no último trimestre de 2010, segundo a estimativa do mercado, a taxa deve avançar para 9,25% ao ano. Deste modo, os economistas preveem um aumento de 0,5 ponto percentual da taxa no fim do ano que vem.

Fonte: G1

Marcadores: ,

Aplicadores direcionam seus recursos para a Caderneta de Poupança

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Poupança já captou R$ 4,5 bi, 90 vezes mais do que em junho

Até dia 21 de julho, saldo de recursos depositados somava R$ 287,9 bi, frente aos R$ 279,9 bi no mês anterior

SÃO PAULO - A caderneta de poupança registrou depósitos líquidos de R$ 4,5 bilhões em julho (até dia 21), período que corresponde aos primeiros 15 dias úteis do mês, segundo dados do Banco Central. Nesse mesmo intervalo de dias no mês passado, a captação da poupança foi de R$ 49 milhões.

No mês de julho/2008, a poupança recebeu um total líquido de R$ 2,2 bilhões e no mesmo mês de 2007, os depósitos foram de R$ 3,5 bilhões.

Dentre os fundos de investimentos mais conservadores, os referenciados DI registravam depósitos líquidos de R$ 215 milhões em julho até dia 21. Já os de curto prazo tiveram resgates líquidos de R$ 389 milhões, segundo os dados compilados pelo site financeiro Fortuna (www.fortuna.com.br). Estas duas categorias de fundos, cuja rentabilidade segue de perto o desempenho da taxa básica de juros, são as que potencialmente mais disputam com a poupança no quesito retorno. Os fundos de renda fixa, que compram prioritariamente títulos de dívida prefixados, registram captação positiva de R$ 3,8 bilhões no mês.

"De maneira geral, fundos conservadores com aplicação inicial baixa estão perdendo cotistas", afirma o diretor do site Fortuna, Marcelo D'Agosto. Os referenciados DI, por exemplo, registram a saída de 6,8 mil investidores neste mês, segundo informações do Fortuna. No mesmo período, os fundos de renda fixa tiveram o ingresso de 297 cotistas e os de curto prazo, de 5,7 mil. "Em princípio, parece que não existe uma corrida desenfreada de aplicadores deixando os fundos para investir na poupança, mas a saída de cotistas dos fundos de varejo é uma sinalização de que poupança está mesmo competitiva", diz.

É o que ressalta o sócio da consultoria AZ Investimentos, Ricardo Zeno. "Fundos pós-fixados, principalmente os atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), tendem a acompanhar a Selic", explica. "Contando com a taxa de administração e a incidência de Imposto de Renda, estão remunerando menos que a poupança, então é natural que o investidor observe esta vantagem e migre ao menos parte dos recursos para a caderneta", afirma. A poupança é isenta do IR e não tem taxa de administração.

"Certamente a poupança está mais atrativa que os fundos DI mais acessíveis", concorda D'Agosto. Ele pondera que isto não é fator suficiente para desestabilizar o mercado financeiro, nem indício de que ocorrerá a temida migração em massa de investidores para a poupança, mas a saída de cotistas dos fundos voltados ao varejo mostra que a indústria está encontrando dificuldades para enfrentar a boa e velha caderneta. "Como chamariz para posteriores aplicações mais sofisticadas, as carteiras conservadoras acessíveis não estão cumprindo seu papel, o que pode trazer problemas no longo prazo."

Fonte: Estadão

Marcadores: ,

Cooperativas de Crédito praticam taxas inferiores aos bancos

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Após o anúncio de cada redução de taxas de juros feita pelo COPOM, sempre ocorre o anúncio dos bancos divulgando a redução nas taxas de juros por eles praticados.
Pesquisas de mercado demonstram que as taxas médias praticadas pelos bancos giram em torno de 5,5% e quando os mesmos divulgam a redução em suas taxas de juros normalmente a redução é de 0,03 ou 0,04%, redução esta quase que insignificante frente aos altos juros cobrados.
Normalmente nestas pesquisas não constam divulgadas as taxas de juros das Cooperativas de Crédito, que normalmente praticam taxas bastante abaixo das taxas médias divulgadas pelas demais instituições financeiras. Exemplo desta afirmação são as taxa de juros praticadas pelas Cooperativas do Sistema SICREDI, onde dificilmente o associado encontra taxas de juros superiores a 3,5%am no crédito parcelado de 12 meses. No SICREDI as taxas mais altas encontradas no cheque especial e no cartão de crédito não ultrapassam 6%am, taxas estas raras de serem encontradas nos bancos que normalmente operam acima de 9% ao mês nestas operações.
Se podemos operar com uma cooperativa de crédito, com taxas de juros mais acessíveis e com o benefício da distribuição de sobras (lucros) no final do exercício, porque operamos com outras instituições financeiras, que além de praticarem taxas e tarifas mais elevadas não nos convidam para dividir seus lucros?

Marcadores: , , ,

Nova Taxa Selic é de 8,75% ao ano

Após a 5ª queda consecutiva, a Taxa Selic chega a 8,75%aa, a menor taxa de juros reais dos últimos 35 anos.

22/07/09 - O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic nesta data dos anteriores 9,25% para 8,75%. Analistas de mercado prevêem que esta foi a última de uma série de 5 quedas consecutivas que reduziram a Selic em 5%aa desde o inicio de 2009. No início de Jan/09 a Taxa Selic estava em 13,75%aa.

A decisão do Copom foi unânime e a nota divulgada diz que: "levando em conta que a flexibilização da política monetária [redução de juros] implementada desde janeiro tem efeitos defasados e cumulativos sobre a economia, o Comitê avalia, neste momento, que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo do horizonte relevante, bem como para a recuperação não inflacionária da atividade econômica".

Com esta redução o Brasil passa a ter taxas de juros reais de 4,4%aa, ocupando a 5ª posição dos juros mundiais, atrás da China (7,1%), Hungria (5,6%), Tailândia (5,5%) e Argentina (4,9%).

As reduções consecutivas na taxa de juros tem como finalidade reativar a economia após o Brasil ter apresentado recessão técnica, caracterizada por 2 trimestres seguidos com crescimento negativo.

A taxa Selic atingiu seu ponto máximo em fevereiro de 1990, no final do governo José Sarney. Naquela época, de inflação galopante, a Selic era definida diariamente e o juro nominal daquele mês, anualizado, atingiu assombrosos 438.769,68%, de acordo com a série histórica do Departamento de Mercado Aberto do BC.

A próxima reunião do Copom ocorrerá nos dias 1 e 2 de Setembro e a expectativa dos analistas de mercado é de que a Taxa Selic permaneça inalterada em 8,75%aa até meados de 2010.

Marcadores: , ,

Mercado projeta Selic em 8,75% para o final de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

SÃO PAULO - O mercado financeiro manteve seu cenário para a economia e a taxa de juro do Brasil neste ano, mas piorou, ligeiramente, a expectativa para a produção industrial e para a inflação, segundo relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira.

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 permaneceu em queda de 0,50 por cento. O cenário para 2010 foi mantido, apontando crescimento de 3,5 por cento.

A estimativa para a taxa Selic no fim deste ano permaneceu em 8,75 por cento e para 2010 foi mantida em 9,25 por cento.

Fonte: Estadão

Marcadores:

terça-feira, 30 de junho de 2009

Governo reduz TJLP e custo de repasse de recursos ao BNDES
Ministro da Fazenda anuncia novas medidas fiscais e financeiras para estimular economia do País em meio à crise

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira, 29, que, no conjunto de medidas de incentivo à economia, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) será reduzida nesta terça, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 6,25% ao ano para 6%, no terceiro trimestre de 2009. Há oito trimestres não havia redução da TJLP.

O ministro também anunciou a redução do custo do dinheiro repassado pelo Tesouro Nacional para o BNDES. Segundo Mantega, a partir de agora, ao invés de TJLP mais 1%, o Tesouro cobrará apenas a TJLP dos recursos que serão aportados no BNDES para linhas de financiamento.

O governo anunciou o repasse de R$ 100 bilhões para o BNDES, dos quais uma parte já foi repassada a custo de TJLP mais 2,5% ao ano. O governo já havia anunciado que reduziria esse custo do dinheiro para TJLP mais 1% e agora reduziu novamente para apenas TJLP. Mantega disse que isso significa que as linhas de crédito do BNDES para as empresas também ficarão mais baratas.

Segundo Mantega, as taxas de juros cairão, em média, de 11% ao ano para 5,5% ao ano. "O Tesouro arcará com essa diferença", disse Mantega, acrescentando que o valor de recursos passíveis para essa equalização é de até R$ 42 bilhões. A medida terá um prazo de validade até 31 de dezembro de 2009.

Fonte: Estadão

Marcadores:

A meta da inflação e a eleição de 2010

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A meta e a eleição

Eleição presidencial costuma interferir no termômetro da economia. De olho nessa relação, a equipe do governo Lula deve fixar a meta de inflação para 2011, primeiro ano do sucessor do presidente petista, em 4,5%. Percentual idêntico ao desse e do próximo ano. A decisão será tomada nesta semana, durante reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional).

Segundo assessores presidenciais, instabilidades no processo eleitoral de 2010 podem provocar elevação nas expectativas de alta dos preços. Resultado: o Banco Central tenderia a agir preventivamente, como sempre faz, e subir a taxa de juros para manter a inflação do ano seguinte sob controle.

Em outras palavras, a equipe de Lula trabalha para diminuir o risco de, no ano da eleição presidencial, o Banco Central ser obrigado a promover uma alta nos juros. Daí a tendência de manter a meta de inflação em 4,5%, o que daria ao BC uma margem de manobra maior para conduzir sua política monetária. Se reduzisse esse percentual para 4%, como chegou a ser classificado como possível, essa margem ficaria menor.

Um assessor do presidente Lula lembra que, durante uma campanha eleitoral, é natural ocorrer turbulência no mercado financeiro, como aconteceu na eleição de 2002 --na época, com a possibilidade de vitória do petista, visto como um risco para o mercado, a inflação subiu e o BC elevou a taxa de juros. Lula ganhou, conquistou a simpatia do mercado e mostrou que não representava nenhum risco para a economia.

Reservadamente, outro assessor de Lula diz que a possibilidade de cenário semelhante em 2010 é real. Não tão acentuado como em 2002, mas podendo interferir nas expectativas de inflação. Isso porque, destaca, os dois principais candidatos a presidente --o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff-- têm estilo intervencionista e não despertam grandes paixões no mercado. Se isso é virtude ou não, é uma outra história.

Dentro do governo, de olho nesse aspecto eleitoral, a informação é que o presidente Lula vai orientar sua candidata a assumir o compromisso de que, vencendo a eleição, manterá suas políticas fiscal e monetária. A dúvida é se o mercado vai ou não comprar essa sinalização.

Lula gostaria não só de evitar uma alta dos juros no próximo ano, como garantir a manutenção do atual processo de queda. Só que isso parece ser praticamente impossível. Hoje, as taxas estão em 9,25%. O mercado aposta em apenas mais uma redução, entre 0,25 e 0,50 ponto percentual, na próxima reunião do Copom (Comitê Política Monetária). Depois, os juros ficariam inalterados durante boa parte de 2010.

Tecnicamente, tanto Ministério da Fazenda como Banco Central avaliam que seria possível reduzir a meta de inflação de 2011 para 4%. Afinal, há analistas apostando que a inflação no primeiro ano do sucessor de Lula ficará abaixo de 4,5%, meta que será ratificada para 2010 na reunião do CMN.

Segundo os técnicos, a retração da economia brasileira gerou um nível de capacidade ociosa na indústria brasileira que permite sustentar um crescimento econômico entre 3,5% e 4% sem gerar pressões inflacionárias. Isso desde que não haja um processo exagerado de alta no preço das commodities --produtos cujos valores seguem a tendência do mercado internacional.

Além do fator eleitoral, dois outros devem pesar na decisão do Conselho Monetário Nacional. Um deles sempre é lembrado pelo presidente Lula nas discussões internas. Seu governo está em final de mandato e esse é um tema que deve ser deixado para o próximo presidente, já que será ele o responsável pela condução da política monetária em 2011. Se quiser, pode mudar a meta.

Outro fator é a tendência de alta nos preços internacionais ao longo do próximo ano, diante da esperada recuperação das economias dos países desenvolvidos --que deve, inclusive, gerar um processo de elevação das taxas de juros mundiais.

Apesar de terem visões divergentes sobre a política monetária, as equipes de Guido Mantega (Fazenda) e Henrique Meirelles (Banco Central) não estão, dessa vez, em guerra por conta da meta de inflação a ser fixada para 2011.

Dentro do próprio BC a meta de 4,5% é considerada como defensável, apesar da preferência por 4%. Número que também conta com o apoio de alguns técnicos de Mantega. A última vez em que Fazenda e Banco Central entraram em conflito publicamente foi na fixação da meta de 2009. Na época, a equipe de Mantega defendia a manutenção da taxa em 4,5%, enquanto Meirelles e sua diretoria trabalhavam pela redução para 4%.

Mantega ganhou a disputa, convencendo o presidente Lula de que havia risco de uma alta exagerada no preço das commodities em 2008 gerar pressões inflacionárias. De fato, essa alta aconteceu, mas depois cedeu com o agravamento da crise internacional no final do ano passado.

Fonte: Valdo Cruz , 48, é repórter especial da Folha . Foi diretor-executivo da Sucursal de Brasília durante os dois mandatos de FHC e no primeiro de Lula. Ocupou a secretaria de redação da sucursal. Escreve às terças.

Marcadores:

Divida no Cheque Especial bate recorde

terça-feira, 23 de junho de 2009

Dívida no cheque especial bate recorde

BRASÍLIA - Mensalmente, milhares de contas correntes mudam de cor. Dias após o pagamento do salário, o extrato bancário deixa de mostrar números positivos e passa para o vermelho até que o próximo salário seja depositado. É nesse intervalo que o cheque especial vira a salvação. No fim de abril, brasileiros usavam R$ 18,05 bilhões do limite oferecido pelas instituições financeiras, no maior valor da história.

Pior que estar devendo é pagar por esse crédito. Mesmo com Selic em queda, pouca coisa mudou no juro do cheque especial. Nos maiores bancos, a taxa segue acima de 150% ao ano. Esse é o crédito mais fácil de usar. Sempre disponível, o dinheiro está na conta, prontinho. Pode ser em um saque no meio da noite ou em um pagamento no débito e o empréstimo começa a valer sem a assinatura de papéis ou a presença do gerente. Tanta facilidade tem um preço.

Entre todas as linhas de crédito acompanhadas pelo Banco Central, o cheque especial tem o maior spread, que é a diferença entre o juro que o banco paga para quem aplica e quanto cobra de quem toma esse dinheiro emprestado. Em abril, o spread estava em 156,3 pontos porcentuais. Na média de todos os financiamentos para famílias e empresas, a margem é bem menor: 28,2 pontos. Na prática, isso quer dizer que um cliente que aplica R$ 100 no banco tem R$ 110,03 no fim de 12 meses. Na mão da instituição, esses R$ 100 são usados para cobrir o cheque especial de outro consumidor que, ao fim do mesmo período, tem de pagar R$ 266,30. A diferença entre o que um paga e o que o outro recebe - de R$ 156,27 - é embolsada pelo banco.

Nas instituições financeiras, a explicação para tamanha margem é o tripé inadimplência, impostos e compulsório.



As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Marcadores: ,

Juros podem voltar a subir em 2010

domingo, 21 de junho de 2009

Juros podem voltar a subir em 2010

O governo viverá em 2010, em meio à disputa que definirá o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o dilema de ter que aumentar a taxa de juros para manter a inflação sob controle. A previsão de elevação dos juros é do mercado, que, neste momento, está apostando, conforme se vê nos contratos com prazo de três anos, em alta de três pontos percentuais na taxa Selic em 2010, de 1,25 ponto em 2011 e de um ponto em 2012. Assim como o governo, os agentes do mercado acreditam que a economia brasileira, depois de passar por recessão técnica nos dois últimos trimestres, já iniciou um processo de recuperação e chegará ao fim do ano crescendo de forma acelerada, embora ainda abaixo do padrão que vinha exibindo antes da crise financeira internacional. Essa recuperação, segundo leitura do mercado expressa nas curvas de juros, indica que o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) será mais conservador na política monetária de curto prazo daqui por diante. A cautela redobrada reduz o prêmio exigido pelos investidores nos juros futuros para recompensar o risco de aceleração da inflação. Essa é a parte da curva de juros futuros que, para o governo, mais interessa. Os juros mais longos servem de referência para as captações feitas por empresas no mercado interno para financiar investimentos. Também baliza os custos de linhas dirigidas a pessoas físicas, que têm prazos cada vez maiores, como os financiamentos para a compra de automóveis. De nada adiantaria, por essa leitura, o BC manter uma política monetária expansionista no custo prazo se, em prazos mais longos, o mercado continuasse a precificar juros mais elevados, exigindo prêmios para o risco de um eventual excesso de estímulo à economia levar ao aumento da inflação.

A idéia de que o BC foi mais conservador pode, à primeira vista, parecer estranha, já que na semana passada o Copom cortou a taxa Selic em um ponto percentual, de 10,25% para 9,25% ao ano, acima do 0,75 ponto percentual esperado pela maior parte dos analistas econômicos. As avaliações do mercado financeiro, porém, deram um peso maior para o trecho do comunicado divulgado pelo Copom, logo após a reunião, que avisa que "qualquer flexibilização monetária adicional deverá ser implementada de maneira mais parcimoniosa". O corte dos juros acima do que o esperado foi possível porque os modelos de projeção do BC mostram que, mesmo com juros menores, a inflação ficará dentro das metas para 2009 e 2010, ambas fixadas em 4,5%. A parcimônia se justifica porque os estímulos monetários atuam com defasagens na economia e estão sujeitos a um grau de incerteza, o que demanda cautela.

Desde a sua reunião de abril, o Copom vem tentando reduzir os prêmios de risco inflacionário embutidos na curva de juros futuros. A ata daquele encontro já afirmava que "o Comitê entende também que a melhora do cenário prospectivo para a inflação em 2009 e em 2010 não foi, até o momento, incorporada na estrutura a termo da taxa de juros". Graças a essa mensagem, as taxas futuras caíram bastante no início de maio. Mas voltaram a subir nas semanas seguintes, embora não tenham retornado aos elevados patamares praticados antes da ata de abril. Três fatores contribuíram para esse movimento: a alta dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano; os sinais de retomada da atividade econômica no Brasil e na economia mundial; e o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que foi menos negativo do que o esperado. Hoje, o BC divulgará a ata da reunião do Copom ocorrida na semana passada. "O Banco Central, ao cortar os juros em um ponto percentual, mostrou que tem um cenário para a inflação muito positivo", afirma o diretor da Porto Seguro Investimentos, Sérgio Goldenstein. "O mercado incorporou um pouco dessa visão e passou a projetar uma alta menor dos juros em 2010."

Marcadores: ,